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13/10/2009 - 16:56

Despedida da Gourmet

Ok, levei uma semana para me recuperar da notícia e conseguir escrever sobre o fechamento da revista Gourmet. Como assim?!?

Minha primeira reação foi sair correndo e ir à primeira banca comprar a edição de outubro, que eu ainda não tinha. Cheguei em casa e fui ler o editorial da Ruth Reichl. Ela faz um balanço dos seus dez anos à frente da revista, que acaba de completar. Era para ser uma comemoração, mas, engraçado, tem um estranho despedida.

A sua primeira edição foi o especial com os melhores restaurantes nos Estados Unidos. E pela primeira vez a revista tratou do assunto “dar valor” à refeição, seja nas mesas dos melhores restaurantes ou nas barraquinhas de cachorro-quente. Em qualquer uma delas, surgia o conceito de ter o melhor possível por aquilo que se está pagando.

 O chef Thomas Keller, também pela primeira vez, falava da importância de conhecer os ingredientes, saber da sua qualidade e de onde vêm. Para isso, contava que havia decidido criar os animais que iria sacrificar para servir na sua cozinha. E chocou ao dizer que os coelhos que servia no seu restaurante gritam muito quando são sacrificados… É o início de um movimento de extrema valorização do ingrediente, da sua qualidade, da sua proveniência, da saúde associada ao comer bem.

Também nesta edição a revista Gourmet fala pela primeira vez de um certo “chef do futuro”, um espanhol chamado Ferrán Adriá. Reichl conta que ficou com medo de dar tanto destaque a ele e apostar que realmente seria um grande nome na gastronomia.

É parece um fechamento de um ciclo. Pena que a gente queria muito saber qual será o próximo. Mas não saberemos pela Gourmet.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/10/2009 - 16:02

Louca por Lamen

Ando obcecada por lamen! Descobri que é perfeito no meio da madrugada, naquele momento pós-bebidinhas e pré-ressaca. O macarrão escorrega fácil para o estômago e aquele caldinho quente, bem temperado, traz uma sensação de conforto que, depois dele, só uma boa noite de sono. E é também delicioso na tarde de domingo, pra deixar a barriga quentinha e ficar mais fácil de enfrentar a segunda que vem pela frente…

De todos que venho provando, achei o do Lamen Kazu, uma pequena porta na Liberdade, o melhor deles. Dá uma olhada:

lamen_liberdade

Delícia!

Lamen Kazu: R. Thomaz Gonzaga, 51, Liberdade, São Paulo. Tel.: 11 3277-4286

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos Tags: ,
01/10/2009 - 18:27

Mais dicas para comer em Buenos Aires

A coisa mais gostosa que comi em Buenos Aires foi:

empanadas_santelmo

Vendida a 2 pesos (1 real) por esta mocinha nas ruas de San Telmo:

vendedora_empanadas

Não sei se era a fome, o dia lindo de sol que fazia no domingo, a animação da feira ou mesmo a própria história das empanadas. Parece que elas surgiram exatamente assim: vendidas por mulheres pelas ruas para ajudar no orçamento de casa.
Essa que provei era de carne, estava apimentada na medida, tinha pimentão, azeitona e ovos. Deliciosamente recheada.

Outras refeições interessantes por lá:

1) No mesmo domingo fomos ao hotel Faena, com a intenção de provar o brunch, que não existe mais. Decidimos ficar mesmo assim, escolhemos uma mesa ao ar livre e pedimos várias entradas para dividir enquanto várias Quilmes geladas chegavam à mesa. Comemos:

faena_camarao
Camarões grelhados com molhinho de tomates, abacates e ervas

faena_empanadas

Mais empanadas de carne e de humita (uma espécie de pasta com milho, sensacional)

faena_lula

Lula com gratin de batatas

faena_milanesa

Um filé à milanesa napolitana, com queijo e molho de tomates, muito comum na Argentina

faena_flandoceleite

Um flan de doce de leite, sensacional

faena_tortafrutas

Uma torta de frutas

faena_tortamaca

E uma torta de maçãs.

Delícia de almoço. Comidinhas ok. E o lugar mais ainda.

