Restaurantinhos | Comidinhas

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Restaurantinhos | 10:05

Os novos restaurantes em São Paulo

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Tem tanto restaurante novo em São Paulo que confesso que fiquei com preguiça. E ando atrasada nos posts para falar de todas as novidades. Agora, pra recuperar o tempo perdido, também já vou falar de três de uma só vez. Aí vai:

1) La Cocotte

Essa aqui é a cocotte de galinha orgânica servida com um molho de cogumelos morilles e bolinhas de polenta grelhada (R$ 56) do La Cocotte, novo restaurante de Juscelino Pereira, dono também do Piselli.
Apesar do nome, poucos pratos são servidos nas tais panelinhas francesas. Além da galinha (que estava deliciosa), tem também cocottes de frutos do mar (R$ 68) e camarões à provençal (R$ 78). O cardápio é bem típico de bistrô francês, com pratos bem tradicionais, como steak au poivre (R$ 52), bouef bourguignon (R$ 52), confit de canard (58)…

Como sobremesa, o que há de mais clássico que Île Flottante, ou os ovos nevados servidos com creme inglês (R$ 15)? É esse o espírito.

La Cocotte: rua Ministro Rocha Azevedo 1153, Jardins, São Paulo. Tel.: 11 3064-1153.

2) Chef Vivi

Desde o final do ano passado que o Chef Vivi tem sido, talvez, o restaurante mais falado da cidade. Todo mundo que vai gosta. Chegou a entrar em algumas listas de “o meu melhor de 2011″. E ainda adota “o” conceito da moda hoje na gastronomia, que é a tal cozinha de mercado, com pratos criados diariamente com os produtos da estação e que estiverem mais frescos e melhores naquele dia.

Vivi foi chef do restaurante “Alameda”, em Pequim, na China, que chegou a ser premiado como melhor restaurante, chef e serviço. Há dois anos, voltou ao Brasil, trabalhou nas cozinhas do Mani e do D.O.M. e, no final do ano passado, abriu seu próprio restaurante numa casa fofa na Vila Madalena.

Como disse, o cardápio muda todos os dias, sempre com um peixe, uma carne e um vegetariano. Mas acho que Vivi tem uma quedinha pelos vegetarianos. Suas entradas com legumes e verduras são, pra mim, a melhor coisa do restaurante. Provei por lá:

Saladinha de erva-doce grelhada, com abobrinha, cenoura e folhas verdes

Outra salada de legumes com cenoura, mini rabanetes e uma salsa de cogumelos (quase uma tapenade) com folhas verdes.


Essa é uma salada de lula e polvo grelhados e levemente apimentados com folhas verdes.

E a picanha servida com milho, quinua, cebola roxa e brócolis. Estava gostoso, mas quem precisa de carne aqui?

Ah, esqueci uma coisa importante:

Os pães: são todos feitos no restaurante. E são tão bons que tome cuidado para não se empolgar e não deixar espaço para provar os pratos. Eu, por exemplo, tive que desistir da sobremesa.

Como o cardápio muda todos os dias, não dá pra dizer exatamente o preço de cada prato. Mas gastei, por pessoa, com vinho, R$ 160 no jantar.

Chef Vivi: rua Girassol, 833, Vila Madalena, São Paulo. Tel. 11 3031-0079.

3) Alma Maria
O Alma Maria foi muito falado, muito esperado, fica no burburinho da Oscar Freire e todo mundo sai de lá comentando a sua decoração. Mas a comida…

A ideia é funcionar como bar (e também restaurante) de tapas. Tem petiscos clássicos espanhois, mas está muito distante do que são os bares de tapas da Espanha. Principalmente nos preços. Lá, são lugares apertadinhos, para comer em balcão, de pé, pratos fartos e deliciosos, que são compartilhados. Acompanhados de taças e mais taças de vinho. E tudo é barato. Ninguém vai pra casa depois do trabalho sem dar uma passada num bar desses e fazer uma boquinha.

