Bacalhau | Comidinhas

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Posts com a Tag bacalhau

quarta-feira, 27 de março de 2013 Receitas | 17:56

Bacalhau do Vítor Sobral lá em casa

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Esse aqui acima é o meu prato de bacalhau ao forno preparado pelo chef português Vítor Sobral. A receita é uma das 500 que ele reuniu para o livro “As Minhas Receitas de Bacalhau(Editora Senac, R$ 139,90).

É também um dos pratos de bacalhau que estão sendo preparados sob encomenda na Tasca da Esquina para serem entregues na Sexta-Feira da Paixão.

Quem quiser colocar a mão na massa, aí vai a receita:

Bacalhau ao forno com batatas coradas e cebola da Tasca da Esquina

Rendimento: 10 porções

Bacalhau

10 lombos de bacalhau com aproximadamente 350 gramas
100 ml de azeite extra virgem
3 folhas de louro
10 dentes de alho laminados

Coloque o bacalhau numa assadeira própria para ir ao forno e regue com azeite, acrescente o louro e o alho. Leve ao forno à temperatura de 150°C durante 25 minutos, tapado com folha de papel alumínio.

Cebolada

1 kg de cebola laminada
5 dentes de alho picados
2 folhas de louro
150 ml de azeite extra virgem
Sal marinho a gosto
Pimenta-do-reino a gosto

Doure as cebolas com o alho e o louro em azeite, em fogo brando. Quando a cebola estiver caramelizada, acerte os temperos e reserve.

Montagem

1,2 kg de batatas pré-fritas em rodelas

Sobreponha o bacalhau sobre as batatas e finalize com a cebolada. Leve ao forno para dourar por alguns minutos e, antes de servir, salpique salsa picada e regue com um fio de azeite.

Clique aqui para ver outras receitas de bacalhau da Tasca da Esquina

Tasca da Esquina: alameda Itu, 225, Jardins. Tel. (11) 3262-0033

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

terça-feira, 8 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 17:13

O Zé, a Maria e as tascas portuguesas

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Tascas portuguesas viraram moda em São Paulo. Embora o que está sendo chamado de tasca por aqui é bem diferente das tascas de lá. Ok, o bacalhau estará sempre no cardápio, aqui ou lá. Mas todo o resto…

Dê uma olhada no que escrevi sobre a Tasquinha do Oliveira, considerada uma das melhores casas de Portugal e, sem dúvida alguma, bela representante das tascas tradicionais do país. Em geral, são estabelecimentos pequenos, com poucas mesas, comida farta e excelente, com várias opções de entrada (que em geral já estão na sua mesa esperando quando você chega), administradas pela família. Não são exatamente baratas. Mas quando se considera o tal “custo/benefício” não tem como sair insatisfeito.

Aí domingo passado fui almoçar na nova Tasca do Zé e da Maria, em Pinheiros, São Paulo. Seus proprietários trabalharam em lugares como A Bela Sintra, La Brasserie Erick Jacquin e Antiquarius. Uniram-se para montar o novo restaurante e deram algumas entrevistas dizendo que a proposta era a de uma boa comida portuguesa, com preços mais baixos do que os praticados pelos portugueses tradicionais da cidade.

E é verdade. O lugar é simples e bonito, o serviço é o ponto forte da casa, a comida é gostosa, tem uma carta de vinhos bacana. E os preços realmente são mais baixos que os do Antiquarius ou do A Bela Sintra. Mas será que  pratos individuais de bacalhau precisam realmente custar em média R$ 70? O Tonel, esse sim “a” cara de uma tasca portuguesa, na Chácara Santo Antonio, a 7,4 km do Zé e da Maria, parece provar que não. O restaurante familiar, com poucas mesas, serve um delicioso bacalhau à lagareiro a R$ 69. E dá tranquilamente para três pessoas. O mesmo prato na tasca do Zé e da Maria custa R$ 80 e é individual.

