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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 Comidinhas na Espanha | 20:07

Argh, passei mal com Ferrán Adriá

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O jantar da segunda à noite do Madrid Fusión foi em um antigo mercado da cidade, o San Miguel, que foi todo restaurado e serve “bocaditos” e bebida das 10h às 22h. Lindo o lugar (apesar do frio), dá uma olhada:

mercado

 

 

 

 

 

 

 

Mercado San Miguel

banca-de-comida

 

 

 

 

 

 

 

Banca de comida

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Banca de doces

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Banca de embutidos

bar

 

 

 

 

 

 

 

Um dos bares do mercado: taça de vinho é mais barata do que Coca-Cola

 

Na noite de ontem, após as 22h, o mercado foi aberto para os participantes do Madrid Fusión. E, apesar de serem servidas em cada banca,  as comidinhas da noite, teoricamente foram do buffet El Bulli, do superchef Ferrán Adriá, considerado o melhor do mundo. Com direito a performances de mulheres contorcionistas e estátuas de gelo do patrocinador, das 22h à 0h, experimentamos:

caldo-de-lebre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caldinho de lebre

fritura-de-batata

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma fritura de  batata servida com um molho agridoce, como o  do rolinho primavera

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Mini hambúrguer com foie gras

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Um peixe branco com ovas de salmão e um molho bem ácido

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Terrine feita com embutidos

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Carne, que eu acho que era fígado, servida com cebolinhas e cogumelos

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Mousse de chocolate com farofinha doce e creme inglês no fundo do potinho.

Ok, de novo, estava me achando “a” chata porque não achei nada muito gostoso. Mas enfim…

Isso até as 2h, quando já estava no quarto do hotel. Desde então, já são 20 horas de uma intoxicação alimentar que não me deixou ficar de pé mais do que duas horas hoje: o suficiente apenas para dar uma entrevista à uma TV espanhola, falando da cobertura do evento pelo Comidinhas, e dar uma espiada rápida nas aulas que foram o assunto do dia: coquetéis.

Experimentar _coquetéis ou qualquer outra coisa além de Coca-Cola_: fora de cogitação.

Não sei quanto aos espanhóis ou demais jornalistas estrangeiros, mas 80% da turma de brasileiros aqui cobrindo o evento passou mal com a comida do atual grande nome da gastronomia. Ai, ai… Só espero que passe logo porque, se tudo der certo, amanhã vou comer em bistrôs de Paris e, no domingo, teria um jantar na Maison Troigros. Aguardem as novidades.
Para quem ainda não viu, clique aqui para ler a reportagem que fiz ontem com o chef francês Alain Ducasse, “dono” de 19 estrelas no Michelin:

http://gourmet.ig.com.br/noticia/2010/01/27/alain+ducasse+come+jamon+serrano+mas+gosta+mesmo+e+de+verdura+9378651.html

E sobre a aula demonstração do chef espanhol Andoni Luis Aduriz.

http://gourmet.ig.com.br/noticia/2010/01/27/andoni+luis+aduriz+o+chef+cientista+9378672.html

Notas relacionadas:

  1. Direto do Madrid Fusión: Ferrán Adriá e exclusiva com Grant Achatz
  2. Em entrevista exclusiva, a jornalista Ruth Reichl defende os blogs e o consumo consciente da gastronomia
  3. Jantar de gala do Madrid Fusión, com buffet El Bulli
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 Comidinhas na Espanha | 17:24

Jantar de gala do Madrid Fusión, com buffet El Bulli

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Assim como um discurso “enfático” de Ferrán Adriá, todos os anos, o Madrid Fusión também tem no seu primeiro dia um jantar de gala no Casino de Madrid, um prédio tão incrível quanto isso aqui:

salaocasino

 

 

 

 

 

 

 

 

Salão de jantar do Casino

tetocasino 

 

 

 

 

 

 

 

E o teto do salão.

 Ao receber o convite, as mulheres são avisadas de que é recomendado ir de preto. E o coquetel, começa às 21h30.