O Alma Maria é chique, moderno e bonito. O projeto é de Arthur Casas, o cardápio é do chef catalão Tony Botella. Nele tudo parece ser uma adaptação modernizada de tapas clássicas espanholas. Mas o resultado decepciona. Principalmente na hora de pagar a conta.

Comecei com o clássico espanhol pão com tomates, aqui servido com alcaparrão (R$ 12). Gostoso, mas sem grandes emoções.

Uma parte do cardápio é formada pelos montaditos, que são torradas servidas com diferentes tipos de topos, quentes ou frios. Escolhi duas para experimentar: a de morcilla com cebola confitada acima e outra de guacamole com anchovas. A primeira veio com maionese demais; a segunda, com raiz forte demais. As duas coisas roubaram o sabor. Pena. E detalhe: a primeira custa R$ 7; a segunda, R$ 6. Só que são literalmente uma torradinha, feita a partir de uma fatia de baguete. Achei meio demais.

Pedi na sequência um tartar de tomate (R$ 16), que tinha tudo pra ser delicioso, mas levou aceto balsâmico demais, que, de novo, tirou todo o sabor do prato….

Alma Maria: rua Oscar Freire, 439, Jardins, São Paulo. Tel. 11 3062-0047.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Receitas, Restaurantinhos | 09:00

Filé Oswaldo Aranha e o novo menu da chef Bel Coelho

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Fui provar semana passada pratos do novo menu do Dui, o restaurante da chef Bel Coelho. E cada vez gosto mais da comida dela: delicada e moderna, mas sem invencionices desnecessárias. Muitos produtos brasileiros, frescos, de qualidade.  Pratos que até parecem simples, mas são executados com uma técnica bem apurada. O resultado final é tão saboroso que você prova duas entradas, dois pratos e duas sobremesas e sai de lá leve, pensando que quer voltar para provar a mesma coisa, tudo de novo. A sua versão mais feminina, digamos, para o filé Oswaldo Aranha já está entre meus pratos favoritos.

Comecei o menu pelo creme de beterraba frio com fatias fininhas de couve fresca, uma colherada de iogurte e farofa de castanha do Pará (R$ 27). Veja receita abaixo

 Depois uma salada de mini folhas verdes, fatias bem finas, tipo um carpaccio mesmo, de caju fresco, lâminas de queijo da Serra da Canastra, castanha de Caju e um vinagrete de caju (R$ 21)

Arraia na folha de bananeira, com purê de banana da terra, farofa de farinha d´água e um molho de coco levemente apimentado (R$ 45)

A estrela do novo cardápio: o filé Oswaldo Aranha. Bel Coelho é bisneta do próprio. A sua versão do prato é de fraldinha grelhada, arroz de jasmim puxado no molho da carne, micro chips de batatas e, no lugar daquele monte de alho, um leve purê de alho (sem direito a bafinho!). Por isso, escrevi acima que é uma versão mais feminina. E, pra mim, perfeita (R$ 43).

Sobremesa 1 foi um tartare de abacaxi, com tapioca brulée e baba de moça (R$ 17)

E, para encerrar: uma terrine de chocolate, com marzipan de amendoim e sorvete de paçoca (R$ 23).

Receita do creme de beterraba frio com couve fresca, iogurte e farofa de castanha do Pará: 

Ingredientes (4 pessoas)

300 gramas de beterraba
600 ml de caldo de legumes
100 ml de creme de leite fresco
250 ml de coalhada fresca ou iogurte artesanal
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
80 gramas de couve picada em fatias bem finas 
50 gramas de castanha do Pará, em pó   
50 gramas de farinha de pão
10 ml de manteiga derretida  

Modo de fazer 
Embrulhe as beterrabas em papel alumínio e leve-as ao forno a lenha até que fiquem macias. Se não tiver forno a lenha, cozinhe a beterraba em água fervente até que fique macia.
Descasque as beterrabas e bata-as em um processador com o caldo de legumes até obter uma sopa razoavelmente espessa e totalmente homogênea. Leve a sopa ao fogo e acrescente o creme de leite previamente aquecido. Tempere esse creme com sal e pimenta a gosto. Resfrie esse creme.
Misture a farinha de pão, a castanha em pó, a manteiga derretida e sal a gosto. Leve essa farofa ao forno até obter uma coloração dourada. Deixe esfriar essa farofa.
Sirva 120 ml do creme de beterraba gelado com uma colher de coalhada,  uma colher de sopa de farofa de castanha do Pará e 20 gramas da couve fresca picada em fatias finíssimas.

