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quarta-feira, 11 de maio de 2011 Comidinhas na Espanha | 18:59

Especial Espanha

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Caipirinha e Mojito

Para ler o Especial Espanha completo publicado aqui nos últimos dias, clique aqui nesses links abaixo:

- Jantar no El Bulli, que vai fechar suas portas em julho, e conversa com Ferran Adrià
- Almoço no Rafa´s: peixes e frutos do mar fresquíssimos e dicas de como preparar em casa, pelo Rafa, especialista amigo de Adrià
- Jantar no 3 estrelas Michelin Sant Pau, de Carme Ruscalleda
- Os dois novos restaurantes “sensação” de Barcelona são orientais, o Koy Shunka e o Dos Palillos
- De bar em bar em Barcelona: dois lugares para tapas e tragos
- O mercado La Boqueria e seus frutos do mar e embutidos
- Leia também posts de viagens anteriores que fiz para a Espanha: visita ao Mugaritz de Andoni Luis Aduriz, ao restaurante de Juan Mari Arzak e cobertura do Madrid Fusión

A partir de amanhã, aguarde o especial Portugal.

Notas relacionadas:

  1. Os melhores frutos do mar e a técnica do Rafa´s
  2. Espanha: a cozinha de Carme Ruscalleda
  3. Dois restaurantes para conhecer em Barcelona
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Comidinhas na Espanha | 17:08

O mercado La Boqueria

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Nos posts abaixo falei bastante dos frutos do mar frescos, só encontrados na Espanha e em Portugal e das iguarias servidas pelos restaurantes de Barcelona. Quer saber de onde eles vêm?

Esse é o La Boqueria, o mercado central da cidade, dá para se divertir qualquer que seja o seu gosto:

Vários tipos de embutidos: linguiças, morcillas, chouriços…

Jamón (presunto) pata negra, estrela local

Navajas e percebes, frutos do mar só encontrados nessa região

Lagostas e sapateiras (carangueijos gigantes)

Muitas lagostas e lagostins

Polvo

E, claro, não poderiam faltar as "pimientas"

 

Leia também:

- Jantar no El Bulli, que vai fechar suas portas em julho, e conversa com Ferran Adrià
- Almoço no Rafa´s: peixes e frutos do mar fresquíssimos e dicas de como preparar em casa, pelo Rafa, especialista amigo de Adrià
- Jantar no 3 estrelas Michelin Sant Pau, de Carme Ruscalleda
- Os dois novos restaurantes “sensação” de Barcelona são orientais, o Koy Shunka e o Dos Palillos
- De bar em bar em Barcelona: dois lugares para tapas e tragos
- E posts de viagens anteriores que fiz para a Espanha: visita ao Mugaritz de Andoni Luis Aduriz, ao restaurante de Juan Mari Arzak e cobertura do Madrid Fusión

Autor: Alessandra Blanco Tags:

segunda-feira, 9 de maio de 2011 Comidinhas na Espanha | 20:01

Barcelona: de boteco em boteco

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É simplesmente impossível ir para a Espanha e não ser tomada pelo ritual “la movida”, de bar em bar, com algumas tapas no meio. Funciona assim: você escolhe uma boa turma e um bar, chega pede uma cerveja ou uma taça de vinho e alguns pratinhos _ batatas bravas, pimientos, pão com tomate_ fica uma horinha e muda para um outro bar, pede outra bebida, outras tapas… E assim vai o quanto conseguir aguentar. Ou, se você, como eu, resolver visitar o país na Semana Santa,  dura também quantos bares você conseguir encontrar abertos (os mais tradicionais e bacanas fecham suas portas para férias nesse período).

Então, aí vão duas dicas, de lugares bem diferentes:

Esse aqui é o Tapas, 24, lugar da moda, sempre cheio. O chef  Carles Abellan trabalhou no El Bulli e serve no seu bar uma mistura de tapas modernas e tradicionais.

Comi por lá as tradicionais batatas bravas (fritas, servidas com maionese e pimenta, divinas) – 3,50 euros

Também os pães com tomate (que eu poderia comer todos os dias, pelo resto da vida) e um sanduíche de presunto ibérico, queijo manchego e raspinhas de trufas negras, delicioso – 8 euros

E o Mc Foie: hambúrguer com foie gras. 8 euros

Tudo acompanhado por algumas tacinhas de cava geladinhas.

A outra dica é o Vaso de Oro, botequim clássico da região da Barceloneta. Você abre a porta e é tomado pelo barulho das pessoas encostadas no balcão (não tem mesas). Aí vai se espremendo para tentar encontrar um lugarzinho livre onde puder apoiar seu copo e também começar a provar as tapas.