Provei bacalhau nos dois lugares e confesso que não consigo ver diferença na qualidade dos pratos. Sim, existe diferença na localização e também no visual de cada casa. O Tonel tem mais cara de boteco do que de restaurante. A Tasca do Zé e da Maria é um restaurante bem decorado e moderninho, sem dúvida, com mais conforto e também com uma equipe bem maior (quem atende no Tonel é a família).  Naquele quesito “ver e ser visto”, dá de dez a zero no Tonel. Mas se estivéssemos na Europa, super cool seria mesmo ir ao Tonel, aquela tasca/bar escondidinha, um achado, para conhecedores, fora do eixo gastronômico, para depois contar aos amigos sobre a boa comida provada. Aliás, nesse ponto o Rancho 53, em Araçariguama, ou   o Sr. Bacalhau, em Serra Negra, então, dão um baile nesses outros dois. Comida excelente, “experiência” deliciosa e um bom custo/benefício. Super indico.

Mas, enfim, vamos às comidas da Tasca do Zé e da Maria:

Começamos com o couvert (R$12), que além do tradicional pão com manteiga, inclui pequeninos bolinhos de bacalhau e…

Croquetinhos de carne. Ambos sequinhos e saborosos

Provei ainda como entrada um bacalhau com purê de batata, tipo um escondidinho (R$ 28)

O prato do dia era um bacalhau à Gomes de Sá (R$ 69), com cebola, ovos, batatas, azeitonas pretas, literamente nadando no azeite. Bem gostoso.

Comi também um arroz de pato (R$ 52) feito com arroz português Carolino, que estava gostoso, mas não assim sensacional…

Pulei a sobremesa.

Tasca do Zé e da Maria: R. dos Pinheiros, 434, Pinheiros, São Paulo. Tel.: 11 3062-5722.

Aliás, para continuar o assunto acima, outras tascas que seguem a mesma proposta (inclusive de preços) que a do Zé e da Maria é a Taberna 474 e a Tasca da Esquina. Entre as três, gosto mais da Tasca da Esquina, tanto pela boa comida quanto pelo lindo restaurante.

Notas relacionadas:

  1. Descobertas: um português e um santista
  2. Para a noite: petiscos portugueses
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , ,

sábado, 16 de julho de 2011 Sem categoria | 11:00

A Tasca da Esquina

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Estava louca pra ir conhecer a Tasca da Esquina, o restaurante do chef português Vitor Sobral, que há anos é esperado em São Paulo e abriu, finalmente, na última terça-feira. A ideia é que a casa seja bem parecida com a matriz, em Lisboa. O cardápio é similar, respeitando, é claro, a oferta de ingredientes brasileiros, que o chef diz que tem se divertido muito em buscar nas suas visitas a mercados por aqui.

“Eu vou sempre ao mercado. Tenho encontrado bons peixes e frutos do mar no Ceagesp. Claro que não tem a mesma variedade que Portugal. Mas os dez que têm disponíveis, por exemplo, são de muito boa qualidade. E gostei muito das ostras brasileiras”, disse.

O lugar é lindo, com mesas e chão de madeira rústica. Teto retrátil perfeito para noites de lua cheia como hoje. E uma parede de horta, inteira tomada por ervas (sim, o chef sai da cozinha e vai lá apanhar um raminho de alecrim). Um clima meio descontraído, incentivado até pelo cardápio que dá várias possibilidades. Dá para só ficar petiscando (mais em conta) ou para ter uma refeição séria (e mais cara). Ou ainda se “deixar levar pelas mãos do chef” e provar degustações que vão de quatro (R$ 92,50) a sete pratos mais uma sobremesa (R$ 148). Todos os vinhos também podem ser escolhidos em garrafas ou em taças. A água filtrada é de graça. Abriu na terça e na sexta no almoço já estava lotado.

Tudo aqui é “on demand”, a começar pelo couvert. Você pode ir escolhendo: só o pão (R$ 6), azeitonas (R$ 7,50), queijo (R$ 18), bolinhos de bacalhau (R$ 7,50 com duas unidades) e presunto de porco do Montado Alentejano (R$ 32).