Faena: Martha Salotti, 445, Puerto Madero, Buenos Aires. Tel. 54 11 40109200

2) Uma das amigas cozinheiras do programa “Cozinha Caseira” que chegou a Buenos Aires antes de mim foi jantar no Dada. Gostou tanto que voltou mais uma vez e ficou o tempo todo nos convencendo a ir. Dei uma rápida procurada no Google e li no Trip Advisor um comentário de que o lugar tinha a melhor carne de Buenos Aires. Bom, visita obrigatória, né?

Deixamos para o almoço do último dia e já tínhamos os pratos certos para pedir. Quando cheguei ao Dada, no microcentro, me dei conta que já havia estado lá, no ano anterior. Cheguei à cidade por volta de meia-noite, estava com fome, e entrei no primeiro bar que encontrei perto do hotel. Mas, sem saber onde estava, acabei só pedindo um sanduíche. O lugar tem cara de pub, é pequenino e tem um clima “muy buena onda”, como eles dizem…

dada_lomodada

Eu pedi o “lomo Dada”: filé, ao ponto, servido com um gratin de batatas e rúcula frita. Não sei se é a melhor carne de Buenos Aires. Mas, definitivamente, é muito boa.

dada_lomocompancetta

A minha amiga Ju pediu um outro filé, também ao ponto, envolto em pancetta e servido com a rúcula frita e batatas assadas.

Mas o melhor da casa, na minha opinião, foi a sobremesa:

dada_sorvete

O sorvete de doce de leite artesanal. Não é feito na casa e eles não quiseram me dizer o fabricante, mas foi o melhor que provei por lá.

Dada: San Martin, 941, Microcentro, Buenos Aires. Tel. 54 11 4314-4787

3) Amei o Cafe San Juan, restaurantinho bem despretensioso, jovenzito, em San Telmo. Comida boa, equipe bem humorada, ambiente muito legal. Chegamos em uma noite muiiiiito fria e também ficamos só na entrada e no vinho tinto.

sanjuan_moussecoelho

Minha favorita foi uma mousse de coelho servida com geléia. Divina!

sanjuan_terrinepatofigo

Comemos também uma terrine de pato com figo seco

sanjuan_camaroes

E camarões ao alho e óleo. Uhnnnn

sanjuan_brownie

Depois, atacamos a sobremesa. Esse é um “brownie”, muito interessante, com chocolate, castanhas e sorvete

sanjuan_tortachocolate

E uma super torta de chocolate.

Cafe San Juan: av. San Juan, 450, San Telmo, Buenos Aires. Tel. 54 11 4300-1112

4) Outro restaurante bacana, em Palermo Viejo, é o Quimbombó. Mais pelo lindo ambiente do que pela comida. Ainda assim valeu a visita. Peça para sentar na varanda, do segundo andar, mesmo quando estiver frio, porque os aquecedores estarão ligados. E o lugar é uma delícia. Climinha meio Ásia, com madeira, sofás, luz de velas…

quimbombo_legumescamarao

Comi um prato oriental com legumes no vapor, camarão e macarrãozinho frito

quimbombo_cordeiro

Mas achei o cordeiro o melhor prato que provamos na casa, como indicou o garçom

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Teve também um macarrão integral com legumes e mussarela de búfala

quimbombo_raviolis

E belos raviólis com molho de tomate

 Quimbombó: Costa Rica, 4562, Palermo, Buenos Aires. Tel. 54 11 4831-5556

5) Para encerrar, não dá pra visitar Buenos Aires sem ir a uma sorveteria. Dessa vez, em vez da Freddo, fui à Nonna Bianca. Comer, é claro:

sorvetedulceleche

Um belíssimo sorvete de dulce de leche. Ah, lá tem também o super dulce de leche, com pedacinhos de doce de leite no meio. Uma maldade…

Nonna Biana: Estados Unidos, 407, San Telmo, Buenos Aires.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na Argentina Tags:
29/09/2009 - 11:12

Buenos Aires: parada obrigatória nos restaurantes de Martitegui

Ir hoje a Buenos Aires significa obrigatoriamente visitar um dos restaurantes do chef Germán Martitegui. Estive ano passado no imponente Casa Cruz. Dessa vez, fui visitar o novíssimo Tegui e o escandinavo Olsen.

