Publicidade

sábado, 1 de outubro de 2011 Receitas, Restaurantinhos | 08:00

Os meus adorados pães

Compartilhe: Twitter

Se você é louco por pães saiba que acho difícil me superar. Venho de uma família de mulheres que fazem pães. Desde a minha bisavó, pelo menos, sempre teve um pão quente saindo do forno ou uma massa crescendo embaixo de várias toalhas e, às vezes, até de um cobertor. Quando estou estressada ou ansiosa, não há nada que acalme mais do que amassar um pão. E depois assar e tirar pelando do forno, passar a manteiga e queimar a língua de tão quente.

Tenho algumas receitas que não falham nunca e são sucesso garantido: pão de ervas , pão de cebola e o pão da minha avó.

Mas para quem ficou salivando e não está a fim de encarar a farinha, aí vai minha lista de top pães em São Paulo. Sem ordem, porque não consigo escolher:

Pão de grãos da PAO. Aliás, não só o de grãos. O de figo com nozes e o de limão siciliano também são incríveis. Perfeitos com geleias.

O croissant do Le Vin. Para mim, são os mais próximos daqueles servidos nos cafés parisienses. Bem crocante e com muita manteiga (aqui não dá pra ficar pensando em regime).

O filão italiano da Padaria 14 de julho. Se você entrar lá e o proprietário oferecer um pedaço com patê de alho, nem pense em recusar. Primeiro, porque ele vai ficar ofendidíssimo. Depois, porque você iria se arrepender mesmo, porque é delicioso. Melhor: nem pense em sair de lá sem ter provado. Se ele não oferecer, pode pedir e até repetir porque todos vão ficar felizes.

O grissini com parmesão da Beth Cozinha de Estar. Para acompanhar uma cerveja bem gelada é maldade pura.

E o caseirinho da padaria Barcelona. Para comer na padaria mesmo, em pé, quando ele sai quentinho. Só com a manteiga escorrendo…

E o pain au chocolat ou qualquer outro pão feito pelo Rogério Shimura. Esses, por enquanto, disponíveis só em alguns restaurantes. Leia aqui.

PAO:  rua Bela Cintra, 1618, Jardins. Tel. 11 21932116. E no shopping Iguatemi
Le Vin:  Alameda Tietê, 178, Jardins. Tel. 11 3063-1094
Padaria 14 de Julho: Rua 14 de Julho, 92, Bela Vista. Tel.  11 3105.3215.
Padaria Barcelona: rua Armando Penteado, 33,  Higienópolis. Tel: 3826-4689.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Sem categoria | 09:06

Imagem de felicidade

Compartilhe: Twitter

Figo em calda e queijo branco, ambos feitos na Serra da Canastra, em Minas Gerais

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Comidinhas no México | 10:18

México, parte 4: como se faz tequila

Compartilhe: Twitter

Eu não sabia que existe uma cidade chamada Tequila. É lá, no Estado mexicano de Jalisco, onde ficam os maiores produtores da bebida, sendo a Jose Cuervo, que nos convidou para a viagem, o maior deles. A cidade, onde também tem a universidade que forma os técnicos em tequila, vive completamente em função disso.

Esse aqui ao fundo é o vulcão de Tequila, com o topo coberto pelas nuvens, e aos pés dele as plantações de agave azul, a planta que é a matéria-prima do tequila.

O agave precisa crescer pelo menos oito anos para estar pronto para fazer a bebida. A cada ano, ele vai sendo podado, para que todos os sucos fiquem concentrados no seu coração, que vai ser então colhido pelos jimadores, como Ismael, acima, considerado o melhor jimador da Cuervo, com experimência de 40 anos e filho e neto de jimadores

Os corações do agave são então levados para fornos

O calor vai cristalizar e transformar sua frutose em açúcar

Essas aqui são espécie de barrinhas prensadas de agave, para chupar, são beeeem doces e têm perfume de tamarindo

Após serem processados, os agaves passam por um processo de fermentação

Depois, destilação

E alguns serão envelhecidos em barris

O tequila branco não passa por barricas; o reposado fica entre 2 meses e 1 ano em barrica; e o aniejo, pelo menos 1 ano em barrica de 600 litros

O tequila mais premium da Jose Cuervo é o Reserva de La Família

Tem um sabor completamente diferente dos tequilas que estamos acostumados a beber aqui no Brasil, muito amadeirado, mais sofisticado e elegante

Terminada a aula sobre tequila, partimos para um almoço na casa Cuervo, que é praticamente dona da cidade:

A entrada tem obviamente um bar de tequilas

As mulheres batem na porta para entrar e imediatamente são recebidas pela banda de mariachis “Viva o México” cantando “Guadalajara, Guadalajara, Guadalajara…”

E, logo em seguida, como sempre, um “welcome drink”: margarita tradicional “en las rocas”

A casa e seu jardim são lindíssimos:

E partimos então para as comidas:

Guacamole com nachos para as entradas :)

E também um queijo cortado em formado de coração!