Fomos direto aos clássicos: salada de atum com batata e maionese servida com torradas. E os pimientos: pequeninos pimentões, alguns picantes e outros não, tostados ao ponto de ficar quase amargos e servidos enxarcados de azeite e sal.

Aqui dá pra ver melhor. Entre pequenos golinhos, são acompanhamentos perfeitos.

Cada tapa custa em torno de 5 euros.

Tapas, 24: calle Diputació, 269. Tel. 93 4880977.
Vaso de Oro: calle Balboa, 6.

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  1. Dois restaurantes para conhecer em Barcelona
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Comidinhas na Espanha | 08:35

Dois restaurantes para conhecer em Barcelona

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Passada a moda da chamada cozinha tecnoemocional e com o fechamento do restaurante El Bulli, agora, quando for a Barcelona e pedir dicas de onde ir comer, além das eternas tapas (que serão tema do próximo post), dois restaurantes aparecem na lista como obrigatórios. E eles não são espanhóis, nem tradicionais nem “moleculares”.

 São dois restaurantes orientais. Seus chefs têm, sim, relação com a turma de chefs famosos espanhois. Um deles chegou a estagiar no El Bulli. Mas seguiram seus próprios caminhos. Utilizam a oferta de peixes e frutos do mar única que a Espanha tem e fazem uma cozinha de autor oriental. Hideki Matsuhisa, no Koy Shunka, faz uma cozinha japonesa moderna. E Takeshi Somekawa, no Dos Palillos, oferece pratos japoneses, mas tem outras influências orientais, como chinesa e thai. Ambos oferecem uma experiência incrível de mistura de produtos de qualidade, com tradição oriental e técnicas modernas de cozinha.

Prepare-se para experimentar coisas como percebes, frutos do mar que só existem na Espanha e em Portugal e que só aparecem, dizem, em meses que levam a letra R no nome, portanto, de setembro a abril. Isso porque ficam aguarrados às pedras no mar, têm inclusive formato de garras. E só nestes meses de outono e inverno é possível apanhá-los juntos às rochas, sem ser tão perigoso. Para comer, quebra-se a garrinha e deve-se sugar a carne dentro dela, que é deliciosa. E também pepino-do-mar, ouriço-do-mar, muitos tipos e tamanhos de camarões, lagostins e por aí vai…

Atum selado, percebes e aspargos do Koy Shunka

Gostei muito do Koy Shunka, é um restaurante japonês de alta gastronomia que lembra muito o trabalho do chef Murakami, no Kinoshita, em São Paulo. Mas com uma oferta muito maior de frutos de mar frescos, o que dá ao chef muito mais oportunidades de criação de pratos.

Mas o Dos Palillos, para mim, foi a grande descoberta na Espanha. É um tipo de restaurante que não conheço parecido no Brasil. Os clientes sentam-se em um balcão ao redor da cozinha. E de lá o chef prepara um menu degustação que passeia por Japão, China e Tailândia, principalmente. O “japo burger”, uma hambúguer feito com carne de vaca temperada de forma muito artesanal, passado pela grelha tempo suficiente apenas para tostar a parte externa da carne e deixar seu interior bem vermelhinho, servido com pepino adocicado, gengibre e shiso no bun, pãozinho adocicado oriental. Eu poderia comer uma dúzia deles fácil.

Japo Burger do Dos Palillos

O menu degustação do Koy Shunka custa 108 euros, sem bebidas inclusas. O menu do dos Palillos com 12 pratos custa 55 euros sem bebidas.

Clique aqui para ver todos os pratos do Koy Shunka:

E clique aqui para ver todos os pratos do Dos Palillos:

Koy Shunka: calle Copons, 7, Barcelona, Espanha. Tel. 934-127939.

Dos Palillos: calle Elisabets, 9, Barcelona, Espanha. Tel. 933-040513

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Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

domingo, 1 de maio de 2011 Comidinhas na Espanha | 19:57

Espanha: a cozinha de Carme Ruscalleda

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No meio de tantos chefs espanhóis estrelados e seus restaurantes premiados como os melhores do mundo existe uma única mulher. Carme Ruscalleda reúne 5 estrelas em seus restaurantes: 3 no Sant Pol de Mar (a 40 minutos de carro de Barcelona) e 2 no de Tóquio (Japão). Ela ainda tem um outro, em Barcelona.  O primeiro deles, o Sant Pau, também ocupa a 93ª posição na lista dos 50 melhores do mundo. Por acaso, ele fica no meio do caminho entre Roses e Barcelona. Eu já tinha tentado ligar umas duas vezes para conseguir reserva na volta de Roses, após meu jantar no El Bulli, mas sem sucesso. Aí, arrumando as malas para sair do hotel de Roses, resolvemos fazer mais uma tentativa na espera de alguma desistência que nos garantisse uma mesa para duas pessoas naquela mesma noite. Bingo!