Dui: Al. Franca, 1590, Jardins, São Paulo. Tel. 11 2649-7952.

Notas relacionadas:

  1. O Clandestino, de Bel Coelho
  2. Pratos e copos com cachaça
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

sábado, 26 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 09:31

Mini sanduíches da Dona Onça

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Vai ficar em São Paulo no final de semana? Então a melhor pedida é ir experimentar um dos mini sanduíches do Bar da Dona Onça. Eles vêm em trio, no pão francês.

Esse aqui é o Toca da Onça ou uma versão da Janaina Rueda para o tradicional buraco quente, como é conhecido por aqui o sanduíche de carne moída com ovos e azeitonas (R$ 24)

E esse é o da Lata, feito com sardinha, tomate, cebola roxa e rúcula (R$22)

Tem ainda o Hot Dog Caipira, de linguiça feita no bar, com queijo e mostarda dijon a R$28.

 E o Milanesa, feito com mini bife à milanesa, alface, tomate e maionese caseira (R$28). Tenho comido esse último uma vez por semana nos últimos dois meses e cada vez que penso nele, encho a boca de água. É tipo o sanduíche perfeito. Tanto que nunca lembro de fotografar, devoro antes. Vai por mim, é bom demais.

Bar da Dona Onça: avenida Ipiranga, 200, lojas 27/29, no edifício Copan. Tel. 11 3257-2016.

As fotos desse post são de divulgação.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 12:03

O menu das panelinhas

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Menu Les Cocottes é a novidade que a chef Renata Braune trouxe de Paris para o seu restaurante em São Paulo, o chef Rouge. É um menu inteiro, da entrada até a sobremesa, servido naquelas micro panelas coloridas que vão ao forno e que a gente adora. Cada panelinha acompanhada de uma meia taça de vinho harmonizando. A inspiração veio do bistrô parisiente Les Cocottes, do chef Christian Constant, sucesso por lá há algum tempo.

Uma entrada e um prato (o cardápio tem quatro opções de cada)  acompanhados cada um de meia taça de vinho custam R$ 85. A sobremesa sai por R$ 22.

Fiquei com a Cocotte de Saint Jacques como entrada: vieiras e pupunhas com alcaparras e tomatinhos cereja, azeite, noilly prat e raspas de limão siciliano. Bem cítrico!

Depois, a Cocotte d´Haddock à l´Orange, como principal: haddock com alho poró confitado e mandioquinha assada no molho de laranja e dill.

Mas o que eu gostei mesmo foi da Cocotte Surprise, que dei uma garfada do amigo ao lado: ovo assado com queijo de cabra, tomates ao azeite de alho e ervas, coberta com massa filo. Gostei tanto que pedi a receita. Aí vai:

Para 4 pessoas

Ingredientes
4 ovos
100 g de massa filo
100 g de queijo de cabra fresco
2 tomates maduros
ramos de tomilho
1 colher de sopa cheia de azeite
pitada de sal

Modo de fazer
Retirar a pele e e a semente dos tomates. Debulhar o tomilho.
Colocar no fundo da panelinha um fio de azeite e  quebrar o ovo dentro dela. Distribuir queijo e tomate sobre o ovo , regar de azeite e salpicar sal.
Sobre o ovo distribuir as folhas de  massa filo  até dar a altura da panelinha.
Levar ao forno preaquecido a 220 graus por 6 minutos.  Servir bem quente.

Outra delícia do cardápio é a sobremesa: pain perdu. Uma rabanada de brioche feita no forno com leite de coco, framboesa e pistache (R$ 22).