Uma deliciosa sopa de tomate que leva dentro dela pedacinhos de várias coisas tradicionais mexicanas como avocado, tortillas, fungos e creme de leite. Talvez o melhor prato que comi no México

Como prato principal, um frango prensado e tostado servido em cima de uma folha de agave, com queijo derretido, mais guacamole e um arroz bem saboroso. Fomos perguntar para a cozinheira o segredo do arroz. Ela disse que enchia uma panela com azeite e jogava o arroz dentro, para ficar submerso mesmo e deixava fritar por uns minutinhos, quase confitado. Depois, escorria o arroz e cozinhava com um caldo feito com tomate, alho, cebola e caldo de legumes batido no liquidificador.

De sobremesa, um cheesecake com geleia de agave. E mais uma dose de Reserva de la Familia para terminar o dia.

Leia também:

As bebidas e coquetéis mexicanos
A comida dos restaurantes no México
A comida de rua do México

* Viajei ao México a convite da Jose Cuervo

Notas relacionadas:

  1. México, parte 1: bebidas e coquetéis
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

terça-feira, 20 de setembro de 2011 Comidinhas no México | 10:42

México, parte 3: as comidas de rua

Compartilhe: Twitter

Já tinha ouvido falar bastante da comida de rua do México. O chef Enrique Olvera, do restaurante Pujol, o número 49 da lista dos melhores do mundo, segundo o ranking da revista Restaurant, disse que se inspira nas comidas tradicionais de rua para criar seus pratos. E é realmente impressionante. Quase não tem esquina sem uma barraquinha. E mesmo a beira da estrada é cheia de grelhas com carvão onde são feitos frangos assados na hora.

Do café da manhã até a madrugada (quando as banquinhas são a única opção para comer), são tacos, enchiladas (espécie de panquecas recheadas feitas com milho), birrias (carne _pode ser cordeiro ou porco_ feita ensopada em um molho escuro e picante), milhos cozidos e assados, vários tipos de frutas servidas com pimenta…. Aqui alguns exemplos do que eu vi:

Pequenino bar (primeira foto) e banca que servem tacos se espalham por toda a cidade de Guadalajara. Na terceira foto, máquina pra fazer tortillas em banca dentro do mercado municipal de Guadalajara

Senhora vendendo milho cozido ou assado sobre o carvão e, claro, servido com pimenta vermelha seca e triturada, na cidadezinha de Tequila

Na primeira foto, frango assado sobre o carvão na beira da estrada entre Guadalajara e Tequila. Na outra foto, banca de frango assado no centro de Guadalajara

Tejuíno é uma bebida feita a partir de milho fermentado. Algumas vezes é servida com gelo e limão, outras com uma raspadinha de limão, outras com sorvete de limão e gelo. A primeira (só com gelo e limão) é bem difícil de beber. Com o sorvete, fica ok. Mas não dá pra dizer exatamente que é gostoso

Tortas Mario e similares é outra coisa que você encontra por toda a cidade. Serve apenas esses sanduíches pequenininhos acima. O recheio principal é frango, mas dá pra encontrar de tudo ali dentro


A primeira banca de frutas fica dentro do mercado municipal. A outra é a típica banquinha de rua. Com o calor durante o dia, elas ficam por todas as ruas. Em geral, vendem melancia, abacaxi e água de coco. Em setembro, é época de tuna, uma fruta com cara de beterraba e gosto de pêra.

E, claro, não poderia faltar a banca de pimentas, dentro do mercado municipal de Guadalajara. São dezenas de tipos, secas ou frescas, comprei várias delas e trouxe um saco pra casa. A dona da barraca tentou me explicar quais são aquelas mais apropriadas para cozinhar, as que dão mais sabor, as que são mais picantes, aquelas que apenas vão dar um colorido para o cozido. Uma aula! Comprei de todas e agora vou testar.

