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27/10/2009 - 17:37
“Me senti muito honrada e cheia de responsabilidade quando fui convidada pela Ale para ser repórter do Comidinhas na degustação do novo menu do Kaá, aquele restaurante do Itaim com salão enorme e, mesmo assim, gostoso, criado por Arthur de Mattos Casas e que tem uma parede que “reproduz” a Mata Atlântica com milhares de plantas.
Os chefs Pascal Valero e Paulo Barroso de Barros (Due Cuochi) criaram novos pratos para a estação com sabores cítricos e opções leves. E foram algumas dessas novidades que fomos experimentar, harmonizadas com vinhos especialmente escolhidos para nós.
Como não tenho a deliciosa habilidade da Ale em descrever os pratos que come, espero que as fotos ajudem a passar o clima do nosso jantar.
Na entrada fomos recebidos com uma taça do Espumante Alma Negra Brut Chardonnay – Viña Tikal argentino, gelado na medida.

( na silhueta Marcelo Katsuki , um dos outros blogueiros convidados)
Começamos com a cesta de pães, onde conviviam harmoniosamente ciabatas, focacias e baguetes, especialidades franco-italianas, uma característica dos menus da casa. Pastinhas, azeite delicioso e manteiga eram os acompanhamentos.

De entrada, chegaram camarões cozidos no ponto ideal acompanhados de aspargos frescos grelhados e um molho suave de tangerina com um toque de balsâmico. Seguimos com o espumante.

Em seguida, pescada amarela grelhada, fresquíssima acompanhada de fundos de alcachofra (daqueles bem gordinhos, que eu adoro!) deliciosos, com um molho “puxado” no vôngole. O conjunto era de total delicadeza. Para acompanhar, um vinho da Nova Zelândia, Saint Clair Vicar’s Choice, 2007, Sauvignon Blanc. Todos os perfumes da primavera na taça e na boca!

As taças foram trocadas e entrou em cena o Montes Alpha Pinot Noir 2007, Viña Montes do Chile. Foi servido na temperatura perfeita! (Mas aqui as promessas da taça não se cumpriram na boca!)

Acompanhava a costela de vitela grelhada, super macia e saborosa, rosada como tem que ser. Adorei os mini legumes servidos junto, especialmente o bulbo de erva doce, bem firme e docinho, raramente servido cozido nos restaurantes daqui. O toque final era uma farofinha cítrica com raspas de limão siciliano e cristais de “sal de limão”.

Chegamos felizes na sobremesa. Mil-folhas com recheio de creme patissière aromatizado de baunilha, acompanhado de frutas vermelhas e uma calda com um quase nada de açúcar. Casamento perfeito! Ainda mais com o vinho escolhido para a harmonização: um colheita tardia, quer dizer, um vinho doce especial para sobremesas, aqui, o português da Real Companhia Velha, Grandjó Late Harvest 2005.

Finalizei com um chá de hortelã natural, que acabou de embalar minha alma para o caminho de casa. (que, pena, eu esqueci de fotografar…)”
Por Tanya Volpe , blogueira convidada, “emprestada “do Fifties
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: Due Cuochi, harmonização, Kaá, Pascal Valero, Paulo Barroso de Barros, vinhos
20/10/2009 - 11:44
Posso dizer? Ninguém faz uma fritura como a Beth, do Beth Cozinha de Estar. E eu adoooooro uma friturinha. Dá uma olhada nos mini croquetes de carne que tinha lá na sexta-feira: super sequinhos, sem excesso de óleo, crocantes, macios por dentro, bem temperados…

Aliás, sexta é dia também do sensacional filé à milanesa, com molho de tomate e telha de parmesão. Eu evito até passar pela porta, ou vou sair de lá com quilos a mais.
Viu os croquetes? Então nem vou falar do mini bolinho de arroz e dos pastéis: ambos pequeninos, crocantes e divinos.
Beth Cozinha de Estar: rua Pedroso Alvarenga , 1061, Itaim, São Paulo. Tel (11) 3073-0354
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
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16/10/2009 - 10:46
Já falei aqui antes do Le Marais, restaurante francês do chef Paulo Barroso Barros (Due Cuocchi). Mas eu ainda não tinha provado o seu cassoulet e sua sopa de cebola.
Sexta-feira é dia de cassoulet no almoço executivo servido pelo restaurante.

