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Restaurantinhos

05/01/2009 - 23:06

Comida de mar

Feliz 2009! Andei meio sumida porque estava na praia. Bebendo muita caipirinha, fazendo churrasco de carnes e peixes (o meu primeiro), comendo lula à doré e milho verde na praia. Sabia que agora eles tiram todos os grãos da espiga do milho e servem em um copinho com sal e manteiga? Uma delícia e sem trabalho nenhum! E também descobri o Pitanga, novo restaurante de Camburi (que já é o paraíso de quem gosta de comer bem), e o primeiro pé na areia dessa praia.
O restaurante é novíssimo, tem dez dias e ainda não tem nem placa nem telefone funcionando. Há duas maneiras de encontrá-lo: andando pela praia até avistá-lo ou procurar uma casa branca, sempre com carros estacionados na porta, na Estrada do Camburi, altura do número 1500 (também não tem número na porta).
Quando entrar, vai ficar boquiaberto. O lugar é lindo, lindo. Espaçoso, com uma árvore gigantesca fazendo uma sombra perfeita durante o dia. E fica ainda mais perfeito e romântico com a iluminação de velas à noite. O cardápio, claro, é quase todo de peixes e frutos do mar.

Eu pedi um espaguete ao vôngole e, teoricamente, favas, mas veio com aspargos frescos no lugar. Estava gostoso, al dente, com os vôngoles cozidos no vinho branco, salsinha, aspargos crocantes…

espaguete

O marido pediu risoto de cogumelos frescos e escalopes. Carne no ponto e o risoto estava ainda melhor que meu espaguete

 

risoto e escalope

E também fez sucesso na nossa mesa o namorado servido sobre uma cama de pupunha:

namorado e pupunha

Os pratos (em torno de R$ 45) estavam todos gostosos. Acompanhados de caipirinhas de cachaça artesanal então, melhor ainda. Mas o segredo é mesmo o lugar. Se estiver no litoral norte de São Paulo neste verão, vá mesmo que seja só para tomar uma cerveja gelada e se refrescar do sol quente na areia.

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22/12/2008 - 17:45

A “nova” nova rua Tupi

Três anos atrás, escrevi uma reportagem para o site Chic falando que a rua Tupi, em Higienópolis, era a nossa Palermo Viejo, bairro fofo de Buenos Aires que reúne as lojas e restaurantes mais bacanas da cidade.
Na época, dois ou três novos restaurantes haviam aberto na rua Tupi. Um ao lado do outro, em casinhas antigas do bairro, todas coloridinhas, dando um ar de centrinho gastronômico “indie” para a região. E era uma delícia caminhar pela rua e sentar nas cadeiras dos restaurantes na calçada para um almoço sem pressa. Mas confesso que depois de freqüentar a rua por algumas vezes acabei deixando de lado… Até há duas semanas. De novo, dois ou três restaurantes abriram suas portas na rua Tupi e trouxeram uma deliciosa movimentação para o bairro.

O mais recente deles é o Harry Pisek, primeira filial na capital do restaurante de Campos de Jordão (interior de São Paulo), considerado em diversas votações do Guia 4 Rodas como o melhor alemão do Brasil. Seu segredo são as salsichas artesanais, preparadas de diversas formas e com diferentes condimentos e temperos. Sempre servidas com geléia de pimenta e mostardas como acompanhamento. A mostarda com mel é de chorar de boa.
O joelho de porco também é famoso. Só que depois de pedir uma travessa com salsichas artesanais mistas, mostardas e pães, não conseguia provar mais nada. Recomendo muito. Além disso, o restaurante foi montado na sala de uma casinha antiga da rua Tupi, com janelão e vista para a avenida Pacaembu. Uma delícia.

salsichas

Outro que abriu uma filial na rua Tupi é o Pobre Juan, restaurante de carnes argentinas. E o mais sofisticado da rua. Recomenda-se a fraldinha e o bife de chorizo. Além, por favor, da sobremesa: pudim de leite feito com o doce de leite Havanna. Dá para imaginar o que é isso? Mas vá com paciência porque há dois domingos a fila de espera era de 2 horas (isso às 15h).