Leia também:

As comidas dos restaurantes mexicanos
Bebidas e coqueteis no Mexico

* Viajei para o México a convite da Jose Cuervo

Notas relacionadas:

  1. México, parte 1: bebidas e coquetéis
  2. México, parte 2: as comidas dos restaurantes
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

domingo, 18 de setembro de 2011 Comidinhas no México | 12:20

México, parte 2: as comidas dos restaurantes

Compartilhe: Twitter

Algumas coisas que aprendi sobre a comida mexicana servida nos restaurantes em Guadalajara:

- guacamole e tortillas são onipresentes, estão em todos os lugares, em todos os restaurantes
- café da manhã é um evento. No novo Riu Hotel, onde fiquei hospedada, tinha não só guacamole e tortillas, como língua, cordeiro com mole poblano, carnitas, tamales… E também as frutas, iogurtes, pães, ovos mexidos e etc.
- tudo leva pimenta, até mesmo as fatias de melancia vendidas nas bancas de frutas pela rua. E, acredite, são realmente picantes. Mas também muito saborosas para quem aguentar
- não sei se foi a minha curta experiência, mas por algumas vezes recebi pratos misturando peixes, carnes e frutos do mar. Alguém sabe me dizer se é realmente um hábito?
- todos os restaurantes em que estive tinham mariachis tocando

Aí vai uma amostra do que provei por lá:

1) Primeiro o café da manhã do Riu Hotel

Café da manhã do hotel com carnitas e ensopado de língua

Mas também uma linda mesa de frutas

Escolhi ficar com:

Um prato com pitaya, mamão e tuna, uma fruta típica local que tem cara de beterraba, gosto de pêra, mas é cheia de sementes; e um potinho com iogurte, framboesa e amora

Taco recheado com flor de abobrinha e huitlacoche, um fungo que nasce nas espigas de milho verde e é delicioso

E tamales, uma massa feita com maíz (tipo de milho mexicano) e recheada com frango

2) No Blue Moon Lounge Bar, logo na chegada em Guadalajara, provei:

Uma variedade de tacos recheados com camarão, carne, guacamole, uma salsa de tomate e pimenta jalapeño e queijo derretido

Também uns tacos recheados de frango refogado, com creme azedo, e, por cima, mole poblano, um molho feito com base de chocolate, muito bom!

Coquetéis: tacinhas de camarões cozidos, em salsa picante e tomate, pimentões recheados com queijo e empanados (deliciosos!) e empanadas de carne

Camarões feitos com molho de tequila e servidos com legumes. Tudo muito gostoso


Antes e…

Depois: prato com carne e lagosta prensada, com legumes e cobertos por uma coroa de pão tipo massa folhada.

E, como sobremesa, o bolo 3 leches, tradicional também mexicano, lembra um pão de ló bem molhado com um leitinho de baunilha.

3) No restaurante El Patio, em Tlaquepaque, cidadezinha perto de Guadalajara, cheia de lojinhas de artesanato:

Guacamole e…

… tortillas, claro!

E um frango, com mole poblando (o molho feito com chocolate, cacau, chile poblando e temperos) e creme de feijão

E a apresentação de mariachis, óbvio

3) No restaurante Santo Coyote, em Guadalajara,

Aprendi a fazer guacamole, com o garçom, que prepara na mesa. Em um almofariz de pedra vulcânica (que eu trouxe um para casa apesar de pesar uns 5 kg, no mínimo), ele mistura e vai amassando primeiro alho e sal em grão (pode ser flor de sal ou sal grosso, esse em menor quantidade), depois uma pimenta tipo dedo-de-moça, já triturada; aí coloca o avocado maduro (aquele abacate pequenino de pele rugosa e que fica negro quando maduro) e amassa com um garfo; acrescenta coentro picadinho e cebola roxa bem picada. E literalmente soca tudo muito bem até formar uma pasta.

Ela é servida depois com nachos e uma salsa beeeemmmm picante

4) O Cocina 88 foi o restaurante considerado mais moderninho que fomos conhecer. Sua proposta é comida internacional, mas a tradicional mexicana também sempre está por ali. O garçom leva à mesa as peças de carne, peixes e frutos do mar, crus, que a casa tem disponível no dia para serem escolhidas. Um menu já preparado pelo chef estava à nossa espera. De novo, apareceu a mistura de carnes, peixes e frutos do mar. Nosso prato principal foi:

Peixe à esquerda com molho de uma mistura de pimentas mexicanas secas, ao seu lado direito um super filé; e, no centro, camarões com um molho agridoce. Um pouco estranho, confesso

Boa mesmo foi a panelinha de queijo fundido, outra tradição mexicana, presente no cardápio de entradas de quase todos os restaurantes

E eu gostei muito da sobremesa: um pudim de leite com maíz (o milho mexicano, mais pálido e mais suave que o nosso). A cada colherada, você sente primeiro o leite, mas depois fica mastigando a casquinha do milho. Achei delicioso.