Aqui é feito com carne de pato, costela e linguiça. Delicioso, mas incrivelmente leve, dentro do possível, é claro. Perfeito para um dia com ventinho frio como hoje.
Antes do cassoulet é servido como entrada um ovo pochê com espuma de manjericão. Nunca tinha provado essa mistura, mas fica sensacional.

Agora, divina mesmo foi a sopa de cebola que minha amiga pediu e eu ataquei, de tão boa. A melhor que já provei aqui em São Paulo.
Ela é servida com um pão folhado e vem assim:

Quando você quebra a casquinha do pão fica assim:

E aí você pega a colher e não para até acabar.
Então, está esperando o que?
Le Marais: r. Jerônimo da Veiga, 30, Itaim, São Paulo. Tel.11 3071 2873.
O almoço, com uma taça de vinho. Sai em torno de R$ 60.
Encontrei na internet duas receitas boas: a de sopa de cebola do Olivier Anquier e a do cassoulet do restaurante La Casserole.
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
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15/10/2009 - 19:06

Domingo tem festa no La Vie en Douce. A chef Carole Crema vai abrir sua “fantástica fábrica de chocolates” para 150 crianças sortudas que poderão fazer seus próprios doces, comer mini cachorro-quente e mini hambúrguer do Buffet Arroz de Festa e brincar a tarde toda por lá.
Quem quiser participar precisa reservar sua vaga pelo telefone 3088-7172 e levar um brinquedo que será doado para a Associação Criança e Consciência, que atende 250 crianças e jovens em situação de risco social, residentes no Capão Redondo (zona sul de São Paulo). E nos dias 17 e 18 de outubro, toda a renda gerada pela venda de cupcakes na La Vie en Douce será doada para a instituição. É realmente para se jogar nos doces sem culpa
La Vie en Douce: rua da Consolação, 3161, Jardins, São Paulo. As inscrições podem ser feitas até amanhã pelo telefone 3088-7172.
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
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14/10/2009 - 19:13
Fui hoje conhecer o L´Entrecôte de Ma Tante, o novo restaurante de Olivier Anquier, que serve um só prato: o entrecôte, parte da bisteca do contra-filé, com um molho especial “da tia Nicole” e batatas fritas.
A única opção aqui é escolher o ponto da carne e a bebida. Escolhi a minha ao ponto. Recebi como entrada uma salada de folhas verdes, com nozes picadas e molhinho feito com mostarda.
Depois, veio o filé, com o tal molho secreto, que com certeza tem bastante manteiga, mostarda e talvez zaatar. E é servido com batatas fritas, bem fininhas e crocantes, exatamente do jeito que eu gosto. Melhor ainda que um garçom fica o tempo todo passando com uma travessa cheia delas, para repor seu prato quantas vezes desejar.

Dá pra ver que adorei as batatas. Mas nem tanto o filé e o molho. Sei lá, por ser o único prato da casa, esperava algo super ultra mega especial. E era um filé gostosinho. Só. Mas não tão macio quanto eu imaginava. E, tá bom, achei o molho pesado. Depois, “conversei” com ele algumas horas durante a tarde.
Agora, feliz mesmo me fez a sobremesa: o Royal de Chocolate. Uma mousse servida assim:

Ela é colocada no seu prato em colheradas generosas, até você pedir para parar.

Na primeira colherada, a amiga que me acompanhava, colocou na boca e depois pediu “1 minuto de silêncio por todas as outras mousses que já comeu na vida, coitadas”. Demos uma gargalhada e devoramos. Aliás, aconselho muito você pedir o café junto. Porque colocar na boca uma colher de mousse e depois dar um gole no café amargo é tudo!!!
O almoço com salada, entrecôte com fritas, mousse e refrigerante saiu por R$ 54 por pessoa.
L´Entrecôte de Ma Tante: rua dr. Mario Ferraz, 17, Jardim Europa. Tel. 11 3034-5324.
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: entrecote, fritas, L´Entrecote de Ma Tante, mousse de chocolate
06/10/2009 - 16:02
Ando obcecada por lamen! Descobri que é perfeito no meio da madrugada, naquele momento pós-bebidinhas e pré-ressaca. O macarrão escorrega fácil para o estômago e aquele caldinho quente, bem temperado, traz uma sensação de conforto que, depois dele, só uma boa noite de sono. E é também delicioso na tarde de domingo, pra deixar a barriga quentinha e ficar mais fácil de enfrentar a segunda que vem pela frente…
De todos que venho provando, achei o do Lamen Kazu, uma pequena porta na Liberdade, o melhor deles. Dá uma olhada:

Delícia!
Lamen Kazu: R. Thomaz Gonzaga, 51, Liberdade, São Paulo. Tel.: 11 3277-4286
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: lamen, Liberdade
02/09/2009 - 14:46
Quando se fala de alguma novidade criada pelo chef Alex Atala, há logo de cara dois tipos de reação: aqueles que amam incondicionalmente e os que torcem o nariz para mais um “modismo”. Recentemente, o chef mais premiado do Brasil lançou no seu D.O.M. um menu degustação para vegetarianos. Não sou exatamente fã de restaurantes ou mesmo menus completamente vegetarianos, mas minha primeira reação foi “uhn, deve ser muito bom”. E a primeira coisa que ouvi a respeito foi “parece que dessa vez ele não acertou a mão”…
Semana passada, fui lá no D.O.M. provar. Modismo ou não, achei o menu sensacional. Uma brincadeira de sabores que lembram mar, lembram terra e que farão com que você não sinta a menor necessidade de qualquer tipo de carne. E, para melhorar a brincadeira, cada prato é harmonizado com uma água aromatizada com ervas ou frutas.

O primeiro prato é um gel de tomates verdes com cítricos, ervas da Amazônia e grãos de milho peruano. O garçom indica por onde você deve começar a comer. Cada florzinha é uma experiência de sabores. E, no final, levar à boca uma garfada com um pouco de cada coisa é melhor ainda. Foi acompanhado com água de capim santo.

Depois, comemos uma salada de pupunha (é essa folha branca no fundo do prato, tão fina quanto um papel) com algas, melancia e creme de castanha do Pará. Essa florzinha lilás na lateral direita do prato é a borago-flor e tem sabor de ostra. Também com água de capim santo.

Próximo prato foi um misto de cogumelos com ervas da Amazônia e consomé de cogumelos e tucupi. Bem leve, mas com sabor intenso de terra. Acompanhou a água de poejo.

Arroz negro com legumes verdes e leite de castanha do Pará. Servido com água com gás e limão cravo.

Quiabo, quiabo, quiabo, quiabo: consomé de legumes tostados, com quiabo servido assado, em caviar, frito e em “papel” (esse papel é sensacional, é feito a partir da “baba” do quiabo, que é transformada em celulose). Acompanhou a água com cambuci.

Mandioquinha com malte de cerveja e espuma de amendoim. Incrível! Meu prato favorito no menu. Com água com cambuci.

Redução de vinho Malbec com crocante de arroz selvagem e creme de shitake e água com jabuticaba.

Para encerrar, o tradicional aligot.

A sobremesa foi um ravioli de banana ouro com gelatina de limão e calda de priprioca. Também divino.
O “Menu Reino Vegetal”, como é chamado, tem 5 pratos (2 a menos do que este que provei) e custa R$ 120 sem bebidas. Com águas e sucos, sai por R$ 140.
D.O.M.: rua Barão de Capanema, 549, Jardins. Tel. 11 3088-0761.
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: alex atala, banana gelatina limao e priprioca, D.O.M., menu vegetariano, quiabo
26/08/2009 - 20:11
O restaurante Kinoshita fez nos dois últimos dias um festival com menu especial criado pelo chef Tsuyoshi Murakami para combinar com saquês premiuns, que começam agora a ser importados para o Brasil.
São dois produtores de saquês, produzidos artesanalmente, por meio de um demorado processo de fermentação. Um deles, Nanbubijin, é uma empresa familiar fundada em 1902, que produz saquês do tipo Ginjo, que se diferenciam dos demais porque usam grãos de arroz polidos. Em algumas bebidas, chegam a ser polidos 55% do grão de arroz. O resultado disso são saquês de sabor delicado, suave e aromáticos. A outra empresa produz os saquês Oze e tem até um tipo de licor levemente doce.

A degustação começou com lichias recheadas de gelatinas de drinques com saquê. Só para aperitivo.

Depois, três pratos em um: cará ralado cru com ouriço (no potinho), foie gras marinado no missô e favas. Servido com o saquê Nanbubijin Nigori, um saquê turvo, não filtrado, com perfume de pêra.

Próximo prato foi sopa de algas e vieiras. Divina. Servida com o saquê Nanbubijin Junmai Ginjo, que eu achei bem leve e feminino

Aí um misto de sushis e sashimis de atum, salmão e peixe branco. Com o saquê Nanbubijin Junmai Ginjo Shinpaku, mais encorpado, bem refrescante.