Martitegui é o chef sensação da cidade. Seus restaurantes são lindos, modernos, estão sempre lotados e servem uma comida de qualidade. Os argentinos ainda torcem um pouco o nariz para eles. Acham que os preços são muito altos. Mas, com o peso valendo metade do real, para nós, brasileiros, é satisfação garantida.

No Tegui, o mais novo de todos, é onde o chef realiza suas experiências mais gourmet e onde comanda pessoalmente a cozinha, que é aberta ao público e toma a maior parte do salão, recheada de belos cozinheiros (parte da atração da casa).

Comi lá o menu degustação, a R$ 90.

tegui_aspargosebrie
O primeiro prato foi uma espécie de canapé de aspargos, queijo brie, brotos de rúcula e sorvete de tomate. Delicioso.

tegui_sopadeervas
Depois, recebi uma sopa de ervas e favas. O mais fraco de todos os pratos.

tegui_miolos
Provei os miolos e adorei.

tegui_ostras
O melhor prato da degustação: ostras mornas servidas com ovas de salmão, maçã (que deu um contraste incrível para o prato), bolinhas de tapioca e miga de pão.

tegui_linguado
Linguado com vieiras e molhinho de cítricos.

tegui_lomoargentino
E, claro, não poderia faltar na Argentina a carne: filé mignon no ponto perfeito, servido com um purê de batatas defumadas no carvão, ovo pochê e chimichurri. Melhor carne que comi por lá.

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E vamos às sobremesas: bolinho de pistache com creme de queijo de cabra e sorbet de frutas vermelhas.

tegui_treschocolates
Três chocolates com avelãs e sorbet de manga.

Foi o melhor jantar que tive em Buenos Aires.

Tegui: rua Costa Rica, 5852, Palermo Hollywood, Buenos Aires. Tel. 54 11 5291-3333.

 
O outro restaurante de Martitegui que visitei desta vez foi o Olsen, que faz uma cozinha escandinava, embora eu não saiba dizer exatamente qual é essa proposta pelo que vi por lá. Mais uma casa linda. Fomos para o almoço, em um dia ensolarado e ficamos no jardim, onde há também sofás e cadeiras para dar aquela descansadinha pós-refeição e tomar um café ou mesmo beber uns drinques durante  a espera.

O almoço tem menu fixo, com entradinha e prato a 37 pesos (menos de R$ 20). Fui com duas amigas, então pude provar todos os pratos disponíveis no dia. Antes pedimos o que era chamado de entradas escandinavas:

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Vários canapés com salmão defumado, lagarto servido em fatias frias, queijo e pêra, pepinos e caviar, ovos e camarão. Gostosos, mas nada sensacionais.
 

olsen_frangocrocante[
Como prato, escolhi o frango crocante (com crosta de pão), servido com batatas e uma geléia de framboesa. Como entrada, todas escolhemos a sopa de tomate.

olsen_carnecurada
Mas o melhor prato foi o sanduíche de carne curada (que estava deliciosa) com queijo branco e batatas.

olsen_risotomascarpone
Provei também o risoto de mascarpone com favas e tomates.

Aqui, não achei a comida incrível. Talvez o cardápio noturno… Mas a visita vale mesmo que seja só para conhecer o lindo lugar e beber um drinque com vodca (eles têm um longo menu com vodcas do mundo todo). E aos domingos, tem brunch.

Olsen: rua Gorriti, 5870, Palermo Hollywood, Buenos Aires. Tel. 54 11 4776-7677.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na Argentina Tags:
28/09/2009 - 16:36

Em Buenos Aires, gravando o Cozinha Caseira

A ausência de posts neste blog nos últimos dias se deve a isso aqui:

cozinheiras

Da esquerda para a direita: Juliana Delgado, Carole Crema, Bárbara Verzola, Ricardo, Mariana Rodrigues, Mariana Valentini, eu e Marina Hernandez. As cozinheiras e o diretor do programa Cozinha Caseira, que deverá ser exibido no novo canal Bem Simples, da Fox, a partir de janeiro do ano que vem. Ainda está faltando na foto a Sabrina Mahler. 

