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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Receitas | 14:50

Um risoto caipira para um dia chuvoso; veja o passo-a-passo

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Não sei como anda o tempo na sua cidade. Mas, em São Paulo, o dia hoje é cinza e com uma chuvinha fina que não para. Me deu vontade de um risoto caipira:

Essa fase de dezembro e janeiro e todas as suas indicações de comidas de festa seguidas de comidas para desintoxicar das festas, confesso, me deixa enjoada. E tudo que quero na vida é uma comidinha confortável. Acaba que, nos últimos dias, só consigo comer cachorro-quente com molhinho caseiro de tomates e pimentões, panqueca de carne moída, a torta de alho-poró da minha mãe, arroz com feijão… Convidei os amigos para almoçar e nem pensei em outra opção que não fosse um picadinho. Comida caseira!

E aí que no dia chuvoso de hoje é a vez do risoto caipira, feito com linguicinha curada e queijo minas, cachaça no lugar do vinho branco e um bom caldo de legumes caseiro.

Anota aí a receita e me diz se ficou bom:

Ingredientes (para quatro pessoas)

1 xícara de chá de arroz arbóreo
200 gramas de linguicinha calabresa curada picada em rodelas
150 ml de cachaça
2 colheres de azeite
1 cebola bem picada
150 gramas de queijo minas padrão picado em cubos
1,5 litro de caldo de legumes
1 colher de manteiga
sal a gosto

Modo de fazer

Leve uma panela funda ao fogo com o caldo de legumes e deixe em fogo baixo para aquecer. Faça seu caldo em casa, é muito fácil. Só colocar no fogo água suficiente (uns 2 litros) e pedaços de legumes que você tenha na geladeira, inclusive talos (cenoura, salsão, batata, vagem, berinjela, abobrinha…. vale o que você tiver). Não coloque sal no caldo. Deixe ferver, depois coe. Você pode fazer bastante caldo de uma vez e congelar. Depois, ir usando conforme a necessidade.

Leve outra panela funda ao fogo com o azeite e a cebola e deixe refogar até ficar transparente. Acrescente a lingüiça calabresa e frite rapidamente. Acrescente o arroz arbóreo sem lavar e também refogue rapidamente. Tempere com sal.

Acrescente a cachaça e mexa tudo. Deixe até evaporar. Vá acrescentando, aos poucos, o caldo de legumes e mexendo o arroz. Conforme o caldo for secando coloque mais, com uma concha. Repita o processo por uns 20 minutos até o arroz ficar ao dente e a água quase secar.

Desligue o fogo. Acrescente os cubos de queijo minas e misture bem. Depois, coloque uma colher de manteiga e misture bastante. Pode servir.

Notas relacionadas:

  1. Tudo o que eu quero hoje à noite
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:46

Calendário Comidinhas 2012

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Acaba de sair do forno o Calendário Comidinhas 2012, já tradicional parceria entre esse blog e a fotógrafa Andrea Maia, do Studio Agnus, de Milão. Andrea faz as lindas fotos que você vê aqui:

E, neste ano, colaborei com as receitas, super caseiras, para quem sabe inspirar a turma a ir cada vez mais para a cozinha. Algumas delas já foram feitas no programa Cozinha Caseira, do canal Bem Simples (81 na Net). Com sorte, você acha os vídeos por aqui.

Clique aqui para baixar a versão completa do calendário Comidinhas 2012. Imprima colorido e divirta-se. E, claro, faça as receitas.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Comidinhas em Paraty | 08:10

Paraty: mar geladinho e comida caiçara

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Fugi pra Paraty semana passada. A ideia era andar de barco em barco entre as ilhas, parando para dar alguns mergulhos e para provar a comida caiçara, feita, de preferência, nos restaurantes de pescadores. Basicamente isso aqui:

Essa é a vista da praia do Sono, próxima a Trindade, vista do alto, no final da trilha de mais ou menos 1h20 que é preciso vencer para chegar até ela, uma das praias mais bonitas que já vi.

E esse é o peixinho frito com salada que almocei em uma das barracas locais por R$ 50 (2 pessoas).  Cerca de 50 famílias moram hoje na praia, que só tem acesso pela trilha ou por barco. E eles mantêm por lá camping e quiosques que vendem comida para os visitantes.

São famosos na cidade a caldeirada de peixe e frutos do mar e o camarão casadinho: dois camarões gigantes que formam um sanduíche recheado com farofa de camarões miúdos, bem úmida; eles são amarrados, empanados e fritos. Boa parte dos restaurantes no centro histórico têm esses pratos entre suas opções.