Chef Rouge: rua Bela Cintra, 2238, Jardins, São Paulo. Tel: 11 3081.7539

Notas relacionadas:

  1. Tour de France
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 09:52

Dicas para comer bem em Porto Alegre

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Está indo para o Sul? Semana passada, passei alguns dias em Porto Alegre e recebi boas dicas de onde comer bem.  Aí vão duas delas:

Bah

O Bah é um restaurante lindo e chique, dentro de um shopping. E faz uma comida moderninha usando ingredientes tipicamente gaúchos, com resultados bem interessantes.

Começamos com bruschettas feitas com cuca, sim, aquele bolo doce típico da região, com topos tradicionais: tomate picadinho e mussarela. A ideia é boa, a conclusão nem tanto: o pão fica muito doce e acho que o tomate estava quase ao natural, então faltou um tanto de tempero.

Depois, provei o picadinho tradicional. Só que servido com dois tipos de farofa: a tradicional e essa verdinha, feita com erva-mate. Achei delicioso. A farofa fica levemente amarguinha, mas é muito saborosa.

E para a sobremesa, de novo, dois clássicos da região: arroz de leite (arroz doce) e sagu com creme servidos em taças

O jantar, sem bebida alcoólica e com couvert, saiu por R$ 80 por pessoa.

Bah: avenida Diário de Notícias, 300, Porto Alegre. Tel.: 51 3247-3000

Barbarella Bakery

A outra dica é a Barbarella Bakery, padaria charmosa de pães artesanais no bairro Moinhos de Vento. Delícia para pedir um sanduíche e ficar bebendo uma cerveja Abadessa Helles, totalmente local, nas mesinhas da calçada.

Aqui o tradicional filão e o pão au levain, a estrela da casa

O sanduíche napolitano com queijo derretido, tomate e orégano

O sanduíche de rosbife com cebola confitada e gorgonzola. E esse é a versão soft, que é a  metade do tamanho do original

E um belo hot dog com queijo

Os sanduíches custam entre R$ 20 e R$ 30.

Barbarella Bakery: rua Dinarte Ribeiro, 56, Moinhos de Vento, Porto Alegre. Tel. 51 3346-7164.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

terça-feira, 8 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 17:13

O Zé, a Maria e as tascas portuguesas

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Tascas portuguesas viraram moda em São Paulo. Embora o que está sendo chamado de tasca por aqui é bem diferente das tascas de lá. Ok, o bacalhau estará sempre no cardápio, aqui ou lá. Mas todo o resto…

Dê uma olhada no que escrevi sobre a Tasquinha do Oliveira, considerada uma das melhores casas de Portugal e, sem dúvida alguma, bela representante das tascas tradicionais do país. Em geral, são estabelecimentos pequenos, com poucas mesas, comida farta e excelente, com várias opções de entrada (que em geral já estão na sua mesa esperando quando você chega), administradas pela família. Não são exatamente baratas. Mas quando se considera o tal “custo/benefício” não tem como sair insatisfeito.

Aí domingo passado fui almoçar na nova Tasca do Zé e da Maria, em Pinheiros, São Paulo. Seus proprietários trabalharam em lugares como A Bela Sintra, La Brasserie Erick Jacquin e Antiquarius. Uniram-se para montar o novo restaurante e deram algumas entrevistas dizendo que a proposta era a de uma boa comida portuguesa, com preços mais baixos do que os praticados pelos portugueses tradicionais da cidade.

E é verdade. O lugar é simples e bonito, o serviço é o ponto forte da casa, a comida é gostosa, tem uma carta de vinhos bacana. E os preços realmente são mais baixos que os do Antiquarius ou do A Bela Sintra. Mas será que  pratos individuais de bacalhau precisam realmente custar em média R$ 70? O Tonel, esse sim “a” cara de uma tasca portuguesa, na Chácara Santo Antonio, a 7,4 km do Zé e da Maria, parece provar que não. O restaurante familiar, com poucas mesas, serve um delicioso bacalhau à lagareiro a R$ 69. E dá tranquilamente para três pessoas. O mesmo prato na tasca do Zé e da Maria custa R$ 80 e é individual.