Passamos os últimos 15 dias nos estúdios da Fox em Buenos Aires gravando váaaarios programas com receitas fáceis e gostosas. Adorei e aprendi muito com as meninas “cocineiras”. Assim que puder, publico aqui mais informações do programa…

Enquanto isso, a partir de amanhã, posts com dicas de vários lugares legais para comer em Buenos Aires.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/09/2009 - 18:27

Comidinhas na TV

A partir de amanhã o Comidinhas deve ser feito de Buenos Aires, na Argentina. Estou indo pra lá gravar o programa “Cozinha Caseira”, que vai ser exibido ano que vem no Bem Simples, um novo canal que será lançado pela Fox.
A idéia do programa é ter amigas na cozinha, conversando e fazendo receitas simples e gostosas. E as amigas somos eu, a Mariana Valentini, a Carole Crema, a Mariana Rodrigues, a Barbara Verzola e a Juliana Delgado. Assim que entrarmos nos estúdios Fox, conto mais :)

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/09/2009 - 18:25

Segredo de Cuiabá: bolinho da dona Eulália

por Gustavo de Lucca

“Durante minha breve estadia em Cuiabá, fui informado sobre a existência de um bolinho de arroz tão gostoso que é servido aos domingos a partir das 5h30, reunindo as pessoas saídas da missa da Igreja de São Benedito com os famintos que ficaram na balada até o dia amanhecer.

Os famosos bolinhos da Dona Eulália são servidos num salão localizado à Rua Prof. João Félix, 470, no Bairro Lixeira. Chás e cafés são oferecidos gratuitamente e à vontade.

Assim que chegamos ao local fomos apresentados à Eulália da Silva Soares, a simpática cozinheira que aos 75 anos nos contou a história de seu bolinho de arroz, doce ensinado a ela por uma tia que acabou virando mania na capital do Mato Grosso.

_dona_eulalia
 

“Eu queria ajudar na renda da família e pedi ao meu marido que fizesse um forno”, conta ela. Aos domingos, são servidos em média 2.000 bolinhos. Cada um custa R$ 2. “Domingo às 4h já tem gente esperando aqui na porta”, diz ela.

Atenciosa e animada, dona Eulália nos deu a receita do quitute e explicou em detalhes como é feita sua preparação de dois dias, não sem antes comunicar que há 13 anos o bolinho de arroz é a comida oficial da Festa de São Benedito.

_dona_eulalia3
 

Bolinho de arroz da dona Eulália (porção de 80)

Ingredientes

2 kg de arroz
1,2 kg de mandioca
1 kg de açúcar
2 xícaras de chá de manteiga derretida
2 colheres de fermento
200 gramas de coco ralado
canela, erva doce e sal em pequenas porções são ingredientes opcionais

Modo de fazer

Deixar o arroz na água de um dia para o outro. Escorrer e depois socar no pilão (ou liquidificador) até que ele vire farinha.
Ralar a mandioca crua. Cozinhá-la em dois litros d’água ou leite – esquentar antes, mas não deixar ferver! Depois de cozida desligar o forno e deixar esfriar.
Colocar o açúcar e em seguida o fubá feito com o arroz. Misturar e deixar a massa descansar um dia inteiro.
No dia seguinte misture os demais ingredientes, separe-os em unidades e asse por aproximados 20 minutos.

Quem ficou curioso pode saborear o bolinho de arroz da Dona Eulália às terças, quintas e sábados, das 0h30 até as 10h, e aos domingos, das 5h30 até as 11h30.
Rua Prof. João Félix, 470, no Bairro Lixeira.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/09/2009 - 15:13