O coquetel é, na verdade, o grande momento do jantar porque o buffet é do El Bulli. Apesar de ter um cardápio em mãos, é bem difícil de saber, na verdade, o que se está comendo porque visual e sabor nem sempre significam a mesma coisa. É o grande barato de comer essas invenções da “comida de vanguarda espanhola”.

airbagparmesao

 

 

 

 

 

 

 

 

Comecei com um airbag de parmesão com trufas negras raladas por cima (meu favorito da noite toda).

tartarostras

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois, tartar de ostras, que não tinha só ostras, mas não sei dizer o que mais havia lá.

 biscoitogergelim

 

 

 

 

 

 

 
Os biscoitos de gergelim preto, que eu já havia provado na última vez por aqui. E que não têm nada de biscoitos, parecem mais um pão de ló, muito leve, com muito ar.

 croquetaliquida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As croquetas líquida: quando você coloca na boca, elas explodem e viram água. É demais. Acho que tinha sabor de queijo e azeite, mas é impossível saber direito porque a surpresa da sensação de estourar na boca rouba toda a atenção.

framboesaparmesao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Framboesas “congeladas” com nitrogênio, um biscoito de tomate e outro de queijo manchego.

jamonserrano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sempre presente jamón serrano, que a gente não enjoa nunca.

oreodeazeitonasnegras

 

 

 

 

 

 

 

 

O “Oreo de aceitunas negras”: sim, parece uma bolacha de chocolate negro, mas, na verdade, é de azeitonas pretas. E fica delicioso.

arrozcremosoyogurte

 

 

 

 

 

 

 

 

 O arroz cremoso de iogurte (que não gostei nada, porque estava com gosto muito forte de cominho)

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Porco: também não me pergunte qual parte, só sei dizer que estava bom.

Depois disso, ainda teve o jantar:

 moluscada

 

 

 

 

 

 

 

 

Como entrada, moluscada.

 
pombo

 

 

 

 

 

 

 

Depois, pombo com purê de trufas negras e bolinhas de maçãs cruas

 

tortacenoura

 

 

 

 

 

 

 

 

Como sobremesa, uma torta de cenoura, que era, na verdade, um sorbet de cenoura, um queijo tipo mascarpone envolto em uma tira finíssima de cenoura e uma farofa de amêndoas.

O jantar foi preparado por Paco Roncero, chef titular do Casino de Madrid.

Notas relacionadas:

  1. Esquenta para o Madrid Fusión
  2. Direto do Madrid Fusión: Ferrán Adriá e exclusiva com Grant Achatz
  3. Em entrevista exclusiva, a jornalista Ruth Reichl defende os blogs e o consumo consciente da gastronomia
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

Comidinhas na Espanha | 06:10

Em entrevista exclusiva, a jornalista Ruth Reichl defende os blogs e o consumo consciente da gastronomia

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“Conforte-me com Maçãs” foi um dos primeiros livros de literatura gastronômica que eu li, logo após ser publicado. Quando a jornalista Ruth Reichl tinha acabado de trocar o emprego de crítica gastronômica, que ocupou por 20 anos no The New York Times, pelo de editora-chefe da revista Gourmet, onde ficou mais dez anos, até deixar de ser publicada, há poucos meses.

Sempre pensei que queria conseguir descrever o sabor encontrado em cada prato que me encantava como a Ruth Reichl fazia. Totalmente fã! Portanto, foi com ela a primeira entrevista que pedi para a organização do Madrid Fusión quando soube que faria parte do time de palestrantes.

Ruth participou ontem pela manhã de um debate sobre o futuro do jornalismo gastronômico junto com Jeffrey Steingarten (o “homem que comeu de tudo” e crítico da Vogue), Marco Bolasco (da revista Gambero Rosso), Nick Lander (Financial Times), Rafael Garcia Santos (jornalista polêmico espanhol do Lo Mejor de la Gastronomia) e o jornalista belga Jean Pierre Gabriel.

Rafael Garcia Santos começou a falar com seu eterno discurso de que “bons eram os velhos tempos”, onde os críticos eram respeitados, não eram “comprados por chefs de cozinha”, não havia a internet e os blogueiros de comida e havia “mais audiência” para leitura de crítica gastronômica.