Mas, quer um conselho? Se você está na cidade, será inevitável sair em passeio em algum dos barquinhos estacionados no cais para conhecer as lindíssimas ilhas em torno de Paraty. Então, aproveite e peça ao barqueiro indicações de onde comer comida caiçara boa por lá. Várias ilhas têm restaurantes. Alguns mais sofisticados. Outros de pescadores mesmo, onde os pratos são basicamente peixe grelhado com arroz, feijão e salada, peixada  e camarão frito. Tudo delicioso.

Um dos locais mais indicados é o restaurante da Ilha do Araújo, onde mora boa parte dos pescadores da cidade. Comi um gigante pastel de camarão de entrada e uma peixada servida com arroz, pirão e molho de camarão, que daria facilmente para 3 pessoas. Tudo, com bebida, saiu por R$ 70. (E eu esqueci a câmera nesse dia para fotografar! Mas fica a dica). No final de junho, os moradores da ilha do Araújo fazem uma festa do camarão para comemorar o Dia de São Pedro.

No centro histórico de Paraty, o restaurante mais conhecido e premiado é o Banana da Terra, da chef Ana Bueno.

Comi por lá o bolinho de queijo defumado com paçoca de banana da terra, bacon e geleia de pimenta

E a panelinha de siri catado, com banana, farofa de alho e pimenta biquinho. Os dois como entrada

E um peixe em crosta de pimenta limão e risotto de palmito pupunha, como prato principal

Tudo muito gostoso, mas caro. O Banana da Terra é sem dúvida o restaurante mais sofisticado, com melhor serviço e ótima comida na região. Mas as entradas custam em torno de R$ 30. E os pratos principais, pelo menos R$ 60. Achei que os preços não combinam com a cultura caiçara, de peixe fresco, trazido diariamente pelos pescadores locais todas as manhãs. Enfim…

Ainda no centrinho histórico de Paraty, gostei muito do restaurante Santa Trindade. Estive lá duas vezes. Para um PF de peixe grelhado com arroz, feijão preto e salada no almoço (a R$ 19,90). E à noite para um sanduíche vegetariano, com pão integral feito na casa, abobrinha, queijo branco e pesto de hortelã. Nas duas experiências, muito bom.

E minha melhor refeição na cidade foi no restaurante Netto, super simples, com mais jeitão de boteco antigo do que restaurante, mas delicioso.

Comecei com uma lula à vinagrete.

E depois devorei um filé de peixe grelhado no ponto perfeito (com essa crostinha por fora e macio e úmido por dentro), servido com arroz, feijão, salada e batata frita. Delícia! A refeição para duas pessoas custou R$ 70.

Banana da Terra: rua dr. Samuel Costa, 198, Centro Histórico. Tel. 24 3371-1125.

Santa Trindade: rua dr. Samuel Costa, 267, Centro Histórico. Tel. 24 3371.1445
Restaurante Netto: rua da Lapa, 402, Centro Histórico. Tel. 24 3371-6997.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

sábado, 24 de dezembro de 2011 Sem categoria | 08:30

Feliz Natal

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O meu Natal tem essa cara aqui:

Capeletti in brodo, tradição de família, para esquentar os estômagos e começar a festa

Muitas frutinhas frescas: para refrescar o nosso Natal brasileiro. Acompanhando a taça de espumante, então, fica melhor ainda.

E o panetone, que na manhã do dia 25 vira rabanada, a melhor do mundo!

Sem mais.

Feliz Natal!

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Sem categoria | 11:48

2012: que comidas vêm por aí?

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(pimentas coreanas/Getty Images)

 

2011 está acabando. E começam a pipocar as pesquisas de tendências de gastronomia para o próximo ano. O Food Chanel (canal de tv especializado em comida) já publicou suas previsões. O site Huffington Post publicou as 11 maiores tendências de 2011  e as 12 em que estão apostando para 2012. A James Beard, fundação americana que promove restaurantes, chefs e cultura gastronômica em geral, também fez algumas apostas.

O relatório mais completo parece ser o documento divulgado pela Baum + Whiteman, uma empresa de consultoria gastronômica. E o mais “avançado” o do site Epicurious, um dos mais respeitados especializados em comida.

Basta dar um google por “food trends 2012” que a cada dia novos endereços com novas pesquisas aparecem. Infelizmente, não consegui encontrar nada de pesquisa aqui no Brasil. Se alguém tiver encontrado, por favor, me dê as coordenadas.

