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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 Sem categoria | 10:08

Vinhos em liquidação

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Começa hoje e vai até o dia 31 de janeiro a liquidação anual de vinhos da Expand. Parece que tem garrafas a partir de R$ 9,90. Ano passado me acabei lá…. Para os endereços e outras informações, clique no site da Expand site da Expand.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 Sem categoria | 17:58

Dia de Reis

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Domingo é Dia de Reis, que comemora a data em que os três reis magos _ Belchior, Gaspar e Balthazar_ chegaram para conhecer e presentear o recém-nascido menino Jesus. Na Europa, em países com tradição católica, como Portugal, Espanha e Itália, é dia de festa tão grande como o Natal. E come-se, claro, o bolo de reis. Cada país tem a sua versão, alguns mais próximos de bolos, outros de tortas doces. Quase todas levam frutas cristalizadas ou creme com amêndoas.

Por aqui, já falei ano passado da “galette de rois”, que a Pâtisserie e Boulangerie Le Fournil, que fica dentro do hotel Sofitel, faz só nessa semana do ano. É uma torta de massa folhada recheada com creme de amêndoas. Divina. Dentro dela, tem um reizinho de brinquedo. Quem receber o “reizinho” em seu pedaço será o “rei da festa” terá sorte o ano todo.

O Obá, restaurante mexicano, que fica no bairro dos Jardins, em São Paulo, fará a versão mexicana da “rosca de reis”. No México, dentro da rosca vem um pequeno menino Jesus. Quem encontrá-lo, torna-se seu padrinho. Diz então a tradição que o padrinho deve batizá-lo no dia 2 de fevereiro, dia da Candelária (e de Iemanjá, no Brasil), vesti-lo com roupas típicas, voltar ao lugar em que comeu a rosca de reis e convidar todos os que estiveram com ele nessa data para beber atole (bebida feita com milho) e comer tamales (pamonha mexicana).

Aqui no Brasil, o Obá servirá uma fatia da rosca de reis junto com uma xícara de chocolate quente perfumada com canela, também como determina a tradição mexicana. E quem encontrar o menino Jesus dentro de seu pedaço ganhará um convite para quatro pessoas para ir ao Obá no dia 2 de fevereiro beber atole e comer tamales.

Obá Restaurante: rua Melo Alves, 205, Jardins, São Paulo. Tel.: 11 3086-4774. Fatia de rosca de reis com chocolate quente: R$ 12,50.

Pâtisserie e Boulangerie Le Fournil – Sofitel São Paulo : rua Sena Madureira, 1355, Vila Mariana, São Paulo. Tel.: 11 5087-0888. Fatia individual: R$ 9. Inteira para 6 pessoas: R$ 65.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008 Sem categoria | 11:57

O dia seguinte

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O dia 2 de janeiro em geral costuma ser aquele em que a consciência pesa, a gente sente o verão e ainda tem esperança de fazer bonito no biquíni. Então, é o dia de fechar a boca.

Confesso que comecei mal. Dia normal de trabalho só que sem nenhum restaurante aberto para tentar aquela comidinha leve. Acabei no Botequim do Hugo, com um pastel de queijo e outro de carne como almoço (que, aliás, são preparados na hora e divinos) e uma cerveja Norteña (não dá para sair de lá sem tomar uma).

O jeito foi tentar compensar à noite: salada verde, com pêssegos grelhados, queijo chèvre, molhinho de azeite e uma fatia de pão de ervas caseiro para acompanhar. É delicioso e ótima dica para os dias quentes.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 Sem categoria | 11:51

Imagens de Ano Novo

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Bacalhau com batatas da minha mãe. Já dei a receita dele aqui nessa mesma data do ano passado.

Arroz com lentilhas e cebolas caramelizadas

Pudim de figo com creme inglês (que ficou lindo e divino).

Resultados da maratona Natal e Ano Novo na cozinha:
- uma ponta de dedo a menos e uns cabelinhos da minha franja queimados (sim, meu forno resolveu ter vida própria, com alguma ajuda minha, confesso); provavelmente uns quilinhos a mais; mas também alguns pontos positivos com a família e os amigos.

Que venha 2008!

p.s.: outro resultado de uns dias em casa: viciei na novela das seis, “Desejo Proibido”, claro, na parte que trata de comida. Dona Purezinha é o sucesso do forno e fogão mineiro e, nos capítulos que eu vi, deu várias dicas do tipo: como fazer para o torresmo pururucar. O problema é que dá uma fome….