Café de La Paix: é um dos primeiros a adotar a rua Tupi. Começou como uma doceira e aos poucos foi servindo pratos típicos do norte da África. O cuscuz marroquino é uma delícia. E tem também deliciosas quiches com salada. Além de uma adega no subsolo da casa, onde você pode ir diretamente escolher seu vinho a bons preços. Esse é o lugar para pegar uma mesinha na calçada e sentar para beber um vinho e comer sem pressa, lendo jornal e com cachorro do lado.

Nur: do mesmo proprietário do Café de La Paix, o chef Daniel Marciano, que aqui serve uma comida que mistura as culinárias marroquina, tunisiana, egípcia e sírio-libanesa. Ele diz que a estrela da casa é o cuscuz marroquino, que é bem bom. Mas o meu favorito é o falafel. E faz também um homus de respeito.

Coq: restaurante no andar de cima, DJ no andar de baixo e só funciona para o jantar. Fica num casarão lindo e antigo. E sua proposta é uma culinária contemporânea. Destaque para o risoto de morangos e as codornas recheadas com figos.

Casa das Massas: é o mais antigo da rua. Tradicional cantinona italiana. Serve massas no almoço e jantar. E também dá para encomendar e levar para casa. Faz sucesso no bairro há anos.

Todos os endereços e telefones estão neste mapa abaixo. É só clicar nele e, depois, clicar nos desenhos dos garfinhos e faquinhas.

 

Exibir mapa ampliado

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12/12/2008 - 18:45

Tête à tête

Estive semana passada no Tête à Tête, pequenino e fofo bistrô em Higienópolis que propõe uma cozinha autoral, com menus que mudam toda a semana, conforme a disponibilidade de produtos e ingredientes no mercado. Uma delícia de dica para um jantarzinho de casal na sexta ou sábado à noite.
O chef Gabriel Matteuzzi fez escola de hotelaria em Barcelona e trabalhou nos estrelados Laurent (Paris) e Michel Brás (em Laguiole). Engraçado que sua comida é exatamente a mistura das influências espanholas e francesa. Seus pratos têm por base os clássicos da culinária francesa (muito bem executados) e levam acabamentos com espumas e líquidos, imagino, influência da vida de Barcelona. E essa parte confesso que não achei muito emocionante.
O Tête à Tête tem um menu fixo, com escolha de dois tipos de entradas, pratos e sobremesas, a R$ 86. E o menu confiance, com pratos surpresas a serem preparados pelo chef, a R$ 160. Além de ter sempre um prato do dia.
No jantar de sexta passada, junto com amigos, decidimos ficar mesmo com o menu a la carte (os pratos custam em torno de R$ 45).

Recebemos como um amuse-bouche anéis de lula com micro cebolas caramelizadas, deliciosas

lula

Eu pedi o prato do dia: uma costela de boi que ficou 7 horas no fogo e estava absolutamente macia servida com vagem-manteiga. Muito saborosa.

costeladeboicomvagemmanteiga

O marido comeu um filé mignon servido com pimentinhas-de-cheiro, couve e uma espuma de mandioquinha. A carne e os acompanhamentos estavam bons, mas a espuma achei sem graça, meio que com gosto de nada sabe?

filecomespumademandioquinha

Um amigo pediu o cupim. E elogiou. Esse acompanhamento confesso que não lembro bem o que era.

cupim

No final, apenas café, servido com pirulitos de caramelo, muito divertido.

