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Arquivo da Categoria Comidinhas na Argentina

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Comidinhas na Argentina, Listas de indicações | 10:42

Dicas de comida em Buenos Aires

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Como prometido, aí vai minha lista de favoritos em Buenos Aires para quem tiver a sorte de poder emendar o feriado nesta semana:

Tem três coisas que são obrigatórias para quem for visitar Buenos Aires. Então, começo minha lista por elas:

1)      Empanadas: a coisa é levada tão a sério que existe até concurso das “melhores empanadas da cidade”. E o café El Sanjuanino tem levado alguns prêmios. É uma casa escondida na Recoleta, com empanadas fritas e assadas. Confesso que as minhas empanadas favoritas são as do La Cabrera, mas o restaurante merece uma dica só dele abaixo. E eu é que não vou discutir com os portenhos sobre empanadas. Então, fica a dica para o El Sanjuanino. E para suas empanadas de carne picante, humita (milho) e de verdura. Ah, se estiver passeando pela feira de San Telmo, recomendo também comprar empanadas das meninas que vendem pelas ruas. Cada uma diferente da outra, mas sempre achei todas bem gostosas.

El Sanjuanino: calle Posadas, 1515, Recoleta, Buenos Aires. Tel: +54 11 4804-2909. begin_of_the_skype_highlighting

2)      As medialunas. Ai ai ai….

É como croissant em Paris. Já que você está lá na cidade, pode comer pelo menos uma todos os dias sem culpa. Eu gosto daquelas adocicadas, sem recheio nenhum, mas com uma camadinha brilhante de açúcar por cima. No hotel onde fiquei hospedada algumas vezes, o Grand Boulevard, tem umas divinas. Mas o fato é que em qualquer esquina também tem.

Então, aproveite e vá até o Café Tortoni. Ele é o mais antigo da cidade, aberto em 1858. Tem aqueles enormes lustres de cristal, decoração em dourados e etc. Sente-se numa mesa, peça um café cortado (café com leite), tostadas (misto de queijo e presunto no pão de miga tostado com manteiga)  e, claro, medialunas.

Café Tortoni: avenida de Mayo, 825, Buenos Aires
Grand Boulevard Hotel: Bernardo de Irigoyen 432, Buenos Aires. Tel. + 54 11 5-222-9000.

3)    Sorvete de Dulce de leche. Óbvio. Não dá pra ir até a Argentina e não provar doce de leite. Se for em sorvete, então, é irresistível. Eu gosto do servido na Nonna Biana, sorveteria artesanal de San Telmo.

Nonna Biana: Estados Unidos, 407, San Telmo, Buenos Aires.

4)      Há também quem vá para Buenos Aires só com a intenção de comer carne. Então, seu endereço é o La Cabrera. É um daqueles tradicionais restaurantes de parrilla e disputa o título de melhor carne da cidade. Vale pedir a empanada de carne picante, assada, com uma massa folhada crocante. A melhor que eu já provei na cidade. Super recomendáveis o vacio, as mollejas e o bife de tiras. Tudo vem com vários potinhos de acompanhamentos, cebolas, berinjelas, batatas e vários purês.

La Cabrera: calle Cabrera 5099, Palermo, Buenos Aires. Tel: + 54 11 4831-7002.

5)    Tegui: O chef Germán Martitegui é a menina dos olhos dos portenhos e abriu vários endereços na cidade. Vou indicar dois aqui, o Tegui e o Olsen. O Tegui é o de comida mais autoral e onde o chef fica efetivamente. A cozinha é aberta e dá pra acompanhar seus movimentos por lá. Serve menu degustação, e os pratos mudam conforme a estação e a disponibilidade no mercado. Comi até miolos e gostei. Curti muito também as ostras mornas servidas com ovas de salmão, maçã (que deu contraste para o prato), bolinhas de tapioca e miga de pão.

Tegui: calle Costa Rica, 5852, Palermo, Buenos Aires. Tel. +54 11 52913333.

6)      O outro restaurante de Germán Martitegui que gosto muito é o Olsen. Na verdade, esse é um lugar para beber. Sua proposta é de uma cozinha escandinava. Mas o que atrai aqui é o cardápio de vodcas e de drinques com vodca. Tem inclusive uma degustação de canapés e drinques. Mas eu gostei mesmo do black Martini, feito com uma vodca escura, que eu “harmonizei” com um delicioso hambúrguer de carne de porco. O jardim também é lindo. No verão, é o lugar perfeito.

Olsen: calle Gorriti, 5870, Palermo, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 4776-7677.