Provei bacalhau nos dois lugares e confesso que não consigo ver diferença na qualidade dos pratos. Sim, existe diferença na localização e também no visual de cada casa. O Tonel tem mais cara de boteco do que de restaurante. A Tasca do Zé e da Maria é um restaurante bem decorado e moderninho, sem dúvida, com mais conforto e também com uma equipe bem maior (quem atende no Tonel é a família).  Naquele quesito “ver e ser visto”, dá de dez a zero no Tonel. Mas se estivéssemos na Europa, super cool seria mesmo ir ao Tonel, aquela tasca/bar escondidinha, um achado, para conhecedores, fora do eixo gastronômico, para depois contar aos amigos sobre a boa comida provada. Aliás, nesse ponto o Rancho 53, em Araçariguama, ou   o Sr. Bacalhau, em Serra Negra, então, dão um baile nesses outros dois. Comida excelente, “experiência” deliciosa e um bom custo/benefício. Super indico.

Mas, enfim, vamos às comidas da Tasca do Zé e da Maria:

Começamos com o couvert (R$12), que além do tradicional pão com manteiga, inclui pequeninos bolinhos de bacalhau e…

Croquetinhos de carne. Ambos sequinhos e saborosos

Provei ainda como entrada um bacalhau com purê de batata, tipo um escondidinho (R$ 28)

O prato do dia era um bacalhau à Gomes de Sá (R$ 69), com cebola, ovos, batatas, azeitonas pretas, literamente nadando no azeite. Bem gostoso.

Comi também um arroz de pato (R$ 52) feito com arroz português Carolino, que estava gostoso, mas não assim sensacional…

Pulei a sobremesa.

Tasca do Zé e da Maria: R. dos Pinheiros, 434, Pinheiros, São Paulo. Tel.: 11 3062-5722.

Aliás, para continuar o assunto acima, outras tascas que seguem a mesma proposta (inclusive de preços) que a do Zé e da Maria é a Taberna 474 e a Tasca da Esquina. Entre as três, gosto mais da Tasca da Esquina, tanto pela boa comida quanto pelo lindo restaurante.

Notas relacionadas:

  1. Descobertas: um português e um santista
  2. Para a noite: petiscos portugueses
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sábado, 29 de outubro de 2011 Restaurantinhos | 09:00

Dario Cecchini + Marcos Bassi = bisteca alla Fiorentina e fraldinha com pupunha

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Como todo mundo que leu o livro “Calor”, do jornalista norte-americano Bill Buford, eu era louca pra conhecer Dario Cecchini, o açougueiro artesanal da pequena cidade de Panzano in Chianti, na Toscana (Itália), que gosta de destrinchar bois ouvindo ópera a todo volume ou citando Dante e parando de vez em quando para provar pedaços crus da carne que está preparando.

Nessa semana, Cecchini esteve em São Paulo para o evento “Mesa Tendência”, da revista Prazeres da Mesa, e fez um dueto com Marcos Bassi no seu restaurante  Templo da Carne, no Bixiga, São Paulo. Cecchini, claro, serviu sua bisteca alla Fiorentina, que o transformou num açougueiro popstar pelo mundo todo. Bassi serviu uma fraldinha ao ponto, com farofa e palmito pupunha assado. O resultado? Dá uma olhada:

Tudo começou com o pupunha. Bassi ia retirando do forno, abrindo e servindo tiras para a turma que estava em volta. Sem nadinha de tempero (pra quê?), o sabor era amanteigado, dos deuses

A versão temperada do pupunha com azeite e salsinha fez parte do prato de fraldinha feita no espeto na grelha, absolutamente ao ponto (dá uma olhada na cor dessa carne) e servida com uma farofa. A melhor fraldinha que já provei. Aliás, a ideia da família Bassi agora é montar uma nova casa, pequena, para funcionar até a madrugada e servir sanduíches. Por exemplo, desfiar o miolo da fraldinha  que fica no espeto, misturar com aquele molho de cebola que faz parte dos acompanhamentos e servir com pão. Fiquei com água na boca!