Autor: Alessandra Blanco Tags:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 Sem categoria | 15:34

Retrospectiva 2007

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Em 2007, o Comidinhas foi indicado para o prêmio de melhor blog em português, foi jurado de dois prêmios de gastronomia, visitou a Provence (um dos destinos fundamentais para amantes da gastronomia) e teve deliciosas descobertas em São Paulo. Segue abaixo os 15 melhores momentos do Comidinhas (na opinião de quem provou todos eles) em 2007 (em ordem cronológica, de janeiro a dezembro):

- Visitar o Mocotó e conhecer a comida nordestina incrível feita por Rodrigo Oliveira

- Mais um Carnaval em Salvador e a oportunidade de conhecer a comida do Amado, de Edinho Angel, e a comida portuguesa do Convento do Carmo

- Adotar de uma vez os orgânicos para a cozinha lá de casa

- Mais um jantar no D.O.M., o 38° melhor restaurante do mundo

- Fazer uma aula em São Paulo, com Christophe Michalak, o melhor chef patissier do mundo

- Conhecer a culinária rústica, com muitos peixes e frutos do mar, inclusive os “crudos”, da Croácia

- Fazer um tour pelos restaurantes clássicos de São Paulo:

Fasano
Vecchio Torino
Rodeio
Massimo
Terraço Itália
Freddy
Le Coq Hardy

- passar férias em Nova York e depois na Cote d´Azur e na Provence

- conhecer o Chez Bru, na Provence

- ser jurada do prêmio das melhores comidinhas de São Paulo da Vejinha

- provar a coxinha do Veloso e fazer o Mapa da Coxinha em São Paulo

- ser indicada entre os melhores blogs em português (não ganhei, mas valeu muito)

- ser jurada do Prêmio Paladar e ter a oportunidade de fazer uma espécie de grande turnê pelos melhores restaurantes da cidade e conhecer lugares (e comidas) incríveis

- fazer uma aula de culinária indiana com a Meetha Ravindra

- participar de um almoço mexicano autêntico na casa da Lourdes

Feliz 2008!!!

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007 Sem categoria | 12:36

A minha chef revelação

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Depois de tantos prêmios de gastronomia, achei justo que o Comidinhas, dentro da sua vocação de valorizar a culinária comfort food (leia-se comida de mãe e avó), pudesse fazer a sua própria eleição do melhor do ano. E já que a comida da minha mãe tem acesso bem restrito, nada melhor do que eleger a Beth, da Beth Cozinha de Estar, a minha “chef revelação 2007″.
Ela não surgiu na minha vida neste ano. Há dois anos e meio que temos alguma convivência, mas em 2007 veio para ficar. Porque fica pertinho do trabalho; tem um espaço todo branco, fresquinho e agradável; um feijão de primeiríssima qualidade, que na segunda-feira é servido junto com picadinho e um ovo de gema mole sensacional; às sextas, serve um bacalhau quase tão bom quanto o da minha mãe e diariamente tem uma salada de abobrinha em cubos deliciosa e que nos faz sentir bem de poder comer à vontade, sem se preocupar com os quilinhos… Mas realmente definitivo foram o croquete de carne, o bolinho de arroz e o bife à milanesa. Exatamente nessa ordem. E de chorar de tão bons.
Já tentei de tudo pra conseguir o segredo dos seus micro bolinhos de carne e de arroz. A Beth sorri, diz que não têm nada demais, apenas produtos de qualidade e o carinho no preparo. Ahã.

Então aí vão algumas perguntas para a nossa chef revelação, Beth Branco:

Qual foi o sabor de 2007 para você?
Beth Branco: Uhn, nhoque ao sugo, minha comida favorita.

E os planos para 2008?
Beth: Olha, nesse ano, fui indicada para vários prêmios: melhor buffet, melhor feijoada. Não ganhei nenhum, mas só de ser indicada já valeu. Então, para 2008, quero me destacar ainda mais, para poder mostrar para as pessoas que serviço de buffet tem qualidade sim e não é apenas sinônimo de comida requentada. Ele pode ser bem feito e ser uma ótima opção quer você tenha 10 minutos para almoçar ou 1 hora. E com um preço justo. Eu trabalho 12 horas por dia para servir só o almoço, tenho comigo a mesma equipe há mais de 2 anos e servimos tudo fresquíssimo. E com a mesma qualidade todos os dias.