Em busca da couve-flor de MFK Fisher

couve-flor

Li há pouco tempo “Long Ago in France: The Years in Dijon”, um dos primeiros livros de MFK Fisher, que é, na minha opinião, a maior jornalista/escritora de comida de todos os tempos. Tipo quem eu queria ser quando crescer, sabe?
O livro narra os primeiros anos da escritora norte-americana vivendo na França, logo depois de se casar. Ela ainda não tinha uma casa própria, vivia numa espécie de pensão, onde também fazia suas refeições e ia aprendendo costumes, técnicas, receitas, produtos e sabores franceses. Seu marido era estudante da universidade local e eles levavam uma vida de livros, pequenos eventos sociais na comunidade e alguns jantares regados a vinho nos bistrôs de Dijon.
Mais de um ano depois, conseguem alugar um pequenino apartamento só para os dois. E madame Fisher pode finalmente iniciar seus experimentos na cozinha. Foram tantos meses comendo diariamente pratos cheios de molhos densos, carnes, caças e outras coisas tão pesadas que ela escolhe preparar apenas uma simples couve-flor feita ao forno, com queijo, gratinada. O efeito que seu prato tão simples teve na primeira refeição com o marido foi narrado de forma tão deliciosa que eu fiquei com água na boca e com desejo de, pelo menos tentar, repetir o feito na minha cozinha.
No livro, não há receita. Então, fui simplesmente pela descrição feita pela autora e pela minha imaginação de como ficaria. Comprei aquela bandeja que tem no supermercado agora que traz metade brócoli e metade couve-flor, ambos orgânicos. E uma boa quantidade de ricota de búfala.
Primeiro, “branqueei” o brócoli e a couve-flor, ou seja, passei os dois por cerca de 5 minutos em uma panela de água fervente. Retirei e coloquei também por alguns minutos em água bem gelada. Com essa técnica, eles vão cozinhar rapidamente, mas não perdem a cor.
Depois, temperei com azeite, sal e pimenta do reino e coloquei em uma vasilha refratária junto com uma boa quantidade de ricota de búfala, que fui colocando entre as florzinhas, tanto do brócoli, como da couve-flor. Deixei uns 20 minutos no forno a 180°C. E, antes de comer, coloquei mais um fio de azeite extra-virgem. Não sei se ficou igual ao de MFK Fisher. Mas eu adorei…

Crédito da foto: Getty Images

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
08/09/2009 - 13:29

Cuiabá: Arroz Maria Izabel com farofa de banana

O Gustavo de Lucca, editor do iG Crianças, foi semana passada até Cuiabá, conhecer seu festival gastronômico, e topou fazer um relato aqui para o Comidinhas:

“Assim que cheguei a Cuiabá para a cobertura do 8º Festival Cururu Siriri escutei uma conversa entre as assessoras locais e uma repórter de gastronomia sobre uma tal de Maria Izabel.
Curioso, me aproximei e descobri que não se tratava de uma pessoa, mas sim de um dos pratos mais tradicionais da culinária matogrossense ao lado da ventrecha de pacu e da farofa de banana.
Certo de que o prato renderia um bom jantar (e uma ótima pauta!), logo na primeira noite do evento busquei pela tal Maria Izabel na “praça de alimentação” do festival, encontrando-a na barraca do Divina Gulla Buffet.
Expliquei minhas intenções à garota que fazia o atendimento e em poucos minutos estava diante da cozinheira Claudia Fernandes dos Anjos, proprietária do buffet e envolvida com restaurantes em Cuiabá há 18 anos.
Atenciosa, a empresária explicou que a Maria Izabel tradicional é composta por arroz, carne seca, alho e cebola, mas disse que o prato servido no evento ainda contava com cenoura, ervilha, azeitona, milho e pimentão.
Minutos mais tarde lá estava eu com um prato de Maria Izabel, feijão, salada e farofa de banana – sendo esta última a minha maior surpresa nesta rápida passagem pela capital de Mato Grosso.

_maria_izabel2

Dizer que a fila na barrada do Divina Gulla era a maior do evento ajuda a esclarecer o quão popular e saborosa é a combinação dos ingredientes. Mas acredito que a melhor maneira de descobrir seja provando.”

Receita de Maria Izabel

Ingredientes

1 kg de arroz
1 kg de carne de sol picada
2 cebolas
1 cabeça de alho
2 maços de cheiro verde
4 pimentas de cheiro
4 folhas de louro
10 ml de azeite de oliva
50 ml de óleo

Modo de fazer
Lave a carne seca picada e coloque-a para dourar em óleo quente. Depois acrescente a cebola e o alho e deixe refogar na panela. Depois misture o arroz com os temperos e a carne seca, acrescentando em seguida água quente e a pimenta de cheiro cortada ao meio. Abafe a panela e aguarde até que o arroz fique solto.