Hotel Riu Guadalajara: Av. Lopez Mateos, 830, Fracc. Chapalita, Guadalajara.  Tel.: +52 (33) 38 80 75 00.
Blue Moon Lounge Bar: restaurante dentro do hotel Riu
El Patio: Independencia, 186, Tlaquepaque.
Santo Coyote: Lerdo de Tejada, 2379, Guadalajara. Tel.: +52 (33) 3616-8472
Cocina 88: avenida Vallarta, 1342, Guadalajara. Tel.: +52 (330 38275996

* Viajei ao México a convite da Jose Cuervo.

Notas relacionadas:

  1. México, parte 1: bebidas e coquetéis
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 17 de setembro de 2011 Bebidas, Comidinhas no México | 13:18

México, parte 1: bebidas e coquetéis

Compartilhe: Twitter

Mês passado, em seu tradicional artigo na Vogue America, Jeffrey Steingarten se propôs a entender de vez a culinária do México. Disse que já tinha visitado o país dezenas de vezes, mas nunca tinha conseguido captar de verdade sua comida. Então, munido de algumas malas com vários quilos de livros e anotações com indicações partiu para a Cidade do México para passar 20 dias.

Pouco tempo antes eu havia recebido um convite da marca de bebidas Jose Cuervo para ir ao México e ficar 4 dias em Guadalajara e Tequila (que eu nem sabia que era nome de uma cidade). Minha primeira visita ao país!  Dá para imaginar a ansiedade: o que vou conseguir fazer em quatro dias? Será que vou ter uma pequenina prova, que seja, da culinária mexicana? Onde ir? Quero comprar pimentas. Quero entender a importância do tequila (sim, no masculino)….

Bom, os quatro dias de viagem vão render um especial também com quatro dias de posts aqui no Comidinhas e uma tentativa de mostrar o pouquinho que vi e entendi por lá. Serão eles:

- bebidas e coquetéis
- a comida dos restaurantes
- a comida de rua
- Como se faz tequila

Vou começar pelas bebidas, porque é literalmente a primeira impressão que se tem do país. Não há lugar que se chegue sem um “welcome drink”. Com tequila, claro. Patrimônio nacional e assunto levado muito a sério por lá.

Esse aqui foi o meu welcome drink: o modo mais tradicional de beber tequila, puro, acompanhado de uma sangrita. No Brasil, segundo o pessoal da Cuervo, o tequila mais consumido é o Especial, conhecido como Gold e também o mais indicado para fazer margaritas. No México, é o tradicional, que leva 100% de agave azul.  A sangrita tem várias receitas diferentes. Cada família no México tem a sua. Mas todas levam suco de tomate, limão, laranja, uma pimenta tipo Jalapeno ou uma salsa de pimenta tipo tabasco e sal. Tudo isso batido no liquidificador. Alguns acrescentam molho inglês e umas gotinhas de algum bitter (acho bem mais gostoso).

Margarita de hibisco

Margarita de tamarindo

Plátano Margarita, ou seja, margarita de banana

Claro, a margarita mais comum é a de limão, servida de várias maneiras, entre elas frozen e “en las rocas”, que é só com pedras de gelo. Essas acima são as mais diferentes e que eu mais gostei. A de hibisco é bem leve. A de tamarindo, uma combinação surpreendente. O barman disse que era muito consumida no México e quis experimentar, achei ótima. Mas depois entendi tudo. Ao visitar a fábrica de tequilas, no processo em que o coração do agave, a planta que dá origem à bebida, passa pelo forno e depois é prensado, o aroma que solta é totalmente de tamarindo. A de banana é deliciosa nos primeiros goles, mas depois fica um pouco enjoativa.

Para fazer a margarita tradicional, a receita é:

50ml de tequila
25ml de Cointreau ou Grand Marnier
25ml de suco de limão tahiti espremido na hora
Sal para o copo
E gelo

Gele o copo de margarita. Passe um gomo de limão na borda e depois vire sobre um pires com sal, para que grude na borda. Em uma coqueteleira, agite todos os ingredientes com gelo quebrado e, em seguida, coe para o copo.

Para fazer a de tamarindo:

50 ml de tequila
100 ml de xarope de tamarindo
1/2 copo de gelo
Açúcar

Gele o copo de margarita. Passe um gomo de limão na borda e depois vire sobre um pires com açúcar. Misture todos os ingredientes (exceto o açúcar) em uma coqueteleira, misture bastante e siva.