Como você deve imaginar, Sant Pol de Mar não é uma cidade grande, e eu sabia que o restaurante de Ruscalleda ficava à beira do mar, mesmo assim, consegui me perder umas quatro ou cinco vezes entre ruazinhas micro e contramão para chegar até lá,  meia hora atrasada.
 
Fomos recebidas e levadas para o salão vermelho. Tudo no Sant Pau tem a ver com cores. Há o salão vermelho e o amarelo e a cozinha azul. O menu muda conforme o mês seguindo a estação e as cores definidas pela chef. Rosas vermelhas gigantes fazem a decoração da casa. Tudo bem intenso e espanhol, mas muito feminino. Aliás, o cardápio e a cozinha de Ruscalleda é muito feminina, com uma execução delicada de sabores bem acentuados.

Decidimos pelo menu degustação completo, que começa com aperitivos (pequenas tapas), passa por um caldo, depois seis pequenos pratos, um prato combinando queijos e sabores adocicados ou cítricos, uma pré-sobremesa, duas sobremesas e os “divertimentos” da confeitaria que acompanham o café (chocolates, macarons, pirulitos…). Tudo isso sem bebidas inclusas sai a 146 euros por pessoa.

Ruscalleda não faz uma cozinha nem de perto parecida com a de Ferran Adrià, embora faça parte dessa nova cozinha moderna espanhola. Seus pratos são sim modernos e feitos com muita técnica. Mas é uma cozinha clássica, sem o uso do que se costumou chamar de “molecular”. De todos os pratos, meus favoritos foram:

O embutido negro de carne de cerdo ibérico (espécie de porco, conhecido em Portugal como porco preto) com cebolas e ervilhas


A carne de pluma ibérica Joselito (lombo do cerdo ibérico) com aspargos e favas


E a incrível pré-sobremesa: uma infusão com ervas e frutas refrescante e deliciosa
Clique na galeria de fotos abaixo para ver os pratos do menu:


Sant Pau de Carme Ruscalleda: calle Nou, 10, Sant Pol de Mar, Barcelona. Tel. 93 7600662. 

Leia mais sobre Carme Ruscalleda no iG

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Autor: Alessandra Blanco Tags:

quinta-feira, 28 de abril de 2011 Comidinhas na Espanha | 15:50

Os melhores frutos do mar e a técnica do Rafa´s

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No dia seguinte ao jantar no El Bulli, fui almoçar em Roses no segundo restaurante mais conhecido da cidade, o Rafa´s,  “o lugar em que Ferran Adrià gosta de comer”, porque há 25 anos serve os peixes e frutos do mar mais frescos da região.

A indicação que recebemos foi: “Deixe o Rafa cuidar de vocês e coma o que ele sugerir”. Às 15h, sentamos, escolhemos um vinho branco e começamos.

Começamos com amêijoas ao molho de vinho branco, bastante suave, sem nenhuma acidez. Rafa, o chef e dono do restaurante, nos contou ao final que prepara o molho da seguinte maneira: leva ao fogo uma panela com azeite, corta fatias de alho e deixa dourar bem rapidamente, acrescenta vinho branco seco e depois miolo de pão e deixa cozinhar. É o miolo de pão que tira a acidez. Depois coa esse molho e cozinha as amêijoas nele. Não acrescenta sal: “Como recebo produtos frescos aqui do nosso mar todos os dias, eles já vêm salgados e não dá tempo de perder o sal. Então, não precisa colocar mais”.

Depois pedimos lagostim grelhado. Exatamente ao ponto, pouco cozido, úmido, até adocicado. Mais uma dica: Rafa conta que quando vai preparar camarões ou lagostim na grelha normalmente faz uma cama de sal grosso sobre a grelha e coloca os camarões ou lagostim sobre ela. “O sal grosso fica ainda mais quente que a grelha e transmite esse calor, mas também segura a umidade, não deixa o camarão soltar a água, por exemplo. Por isso, fica mais macio”.

Como prato principal, escolhemos um filé de Saint Peter, sugerido pela casa como o mais fresco. Ele é feito só na grelha, com mínimo de azeite e sal. E é úmido, tenro, os pedaços se soltam sem qualquer esforço. Perguntamos como ele consegue dar esse ponto. “Ah, isso você tem que ficar de olho na fumaça que o peixe solta. Primeiro, ela se solta para as laterais. Quando começa a subir do centro do peixe, está na hora de virá-lo. Aí mais uns minutos e estará pronto”, conta.

E Rafa ainda diz que seu restaurante é muito simples. Ahã… “É a qualidade do produto que trabalhamos e a técnica que aprendi fazendo isso há tantos anos.” Ah, e ele só limpa a grelha com vinagre, nada de água e sabão, para não pegar gostos que não precisamos.