Então, muito do que aparece nesses links acima são tendências mais “americanizadas”. Um exemplo é o fenômeno dos food trucks, os caminhões que servem refeições rápidas, mas caprichadas, em geral preparadas por jovens chefs promissores, nas esquinas dos Estados Unidos. Eles aparecem em várias pesquisas. Em algumas, ainda como a sensação. Em outras, como um fenômeno que já está entrando em decadência. De qualquer forma, ainda distante por aqui, onde as barraquinhas de cachorro-quente e yakissoba imperam nas portas de faculdades e baladas. Ok, neste ano disputando espaço novamente com os carrinhos de pipoqueiros, que reapareceram, para a nossa felicidade.

 Então, aqui vão alguns destaques do que apareceu nas pesquisas por aí:

1) a comida do Noma, restaurante na Dinamarca que foi eleito o melhor do mundo, está em todas as pesquisas. Seu chef René Redzepi é o grande nome, aparecendo como o “substituto” do espanhol Ferran Adrià;

2) a comida peruana e os produtos típicos do Peru novamente são apontados como a nova grande tendência, que deve ocupar o espaço ocupado pelos espanhois na última década;

3) mas a comida da Coreia começa a aparecer. Nos Estados Unidos já é vista como algo que atingiu seu pico em 2011; no resto do mundo ainda está sendo descoberta. Legal observar que um grupo de chefs coreanos será a atração do Madrid Fusión, ainda o congresso mais importante de gastronomia do mundo, em 2012. Neste ano, fiz uma aula com a  chef Mari Hirata que disse que os mercados japoneses estão tomados pelas fortíssimas pimentas coreanas, o “novo hit” por lá;

4) o fim da era da comida nostalgia: depois de 3 anos de crise econômica, onde o retorno da comida caseira, preparada pelas mães e avós, com seus assados e tortas, foi a grande tendência, agora, os americanos estão cansados de comer em casa e querem novos sabores e novidades;

5) mercados multietnicos e multissensoriais: vivemos no tempo em que produtos do mundo inteiro estão disponíveis em prateleiras também de mercados de todos os lugares, o que começa a gerar misturas interessantes;

6) o total aproveitamento de todas as partes de carnes de boi e porco também surge como uma tendência ainda a se apostar ou em declínio, conforme a pesquisa. De qualquer forma, o uso de carnes antes consideradas menos nobres, como língua, rabo e tripa, continua como uma aposta firme;

7) as cervejas dominaram e vão reinar ainda mais;

8) assim como as bebidas amargas. Graças a um marketing muito bem feito da Campari, o Negroni foi o “drink do ano” pelo mundo afora;

9) e os americanos descobriram o milagre dos salgadinhos! Hahaha. Arancini, bolinhos de queijo de cabra, falafel, croquetes _tudo frito_ são “a” comida dos bares. E a gente já sabia há décadas!

10) e, por fim, uma tendência apontada pela Baum + Whiteman que achei a mais interessante. Com o aumento do trânsito nas grandes cidades e as pessoas passando cada vez mais tempo paradas dentro do carro, os horários das refeições vão mudar. A pesquisa prevê que os coquetéis e compromissos sociais vão acontecer mais cedo, por volta de 16h/17h. E os jantares com a família, amigos, namorados etc. vão ser mais tarde, por volta de 22h. Faz sentido. Com isso, devem voltar com tudo os restaurantes e bares de hotéis, para os tais compromissos sociais.

Quero montar aqui uma lista do que foi tendência 2011 e o que será em 2012. Qual sua opinião? Envia aqui pelos comentários e depois vou publicar uma compilação.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Receitas, Restaurantinhos | 09:00

Filé Oswaldo Aranha e o novo menu da chef Bel Coelho

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Fui provar semana passada pratos do novo menu do Dui, o restaurante da chef Bel Coelho. E cada vez gosto mais da comida dela: delicada e moderna, mas sem invencionices desnecessárias. Muitos produtos brasileiros, frescos, de qualidade.  Pratos que até parecem simples, mas são executados com uma técnica bem apurada. O resultado final é tão saboroso que você prova duas entradas, dois pratos e duas sobremesas e sai de lá leve, pensando que quer voltar para provar a mesma coisa, tudo de novo. A sua versão mais feminina, digamos, para o filé Oswaldo Aranha já está entre meus pratos favoritos.