Esse aqui é o “Bloody Maria”, a versão do Bloody Mary com tequila no lugar da vodca. Pensando bem, é quase uma sangrita que já leva tequila, em vez de ser servida em copo separado.

E esse é o Diablo Martini: um Dirty Martini feito com tequila.  A receita feita no bar foi a seguinte: duas partes de tequila, uma colher de chá da água da azeitona, um “cheirinho” de vermute e muito gelo para mexer em uma coqueteleira. Quando estiver bem gelado, servir no copo apropriado com 3 azeitonas e uma pimenta jalapeno pequena.

Esse aqui é o Cantarito, drinque bem leve, que leva tequila, suco de laranja, suco de toranja e água com gás

Esse aqui é o Paloma:   suco de 1 limão, 1 dose de tequila e o restante do copo com refrigerante de toranja (aqui dá pra fazer com refrigerante de limão também), muito gelo e a borda do copo com crosta de sal.

E esse é o Moxito, sim, a versão mexicana do Mojito. Em vez de rum, adivinha: tequila. Só que aqui também vai um pouco de sal.

Experimentamos os Moxitos na La Bodeguita del Medio, filial mexicana da tradicionalíssima casa cubana, onde Hemingway tomava seus Mojitos. Dá uma olhada no climão:

* viajei ao México a convite da Jose Cuervo

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 9 de setembro de 2011 Sem categoria | 15:23

Entrevista: chef Dan Barber fala do futuro da comida e da Feira Mistura, no Peru

Compartilhe: Twitter

A Feira Mistura, hoje talvez a maior de comida no mundo,  começa neste sábado com seus painéis de discussão. Pela primeira vez, vai reunir chefs como o anfitrião Gastón Acurio, o chef do melhor restaurante do mundo, René Redpzi ,os irmãos espanhóis Ferran e Albert Adriá, os brasileiros Alex Atala e Mara Salles, o italiano Massimo Bottura, o francês Michel Bras, os mexicanos Enrique Olvera e Mikel Alonso, o americano Dan Barber, entre vários outros.

Mais do que um congresso onde cada um vai apresentar suas novas criações, dessa vez, a proposta é que esses chefs se encontrem, discutam o futuro e saiam de lá com um manifesto, uma proposta de como seu trabalho poderá contribuir não apenas com refeições melhores, mas com um mundo melhor.

Ontem à noite, no caminho entre sua fazenda em Nova York e o aeroporto, onde iria pegar um voo para Lima, o chef Dan Barber, do restaurante Blue Hill, conversou comigo por telefone. Barber é um dos maiores defensores de uma cozinha sustentável no seu mais amplo conceito, que envolve  gastronomia, agricultura, cultura, história, meio ambiente, antropologia…  Ele é considerado uma espécie de sucessor de Alice Waters, a primeira chef a falar nos Estados Unidos de comida orgânica, com produção local e sustentável.

Barber cresceu em uma fazenda em Westchester, ao norte de Nova York, a Blue Hill Farm, e tem uma formação que confunde o trabalho do agricultor e do chef, podendo levar ao extremo a questão da comida local, já que quase tudo que serve em seu restaurante  vem de sua fazenda, com uma produção controladíssima. Leia abaixo a entrevista:

Comidinhas: O que você espera encontrar e discutir na Feira Mistura no Peru?

Dan Barber: Espero ter uma discussão sobre qual é hoje o papel do chef. Que faça com que nossas vozes fiquem mais proeminentes. Nos últimos anos, ouvimos muito sobre atitudes que podem afetar o mundo todo. Começamos a falar de orgânicos, produção local, questões que causam impacto na saúde das pessoas, na sua cultura, na sua história. Agora, está na hora de endereçar isso. Precisamos levar a discussão a um nível em que todos nós possamos chegar a um acordo, assinar um documento e depois cada um voltar para o seu país, para a sua casa e lidar com isso nas decisões do dia-a-dia. Esse documento não pode ser simplesmente uma “peça de decoração” ou uma mesmice. Os chefs têm que assumir uma posição que leve outros chefs e cozinheiros pelo mundo a reconhecer isso, se inspirar e até se sentirem energizados para fazer o mesmo.

Legumes e verduras do Blue Hill

Comidinhas: E qual é esse papel do chef? Que tipo de preocupações o chef deve ter sobre o futuro da comida?