Ruth _adorei_ interrompeu na hora: “Nossa, parece que estamos vivendo em épocas diferentes. Nunca houve tanto público para gastronomia quanto agora, as crianças estão crescendo com interesse por comida e isso está gerando paixões. Antes tínhamos poucos críticos que achavam que sabiam sobre tudo. Agora temos várias pessoas com amplo conhecimento. Isso só aumenta e espalha esse conhecimento como obriga nós, os críticos, a nos tornarmos melhores para podermos ser melhores que os blogs”.

ruth

Mais tarde, Ruth Reichl me concedeu essa entrevista exclusiva:

Comidinhas: Você esteve no Brasil há pouco tempo, o que comeu e viu por lá que chamou sua atenção?
Ruth Reichl: Passei uns dias em Paraty e nas ilhas próximas para gravar meu programa de TV. Comi muita mandioca, até aprendi a fazer a farinha. Tive um almoço indígena, com muitos peixes, tucupi. E outro com influência africana, com bobó. Fui pescar junto com os pescadores locais e, no último dia, tive um churrasco. Ah, adorei aquela bebida feita com cana de açúcar (garapa).

Comidinhas: Na sua penúltima carta do editor da revista Gourmet, você falava da sua primeira edição na revista e as previsões feitas para dali a dez anos, como os próprios cozinheiros espanhóis que hoje são conhecidos no mundo todo. Quais são as expectativas agora para os próximos dez anos?
Ruth Reichl: Acho que essa nossa época é a mais excitante da gastronomia jamais vista. E acho que o que vem a seguir é uma profunda consciência de que as escolhas feitas a respeito da comida serão muito importantes para o mundo todo. Fiquei chocada hoje ao ver aqui um prato apresentando feito com 250 gramas de barriga de atum (apresentação do chef David Munoz, do restaurante DiverXo, de Madri). Se só a barriga tinha tudo isso, que tamanho deve ter o peixe, uns 750 gramas? Minha vontade era levantar e falar: que vergonha! Comer tudo isso em um único prato! As pessoas têm que pensar mais no ambiente e socialmente. Você não pode mais ter essa cultura do exagero. Hoje, nos EUA, já existe uma alta rejeição ao velho conceito de que uma boa refeição tem que ter um “bom e grande pedaço de carne”. Isso ficou no passado.
Tenho um filho de 21 anos que tem com essa idade uma experiência com comida que eu até os 50 anos não tinha tido. Ele provou muito mais coisas, de vários países. Ele e os amigos gostam de cozinhar e têm essa consciência de que a maneira como os animais são criados ou como seus vegetais são produzidos é muito importante. E isso tem mudado ano a ano, temos conseguido novas técnicas, novos ganhos. Não é possível ignorar que precisamos mudar e que temos essa responsabilidade.
E esse movimento já está acontecendo. Veja a China: cinco anos atrás era impossível pensar que poderia haver uma consciência ecológica na China, na maneira como produzem e como consomem a sua alimentação. Pouco a pouco está acontecendo. O movimento do slow food já se espalhou para o mundo todo.
Temos que ver com responsabilidade como comemos, é a única maneira também de conseguir equilibrar e alimentar o mundo, diminuindo as diferenças de excessos de um lado e ausência de comida de outro.

Comidinhas: E sobre a discussão pela manhã a respeito da crítica gastronômica, os críticos de restaurante vão deixar de existir? O quão entusiasta você é dos blogs?
Ruth Reichl: Sim, do jeito que é hoje os críticos devem desaparecer. Mas, pense, fui crítica do The New York Times por 20 anos e as duas pessoas que assumiram esse trabalho depois de mim não tinham nenhum conhecimento de gastronomia e nunca tinham sido críticos.
Muitos blogueiros conhecem muito mais de comida do que os críticos e isso é sensacional. É claro que tem gente que só mantém um blog de comida para poder pedir jantares de graça nos restaurantes. Mas, sabe de uma coisa, conheço muito crítico, de jornais respeitáveis, que fazem a mesma coisa.
O que eu acho é que agora em vez de ler a opinião de uma única pessoa, podemos ler a de 25, em 25 blogs diferentes, e tirar nossas próprias conclusões. Tanto em blogs como no twitter, você segue aquelas pessoas de que gosta, que se identifica. É como pedir a opinião de amigos só que nesse caso são amigos que você nunca viu na vida, mas se identifica com o que pensam.
Ontem, cheguei aqui em Madri e postei no twitter que estava na cidade, recebi mais de cem sugestões de restaurantes diferentes que eu deveria visitar.