cafeteteatete1

Tête à tête: rua Bahia, 480, Higienópolis, São Paulo. Tel. 11 3825-6312

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19/11/2008 - 15:13

O novo Millesapori de Vito Simone

Lembram do Vito Simone, o chef italiano que era proprietário do Fornaio d´Italia? Depois de 2 anos passados um pouco na Bahia, um pouco em Milão, ele acaba de retornar a São Paulo e abriu nessa semana um novo restaurante, também no Itaim.
O conceito seria uma espécie de fast food da slow food italiana. Se é que isso é possível. Falando assim, parece uma maluquice, mas quando você senta no Millesapori, faz todo o sentido. Vou explicar melhor.
O Millesapori é um restaurante de massas, para um almoço rápido, apenas de segunda a sexta. Agora, a diferença dele para os demais fast food italianos encontrados nas praças de alimentação dos shoppings está na cozinha do Vito e na qualidade dos produtos. É aí que entra a tal slow food italiana.
O novo restaurante tem como sócio o proprietário do empório Il Pianeta, importador de produtos italianos como massas, queijos, embutidos, azeites…. Portanto, todos os produtos utilizados são de alta qualidade.
Partindo daí, Vito passou alguns meses estudando, junto com uma nutricionista, o cardápio a ser oferecido. E essa é outra novidade. A casa tem dois modelos de menu:
- você pode pagar R$ 30 e comer uma massa, um “prato gourmet”, uma sobremesa e uma bebida
- ou você paga R$ 25 e fica sem o “prato gourmet”.
Todos os dias tem duas opções de massas e uma de prato gourmet. E esses pratos não se repetem por um mês inteiro. “Fiz um cardápio com 60 massas, exatamente para que a gente possa oferecer duas massas diferentes por dia, sem nunca repetir no mês”, disse Vito.
E a idéia é, em alguns meses, transformar o Millesapori em uma franquia. “Fizemos um cardápio anotando todas as quantidades e modo de preparo milimetricamente. Para que, depois, qualquer um possa repetir. Em vez de comer arroz e feijão todos os dias, vamos comer massa!”, diz Vito.

Estive lá no segundo dia após a inauguração. E o cardápio era:

presuntoequeijo
Presunto cru italiano, queijo grana padano, duas folhas de rúcula e duas azeitonas, como o “prato gourmet”

alhoeoleo1
Espaguete alho, azeite e salsinha: simples, mas o melhor que já comi

espaguetecompescada
Espaguete com pescada branca, azeite e tomate cereja

panetoneesorvete1
Panetone italiano com sorvete crocante, como sobremesa

Nem preciso dizer o quanto estava bom, né?

Millesapori: rua Pedroso Alvarenga, 1177, Itaim, São Paulo. Tel. 11 3073-1061

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14/11/2008 - 18:05

Ai, meu Deus, os festivais…

Adoro essa idéia de restaurantes fazerem festivais temáticos. Mas esse final de semana está demais:

O Le Vin Pâtisserie vai fazer um festival de éclairs, mais conhecido por aqui como “bombas”. E as tradicionais de chocolate vão dividir as atenções com outros sabores, como café, chá verde, morango e amêndoas. Socorro!!!

eclair_levin

Le Vin Pâtisserie: Al. Tiete, 178, Jardins, São Paulo. Tel.: 11 3063-1094. E o festival vai até este domingo.

Também começa hoje o Festival Gastronômico de Camburi. Já estive lá em anos passados e, acredite, vale descer a serra só para isso. Leia aqui o que já publiquei sobre isso.
Dá só uma olhada em alguns dos pratos que farão parte do evento neste ano:
* Lagosta grelhada sobre ninho de legumes e bifum ao vermute com redução de tare e laranja (R$ 110,00), no Acqua
* Robalo sobre rösti de mandioca e musseline de espinafre ao molho de laranja (R$ 39,00), no Antigas
* Lula salteada com feijão branco ao molho de pimentão vermelho e tomate, com folhas e ervas (R$ 49,00), no Cantinetta
* Garoupa ensopada em caldo de tucupi com tapioca ao leite de coco e arroz com batata doce (R$ 65,00), no Manacá
* Camarão-rosa flambado na cachaça com abóbora japonesa assada ao forno em crosta de alecrim e sal grosso (R$ 69,00), no Ogan

Acqua: Estrada do Camburi, 2000 – Camburi / tel.: (12) 3865-1866
Antigas: Rua Reginaldo Flávio Correa, 190 – Camburi/ tel.:(12) 3865-1355
Cantinetta: Estrada do Camburi, 720 / loja 01 – Camburi / tel.: (12) 3865-2612
Manacá: Rua Manacá, 102 – Camburi / tel.: (12) 3865-1566
Ogan: Estrada do Camburi, 1650 – Camburi / tel.: (12) 3865-2388

O Supra também começou hoje e vai até o dia 23 de novembro (ou até acabar o estoque) um Festival de Trufas Brancas de Alba. Um festival para poucos felizardos.
Serão três opções de entrada (R$ 281,00 cada) e quatro de prato principal (R$ 425,00 cada). Ou um menu degustação completo, com couvert, entrada, prato principal e uma sobremesa à escolha no menu à la carte (R$ 696,00):
Entradas
*Carpaccio di Sottofiletto con Prataiolo al Tartufo Bianco d’Alba
Carpaccio de miolo de alcatra ao molho de azeite extravirgem tartufado, limão e sal, finalizado com finas fatias de cogumelo Pratailo
*Polenta con Uova al Tartufo Bianco d’Alba
Polenta italiana amarela, aromatizada com azeite extravirgem tartufado, recheada com gema de ovo quente
*Uova Fritte su Letto di Purea di Patate al Tartufo Bianco d’Alba
Ovos fritos servidos sobre cremoso purê de batatas aromatizado com azeite tartufado e pasta de trufas brancas