Comecei com as azeitonas e o bolinho de bacalhau, pequenino, bem sequinho e gostoso (mas faltou uma pimentinha, achei)

E o queijo de ovelha português. Maravilhoso!

Depois, me deixei levar pelas mãos do chef no menu de 4 porções (e ainda pedimos umas sobremesas extras):

Começou com uma sopa de tomate com ostra e um azeite aromatizado com coentro


Depois, um hambúrguer de atum (temperado com ervas), sobre uma mousse de legumes e rúcula.

Uma versão diminuta do prato do dia da quinta-feira: o bacalhau com natas

E o filé mignon de porco, com creme de abobrinha, farofa com tomate seco e quiabo salteado

Se estavam gostosos? Estavam todos eles no ponto perfeito e muito saborosos. Aquele tipo de menu que é difícil escolher o que você gostou mais. Porque é equilibrado, com o hambúrguer de atum suculento e com gostinho de erva-doce; o bacalhau com natas incrivelmente leve, bastante regado no azeite; e o porco macio, no ponto exato. Esse menu custa R$ 92,50. Não é um restaurante barato. Os bacalhaus (no forno, com pimentos assados e azeitonas, ou à Gomes de Sá) custam entre R$ 82 e R$ 92. Mas tudo de ótima qualidade e muito bem executado. E os petiscos custam a partir de R$ 18 (moelas fritas com cebolinhas) até R$ 56 (alhada de camarões).

Quero voltar lá para provar a farinheira com favas (R$ 28) e o vôngole com limão e coentros (R$ 22), que é a versão abrasileirada das Amêijoas à Bulhões Pato, que já estou em abstinência desde minha viagem a Portugal.

Ainda provei na Tasca, 3 sobremesas (calma, foram compartilhadas na mesa):


O creme queimado, versão portuguesa do crème brûlée (R$ 12,50)

O “o bolo de chocolate”, esse creme laranja é maracujá com cenoura (R$ 14)

E a sericaia (doce alentejando com ovos, leite e canela) com sorvete de maçã verde (R$ 14)

Tasca da Esquina: alameda Itu, 225, Jardins, São Paulo. Tel. 11 3262-0033.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

sexta-feira, 20 de maio de 2011 Comidinhas em Portugal | 19:07

Especial viagem gastronômica por Portugal

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5- pastéis de Belém; 6- presunto Pata Negra; 7- pataniscas; 8- vinhos do Douro

15 dias
mais de 10 cidades
uma dúzia de restaurantes
muito mais de vinhos
várias pataniscas, sardinhas, azeitonas, camarões, sapateiras, alheiras, embutidos…
muito Pata Negra, queijo amanteigado, bacalhau
muitos, muitos, muitos pastéis de Belém

Encerro aqui a série sobre a viagem gastronômica por Portugal que tomou vários posts abaixo. Quer ler tudo de uma vez? Clique nos links abaixo:

- Um pouco sobre a culinária de Portugal, os pastéis de Belém e os frutos do mar da Cervejaria Ramiro
- Lugares para comer bem em Lisboa, Cascais e Alcabideche
- Um achado de restaurante em Óbidos e a noite de fado e bacalhau em Odivelas
- Évora é o paraíso gourmet de Portugal com a Tasquinha do Oliveira e o Fialho
- Vinhos, boa comida e boa vida no Douro
- Porto e os restaurantes de peixe

- Leia mais sobre a culinária portuguesa no Pelo Mundo do iG Comida.

Notas relacionadas:

  1. Especial Portugal
  2. Évora: o paraíso gourmet de Portugal
  3. Porto: última parte da viagem gastronômica
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de maio de 2011 Comidinhas em Portugal | 09:11

Évora: o paraíso gourmet de Portugal

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Saí de Lisboa em direção a Évora com duas indicações gastronômicas, que para muitos disputam o título de melhor restaurante do país: o Fialho e a Tasquinha do Oliveira.