E chega a hora da apresentação da estrela da noite: Cecchini e Bassi mostram as bistecas…

… que vão direto para a grelha sobre carvão sem nenhum tempero…

… e depois são apresentadas por Cecchini como um troféu

Mas troféu mesmo é esse prato: tiras de bisteca alla Fiorentina, temperadas com sal misturado a ervas secas de Panzano in Chianti, muito azeite, muitos alhos assados e pimentão vermelho. E servido com rúcula. Soube pelo Bassi que a bisteca daqui tem um pouco mais de gordura do que a servida por Dario na Itália. Lá os bois são maiores e mais magros, mas são tratados de tal forma que a carne é também mais macia. Provando essa servida hoje, fiquei imaginando o que poderia ser uma carne ainda mais macia, já que estava perfeita!

Os dois açougueiros, ou artesãos da carne, comemoraram. Disseram que seguiram caminhos parecidos, apesar de ser em lugares tão distantes. E que são dois defensores do uso completo da carne de um boi. “Não existe carne de primeira ou de segunda. O tratamento pode ser de primeira ou de segunda. E o açougueiro também. A carne não”, disse Bassi. Dario, grande defensor da causa, concordou.

Para encerrar o jantar, as sobremesas:

Mousse de chocolate com cupuaçu e cachaça, da chef chocolatier Renata Arassiro. Para acompanhar…

Uma cachaça já com mel e limão.

Templo da Carne: rua 13 Maio, 668, Bixiga, São Paulo. Tel. 11 3288-7045

Antica Macelleria Cecchini: Via XX Luglio 11,  Panzano in Chianti, Itália

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Restaurantinhos | 14:40

Para a noite: petiscos portugueses

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Fui conhecer a Taberna 474, uma proposta de tasca portuguesa de Ipe Moraes, dono do também português Adega Santiago, que fica a uma quadra da nova casa. Confesso que não consegui ver muita diferença entre as duas.

Os cardápios são parecidos. Boa comida. Petiscos gostosos para acompanhar cervejas ou taças de vinho,  mas em porções pequenas. Algumas opções de pratos com bacalhau e frutos do mar. Tem mais a cara das cervejarias lisboetas do que das tasquinhas familiares portuguesas, que seguem o conceito de poucas mesas, ótima e farta comida, a preços bem razoáveis.

Na sexta à noite, funcionou como uma boa opção para beber com os amigos e ir provando vários petiscos:

Começamos com os croquetes de carne e chouriço (R$ 22)

Seguimos com as sardinhas portuguesas grelhadas, com azeite da terra e pão (R$24). Bem gostosas

Mas a alheira (R$ 29) foi minha favorita, servida com batata. Sequinha, bem temperada e deliciosa

Para acompanhar, bebi um Porto Tonic (R$23), feito com vinho do Porto branco, limão, água tônica e hortelã, bebidinha da moda em Portugal. Aqui, a água tônica se sobressaiu e achei que faltou  vinho do Porto.

Ah, a cor das fotos refletem bem o clima do lugar à noite, com meia luz.
Taberna 474: rua Maria Carolina, 474, Jardim Paulistano. Tel. : 11 3062-7098.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011 Restaurantinhos | 10:00

Para o dia: menu executivo italiano

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O chef Hamilton Mellão abriu há pouco mais de um mês sua nova casa, no Itaim, em São Paulo: uma pequena tratoria, a Mello e Mellão. O lugar é uma graça, e o cardápio à la carte é formato por pratos clássicos e rústicos italianos, quase caseiros. Com receitas bem tradicionais, ou como diz o cardápio em alguns casos, “as verdadeiras”. Mas tenho a impressão de que o que vai pegar mesmo por lá é o almoço executivo.

Em meio a tantos e caros restaurantes do bairro, Mellão oferece diariamente uma proposta com dois tipos de salada, dois de prato principal e duas de sobremesa a R$ 34. Couvert e bebidas estão fora disso. Já estive lá umas três ou quatro vezes. As duas primeiras não me impressionaram muito. Mas nas duas últimas saí achando que tinha mesmo feito um bom negócio.