Dan Barber: Simplesmente reconhecer o que é um grande sabor. E que a comida deliciosamente natural pode estar em perigo. Precisamos que os chefs se posicionem a favor do sabor e passem a perseguir o que é verdadeiramente delicioso. Nós tomamos diariamente milhares de decisões, chegamos a umas dez mil decisões quando vamos escolher a comida. Envolve qual a variedade de semente  foi usada para cultivar o solo, que tipo de alterações biológicas foram feitas naquele solo, de onde essas substâncias vieram ou o quão longe aquela maçã ou aquela cenoura viajaram para chegar na sua mesa, se o seu sabor deixa o chef feliz… O mais importante é que precisam ser boas decisões para o meio ambiente e para a saúde das pessoas ou para o seu bem-estar. Quando decido comprar de um produtor local, por exemplo, além de saber que aquela cenoura não viajou centenas de quilômetros, eu vou eliminar o negociador que está entre o chef e o produtor. E isso vai deixar o chef mais feliz, porque pode escolher diretamente da fonte, e também o produtor, porque poderá receber mais pelo seu produto, eliminando o intermediário.

Alcachofras da fazenda

É uma decisão que envolve o meio ambiente, a nutrição, a cultura, a história locais e a cozinha inteira. Esse é o meu ponto: é uma decisão pelo sabor. E esse é o papel fundamental dos chefs. Ninguém mais pode tomar essa decisão. Porque o chef tem todo o controle sobre o paladar, ele é um especialista. E isso é absolutamente incrível: escolher o delicioso para mudar o mundo.

Os chefs não precisam se envolver necessariamente na agricultura ou na fazenda. Basta brigar pelo sabor delicioso da comida. Nós somos especialistas, somos curadores, temos o paladar mais apurado e podemos decidir então e escolher o sabor. O restante automaticamente acontecerá. Começaremos a cultivar nossa própria comida, a querer saber como foi tratado o solo. E com isso, de novo, mudamos a cultura e a história.

Fotos: Divulgação

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Comidinhas na Argentina, Listas de indicações | 10:42

Dicas de comida em Buenos Aires

Compartilhe: Twitter

Como prometido, aí vai minha lista de favoritos em Buenos Aires para quem tiver a sorte de poder emendar o feriado nesta semana:

Tem três coisas que são obrigatórias para quem for visitar Buenos Aires. Então, começo minha lista por elas:

1)      Empanadas: a coisa é levada tão a sério que existe até concurso das “melhores empanadas da cidade”. E o café El Sanjuanino tem levado alguns prêmios. É uma casa escondida na Recoleta, com empanadas fritas e assadas. Confesso que as minhas empanadas favoritas são as do La Cabrera, mas o restaurante merece uma dica só dele abaixo. E eu é que não vou discutir com os portenhos sobre empanadas. Então, fica a dica para o El Sanjuanino. E para suas empanadas de carne picante, humita (milho) e de verdura. Ah, se estiver passeando pela feira de San Telmo, recomendo também comprar empanadas das meninas que vendem pelas ruas. Cada uma diferente da outra, mas sempre achei todas bem gostosas.

El Sanjuanino: calle Posadas, 1515, Recoleta, Buenos Aires. Tel: +54 11 4804-2909. begin_of_the_skype_highlighting

2)      As medialunas. Ai ai ai….

É como croissant em Paris. Já que você está lá na cidade, pode comer pelo menos uma todos os dias sem culpa. Eu gosto daquelas adocicadas, sem recheio nenhum, mas com uma camadinha brilhante de açúcar por cima. No hotel onde fiquei hospedada algumas vezes, o Grand Boulevard, tem umas divinas. Mas o fato é que em qualquer esquina também tem.

Então, aproveite e vá até o Café Tortoni. Ele é o mais antigo da cidade, aberto em 1858. Tem aqueles enormes lustres de cristal, decoração em dourados e etc. Sente-se numa mesa, peça um café cortado (café com leite), tostadas (misto de queijo e presunto no pão de miga tostado com manteiga)  e, claro, medialunas.

Café Tortoni: avenida de Mayo, 825, Buenos Aires
Grand Boulevard Hotel: Bernardo de Irigoyen 432, Buenos Aires. Tel. + 54 11 5-222-9000.

3)    Sorvete de Dulce de leche. Óbvio. Não dá pra ir até a Argentina e não provar doce de leite. Se for em sorvete, então, é irresistível. Eu gosto do servido na Nonna Biana, sorveteria artesanal de San Telmo.

Nonna Biana: Estados Unidos, 407, San Telmo, Buenos Aires.