O primeiro é quase um patrimônio nacional, foi fundado em 1948 e desde então vem gerando vários “filhos”, pequenos restaurantes de funcionários que saíram do Fialho para montar seu próprio negócio. E esse é o caso da Tasquinha do Oliveira.

Seu proprietário, Manuel Oliveira, trabalhou no Fialho e saiu de lá para montar seu pequenino restaurante (pequenino mesmo, tem só cinco mesas) com a mulher, Carolina, que na minha opinião deve ser a melhor cozinheira de Portugal. Porque comanda sozinha a cozinha da Tasquinha e lá foi sem dúvida o melhor jantar que tive no país.

Foi lá também o único lugar que precisei fazer reservas (e com um mês de antecedência). Como é muito pequenino, é bom se garantir e também chegar na hora, às 20h em ponto. Como apenas Manuel e Carolina cuidam do restaurante, tudo é orquestrado para sair da cozinha e servir as mesas ao mesmo tempo, garantindo a qualidade da comida e do serviço.

Tasquinha do Oliveira

Quando chegamos, a mesa já estava pronta com algumas opções de entrada nos esperando. Esse é, aliás, um costume comum em Portugal: você escolhe o vinho e o prato principal, mas as entradas são “escolhidas” para você, o que também pode encarecer um tanto a conta. Mas, confie, vale a pena. Na minha mesa, quando sentei tinha:

As melhores pataniscas que provei em Portugal: não é um bolinho, mas um tempurá de lascas de bacalhau e batata

Uma torta folhada recheada com perdiz

Um queijo amanteigado do Azeitão

Um frango assado e desfiado em forma de salada, temperado com azeite e coentro, que é divino! Perguntei para o sr. Oliveira qual era o segredo. E ele respondeu: “A forma de assar o frango”. Mas só deu risada e fingiu não ter ouvido quando eu pedi a receita…

Um polvo no azeite, alho e coentro, com a textura perfeita

E uma sapateira já desfiada e servida fria

Depois de tudo isso, optamos por escolher só um prato principal e dividir:

Porco preto com amêijoas e verduras. Parece que a mistura é estranha, né? Mas o resultado final é divino, leve e saboroso. A carne do porco preto é macia, por conta um pouco da quantidade de gordura, mas a questão é que você não percebe essa gordura, ela é na medida para dar maciez. Com um molho leve, misturada às amêijoas, virou iguaria local.

Mas não satisfeito, sr. Oliveira ainda fez questão de mandar uma surpresa para a mesa que disse ser muito mais do que 5 estrelas. E nós aceitamos, claro:

Era um suflê de espinafre e camarões e também uma das melhores coisas que já comi na vida, levíssimo, macio, aerado… Sonhei com ele vários dias depois desse jantar.

E como eu não me dou por satisfeita, ainda pedi sobremesa:

Sericaia (doce feito com base de ovos, leite e açúcar) com ameixas de Elvas (cidade perto de Évora), especialidade alentejana.

O jantar para duas pessoas com vinho saiu por 120 euros.

Próxima parada: Fialho

O esquema é o mesmo: chegamos e encontramos uma linda mesa pronta

Pão e presunto pata negra. Só escolhemos o vinho, aliás, indicação de amigos portugueses e que adoramos: Tapada de Coelheiros.

Cogumelos e polvo, os dois preparados da mesma maneira: muito azeite, alho e coentro.

Partimos então para os pratos principais:

O bacalhau à Lagareiro (veja receita), com batatas aos murros, alho assado e muito azeite.

E um cabrito assado, com a carne desmanchando, servido com batatas

As queijadinhas vêm junto com o café para encerrar.

O jantar para duas pessoas com vinho saiu por 95 euros.

E, sim, da minha curta experiência em Portugal, Tasquinha do Oliveira e Fialho foram os dois melhores restaurantes.

Tasquinha do Oliveira: rua Cândido dos Reis, 45-A, Évora, Portugal. Tel. 266 744841.
Fialho: Travessa dos Mascarenhas, 16, Évora, Portugal. Tel. 266 703079.