Para encerrar, uma sobremesa também feita na casa, uma torta cabelo de anjo. O cabelo de anjo no caso é aquele tipo de abóbora que forma fios como um espaguete. O resultado é uma torta bem pouco doce, mas divina.

Todo esse almoço para duas pessoas com vinho saiu por 89 euros.

Rafa´s: Carrer Sant Sebastià, 56, Roses, Espanha. Tel. +34 972254003.

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Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Comidinhas na Espanha | 06:49

Jantar no El Bulli dias antes do fim

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Há um ano e três meses, eu estava bem de frente ao chef espanhol Ferran Adrià na coletiva de imprensa do Madrid Fusión, um dos principais eventos de gastronomia do mundo, quando ele anunciou que fecharia seu restaurante El Bulli após a temporada de 2011. Em vez de sair correndo para dar a notícia, minha primeira reação foi: “Eu tenho que ir até lá”.

Adrià foi oficialmente eleito ano passado o chef de cozinha da década. Seu restaurante também foi premiado como o melhor do mundo por quatro anos seguidos, no ranking dos 50 melhores organizado pela revista inglesa Restaurant . Mas, mais do que isso, quem acompanha e gosta de ler sobre o assunto sabe que Adrià mudou a história da gastronomia. Ele é o homem que, na beira da praia de Roses, ao norte de Barcelona, na Espanha, começou ainda na década de 90 a usar a tecnologia como sua melhor amiga ao lado do fogão.

Se você nunca ouviu falar no seu nome ou no do seu restaurante, com certeza, deve saber que existe um chef de cozinha espanhol maluco que transforma a textura e a forma dos alimentos. Ele  muda líquidos em sólidos, por exemplo, como faz com a caipirinha, com a ajuda do uso do nitrogênio. Você mastiga e  ela gruda no céu da boca e na língua. Com o uso do sifão, um instrumento de cozinha usado há anos na confeitaria,  ele começou a criar espumas salgadas: de queijo, de ervas, de verduras… E entre suas técnicas mais comentadas está a esferificação: ele mantém uma certa textura dos alimentos por fora, mas por dentro é uma concentração líquida do mesmo produto. Faz isso com a azeitona. A aparência é de uma azeitona normal. Quando você morde, tem uma casquinha por fora. Dentro, é completamente líquida e com sabor de azeitona concentrado…. Enfim.

 Eu simplesmente não podia deixar de conhecer o restaurante mais importante da década e a comida do chef que mudou a maneira como se pensa cozinha. Acontece que o Bulli só abre seis meses por ano. A cada dia atende 50 pessoas. Metade das reservas é para espanhóis; a outra metade para o resto do mundo. Metade para quem já esteve por lá e é amigo da casa. A outra metade para os que vão à casa pela primeira vez. Se normalmente a fila de espera por uma mesa era de dois anos, imagine agora: o último ano de funcionamento do principal restaurante da década. “Você não imagina a minha vida. A disputa por uma vaga para jantar começa no dia 1 de janeiro. E à 0h01 minha caixa de emails já está cheia de pedidos, com histórias tristes, engraçadas, românticas, apelos… E eu tenho que selecionar só 50 por dia. A cada pedido que confirmo, digo mil outros nãos”, conta Luis Garcia, responsável pelas reservas da casa.

Há um ano, eu também entrei nessa fila. Mandei email e implorei a cada pessoa que tinha algum contato com o restaurante _ outros jornalistas, antigos funcionários, chefs amigos_ que me ajudasse a conseguir uma vaga. O Bulli fechará suas portas no último dia de julho. Até começo de março, não tinha conseguido nada. Aí na metade do mês, recebo uma ligação da jornalista Roberta Malta: “Ale, você já tem planos para o jantar de 19 de abril? Não? Então, é melhor comprar uma passagem, porque nós conseguimos, temos uma reserva no Bulli às 20h. Já confirmei e disse também que não temos restrições alimentares. Eles nos prometeram um menu longo e especial”.

Longo mesmo: às 2h do dia 20 de abril, saí do Bulli, depois de seis horas na mesa e 48 pratos. O lugar é absolutamente lindo. Para chegar, é preciso pegar uma estradinha cheia de precipícios com o mar da Costa Brava embaixo. O restaurante fica em uma casa branca, simples e rústica, na beira de uma micro praia.

Entrada do El Bulli

Pequenina praia em Roses onde fica o El Bulli

Mas tenho certeza de que, mais do que saber o que era cada prato que provei (o que pode ver na galeria de fotos abaixo, com a descrição completa), você quer saber: é realmente o melhor do mundo (mesmo que nas últimas duas listas dos 50 melhores ele não tenha aparecido nessa posição)? Foi o melhor jantar que já tive?