Um sushi feito de carne de wagyu (aquela carne especial em que o boi recebe até massagem).

Camarão e polvo grelhado com flor de sal (foto de Orlando Mourão)

Atum selado com tempura misto de limão e cogumelos. Os dois servidos com o saquê Oze no Yukidoke Daiginjo. Bem suave.

Aí o Unazaku (enguia e pepino com olho ponzu) e o steak de wagyu selado com garlic sauce… (foto de Orlando Mourão)

E o soba gelado. Servidos com o Oze no Yukidoke Junmai Ginjo. (foto de Orlando Mourão)

Para terminar, sorvete de chá japonês com feijão azuki e Oze no Yukidoke Licor de Yuzu. (foto de Orlando Mourão)
O menu de harmonização completo só foi servido dias 24 e 25 de agosto. Mas quem for ao Kinoshita ainda pode pedir por cada prato e pelos saquês também. Mas prepare o bolso… O menu completo com os saquês custava R$ 780 por casal.
Kinoshita: rua Jaques Félix, 405, Vila Nova Conceição. Tel. 11 3849-6940
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: cará com ouriço, foie gras, kinoshita, sushi wagyu, Tsuyoshi Murakami
24/08/2009 - 18:50
Semana passada teve encontro de blogueiros de comida no Santa Madalena, o restaurante escondido da chef Lucia Sequerra, que é uma das histórias do livro “O Melhor do Comidinhas”.

Da esquerda para a direita, eu, o Ale do Cuecas na Cozinha, a Tatu do Mixirica, a Roberta Malta, a Cris Couto do Seja Bem Vinho e a chef Lucia.
Noite delícia para falar sobre comida, contar dos projetos, trocar receitas e, claro, comer o menu degustação do restaurante:

Começamos com pães e um boursin de queijo de cabra coberto por figos frescos e azeitonas. Tudo feito no local e delicioso.

Depois, uma focaccia com tomatinhos cereja, pasta de azeitonas e queijo

Aí, uma fatia fininha de beterraba assada, com gorgonzola por cima

A sopa de cebola aromatizada com azeite trufado, servida na micro xícara, só para a gente ficar querendo mais. Um dos meus favoritos na casa.

Um quibe cru, feito de atum. Adorei.

Gema de ovo cozida no azeite. Também uma invenção e tanto.

Mini almôndegas de cordeiro cozidas no iogurte. Esse foi o melhor prato da noite:leve, saboroso. Ficamos, cada um de nós, disputando as almôndegas, que foram comidas com pão.

Um creme brulée de berinjela

E o “prato principal”: picanha de cordeiro com purê de batatas.
UFA!
Mas não acabou. Ainda teve as madeleines: de figo, de laranja e de chocolate. Desde então, ando sonhando com a de figo todos os dias…

Esse menu completo custa R$ 130.
Santa Madalena: rua Santa Madalena, 27, Bela Vista, São Paulo. Tel. 11 3287 6999
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: santa madalena
22/07/2009 - 18:04
Semana passada, fui jantar no Killa, um dos três restaurantes peruanos recém-abertos em São Paulo. Em uma casinha pequenina em Perdizes, achei o menos pretensioso deles e, até agora, o mais gostoso.
Uma amiga voltou do Peru ano passado dizendo que o Pisco Sour seria a bebida do verão por aqui. Não sei se chegou a pegar, mas posso dizer que mesmo em noites geladas desse inverno, ele faz um sucesso!!! Pelo que me lembro, bebi uns três, intercalados de golinhos de Inca Cola, o refrigerante docinho, verde-limão, feito com erva-cidreira. Uma delícia.
Toda vez que vou a um desses novos restaurantes peruanos, escolho a mesma coisa: o ceviche tradicional, com peixe branco e camarão. Não sei, acho que preciso experimentar primeiro os básicos, o prato mais tradicional, para depois me aventurar por aqueles pratos divertidos e coloridos com batatas, outras versões de peixes, crus ou não.

O ceviche do Killa, aliás, estava perfeito. Leve sabor de limão, sem ser ácido ou azedo demais.

Também provei o lomo saltado: filé mignon, também no ponto perfeito, salteado com especiarias e shoyu, servido com tomates, cebolas e batatas rústicas, flambados em salsa levemente picante. Delicioso.
Killa: rua Tucuna, 689, Perdizes, São Paulo. Tel.: 11 3872-1625. Os pratos custam entre R$ 20 e R$ 35.
Fotos: Divulgação
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: ceviche, comida peruana, Killa, Peru
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