Qual é a sua proposta de comida?
Beth: Eu quero despertar nas pessoas as memórias gustativas e emocionais da comida da mãe e da avó. Então, tenho muita gente que vem ao meu restaurante só para comer meu feijão. Claro, alguns dias tenho pratos mais sofisticados. Mas o que faz sucesso mesmo é a comida caseira bem feita. E agora estamos fazendo massas frescas, sob encomenda

E qual o segredo do seu croquete de carne?
Beth: Hahaha. Esse não posso revelar. Posso dizer que usamos produtos de qualidade e temos uma ficha técnica para cada um deles, para que sejam preparados sempre do mesmo jeito e não uma coisa “a olho”, que cada vez sai diferente. Além da energia aqui, que é muito boa.

Beth Cozinha de Estar: rua Pedroso Alvarenga, 1061, Itaim, São Paulo. Tel. 11 30730354

Autor: Alessandra Blanco Tags:

terça-feira, 25 de dezembro de 2007 Sem categoria | 14:49

Imagens de Natal

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Mesa, 2 minutos antes do ataque


As minhas rabanadas


Cerejas, lindas

Cardápio:

- salada verde com figo e nozes
- pernil
- peito de peru (segredo da minha mãe para não deixar seco: encha uma seringa com agulha com creme de leite fresco e depois faça “injeções” de creme de leite no peito do peru antes de levar ao forno. Ficará macio e delicioso… e calórico, mas hoje não estamos pensando nisso, né?)
- arroz com amêndoas e champanhe (receita do Panelinha)
- bananas da terra caramelizadas
- purê de mandioquinha
- polpetone recheado
- farofa com linguiça
- flan de coco
- frutas
- frutas secas
- panetone
- rabanadas

ufa!

Feliz Natal!!!

Autor: Alessandra Blanco Tags:

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 Sem categoria | 17:24

Muito bom

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Quem foi que teve essa idéia de lançar o mini ChicaBon? Essa pessoa merece um beijo, o prêmio Nobel da Paz ou pelo menos muitos presentes sensacionais do Papai Noel.
Eu já votei, é a melhor invenção do ano.
Aqueles que acham que o Bis é que é impossível de parar de comer ainda não provaram esses mini bombonzinhos: geladinhos, com a casquinha dura e o interior recheado daquele chocolate que a gente conhece tão bem. E que está fazendo 65 anos, daí esse lançamento, para comemorar.
Quando abri domingo minha primeira caixinha de mini ChicaBon, minha mãe começou a rir. E ao ver minha cara de “não estou entendendo nada”, explicou-se: “Você lembra uma vez, nas férias de verão na praia, acho que você tinha uns 10 anos, e eu tive que te deixar de castigo por causa de ChicaBon?” Não, não lembro. “Pois é, você tomou oito ChicaBon em mais ou menos quatro horas e queria mais. E ainda se recusou a comer qualquer outra coisa no restante do dia.”
Ainda bem que agora não tem ninguém para me deixar de castigo e eu posso ficar com os meus minis à vontade.

p.s.: provei o picolé de Guaraná Antarctica e não gostei. Prefiro a versão líquida, com muito gelo.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

Sem categoria | 17:17

Os melhores blogs de comida do mundo

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Foram anunciados ontem os vencedores do prêmio da Well Fed Network, o “2007 Food Blog Award Winners”, que indica os melhores blogs de comida do mundo. Clica aqui para conhecer os vencedores.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 Sem categoria | 14:26