A resposta é: foi, sem dúvida, o mais surpreendente. Não teve nenhum prato que eu não tenha gostado. Alguns deles, eu realmente amei. A azeitona esferificada é incrível. Quando se rompe na boca e aquele líquido com sabor concentrado e intenso de azeitona escorre pela garganta, você imediatamente sorri. É como um reflexo. Difícil dizer qual foi meu prato favorito. A azeitona foi um deles. O chip de azeite de oliva também. É como uma batata chip. Mas feita de azeite, que vai se derretendo na boca e nos dedos. Aliás, a grande maioria dos pratos no Bulli come-se com as mãos.

Gin Frozen e azeitona esferificada

Chip de azeite de oliva

Tudo é divertidíssimo. Começa com os drinques sólidos. A caipirinha e o mojito vêm embebidos em pedaços de cana de açúcar. Você deve sugar e morder para “tomar seu coquetel”. E tem até mojito em formato de sanduíche. A “bebida” sólida vem no meio de duas esponjas brancas. A piña colada vem em algodão doce. Você vai puxando o algodão com os dedos e colocando na boca, aí sente o sabor da bebida e pequeninos flocos de coco.

Caipirinha e Mojito

Várias coisas me lembraram sabores de infância. O “macaron” de parmesão era igualzinho à maria-mole, só que com gosto de queijo. Teve uma espécie de mandiopan de bacalhau (esse não gostei, achei o sabor muito forte). O “estanque”, que é sempre algo refrescante para limpar o paladar entre o final da refeição e as sobremesas, era um tipo de uma raspadinha de gelo, com sabor de Halls. “É Halls ao vivo”, disse a Roberta Malta.

Estanque

Os “filipinos”, sobremesa feita baseada em um biscoito chamado filipino, que é redondo, com casca de chocolate e recheio de coco/nata, aqui era gelado, como um sorvete, parecido com o Esquibom, só que o melhor Esquibom do mundo, com casquinha de chocolate bem amargo.

Filipinos

Alguns pratos pareceram absolutamente simples, mas com uma técnica perfeita, como  “lagostino hervido” e “gamba dos cocciones”. O primeiro um lagostim ligeiramente cozido, quase cru; o segundo dois camarões com tempos de cozimento diferentes.

"Lagostin hervido"

Gostei especialmente do “guisantes 2011”, que eram ervilhas frescas, levemente cozidas, servidas com carne de lebre. Saborosíssimo. Aliás, dos 48 pratos, só cinco eram de carne. Os demais eram vegetais ou frutos do mar e peixe.

Guisantes 2011

Outros favoritos foram o globo de gorgonzola. Ele chega à mesa como um ovo gigante, branco. Você vai rompendo a “casca” com os dedos e colocando na boca. Aí derrete e é gorgonzola. O shabu-shabu de pinoli. É uma massinha recheada de pinoli servida com um caldo. Como no shabu-shabu tradicional, você deve pegar cada massa e “cozinhar” no caldo por 3 segundos no máximo ou ela se rompe de tão delicada. E o “ceviche” de lulo e molusco. Lulo é uma fruta da América Central que tem cara de maracujá e gosto de tomate. Foi servido cortado e recheado também com leche de tigre suave e perfeito.

Globo de gorgonzola

Ceviche de lulo e marisco

O jantar completo saiu por 270 euros sem bebidas. Ferran Adrià, que havia nos recebido na cozinha logo na chegada, veio conversar conosco no final e saber se tinha cumprido nossas expectativas (falamos ao chegar que era a primeira vez e estávamos ansiosas). Dissemos a ele que é óbvio que esperávamos um jantar excepcional, mas não sabíamos que seria tanto. E é verdade. Ele apenas riu.

Na porta da sua cozinha, comandando um time de 50 jovens, que fazem diariamente 3500 preparações, incluindo pequenos pratos, coquetéis etc., Ferran pareceu completamente diferente do homem que eu havia visto por duas vezes no Madrid Fusion. No evento, é agitado, evita jornalistas, faz uma coletiva de imprensa rápida, fala com todo mundo, parece estressado. No seu restaurante, é calmo, tranquilo e parece até mais velho (tem 48 anos). Às vezes observa o salão pela janela da cozinha. Dessa forma, combina mais com o clima de casa rústica na praia do melhor restaurante dos anos 00.

Ferran Adrià na cozinha do bulli

Um dia antes do nosso jantar, foi anunciado o ranking 2011 dos 50 melhores restaurantes do mundo. Desde 2002, é a primeira vez que o Bulli não aparece. Exatamente porque vai fechar suas portas.

Neste ano, assim como no ano passado, o Noma, de Copenhague,  é o novo melhor restaurante do mundo. Seu chef  René Redzepi passou pelo Bulli.  “Todos os dez primeiros da lista têm alguma relação com nossa casa. São chefs que trabalharam aqui, ou são amigos. Isso me deixa muito feliz”, disse Adrià.