Comecei o menu pelo creme de beterraba frio com fatias fininhas de couve fresca, uma colherada de iogurte e farofa de castanha do Pará (R$ 27). Veja receita abaixo

 Depois uma salada de mini folhas verdes, fatias bem finas, tipo um carpaccio mesmo, de caju fresco, lâminas de queijo da Serra da Canastra, castanha de Caju e um vinagrete de caju (R$ 21)

Arraia na folha de bananeira, com purê de banana da terra, farofa de farinha d´água e um molho de coco levemente apimentado (R$ 45)

A estrela do novo cardápio: o filé Oswaldo Aranha. Bel Coelho é bisneta do próprio. A sua versão do prato é de fraldinha grelhada, arroz de jasmim puxado no molho da carne, micro chips de batatas e, no lugar daquele monte de alho, um leve purê de alho (sem direito a bafinho!). Por isso, escrevi acima que é uma versão mais feminina. E, pra mim, perfeita (R$ 43).

Sobremesa 1 foi um tartare de abacaxi, com tapioca brulée e baba de moça (R$ 17)

E, para encerrar: uma terrine de chocolate, com marzipan de amendoim e sorvete de paçoca (R$ 23).

Receita do creme de beterraba frio com couve fresca, iogurte e farofa de castanha do Pará: 

Ingredientes (4 pessoas)

300 gramas de beterraba
600 ml de caldo de legumes
100 ml de creme de leite fresco
250 ml de coalhada fresca ou iogurte artesanal
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
80 gramas de couve picada em fatias bem finas 
50 gramas de castanha do Pará, em pó   
50 gramas de farinha de pão
10 ml de manteiga derretida  

Modo de fazer 
Embrulhe as beterrabas em papel alumínio e leve-as ao forno a lenha até que fiquem macias. Se não tiver forno a lenha, cozinhe a beterraba em água fervente até que fique macia.
Descasque as beterrabas e bata-as em um processador com o caldo de legumes até obter uma sopa razoavelmente espessa e totalmente homogênea. Leve a sopa ao fogo e acrescente o creme de leite previamente aquecido. Tempere esse creme com sal e pimenta a gosto. Resfrie esse creme.
Misture a farinha de pão, a castanha em pó, a manteiga derretida e sal a gosto. Leve essa farofa ao forno até obter uma coloração dourada. Deixe esfriar essa farofa.
Sirva 120 ml do creme de beterraba gelado com uma colher de coalhada,  uma colher de sopa de farofa de castanha do Pará e 20 gramas da couve fresca picada em fatias finíssimas.

Dui: Al. Franca, 1590, Jardins, São Paulo. Tel. 11 2649-7952.

Notas relacionadas:

  1. O Clandestino, de Bel Coelho
  2. Pratos e copos com cachaça
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

sábado, 26 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 09:31

Mini sanduíches da Dona Onça

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Vai ficar em São Paulo no final de semana? Então a melhor pedida é ir experimentar um dos mini sanduíches do Bar da Dona Onça. Eles vêm em trio, no pão francês.

Esse aqui é o Toca da Onça ou uma versão da Janaina Rueda para o tradicional buraco quente, como é conhecido por aqui o sanduíche de carne moída com ovos e azeitonas (R$ 24)

E esse é o da Lata, feito com sardinha, tomate, cebola roxa e rúcula (R$22)

Tem ainda o Hot Dog Caipira, de linguiça feita no bar, com queijo e mostarda dijon a R$28.

 E o Milanesa, feito com mini bife à milanesa, alface, tomate e maionese caseira (R$28). Tenho comido esse último uma vez por semana nos últimos dois meses e cada vez que penso nele, encho a boca de água. É tipo o sanduíche perfeito. Tanto que nunca lembro de fotografar, devoro antes. Vai por mim, é bom demais.

Bar da Dona Onça: avenida Ipiranga, 200, lojas 27/29, no edifício Copan. Tel. 11 3257-2016.

As fotos desse post são de divulgação.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 12:03

O menu das panelinhas

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Menu Les Cocottes é a novidade que a chef Renata Braune trouxe de Paris para o seu restaurante em São Paulo, o chef Rouge. É um menu inteiro, da entrada até a sobremesa, servido naquelas micro panelas coloridas que vão ao forno e que a gente adora. Cada panelinha acompanhada de uma meia taça de vinho harmonizando. A inspiração veio do bistrô parisiente Les Cocottes, do chef Christian Constant, sucesso por lá há algum tempo.

Uma entrada e um prato (o cardápio tem quatro opções de cada)  acompanhados cada um de meia taça de vinho custam R$ 85. A sobremesa sai por R$ 22.

Fiquei com a Cocotte de Saint Jacques como entrada: vieiras e pupunhas com alcaparras e tomatinhos cereja, azeite, noilly prat e raspas de limão siciliano. Bem cítrico!

