A nova Bottega BottaGallo
São Paulo tem mais de 12 mil restaurantes, 500 churrascarias, 15 mil bares, 1200 pizzarias e mais de 3 mil padarias. Dezenas de lugares abrem e fecham todos os dias. Comida, administração, localização, sabe-se lá qual o motivo, mas, tem sempre aquele lugar que a gente gostava tanto, tinha certeza que iria “pegar”, e não vingou… Faz parte da vida da cidade que é a segunda no mundo com o maior número de restaurantes.
Por isso, é engraçado pensar que, ao receber o convite para ir à inauguração do BottaGallo, um novo projeto que reuniu a turma do Pirajá/Original/Astor/Bráz com a da Adega Santiago, a primeira coisa que vem à mente é: “Tenho que ir logo, porque vai lotar”. Eles simplesmente encontraram a tal receita do sucesso. Sexta-feira à noite, a fila de espera pelo SubAstor, o bar mais moderninho que fica no subsolo do Astor, na Vila Madalena, em São Paulo, com música bacana e drinques diferentes, passava de uma hora. Nos outros endereços, do Rio, São Paulo e interior de SP, não é diferente.
Então, que o BottaGallo seria um sucesso, já era fácil de imaginar, antes até de ir ao lugar. Mesmo assim, dá para dizer que é também uma grata surpresa. Talvez porque o cardápio tenha minhas comidas italianas favoritas (e eu tenho uma queda monstruosa pela Itália). E ainda são servidas em forma de tapas, em pequenas quantidades, o que dá para provar muito mais variedade. Talvez, porque a carta de drinques é divertidérrima, com misturas inusitadas de bebidas tipicamente italianas e resultados deliciosos.
Quase tudo no cardápio pode ser pedido em dois tamanhos: porções pequenas, teoricamente individuais, mas facilmente partilháveis entre meninas, e outras maiores, para dividir com a mesa toda.
Começa com as “scarpettas”, gíria napolitana para pães servidos com opções de molhos diferentes, como se fosse um couvert. Provei a de queijo de cabra marinado (R$ 21), mas fiquei com vontade da de feijão verde com atum e pancetta.

Risotto de cogumelos e o scarpetta de queijo de cabra marinado
Depois, tem os “beliscones”, os petiscos italianos. O grande sucesso deve ser o plin no guardanapo (R$ 14). É uma versão do agnolotti del plin _ aquela massa fresca pequenina e delicada recheada com uma mistura de carnes e verduras _, servida sem molho, só levemente cozida, para comer com palito. E é divina!

Plin no guardanapo
Tem também “pastel de vento”, isso mesmo, pastel, sem recheio. E você recheia com embutidos italianos. Imagine como deve ficar com mortadela italiana com pistache?
E, por fim, os pratos tradicionais italianos _ massas, carnes e risotos_ , também servidos em porções normais, como uma refeição ou em potinhos pequenos, só para experimentar. Dei umas garfadas em um risotto de cogumelos e em um ravióli de mussarela com molho basílico. Muito bons.

Ravióli de mussarela e molho basílico
Na próxima vez, já tenho minha lista de desejos: ravióli de burrata com molho rústico de tomate (R$ 15 o pequeno ou R$ 39 o grande); gnochi dourado, frito em azeite com ricota, tomate e rúcula (R$ 13 ou R$ 35); ou lingüiça com fagioli al fiasco (R$ 11 ou R$ 29) e a bisteca Fiorentina servida fatiada com salada de rúcula (R$ 98)…
O quesito bebida também demanda atenção. A casa tem seu próprio Lemoncello, o licor de limão siciliano italiano; seu próprio vinho tinto, o BottaGallo, que é servido em copos; e, como sobremesa, vin santo com cantucci.
E os drinques: uma lista de “frizzanti” (coquetéis feitos com espumantes) e martinis. Escolhi o Amarena Frizzanti, vodca, cereja italiana amarena, erva cidreira e Prosecco, e o Paradiso Martini, gim, eau de vie Poire Williams, purê de pêra Poire Williams e manjericão. Eles também têm versões menores e maiores. E os preços variam entre R$ 17 e R$ 22.

Amarena Frizzanti na frente e Cosmopolitan ao fundo
Ah, o lugar também é lindo, todo de madeira: chão, paredes, teto, cadeira e mesas. Nem preciso dizer que já é dos meus favoritos, né?
Bottega BottaGallo: rua Jesuíno Arruda, 520, Itaim, São Paulo. Tel. 11 3078-2858.
Notas relacionadas:
Autor: Alessandra Blanco Tags: BottaGallo, comida italiana
1) A gastronomia global sofre ondas de influências de técnicas, receitas ou mesmo ingredientes vindos de alguns países específicos. Neste ano, devem se sobressair as cozinhas do Peru e da Amazônia, da Argentina, do México, da África (devido à exposição por conta da Copa do Mundo), do Oriente Médio, do Japão, da Escandinávia e do Vietnã/Korea. O bistrô francês também terá um “revival”. “Em algum ponto, devido a muitos fatores, algumas cozinhas influenciam nossas receitas ou oferta de ingredientes, seja por meio de restaurantes, marcas, varejo, chefs, TV ou mídia em geral. Essas são as cozinhas que esperamos ter importância ou prover uma grande plataforma para modernizações e interpretações”, diz a pesquisa.
