Comidinhas: O que você viu de diferente aqui no Madrid Fusión? Algo que tenha impressionado?
Ruth Reichl: Não acho que tenha coisas diferentes neste ano. Vim aqui há 9 anos, era o início dessa gastronomia de vanguarda. Lembro que vi pela primeira vez as esferificações e fiquei encantada. Agora, tem esferificação até no hotel em que estou hospedada. Esse conhecimento se espalhou.

Comidinhas: Como foi o fechamento da revista Gourmet? Alguma chance de voltar a circular?
Ruth Reichl: Olha, foi muito difícil, as pessoas ficaram ultrajadas. E foi apenas por uma questão de falta de anúncios, porque a circulação era ótima. Foi um ano de crise e a operação da revista é cara.  Tínhamos 12 pessoas especializadas, de países diferentes, desenvolvendo receitas na nossa cozinha: uma italiana, uma francesa, uma mexicana e assim por diante. Ninguém tem esse tipo de luxo. Mas qualidade exige dinheiro. Soube que alguns grupos diferentes estão tentando comprar os direitos da revista e a própria Conde Nast tem intenção de retomá-la. É só uma questão de ter anúncios.

Comidinhas: E em que você está trabalhando agora?
Ruth Reichl: Estou escrevendo um livro de ficção, baseado em comida, claro, que tem a ver com uma biblioteca mágica, mas isso é tudo que posso dizer agora.

Notas relacionadas:

  1. Esquenta para o Madrid Fusión
  2. Direto do Madrid Fusión: Ferrán Adriá e exclusiva com Grant Achatz
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

terça-feira, 26 de janeiro de 2010 Comidinhas na Espanha | 18:24

Direto do Madrid Fusión: Ferrán Adriá e exclusiva com Grant Achatz

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Começou hoje o Madrid Fusión, talvez o mais importante congresso sobre gastronomia no mundo. E o Comidinhas está fazendo a cobertura aqui, de Madri, para o iG.

O chef estrela Ferrán Adriá anunciou que vai fechar o seu restaurante El Bulli por dois anos para poder “refletir”, trabalhar e ser mais criativo. E a outra estrela do dia, o chef americano, Grant Achatz, disse que não há nada de novo neste ano na gastronomia e que a turma de cozinheiros de vanguarda já espera a “próxima onda de chefs muito jovens que vão apresentar coisas que nunca imaginamos”. Achatz também falou comigo sobre como teve que reaprender cada sabor depois de ter perdido parte da língua por conta de um câncer.

Leia aqui sobre a entrevista em que Ferrán Adriá anunciou o “fechamento” do El Bulli:
http://gourmet.ig.com.br/noticia/2010/01/26/restaurante+el+bulli+fecha+em+2012++9377019.html

E sobre sua apresentação:
http://gourmet.ig.com.br/noticia/2010/01/26/ferran+adria+da+a+largada+no+madrid+fusion+2019+9377020.html

E leia aqui a entrevista com Grant Achatz:
http://gourmet.ig.com.br/noticia/2010/01/26/nao+ha+nada+de+novo+neste+ano+na+gastronomia+9377030.html

Daqui a pouco publico a entrevista com a jornalista Ruth Reichl, que escreveu “Conforte-me com Maçãs” e “Entre Alhos e Safiras”, de quem fiquei ainda mais fã :)

Notas relacionadas:

  1. Esquenta para o Madrid Fusión
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 Comidinhas na Espanha | 20:15

Esquenta para o Madrid Fusión

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Comidinhas em Madri, em clima de esquenta para o Madrid Fusión, um dos maiores eventos gastronômicos do mundo, que começa amanhã aqui na Espanha e terá entre os participantes o sempre anfitrião Ferrán Adriá, Alain Ducasse, Michel Troigros e mais centenas de chefs dos melhores restaurantes da Europa.