Depois, a Cocotte d´Haddock à l´Orange, como principal: haddock com alho poró confitado e mandioquinha assada no molho de laranja e dill.

Mas o que eu gostei mesmo foi da Cocotte Surprise, que dei uma garfada do amigo ao lado: ovo assado com queijo de cabra, tomates ao azeite de alho e ervas, coberta com massa filo. Gostei tanto que pedi a receita. Aí vai:

Para 4 pessoas

Ingredientes
4 ovos
100 g de massa filo
100 g de queijo de cabra fresco
2 tomates maduros
ramos de tomilho
1 colher de sopa cheia de azeite
pitada de sal

Modo de fazer
Retirar a pele e e a semente dos tomates. Debulhar o tomilho.
Colocar no fundo da panelinha um fio de azeite e  quebrar o ovo dentro dela. Distribuir queijo e tomate sobre o ovo , regar de azeite e salpicar sal.
Sobre o ovo distribuir as folhas de  massa filo  até dar a altura da panelinha.
Levar ao forno preaquecido a 220 graus por 6 minutos.  Servir bem quente.

Outra delícia do cardápio é a sobremesa: pain perdu. Uma rabanada de brioche feita no forno com leite de coco, framboesa e pistache (R$ 22).

Chef Rouge: rua Bela Cintra, 2238, Jardins, São Paulo. Tel: 11 3081.7539

Notas relacionadas:

  1. Tour de France
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 09:52

Dicas para comer bem em Porto Alegre

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Está indo para o Sul? Semana passada, passei alguns dias em Porto Alegre e recebi boas dicas de onde comer bem.  Aí vão duas delas:

Bah

O Bah é um restaurante lindo e chique, dentro de um shopping. E faz uma comida moderninha usando ingredientes tipicamente gaúchos, com resultados bem interessantes.

Começamos com bruschettas feitas com cuca, sim, aquele bolo doce típico da região, com topos tradicionais: tomate picadinho e mussarela. A ideia é boa, a conclusão nem tanto: o pão fica muito doce e acho que o tomate estava quase ao natural, então faltou um tanto de tempero.

Depois, provei o picadinho tradicional. Só que servido com dois tipos de farofa: a tradicional e essa verdinha, feita com erva-mate. Achei delicioso. A farofa fica levemente amarguinha, mas é muito saborosa.

E para a sobremesa, de novo, dois clássicos da região: arroz de leite (arroz doce) e sagu com creme servidos em taças

O jantar, sem bebida alcoólica e com couvert, saiu por R$ 80 por pessoa.

Bah: avenida Diário de Notícias, 300, Porto Alegre. Tel.: 51 3247-3000

Barbarella Bakery

A outra dica é a Barbarella Bakery, padaria charmosa de pães artesanais no bairro Moinhos de Vento. Delícia para pedir um sanduíche e ficar bebendo uma cerveja Abadessa Helles, totalmente local, nas mesinhas da calçada.

Aqui o tradicional filão e o pão au levain, a estrela da casa

O sanduíche napolitano com queijo derretido, tomate e orégano

O sanduíche de rosbife com cebola confitada e gorgonzola. E esse é a versão soft, que é a  metade do tamanho do original

E um belo hot dog com queijo

Os sanduíches custam entre R$ 20 e R$ 30.

Barbarella Bakery: rua Dinarte Ribeiro, 56, Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel. 51 3346-7164.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Sem categoria | 10:05

Drinque de rum

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Provei em um almoço e adorei. Fica a dica para o feriadão:

Foto Divulgação

É um drinque do rum Zacapa, que chegou há pouco no Brasil, só com a bebida e uvas. O Zacapa é um rum premium feito na Guatemala, com mel de cana. E passa por todo um processo de envelhecimento e troca de barris: primeiro, em um barril de bourbon americano; depois um barril de bourbon torrado; em seguida, de jerez; e, por fim, de Pedro Jimenez. O gosto que isso dá é amadeirado, caramelizado. Lembra mais um conhaque do que o rum que mais conhecemos por aqui. Sim, é caro: o  23 custa R$ 175. Mas não é uma bebida para todo dia.

Já o drinque, é leve, refrescante, bem verão. Aí vai a receita:

Ingredientes:

6 Uvas Brasil
50 ml de Rum Zacapa 23

Modo de fazer:

Macerar as uvas em uma coqueteleira, adicionar o gelo e a dose de rum. Bater os ingredientes bem para oxidar as uvas. Coar e servir no copo baixo com gelo.

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