Sobre o futuro, o de Adrià e do Bulli é abrir uma fundação para pesquisas gastronômicas. E assim que fechar, em julho, começam as preparações para os novos trabalhos. Adrià diz que irá ao Peru, na feira gastronômica Mistura, e deve ir ao Brasil em novembro ou janeiro. Já o da gastronomia, para ele, está na América Latina. “Fiquei muito feliz que o Alex Atala tenha subido para sétimo na lista dos melhores restaurantes do mundo. E outros latinoamericanos entraram, a Helena Rizzo (Maní), o Gastón Acurio (do Peru). Eu fui o primeiro a dizer que o futuro estava na América Latina. Há uma ebulição de novas ideias lá. A Europa está decadente, careta. A novidade agora não vem daqui”, disse.

Veja abaixo a galeria de fotos com todos os pratos de um dos últimos jantares do El Bulli:

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Notas relacionadas:

  1. Direto do Madrid Fusión: Ferrán Adriá e exclusiva com Grant Achatz
  2. Jantar de gala do Madrid Fusión, com buffet El Bulli
  3. Argh, passei mal com Ferrán Adriá
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

sábado, 16 de abril de 2011 Sem categoria | 08:00

Páscoa amarga e bem brasileira

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Eu nunca gostei de ovos de Páscoa. Desde pequena. Tinha aflição daquele corredor de supermercado cheio de coisas penduradas. Achava meio claustrofóbico. E trocava meu ovo por um dinheirinho para ir à feira hyppie da praia. Chocolate por brincos, literalmente.

Mas há algum tempo descobri que, na verdade, não gostava daquele tipo de chocolate. Pode soar esnobe, mas não é. Gosto de amargos em geral. Não bebo café  com açúcar, por exemplo. E me encontrei com os chocolates amargos. Tanto que hoje não consigo dormir se não como uma lasquinha deles.

Então, para esta Páscoa ter mais chocolate e menos brincos, já fiz as minhas escolhas. Alguns nem são amargos, mas foram irresistíveis:

Caixinhas de bombons da La Vie en Douce, que a chef Carole Crema desenvolveu com chocolates Amma, aqueles 100% brasileiros e orgânicos, feitos com cacau do sul da Bahia. Cada bombom tem um sabor diferente: ao leite com 35% de cacau; ao leite com 35% de cacau e com castanha de baru; amargo com 85% de cacau; e amargo 85% cacau com recheio de caramelo de flor de sal brasileiro. Esse último é de chorar de tão bom. A caixinha custa R$ 39.

Agora, o próprio chocolate Amma. Para a Páscoa foi lançada uma edição especial de “bags”. Cada uma tem 120 gramas de microtabletes de 5 gramas cada. As “bags” têm sabores diferentes: os ao leite com 30% e 45% de cacau; os intermediários, com 50%; o meio amargo equilibrado com 60%; e os amargos, com 75% e 85%. Tem também uma “bag” mista de 240 gramas com 48 tabletinhos variados. 

O preço sugerido para as bags é R$ 35 (120 gramas) e R$ 60 (240 gramas). E elas são encontradas em lojas gourmets como a padaria PÃO e a Lá da Venda.

A Valhona fez o ovo especial de 300 gramas em forma de cacau, metade Jivara e metade Macaé (chocolate feito com cacau brasileiro). É recheado com bombons sortidos da marca. Custa R$ 145.

E como ninguém é de ferro, eu até topo um ovo de chocolate ao leite se, dentro, ele vier recheado com brigadeiros!!

Essa é a novidade da Maria Brigadeiro para essa Páscoa. O ovo tem diferentes tamanhos: 40 gramas, 250 gramas e 500 gramas e é recheado com bombons com brigadeiro dentro.

Também em diferentes sabores de brigadeiros: tradicional ao leite, pistache, noir (70% de cacau) e chocolate branco.

A versão com 40 gramas custa R$ 15 e vem com um bombom; a de 250 gramas custa R$ 70 e vem com seis bombons; e a de 500 gramas custa R$ 98 e vem com dez bombons.

Os bombons são tradicionais de chocolate mesmo, mas o recheio é o brigadeiro. Fica interessante.

 Todos com essa embalagem fofa da foto ao lado.