4)      Há também quem vá para Buenos Aires só com a intenção de comer carne. Então, seu endereço é o La Cabrera. É um daqueles tradicionais restaurantes de parrilla e disputa o título de melhor carne da cidade. Vale pedir a empanada de carne picante, assada, com uma massa folhada crocante. A melhor que eu já provei na cidade. Super recomendáveis o vacio, as mollejas e o bife de tiras. Tudo vem com vários potinhos de acompanhamentos, cebolas, berinjelas, batatas e vários purês.

La Cabrera: calle Cabrera 5099, Palermo, Buenos Aires. Tel: + 54 11 4831-7002.

5)    Tegui: O chef Germán Martitegui é a menina dos olhos dos portenhos e abriu vários endereços na cidade. Vou indicar dois aqui, o Tegui e o Olsen. O Tegui é o de comida mais autoral e onde o chef fica efetivamente. A cozinha é aberta e dá pra acompanhar seus movimentos por lá. Serve menu degustação, e os pratos mudam conforme a estação e a disponibilidade no mercado. Comi até miolos e gostei. Curti muito também as ostras mornas servidas com ovas de salmão, maçã (que deu contraste para o prato), bolinhas de tapioca e miga de pão.

Tegui: calle Costa Rica, 5852, Palermo, Buenos Aires. Tel. +54 11 52913333.

6)      O outro restaurante de Germán Martitegui que gosto muito é o Olsen. Na verdade, esse é um lugar para beber. Sua proposta é de uma cozinha escandinava. Mas o que atrai aqui é o cardápio de vodcas e de drinques com vodca. Tem inclusive uma degustação de canapés e drinques. Mas eu gostei mesmo do black Martini, feito com uma vodca escura, que eu “harmonizei” com um delicioso hambúrguer de carne de porco. O jardim também é lindo. No verão, é o lugar perfeito.

Olsen: calle Gorriti, 5870, Palermo, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 4776-7677.

7)      Eu não achei o Patagonia Sur tão bom quanto o 1884, o restaurante do chef Francis Mallmann em Mendoza, também na Argentina. Mas vale ir jantar lá mesmo que seja só para provar a humita, um creme bem espesso e rústico de um milho adocicado. Divino! Bem rústico, bem típico da comida feita por Mallmann, considerado um expert nos assados. Portanto, qualquer assado servido lá é uma boa pedida. Comi o cordeiro, assado lentamente por seis horas e servido com purê de batatas. E não me arrependi.

Patagonia Sur: calle Rocha, 801, La Boca, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 43035917.

8)      Estive no Café San Juan três vezes. E em todas elas, era meio tarde da noite e eu estava exausta. Acabei achando que esse deve realmente ser o melhor restaurante em Buenos Aires indicado para essa situação. Ele tem cara daqueles cafés frequentados por Carrie e turma no seriado Sex and the City. Mas serve comida típica portenha, ou seja, carnes. Comece seu jantar com a mousse de coelho servida com geleia e a terrine de pato com figo seco. Depois, escolha alguma opção de prato com carne e você vai se dar bem.

Cafe San Juan: av. San Juan, 450, San Telmo, Buenos Aires. Tel. 54 11 4300-1112

9)    A moda gastronômica de Buenos Aires agora são restaurantes japoneses/peruanos. Estive no M, em uma casa lindíssima, em San Telmo. Provei uma seleção de tiraditos, de ceviches e um tempura. Os dois primeiros achei apenas ok. O tiradito de polvo era gostoso, mas o de salmão estava escondido por um forte molho de maracujá. O tempura estava bem gostoso. Na mesma linha, tive muitas recomendações do Osaka, que parece ser a nova sensação da cidade, mas ainda não consegui ir lá. De qualquer maneira, fica a dica.

M: calle Balcarce, 433, San Telmo, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 4331-3879

Osaka: calle Soler, 5608, Palermo, Buenos Aires. Tel.: +54 11 4775.6964.

E tem duas outras dicas de lugares que tenho ouvido falar muito bem, mas ainda não tive oportunidade de ir. Então, se você for, por favor, me conta aqui como foi. Um é o El Baqueno, especializado em carnes exóticas argentinas. Serve, por exemplo, carpaccio de carne de lhama, gyoza de jacaré, lebre, nandu (que é uma espécie de ema) etc. O cardápio muda todo mês. O outro é o El Pobre Luís. Esse, eu não estive no restaurante, mas pude provar a comida de Luís Acuña, em um evento em Mendoza. Ex-açougueiro, é especializado em assados. Suas linguiças e chorizos são incríveis . Mas dizem que os assados de tira e mollejas também são divinos. Vai lá e me conta.