Assim que chegamos, ganhamos do chef fatias delicadas de um pão de calabresa que tinha acabado de sair do forno e ele foi passando e oferecendo de mesa em mesa, pedindo para a turma experimentar e palpiltar. Eu adoro pão de calabresa, mas, em geral, não dá pra começar um almoço com ele ou se perde todo o apetite para qualquer outro prato, já que não é exatamente algo leve. Mas esse estava interessantemente leve, em fatias finas e delicadas, quentinhas. Realmente para beliscar e abrir o apetite.

Eu pedi um minestrone, ou o “verdadeiro minestrone como se fazia antigamente”. E estava divino. Um caldo leve e saboroso, com legumes em cubinhos ainda crocantes (sem ficar molengos), feijão, tiras de massa caseira e uma colherada de pesto ao centro.

Um clássico vitello tonnato, suave e gostoso

E um risoto de gorgonzola e pistache, que eu achei que ficaria pesado e enjoativo, mas ficou muito bom, na medida certa.

Pulei a sobremesa e fui direto para o café. Com mais uma água, a conta saiu por R$ 40.

Mello & Mellão Trattoria: rua Pais de Araujo 184, Itaim Bibi, São Paulo. Tel.: 11 3078-0812

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Restaurantinhos | 09:00

Comida de praia no Nordeste

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Claro que quando você chega a um lugar assim:

… a primeira coisa que pensa é em algo assim:

Na primeira foto, uma caipirinha de caju e outra de limão com gengibre; na outra foto, a tradicionalíssima cachaça com limão e um caldinho de marisco, tira-gosto perfeito para observar o mar da praia de São Miguel dos Milagres, depois de ter pedalado uns 10 quilômetros atrás de uma comida de pescador.

Como esse prato aqui: lagosta, camarões e cavala na chapa, servido com legumes cozidos e macaxeira. Na barraca do Enildo, no centrinho de São Miguel dos Milagres. Não tem endereço, fica na frente da praia. E a referência da estrada é a farmácia. Chegou em frente à farmácia, siga em direção da praia e você vai encontrar o restaurante. Comida caseira, só peixes e frutos do mar fresquíssimos, tudo da região. Simples, gostoso e barato. Esse prato acima (para duas pessoas), com mandioca frita, um caldinho de marisco, uma caipirinha e duas cervejas saiu por menos de R$ 100.

A macaxeira é “o” clássico local. Essa aqui, sequinha e bem crocante, é da pousada Beijupirá, servida com três molhos: manteiga de garrafa, caju e maracujá. Custa R$ 14 a porção

Provei pela primeira vez o caldinho de aratu, caranguejo pequenino de sabor adocicado, delicioso no caldinho com bastante dendê e coentro. E melhor ainda servido com a farinha amarela de mandioca (R$ 25)

Na Beijupirá, provei também o arroz de polvo (R$ 50)

Um peixe grelhado e perfumado com canela, servido com molho de tamarindo, arroz com curry e banana da terra caramelada com crosta de coco fresco (R$ 37)

E o melhor prato da pousada: o maracatu de charque. Uma carne de sol crisp (desfiada e passada bem rápido no óleo bem quente), com feijão de corda com vinagrete e manteiga de garrafa. Delicioso.

Mais uns dez quilômetros de bicicleta e fui almoçar em outra pousada local, a Amendoeira, que trabalha com produtos orgânicos. Como entrada, um pastel assado de queijo coalho

Dei umas garfadelas no peixe com crosta de amêndoas e couscous marroquino com legumes

E pedi um filé de peixe com molho de curry, castanha de caju, pimentões e cebolas grelhados e arroz de dois grãos. O melhor prato dessa temporada em Alagoas. Cada prato de peixe na Amendoeira custa em torno de R$ 35.

Para finalizar, o que poderia ser melhor do que um sorvete caseiro de capim santo ou uma cartola (banana com queijo). Claro que me empolguei e esqueci de fotografar…

Notas relacionadas:

  1. O café da manhã dos deuses e… dos macacos
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. Última