A Festa de Lourdes

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Sou fortemente adepta do conceito de que cozinhar é um ato de amor e só convidamos para provar de nossa comida, dentro da nossa casa, pessoas de quem gostamos muito. Se é assim, então, a mexicana Lourdes Hernández-Fuentes tem um coração enorme. A cada um ou dois meses (depende de quando tiver vontade), ela abre sua linda casa em Pinheiros, São Paulo, para promover uma versão mexicana de “A Festa de Babete” para amigos, amigos de amigos e por aí vai.
Duas amigas minhas foram lá, em ocasiões e com turmas separadas. Ficaram completamente encantadas e logo me enviaram o email da Lourdes dizendo que eu tinha que ir. Desde então, havia mais ou menos quatro meses, eu vinha trocando emails com a Lourdes, tentando conseguir uma vaga para um almoço em sua casa. É só assim que funciona: uma amiga indica, você entra primeiro na lista de emails até que, com sorte, consegue ser chamada para um almoço.
E trocar emails com a Lourdes já é uma experiência. Ela foi crítica de gastronomia no México, assinava a coluna “La Cocinera Atrevida” e escreve maravilhosamente bem. Guardei o email específico sobre o Dia dos Mortos, dia de festa no México e também na casa da Lourdes. Especialmente neste ano, em que ela perdeu sua mãe. O texto era divino. Mas eu não consegui ir à festa.
Bem, finalmente, nesse domingo foi minha estréia nos almoços da Casa dos Cariris. Era dia de Nossa Senhora de Guadalupe, e ela quis comemorar como sabe melhor, cozinhando.
Fiz minha reserva e convidei minha mãe. Assim não teria pudores para trocar de pratos e poder provar de tudo. Ao todo comemos:

- guacamole com nachos, o clássico couvert

- a entrada foram tacos de chile pasilla (uma pimenta seca, que é hidratada, e fica picante na medida perfeita) recheados de queijo de cabra e nozes, com salda mexicana de espinafre, beterraba e rabanete e molho de chile poblano.

Lourdes vem perguntar como estão as coisas e fala um pouco do chile, que está presente em maior ou menor quantidade em todos os pratos mexicanos. Sobre a mesa, aliás, o enfeite é um lindo potinho cheio de diferentes tipos de pimentas. Há mais de mil delas no México. E a essa altura a minha boca já está levemente dormente devido à ardência das entradinhas.

Partimos para as sopas. Havia duas opções: sopa Tlaxtihuilli, que é um caldo tarasco de camarões frescos, feito de massa de milho fresco, chiles chilacate, ancho, mulato e cascabel e camarão seco de escuinapan. Trata-se de uma sopa servida no município de Escuinapa, há mais de 300 anos. Forma um caldo vermelho alaranjado bem forte e tem um sabor intenso de camarões.

A segunda sopa é bem mais leve, a Tlemole de flores e palmito. Tlemole significa em náhuatl molho preparado ao fogo. É um caldo leve de galinha caipira, temperado com uma redução de chile cascabel, coentro e alho. E servida com pedacinhos de palmito e flores. Junto com a sopa vêm pequeninas e finíssimas tortillas, para molhar no caldo e comer.

Duas escolhas também para os pratos principais: chilaquiles rojos, crocantes, que vão ao forno com queijo, creme azedo e carne desfiada; e mixiote de carneiro, carne de carneiro embrulhada em papel manteiga cozida no vapor com tomate verde e folha de abacate, servida com arroz bastami e feijão. Bem difícil escolher o que foi melhor, mas o carneiro é um forte candidato.


Chilaquiles rojos


Mixiote de carneiro

Enquanto esperamos pela sobremesa, o artista plástico Felipe Ehrenberg, marido de Lourdes, vem contar um pouco da história de sua mulher com a cozinha. Eles estão no Brasil desde 2001, quando veio para ser adido cultural da embaixada mexicana aqui. Lourdes sempre foi ligada à gastronomia e tem um paladar apuradíssimo, mas quem cozinhava no México era sua mãe e ela se encarregava das sobremesas. Quando chegou ao Brasil, começou a preparar pratos mexicanos em festas para amigos em sua casa. Mas os fãs foram crescendo e ela foi agregando os amigos dos amigos, até que começou a promover os almoços, “quando a cozinheira tem vontade”.


Lourdes em sua cozinha

E foi com Felipe que descobri a razão dos mexicanos usarem bigode: “O bigode guarda o sabor. Beijar sem bigode é como chile sem sal.” Adorei!!!

A sobremesa foi raspadinha de rompope. Rompope é uma bebida servida no México no Ano Novo. É a única que todo mundo pode beber, inclusive as crianças. Leva leite, ovos, baunilha, canela e rum. Em formato de raspadinha vira uma sobremesa / digestivo. Um final perfeito para um banquete de um domingo ensolarado.


Detalhe do armário da linda e colorida cozinha de Lourdes


O cardápio pink e os chiles

Autor: Alessandra Blanco Tags:

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