Sol e muito frio na cidade. A previsão para amanhã é de neve. Depois de mais de dez horas de voo, quem é que precisa dormir? Foi só um banho bem quente, muito casaco e sair para encontrar a turma de jornalistas que está por aqui e aproveitar o dia. Antes mesmo de beber água, minha primeira “refeição” foi uma taça de manzanilla (espécie de vinho fortificado, como um jerez) e uma mordida em um sanduíche de queijo manchego na Casa Labra, que está aberta na cidade há mais de 150 anos.

Casa Labra

Casa Labra

Dentro da Casa Labra

Dentro da Casa Labra

E o garçom servindo as manzanillas

E o garçom servindo as manzanillas

 

Depois, fomos almoçar, tarde, por volta de 15h, como se deve por aqui, mesmo em uma segunda-feira de trabalho, no Bar Tomate. É o novo “endereço da moda” entre os madrilhenhos, com fila de espera para reservas e mesas disponíveis mesmo só depois das 15h.
bartomate_paocomtomate
Começamos com os tradicionais _e divinos_ pães com tomate (é só o pão tostado, com tomate, alho, sal, pimenta e azeite).
bartomate_croquetas
E as “croquetas de jamón”: croquetes mesmo, bem crocantes por fora e com o interior com uma textura que lembrava uma quiche com leve sabor de presunto. E uma cava para acompanhar.
bartomate_linguica
Eu escolhi como prato principal uma linguiça branca, bem tostadinha, servida com foie gras e feijões brancos. E ainda provei…
bartomate_atum
… do atum selado, servido com saladinha e…
bartomate_rigatonetrufado
… do rigatone com pedacinhos de trufas negras. Delicioso.
Para encerrar, uma tábua de queijos espanhóis e vinho rosé:
bartomate_queijos
Tudo isso saiu por 35 euros por pessoa.
Casa Labra (www.casalabra.es): calle Tetuán, 12, Madri. Tel. 91 5310081
Bar Tomate (www.grupotragaluz.com): calle Fernando El Santo, 26, Madri. Tel. 91 7203870.
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

segunda-feira, 6 de abril de 2009 Comidinhas na Espanha | 11:11

Notícias da Espanha

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Diego Gallegos, nosso chef “correspondente” do Comidinhas na Espanha, mandou mais notícias sobre o que tem visto de interessante nas cozinhas por lá. Há cerca de um mês, Diego participou de uma jornada gastronômica no restaurante El Lago, em Marbella, que reuniu chefs de diversos restaurantes da Europa. Aqui vai uma ideia do que ele viu de mais interessante:

snacks
Snacks: Regaña con Manteca colorá, Olivas en tres fases, Toreras y Crispis de Arroz, do restaurante Montana, em Málaga, Espanha. (Espécie de tortinhas com manteigas, azeitonas, crispis de arroz)

bacalao-confitado
Bacalao confitado sobre falso caviar de Jaén, migas de aceitunas negras y huevo de codorniz, do restaurante Abantal, em Sevilla, na Espanha. (Bacalhau confitado sobre falso caviar, migas de azeitonas pretas e ovos de codorna)

dry-martini-de-berberchos
Dry martini de berberchos do restaurante Ca La Maria, de Girona, na Espanha. (Dry martini com mariscos)

melon-y-manzana
Melon y manzana al te verde, cripis de yogurt y helado de aloe vera, do restaurante Vertical, em Valencia, Espanha. (Melão e maçã ao chá verde, com crisp de iogurte e sorvete de aloe vera)

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Pluma iberica con arroz de ñoras, morcilla de higado y piel de limon, do restaurante El Lago, em Marbella, Espanha. (pluma ibérica, arroz com pimentas, morcilla de fígado e raspas de limão)

shot-solido
Shot solido: Frutta e rhum, do restaurante L’ Birichin, em Torino, na Italia

Diego foi agora trabalhar no Grupo Mugaritz, com o super chef Andoni Luis Aduriz e prometeu mandar mais notícias de lá. Quem quiser conhecer seu site, com receitas e vídeos, é só clicar aqui.

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

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