Pratos principais
*Agnolotti dal Plin alla Monferrina con Tartufo Bianco d’Alba
Massa recheada com carnes, verduras e ervas, ao molho de manteiga tartufada e sálvia
*Tajarin Ricchi al Tartufo Bianco d’Alba
Massa fresca produzida exclusivamente com farinha de “grano duro” e gema de ovo caipira, temperada com manteiga fresca e sálvia
*Brasato di Vitellone al Mirtillo e Barolo su Purea di Patate al Tartufo
Vitelo assado em seu molho e enriquecido com “mirtillo” e vinho Barolo, acompanhado de purê de batatas temperado com pasta de trufas brancas
*Uovo nel Tortello al Tartufo Bianco d’Alba
Grande ravióli recheado com ricota, espinafre e uma gema de ovo quente aromatizada com pasta de trufas brancas de Alba, servido ao molho de manteiga tartufada.
Eu estou com água na boca…

Supra: Rua Araçari, 260, Itaim Bibi, São Paulo. Tel.: 11 3071-1818

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07/11/2008 - 18:14

Final de Semana

São Paulo ou praia? Calor ou chuvinha e tempo nublado?
Aí vão algumas idéias para o final de semana:

coxacremepandoro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ir ao Pandoro comer uma coxinha-creme (sensacional!) e um caju amigo. Clássico da cidade e sempre bom (mesmo na nova e badalada versão do restaurante).

sopacebolaodeon
Ou provar a deliciosa e cremosa sopa de cebola do Odeon… Sério, voltei ao bistrô só para provar essa sopa e valeu muito. É um creme, escuro e espesso, com a cebola derretendo e uma crosta de parmesão por cima com torrada. Divina!

hamburguinhos
Ou então, ir matar a vontade dos hambúrgueres do PJ Clarke´s, que abre hoje em São Paulo.

Quem preferir a praia, semana passada estive em Camburi, no sempre bom Manacá, comi uma delícia de prato com camarões e legumes ao molho de gengibre

camaraogengibremanaca
Com uma caipirinha de limão siciliano, mel e gengibre, ficou perfeito… Aliás, semana que vem começa o Festival Gastronômico de Camburi.

Depois disso, só um dos doces da Framboesa, também em Camburi:

framboesa

Pandoro: avenida Cidade Jardim, 60, Jardim Paulistano. Tel. 11 3063-1661
Odeon: rua Jerônimo da Veiga, 30, Itaim, São Paulo. Tel. 11 3071-4635. Reservas: 11 3071-2873.
PJ Clarke´s: rua dr. Mário Ferraz, 568, Itaim.
Manaca: Rua Manacá, 102, Camburi. Tel.: (12) 3865-1566.
Framboesa: Estrada do Camburi nº 744, Camburi. Tel.: (12) 3865 1113.