Endereços:

La Vie en Douce Itaim Bibi: rua Pedroso Alvarenga, 514, Itaim. São Paulo . Tel. 11 3078-1110.
La Vie en Douce Jardins: rua da Consolação, 3.161, Jardins, São Paulo. Tel. 11 3088-7172.
Para bags Amma: PÃO – Padaria Artesanal Orgânica: rua Bela Cintra, 1618, Jardins. São Paulo. Tel. 11 3384 6900. Lá da Venda: rua Harmonia, 161, Vila Madalena, São Paulo. Tel. 11 3037 7702. E Delly Gil: rua Gilberto Cardoso, S/Nº, loja interna 08, Leblon, Rio de Janeiro. Tel. (21) 2294-1151.
Valhona: al. Lorena, 1.818, Jardins. São Paulo. Tel. 11 3068-8899.
Maria Brigadeiro: rua Capote Valente, 68, Pinheiros, São Paulo. Tel. 11 3085-3687.

Notas relacionadas:

  1. Pelos pequenos prazeres
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

terça-feira, 12 de abril de 2011 Restaurantinhos, Sem categoria | 10:37

Descobertas: um português e um santista

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Um fica em São Paulo, na Chácara Santo Antonio, numa rua residencial, escondido mesmo numa esquina, só com uma plaquinha na porta. É tocado pela família e só funciona de segunda a sábado para o almoço. O cardápio é tradicional português: bolinho de bacalhau, alheira, bruschettas de bacalhau marinado no azeite e mais de dez tipos de pratos com bacalhau.

O outro fica na ponta da praia de Santos. É bem restaurante típico para turista. Na beira-mar, ao lado do pier de onde os cruzeiros partem, tem umas duzentas opções de pratos, principalmente com peixe. Eles são gigantes, dando facilmente para quatro pessoas. Mas são também surpreendentemente gostosos.

A não ser que você more na região, ir a qualquer dos restaurantes é mais uma opção de passeio do que só ir lá para almoçar. Para ir ao Tonel, por exemplo, no último sábado à tarde, o trajeto entre o Ipiranga e a Chácara Santo Antonio levou quase uma hora, por conta do trânsito. O lugar fecha em torno de 16h. Eram 15h e eu já estava aflita para chegar.

Bruschetta de bacalhau

Chegamos e pedimos três das entradas portuguesas: alheira (R$ 15,50), bolinho de bacalhau (R$ 15 a meia dúzia) e uma bruschetta de bacalhau marinado no azeite (R$ 15 a meia dúzia). Todos muito bons. A alheira um pouquinho ácida, talvez um exagero no vinagre. O bacalhau marinado, delicioso.

Bolinho de bacalhau

Depois, escolhemos no cardápio o Bacalhau à Lagareiro, que é o lombo assado no azeite e alho em fatias com batatas ao murro. Fiquei tão empolgada com a cara do prato que esqueci de tirar fotos. Lembrei só no último pedacinho. Você deve imaginar como estava bom, porque isso não acontecia há anos. Equilíbrio perfeito do bacalhau no azeite salgado um tantinho pra mais com as batatas cozidas sem sal, só com ervinhas, aos murros. Aí você comia os dois juntos e o tempero ficava perfeito. Agora, uma dica: não exagere no alho torrado que vem no prato. Experimente uma lasquinha e deixe o resto de lado. Ou você vai ficar conversando com ele por algumas horas.

O prato dá facilmente para três pessoas e custa R$ 69, que é, aliás, o preço médio do cardápio. Você pode escolher o lombo frito do bacalhau com vinho do Porto; com batatas aos murros, ovos e legumes; com grão de bico, ovos e legumes; com batatas, cebolas e azeitonas; com creme de leite e batatas fritas; com purê e maionese….

Qualquer que seja, deixe um espaço para as sobremesas. O Tonel tem o Pastel de Nata (similar ao Pastel de Belém) de verdade, com massa macia, e toucinhos do céu:

Pastel de Nata

Toucinho do céu

Não vá embora sem pedir o café. Ele vem com umas gotinhas de bagaceira.

Tonel: rua Antonio das Chagas, 409, Chácara Santo Antonio, São Paulo. Tel. 11 5181-5441.

Já o Píer 1, em Santos, poderia dizer que é o oposto do Tonel. O português é pequenininho, familiar, poucos pratos, receitas tradicionais de família. O santista é grande, tem cardápio grande, é feito para turista. Mas é gostoso.

Também estive lá num sábado, quase 17h, para almoçar. Aliás, achei que o horário foi muito acertado. Como fica na beira do mar, tente ficar numa mesinha perto da água para ver o pôr-do-sol, peça uma cerveja ou uma caipirinha (ou os dois juntos, como eu fiz) e comece sua refeição sem pressa, com uma lula à dorê.

A opção entre os peixes é enorme. A meca é o peixe tradicional da cidade e é servida grelhada. Quando estive lá, o prato do dia era um cumbucu, que fiquei com bastante vontade de experimentar. Mas, como resolvi almoçar tarde demais, os dois já tinha acabado. Tudo é fresco. O mercado de peixe fica a duas quadras de distância.

Acabei optando por um badejo, que não é da região, mas que foi recomendado pelo chef.