Receita da farofa de banana

Ingredientes

4 bananas em rodelas
200 g farinha de mandioca
2 colheres de sopa de margarina
Bacon fatiado a gosto
Cebola ralada sal a gosto
Salsinha picada

Modo de fazer
Pique um pouco de bacon bem fino e miúdo e frite em um pouco de óleo. Depois de frito coloque uma boa quantidade de margarina. Quando derreter acrescente a cebola e deixe dourar. Coloque as bananas em rodelas. Misture um pouco e vá acrescentando a farinha de mandioca mexendo sempre. Faça isso até que ela fique bem umedecida. Apague o fogo e acrescente a salsinha picada.

Leia aqui a reportagem completa sobre o festival de gastronomia de Cuiabá.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
02/09/2009 - 14:46

Teste drive do menu vegetariano de Alex Atala

Quando se fala de alguma novidade criada pelo chef Alex Atala, há logo de cara dois tipos de reação: aqueles que amam incondicionalmente e os que torcem o nariz para mais um “modismo”. Recentemente, o chef mais premiado do Brasil lançou no seu D.O.M. um menu degustação para vegetarianos. Não sou exatamente fã de restaurantes ou mesmo menus completamente vegetarianos, mas minha primeira reação foi “uhn, deve ser muito bom”. E a primeira coisa que ouvi a respeito foi “parece que dessa vez ele não acertou a mão”…

Semana passada, fui lá no D.O.M. provar. Modismo ou não, achei o menu sensacional. Uma brincadeira de sabores que lembram mar, lembram terra e que farão com que você não sinta a menor necessidade de qualquer tipo de carne. E, para melhorar a brincadeira, cada prato é harmonizado com uma água aromatizada com ervas ou frutas.

gel de tomates e ervas
O primeiro prato é um gel de tomates verdes com cítricos, ervas da Amazônia e grãos de milho peruano. O garçom indica por onde você deve começar a comer. Cada florzinha é uma experiência de sabores. E, no final, levar à boca uma garfada com um pouco de cada coisa é melhor ainda. Foi acompanhado com água de capim santo.

pupunha melancia e algas
Depois, comemos uma salada de pupunha (é essa folha branca no fundo do prato, tão fina quanto um papel) com algas, melancia e creme de castanha do Pará. Essa florzinha lilás na lateral direita do prato é a borago-flor e tem sabor de ostra. Também com água de capim santo.

misto de cogumelos e ervas
Próximo prato foi um misto de cogumelos com ervas da Amazônia e consomé de cogumelos e tucupi. Bem leve, mas com sabor intenso de terra. Acompanhou a água de poejo.

arroz negro com legumes verdes
Arroz negro com legumes verdes e leite de castanha do Pará. Servido com água com gás e limão cravo.

quiabo
Quiabo, quiabo, quiabo, quiabo: consomé de legumes tostados, com quiabo servido assado, em caviar, frito e em “papel” (esse papel é sensacional, é feito a partir da “baba” do quiabo, que é transformada em celulose). Acompanhou a água com cambuci.

mandioquinha
Mandioquinha com malte de cerveja e espuma de amendoim. Incrível! Meu prato favorito no menu. Com água com cambuci.

creme shitake
Redução de vinho Malbec com crocante de arroz selvagem e creme de shitake e água com jabuticaba.

aligot
Para encerrar, o tradicional aligot.

banana gelatina limao priprioca
A sobremesa foi um ravioli de banana ouro com gelatina de limão e calda de priprioca. Também divino.

O “Menu Reino Vegetal”, como é chamado, tem 5 pratos (2 a menos do que este que provei) e custa R$ 120 sem bebidas. Com águas e sucos, sai por R$ 140.

D.O.M.: rua Barão de Capanema, 549, Jardins. Tel. 11 3088-0761.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos Tags: , , , ,
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