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30/10/2008 - 10:09

PJ Clarke´s inaugura em São Paulo

O PJ Clarke´s, o hambúrguer mais famoso de Nova York, o bar que reúne há mais de um século intelectuais e jornalistas boêmios para tomar dry martini no final do dia, abre suas portas em São Paulo no dia 7 de novembro próximo. É o primeiro endereço fora de Manhattan.
E quer saber por que São Paulo? “Porque os brasileiros adoram o PJ Clarke´s. Eles chegam a Nova York e vão correndo pra lá”, me disse Patrick Boyle, um dos próprietários, no coquetel de inauguração que aconteceu na terça, dia 28.
O bar existe, na verdade, há 124 anos, na esquina da 3ª Avenida com a rua 55, em Nova York. Há 5 anos, foi vendido para Boyle e Phillip Scotti, que decidiram ampliar o negócio. Abriram mais dois endereços em Nova York e, agora, junto com Maria Rita Pikielny Marracini, o primeiro fora de lá.
Frequentadores antigos andaram torcendo o nariz quando o “seu bar favorito” foi vendido e a mistura de públicos que isso causou. Além de jornalistas e intelectuais, agora o PJ é também ponto certo de yuppies do mercado financeiro.
“Os jornalistas e intelectuais que frequentavam continuam lá, todos os dias. Há algumas décadas, o nosso ídolo era o Frank Sinatra. E ele ia ao PJ. Hoje, o ídolo americano é o Justin Timberlake. E ele também frequenta o nosso bar”, diz Boyle.
Mas o que interessa pra gente é que o PJ brasileiro tem sim o hambúguer pequenino, com carne alta, saborosa e quase sangrando no interior, que é servido em NY e a gente adora.
Além disso, o lugar é lindo, uma réplica do bar tradicional da rua 55, todo em madeira, com lustres dourados, vitral no teto, mesas com toalhas xadrezes… Até o potinho de alumínio em que são servidas as batatas fritas vieram do fornecedor de Nova York.
Mas, além das batatas, do hambúrguer e do dry martini, o chef Bruno Fischetti, que vai comandar o PJ daqui, deu uma “abrasileirada” no cardápio com pastéis, bolinho de arroz e até picadinho.
Dá uma olhada no que provei por lá na terça à noite:

hamburguinhos
O famoso hambúrguer, que o chef Bruno diz que não revela o segredo pra ninguém

pj clarkes
O bar ficou lindo

mesinhas
As mesinhas com toalhas xadrez, como no original

batatas fritas
E as batatas fritas no potinho vindo de NY

bolinhodearroz
Bolinhos de arroz (tão bons quanto os do Ritz)

crabcakes
Crab cakes e rolinhos de berinjelas grelhadas com queijo também estarão no cardápio

pasteis
Os pastéis

oschefs
Os chefs Bruno (à esquerda), que vai comandar o bar no Brasil, e Mike, que veio direto de Nova York para treinar a equipe por aqui

PJ Clarke´s: rua r. Dr. Mario Ferraz, 568, Itaim, São Paulo. Tel. 11 30782965. Inaugura dia 7 de novembro

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29/10/2008 - 23:38

Um achado no Pari

Recomendo muito o vídeo do TV Curioso abaixo em que a equipe do Marcelo Duarte apresenta o restaurante Carlinhos e a família Yaroussalian (aliás, em breve, também teremos um Comidinhas TV com eles).
O restaurante serve comida armênia em uma esquina muito simmpática do Pari. Tem chope geladíssimo, faz uma picanha sensacional. Mas a atração da casa são dois pratos típicos: o arais, um sanduíche que, descobri no vídeo, foi criado na casa e é feito de pão sírio com o recheio da esfiha e é divino!!!! E o bastrma-lá, carne crua, curada com especiarias e servida com ovo frito na manteiga. É de chorar de tão bom. Dá uma olhadinha no vídeo:

Carlinhos: Rua Rio Bonito, 1641, Pari, São Paulo. Tel. 11 3315-9474

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28/10/2008 - 20:17

Arturito: Buenos é aqui

Parece que essa vai ser uma semana de restaurantes novos em São Paulo aqui no Comidinhas. Então, fui conhecer o Arturito, que tem a chef Paola Carosella como uma das proprietárias e também no comando das panelas.
Piadas com argentinos são válidas para quase tudo, menos para o que se refere à comida e a lugares divertidos e badalados. Que eles são craques com carnes e “dulces” não é nenhuma novidade. Mas é impressionante como conseguem juntar maravilhosamente dois conceitos: 1) de gastronomia de mercado, feita a partir de produtos frescos, da estação, preparados de forma simples e saudável, de preferência com produtos orgânicos; e 2) o de que restaurante é sim um lugar de balada, para se divertir, ver e ser visto… E com essas duas coisas juntas, é difícil errar. Quem já esteve nos endereços moderninhos de Palermo Viejo, em Buenos Aires, sabe bem do que estou falando.
Os lugares “fervem”. As pessoas vão para lá às 21h sabendo que ficarão na fila, aguardando mais de uma hora por uma mesa. Mas, não importa, porque pretendem mesmo gastar esse tempo no bar, experimentando drinques e comendo tapas. E os bares são agradáveis e confortáveis. Têm mesinhas, espaço para sentar e para olhar pessoas interessantes em volta.
Ir para a mesa e fazer a refeição é uma “continuação da balada”. As cartas de vinho são ótimas e garantia de ainda mais diversão. E a comida acompanha todo o “evento” sempre muito bem.
Tive exatamente essa sensação quando estive no Arturito na sexta à noite: bar ótimo, com drinques deliciosos (tomei uma versão “Bellini” só que com prosecco e maracujá, que achei uma idéia ótima), entradinhas gostosas, garçons e barmen bonitos, gente interessante, atendimento atencioso, boa carta de vinhos, comida saborosa.
E aí entendi tudo quando soube que são sócios de Paola no Arturito a dupla de restauranteurs argentinos Luis Morandi e Patrícia Scheuer, proprietários do Sucre, do Grand Bar Danzon e do Uriarte, bares-restaurantes de Buenos Aires, que têm exatamente esse conceito a que me referi acima. Pena que a única diferença é o preço. No caso, os argentinos muito mais interessantes do que os daqui.
Enfim, depois de um drinque e uma brusquetta de “pão bom” (não me pergunte o que é, só sei dizer que é realmente bom) com queijo manchego, fomos para a mesa. Uma espera de uns 20 minutos para duas pessoas. Bem ok para a sexta às 22h (mas a turma de 6 pessoas ao meu lado foi informada de que teria que esperar uma hora e meia).
Pedimos então uma entrada de lulas crocantes, assadas no forno à lenha. Divina. A crocância foi dada por uma farofinha de pão, que me pareceu ser assada misturada à lula.

lula_arturito
Essa foto ao lado é do fotógrafo Tadeu Brunelli, gentilmente cedida pela assessoria de imprensa, porque minha câmera resolveu acabar a bateria assim que cheguei ao Arturito. Portanto, essa será a única foto desse post. Mas já dá uma boa idéia do que estou falando, né?

Como prato principal, pedi uma massa artesanal servida com lagostins, lulas e polvo. Uhn… Mas ainda melhor estava a anchova grelhada sobre o carvão que minha amiga pediu, com crosta super crocante. Aliás, o forno à lenha parece ser a grande estrela do cardápio. Para melhorar, só o vinho branco geladinho que o sommelier nos sugeriu…

Arturito: rua Artur de Azevedo, 542, Pinheiros, São Paulo. Tel. 11 3063-4951. E-mail: reservas.arturito@uol.com.br. O jantar com uma entrada e um prato principal (sem as bebidas alcoólicas) custa em torno de R$ 80 por pessoa.

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27/10/2008 - 19:52

Um autêntico bistrô francês em SP

Semana passada fui finalmente conhecer o Odeon, restaurante aberto há cerca de dois meses, no Itaim, em São Paulo, com a proposta de ser um bistrô francês “moderninho”. E adorei.
Tem cara de bistrô parisiense. Comida de bistrô francês com toques “abrasileirados”, como o picadinho que eu comi por lá ou uma opção de pastéis de bobó de camarão, inspirados nas comidinhas servidas nos bares do Leblon, no Rio de Janeiro. E preços que um bistrô deveria ter. Para o cardápio de almoço, há uma opção de entrada, prato principal e sobremesa a R$ 30.
No almoço de quinta-feira começamos com um caldinho de batata com açafrão…

caldinhobatata_odeon

… servido junto com o couvert (pães, manteiga, azeitonas e paté de berinjela) e uma saladinha verde.

entrada_odeon
paes_odeon

Depois, fiquei bem em dúvida entre o picadinho e uma anchova grelhada. Mas não resisti à promessa da carne, com ovo poché, pastel de carne seca com abóbora, feijão preto e couve crocante…

odeon_picadinho
O picadinho completo

odeon_feijao
O feijão preto

pastel_odeon
O pastel

couvecrocante_odeon
A couve crocante (realmente crocante, fazendo crac, crac a cada mordida) com farofa

E para arrematar, como ninguém é de ferro, um cheesecake de calda de goiabada cascão (com formato de lata de goiabada).

odeon_sobremesa

Saí de lá prometendo voltar à noite para experimentar a sopa de cebola, que, segundo o garçom, fica horas no fogo, derretendo a cebola, formando um creme. E, depois, leva uma torrada com parmesão gratinado por cima. Come il faut.

Odeon: rua Jerônimo da Veiga, 30, Itaim, São Paulo. Tel. 11 3071-4635. Reservas: 11 3071-2873.

Fotos: Capitu

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