Badejo com molho de frutos do mar

A guarnição foi arroz e um molho de frutos do mar. Fui gulosa e pedi uma porção extra de feijão. Tinha visto chegar na mesa ao lado. E o cheiro me pegou. Quando chegou, era mesmo maravilhoso, com caldo grosso, gostinho caseiro. Os pratos custam em média R$ 90, mas servem quatro pessoas. Não deu para a sobremesa…

Píer 1: avenida Almirante Saldanha da Gama, s/nº,  Ponta da Praia, Santos. Tel. 13 3261-6141/6121

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Sem categoria | 17:13

Especial Mendoza: Park Hyatt Masters of Food & Wine

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Fui para Mendoza semana passada. Há tempos que vinha acompanhando e queria participar do festival de vinho e comida que acontece na cidade uma vez por ano.  A ideia é, em três dias, fazer cada refeição em uma bodega da cidade, preparada por um chef e, claro, com os vinhos harmonizados. Basicamente, passar 36 horas (um pouquinho mais até) comendo e bebendo com vista para a Cordilheira dos Andes. 

Eu acho esse festival particularmente interessante porque dá mais atenção aos chefs da América Latina. Nesse ano, inclusive, com vários novos jovens chefs que estão despontando em países como Equador, Chile, Peru, Argentina, México e Brasil. Saí de lá com três certezas:

1) Que quando alguns chefs como Ferrán Adriá e Alex Atala pedem para a gastronomia voltar seus olhos para a América Latina porque a próxima grande novidade pode muito bem sair daqui, eles não estão fazendo demagogia. Existe uma criatividade pairando no ar, com jovens chefs buscando fazer o diferente, mas com produtos locais de cada país. Há um orgulho em mostrar a comida tradicional de cada lugar, os produtos, a cultura. Mas tudo com uma técnica moderna, com ousadia.  E é lindo de ver.


Ceviche com amaranto negro, preparado pelo chef do Equador Rodrigo Pacheco. Segundo ele, o amaranto é o “caviar da terra”, usado pelos incas para dar força para o corpo e a mente. Trata-se de uma semente extraída de uma planta originária da região dos Andes.

2) Que a valorização do local, do produto fresco e de qualidade, do simples, da comida confortável e caseira está aqui para ficar. É uma comida caseira, mas com outro status, com outras técnicas. Em uma conversa com o chef Brian McBride, do Blueduck Tavern, de Washington, ele disse que o futuro da gastronomia é de velhas técnicas com nova tecnologia. Na sua cozinha, por exemplo, ele só trabalha com produtos de fazendeiros locais, orgânicos, usa animais inteiros (da cabeça ao rabo), não gosta de refrigeração (compra produtos para consumir em tempo para não ir ao freezer), mas também tem uma máquina Paco Jet, trabalha com sous vide, baixas temperaturas…


Receita preparada pelo chef  Brian McBride: um refogado de cogumelos e alho porró, um ovo pochê e um creme de ervilhas feito na Paco Jet

3) As bodegas da Argentina são lindas de morrer e passar três dias degustando vinhos por lá é legal demais.


A Cheval des Andes

A Trapiche


A mesa para almoço em pelo jardim da Zuccardi


A vista dos vinhedos da Catena Zapata com a Cordilheira dos Andes ao fundo

Clique aqui abaixo para acompanhar a cobertura completa da viagem que fiz a convite do hotel Park Hyatt e do festival:

- Chegada a Mendoza. Na primeira noite, um coquetel na praça no centro do hotel onde cada chef literalmente monta sua barraca e mostra um pouco da sua comida, regada pelos vinhos locais.
- Um café da manhã cheio de doces, preparados pelo chef Andrew Shoots, na La Alboroza, maravilhosa casa do artista plástico argentino Sergio Roggerone, que será aberta em setembro como um hotel de charme
- Visita à Bodega Zuccardi, com vinhos e azeites, e o almoço preparado pelo chef equatoriano Rodrigo Pacheco
- Jantar na Bodega Trapiche, com menu dos gêmeos italianos Nicola e Fabricio Carro. E direito a uma palhinha de ópera no final
- Segundo dia, começa tudo de novo. Às 10h, estamos na Bodega Catena Zapata provando vinhos
- Almoço na Bodega Rutini, com gingana de degustação de vinhos e almoço preparado pelo chef brasileiro Rodrigo Oliveira, do Mocotó, de São Paulo
- O jantar foi na Bodega Terrazas, com menú do chef argentino Martín Monteni
- Conversa com o chef  Brian McBride, do Blueduck Tavern, de Washington. E aulinha de culinária com receita
- Hora de ir embora: jogo de pólo na Bodega Cheval des Andes e menú do chef mexicano Juan Pablo Loza.

Aproveite!

Autor: Alessandra Blanco Tags:

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