Os novos restaurantes em São Paulo
Tem tanto restaurante novo em São Paulo que confesso que fiquei com preguiça. E ando atrasada nos posts para falar de todas as novidades. Agora, pra recuperar o tempo perdido, também já vou falar de três de uma só vez. Aà vai:
1) La Cocotte
Essa aqui é a cocotte de galinha orgânica servida com um molho de cogumelos morilles e bolinhas de polenta grelhada (R$ 56) do La Cocotte, novo restaurante de Juscelino Pereira, dono também do Piselli.
Apesar do nome, poucos pratos são servidos nas tais panelinhas francesas. Além da galinha (que estava deliciosa), tem também cocottes de frutos do mar (R$ 68) e camarões à provençal (R$ 78). O cardápio é bem tÃpico de bistrô francês, com pratos bem tradicionais, como steak au poivre (R$ 52), bouef bourguignon (R$ 52), confit de canard (58)…
Como sobremesa, o que há de mais clássico que ÃŽle Flottante, ou os ovos nevados servidos com creme inglês (R$ 15)? É esse o espÃrito.
La Cocotte: rua Ministro Rocha Azevedo 1153, Jardins, São Paulo. Tel.: 11 3064-1153.
2) Chef Vivi
Desde o final do ano passado que o Chef Vivi tem sido, talvez, o restaurante mais falado da cidade. Todo mundo que vai gosta. Chegou a entrar em algumas listas de “o meu melhor de 2011″. E ainda adota “o” conceito da moda hoje na gastronomia, que é a tal cozinha de mercado, com pratos criados diariamente com os produtos da estação e que estiverem mais frescos e melhores naquele dia.
Vivi foi chef do restaurante “Alameda”, em Pequim, na China, que chegou a ser premiado como melhor restaurante, chef e serviço. Há dois anos, voltou ao Brasil, trabalhou nas cozinhas do Mani e do D.O.M. e, no final do ano passado, abriu seu próprio restaurante numa casa fofa na Vila Madalena.
Como disse, o cardápio muda todos os dias, sempre com um peixe, uma carne e um vegetariano. Mas acho que Vivi tem uma quedinha pelos vegetarianos. Suas entradas com legumes e verduras são, pra mim, a melhor coisa do restaurante. Provei por lá:
Saladinha de erva-doce grelhada, com abobrinha, cenoura e folhas verdes
Outra salada de legumes com cenoura, mini rabanetes e uma salsa de cogumelos (quase uma tapenade) com folhas verdes.

Essa é uma salada de lula e polvo grelhados e levemente apimentados com folhas verdes.
E a picanha servida com milho, quinua, cebola roxa e brócolis. Estava gostoso, mas quem precisa de carne aqui?
Ah, esqueci uma coisa importante:
Os pães: são todos feitos no restaurante. E são tão bons que tome cuidado para não se empolgar e não deixar espaço para provar os pratos. Eu, por exemplo, tive que desistir da sobremesa.
Como o cardápio muda todos os dias, não dá pra dizer exatamente o preço de cada prato. Mas gastei, por pessoa, com vinho, R$ 160 no jantar.
Chef Vivi: rua Girassol, 833, Vila Madalena, São Paulo. Tel. 11 3031-0079.
3) Alma Maria
O Alma Maria foi muito falado, muito esperado, fica no burburinho da Oscar Freire e todo mundo sai de lá comentando a sua decoração. Mas a comida…
A ideia é funcionar como bar (e também restaurante) de tapas. Tem petiscos clássicos espanhois, mas está muito distante do que são os bares de tapas da Espanha. Principalmente nos preços. Lá, são lugares apertadinhos, para comer em balcão, de pé, pratos fartos e deliciosos, que são compartilhados. Acompanhados de taças e mais taças de vinho. E tudo é barato. Ninguém vai pra casa depois do trabalho sem dar uma passada num bar desses e fazer uma boquinha.
O Alma Maria é chique, moderno e bonito. O projeto é de Arthur Casas, o cardápio é do chef catalão Tony Botella. Nele tudo parece ser uma adaptação modernizada de tapas clássicas espanholas. Mas o resultado decepciona. Principalmente na hora de pagar a conta.
Comecei com o clássico espanhol pão com tomates, aqui servido com alcaparrão (R$ 12). Gostoso, mas sem grandes emoções.
Uma parte do cardápio é formada pelos montaditos, que são torradas servidas com diferentes tipos de topos, quentes ou frios. Escolhi duas para experimentar: a de morcilla com cebola confitada acima e outra de guacamole com anchovas. A primeira veio com maionese demais; a segunda, com raiz forte demais. As duas coisas roubaram o sabor. Pena. E detalhe: a primeira custa R$ 7; a segunda, R$ 6. Só que são literalmente uma torradinha, feita a partir de uma fatia de baguete. Achei meio demais.
Pedi na sequência um tartar de tomate (R$ 16), que tinha tudo pra ser delicioso, mas levou aceto balsâmico demais, que, de novo, tirou todo o sabor do prato….
Alma Maria: rua Oscar Freire, 439, Jardins, São Paulo. Tel. 11 3062-0047.































