Leia também:

- Um pouco sobre a culinária de Portugal, os pastéis de Belém e os frutos do mar da Cervejaria Ramiro
- Lugares para comer bem em Lisboa, Cascais e Alcabideche
- Um achado de restaurante em Óbidos e a noite de fado e bacalhau em Odivelas
- Vinhos, boa comida e boa vida no Douro
- Porto e os restaurantes de peixe
- Leia mais sobre a culinária portuguesa no Pelo Mundo do iG Comida.

Notas relacionadas:

  1. Especial Portugal
  2. Especial Portugal
  3. Portugal: um achado em Óbidos e uma noite de fados e bacalhau em Odivelas
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de maio de 2011 Comidinhas em Portugal | 10:12

Portugal: um achado em Óbidos e uma noite de fados e bacalhau em Odivelas

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Óbidos é destino obrigatório em Portugal, a cidadezinha fortificada, que você conhece pelo alto, andando por suas muralhas e se encantando com as casinhas e igrejas, com datas que variam entre 1100 e poucos a 1500 e poucos.

É famosa também pela Ginja, um licor adocicado, servido dentro de copinhos de chocolate, feito de… ginja. Minha pergunta para a senhora atrás do balcão: “Ginja é uma cereja?”. A resposta dela: “Ginja é ginja”.  Sim, uma fruta similar à cereja.

Aí, depois de andar por toda a muralha e entrar em cada igrejinha, por volta de 13h30, parei para dar uma olhada num cardápio na porta de um pequenino restaurante, que tentava convencer os passantes a subirem para o primeiro andar e experimentar um almoço:

Achei o cardápio bem interessante e vi que já tinha recebido indicação do Guia Michelin. Subi os dois lances de escada para experimentar:

Sardinhas assadas no azeite com pimentões sobre broa de milho também levada ao forno com azeite para ficar crocante. Uma das coisas mais sensacionais que provei em Portugal e custou só 3,50 euros.

Torrada com queijo chevre derretido com mel (3,50 euros)

E a melhor alheira que comi em Portugal: recheada com vários tipos de carne (coelho, porco etc.) e frita, servida com verduras refogadas (6 euros).

Foi uma das melhores refeições que fiz em toda a viagem e gastei 39 euros para duas pessoas com vinho. Achar lugares escondidos, do nada, sem recomendações prévias e sair de lá absolutamente feliz é a melhor parte sempre… Ah, e o fato de ser no andar superior tem uma boa explicação: sentada na mesa, dá para ter uma linda vista da cidade.

A outra descoberta foi uma indicação de amigos portugueses. Mas essa também eu jamais chegaria lá sozinha. O Forno da Cidade fica em Odivelas, cidade pertinho de Lisboa, quase uma periferia. Por isso, o restaurante é só frequentado por locais, não tem turistas. É um restaurante para a família, com mesas grandes. Durante o dia, é uma padaria e confeitaria. Ao lado, o proprietário tem também um açougue. E uma adega com rótulos bem interessantes de vinhos. Mas funciona principalmente como restaurante. E uma vez por mês, no jantar, tem apresentação ao vivo de fado.

Estive lá no dia do aniversário da escola de fados, com direito a apresentações de fadistas de 15 a 70 anos.

O jantar começou com um caldo verde clássico, com linguiça defumada. E pataniscas

E tinham duas escolhas para prato principal: um leitão ao forno

E um autêntico bacalhau à lagareiro com brócolis e batatas aos murros, generosamente regado de azeite e maravilhoso

O jantar com vinho saiu em torno de 40 euros por pessoa.

Restaurante Alcaide:  rua Direita, N.º 60, Óbidos, Portugal. Tel.: 262 959 220.
O Forno da Cidade: avenida Amália Rodrigues, 5, Odivelas, Portugal. Tel.: 21 9344770.

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- Lugares para comer bem em Lisboa, Cascais e Alcabideche
- Évora é o paraíso gourmet de Portugal com a Tasquinha do Oliveira e o Fialho
- Vinhos, boa comida e boa vida no Douro
- Porto e os restaurantes de peixe

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