El Baqueano:   calle   Chile, 495,  esquina com calle Bolivar , San Telmo. Tel. : +54 -11- 4342-0802 / 11-153 -671-8602 .

El Pobre Luís: calle Arribeños 2393, Buenos Aires. Tel. +54 11 4780 5847.

Notas relacionadas:

  1. O melhor de Buenos Aires
  2. A comida de Buenos Aires
  3. Empanadas argentinas: a receita
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 27 de agosto de 2011 Receitas, Restaurantinhos | 09:44

A Casa da Li ou como salvar o seu final de semana

Compartilhe: Twitter

Eu sei que demorei, mas fui conhecer a Casa da Li só na semana passada, almoço de domingo com a mamma, aquele frio que estava na cidade, eu trabalhando e achei que merecia me dar de presente uma lasanha quentinha.  Por que foi que demorei tanto? Dá só uma olhadinha nisso aqui:

O pão de queijo nem sempre faz parte do couvert, mas a neta da Li estava no restaurante para almoçar. E ela resolveu fazer um agrado de avó. Os adultos agradeceram. Seu pão de queijo tem sabor mais intenso de queijo (o que é ainda melhor), além de ser dourado, crocante e macio

Depois, recebemos uma sardinha escabeche, bem suave, ainda parte do couvert

Eu pedi a lasanha à bolonhesa, que era realmente tudo o que a Roberta Malta tanto falava: carne bem temperada e sem excesso de molho, misturado a um bechamel bem suave, com uma massa caseira fina e delicada.

Minha mãe escolheu uma fatia de porchetta recheada com ervas e linguiça, servida com uma saladinha e limão siciliano. Essa geleia em cima da fatia (lado direito) foi feita a partir do caldo da própria carne do porco, vira um “molho”, gelificado naturalmente e saborosíssimo.

O almoço para duas pessoas com direito a cerveja saiu por R$ 100.

A Casa da Li é também uma rotisserie. Então, você pode escolher ir almoçar lá ou levar uma quentinha pra casa. Inclusive, dá para levar o pirex, e a Li monta a lasanha lá pra você.

Quem quiser a receita da lasanha à bolonhesa, pode clicar aqui.

Casa da Li: rua Aspicuelta, 23, Vila Madalena, São Paulo, 11 3871-1002.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Restaurantinhos | 08:14

Os sushis do novo restaurante Aya

Compartilhe: Twitter

Fui conhecer o Aya, o restaurante de Juraci Pereira, que era braço direito do Jun Sakamoto. Recém-aberto, tem sido assunto na internet e nas críticas gastronômicas. Nem sempre com uma boa avaliação.  Eu adorei!

Esse aqui é o couvert: ostra empanada

Pedi depois o sashimi de toro. Cinco fatias frescas, num tamanho de corte que acho perfeito

Escolhi o menu de sushis variados: atum, salmão, polvo, peixe serra, carapau… Todos bem frescos e delicados. Pirei no de vieira com um tantinho de flor de sal. Era elegante, amanteigado. E também no…

… de robalo. Gostei tanto que pedi mais um par. A primeira coisa que senti ao colocar na boca foi um sabor de limão, depois veio o gosto do peixe fresco. Logo em seguida, a raiz forte, pra mim, na quantidade perfeita. E o arroz, bem temperado. Achei um dos melhores sushis que já comi.

Me empolguei e pedi mais dois pares: camarão doce, com o rabo crocante e o resto quase cru, e sushi de lula. Outro acerto! O camarão estava na textura ideal, saboroso, com flor de sal. E a lula, além de ser linda neste corte, também estava fresquíssima e macia, deliciosa.

Pronto, meus favoritos: lula, robalo, vieira e camarão doce. Juro, passei um dia inteiro pensando neles. O de robalo eu poderia comer todos os dias, uma dúzia deles, sem cansar.

Não vou entrar na discussão Juraci x Jun Sakamoto. Mas uma coisa é fato: o bacana é ficar sentado no balcão. Juraci recebe os clientes com sorrisos, explica cada coisa, tira dúvidas, faz indicações. Só os preços é que poderiam ser mais amigáveis. Esse menu acima para duas pessoas mais uma garrafa de saquê nacional saiu por R$ 330 o casal.

Aya: rua Pedroso de Morais, 141, Pinheiros, São Paulo. Tel. 11 2373-6431.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última