7)      Eu não achei o Patagonia Sur tão bom quanto o 1884, o restaurante do chef Francis Mallmann em Mendoza, também na Argentina. Mas vale ir jantar lá mesmo que seja só para provar a humita, um creme bem espesso e rústico de um milho adocicado. Divino! Bem rústico, bem típico da comida feita por Mallmann, considerado um expert nos assados. Portanto, qualquer assado servido lá é uma boa pedida. Comi o cordeiro, assado lentamente por seis horas e servido com purê de batatas. E não me arrependi.

Patagonia Sur: calle Rocha, 801, La Boca, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 43035917.

8)      Estive no Café San Juan três vezes. E em todas elas, era meio tarde da noite e eu estava exausta. Acabei achando que esse deve realmente ser o melhor restaurante em Buenos Aires indicado para essa situação. Ele tem cara daqueles cafés frequentados por Carrie e turma no seriado Sex and the City. Mas serve comida típica portenha, ou seja, carnes. Comece seu jantar com a mousse de coelho servida com geleia e a terrine de pato com figo seco. Depois, escolha alguma opção de prato com carne e você vai se dar bem.

Cafe San Juan: av. San Juan, 450, San Telmo, Buenos Aires. Tel. 54 11 4300-1112

9)    A moda gastronômica de Buenos Aires agora são restaurantes japoneses/peruanos. Estive no M, em uma casa lindíssima, em San Telmo. Provei uma seleção de tiraditos, de ceviches e um tempura. Os dois primeiros achei apenas ok. O tiradito de polvo era gostoso, mas o de salmão estava escondido por um forte molho de maracujá. O tempura estava bem gostoso. Na mesma linha, tive muitas recomendações do Osaka, que parece ser a nova sensação da cidade, mas ainda não consegui ir lá. De qualquer maneira, fica a dica.

M: calle Balcarce, 433, San Telmo, Buenos Aires, Argentina. Tel: +54 11 4331-3879

Osaka: calle Soler, 5608, Palermo, Buenos Aires. Tel.: +54 11 4775.6964.

E tem duas outras dicas de lugares que tenho ouvido falar muito bem, mas ainda não tive oportunidade de ir. Então, se você for, por favor, me conta aqui como foi. Um é o El Baqueno, especializado em carnes exóticas argentinas. Serve, por exemplo, carpaccio de carne de lhama, gyoza de jacaré, lebre, nandu (que é uma espécie de ema) etc. O cardápio muda todo mês. O outro é o El Pobre Luís. Esse, eu não estive no restaurante, mas pude provar a comida de Luís Acuña, em um evento em Mendoza. Ex-açougueiro, é especializado em assados. Suas linguiças e chorizos são incríveis . Mas dizem que os assados de tira e mollejas também são divinos. Vai lá e me conta.

El Baqueano:   calle   Chile, 495,  esquina com calle Bolivar , San Telmo. Tel. : +54 -11- 4342-0802 / 11-153 -671-8602 .

El Pobre Luís: calle Arribeños 2393, Buenos Aires. Tel. +54 11 4780 5847.

Notas relacionadas:

  1. O melhor de Buenos Aires
  2. A comida de Buenos Aires
  3. Empanadas argentinas: a receita
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 Comidinhas na Argentina, Receitas | 17:37

Empanadas argentinas: a receita

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Já estive algumas vezes na Argentina (você pode ler tudo aqui). E se tem uma coisa que eu amo, amo, amo são as empanadas. Mas sempre saí de lá de mãos vazias. Semana passada, minha amiga Thami esteve em Mendoza, visitando vinícolas, e me trouxe de presente a receita. Aí vai:

Recheio de carne

As empanadas já recheadas e sendo fechadas

Forno à lenha bem aquecido

E as empanadas douradas com uma taça de vinho

por Thami Nóbrega,  fotos Divulgação:

“Abra as pernas quando for comer empanadas”, avisa a chef. “O recheio sempre escorre e pode sujar suas calças”, ela diz, seguindo tradição da receita de Mendoza, na Argentina, do salgado com o recheio mais úmido. Noelia Scquizziatto comanda sozinha as panelas da Casa Terrazas, hospedaria de luxo da bodega Terraza de Los Andes.

Ela costuma dar aulas de culinária argentina para quem freqüenta o local, e as empanadas mendocinas são tradicionais no cardápio. “O segredo da massa crocante é a gordura”, conta. Com o recheio molhado e uma boa taça de vinho, esquenta qualquer noite fria na Cordilheira dos Andes. Ou em qualquer outro lugar.

Receita das empanadas: rende 24 porções

Massa

1kg de farinha
250g de gordura de porco (banha)
20g de sal grosso
Água morna (quantidade necessária para dar o ponto na massa)

 Modo de preparo

Arrumar em superfície lisa a farinha em forma de círculo, no centro colocar sal grosso e água quente (o quanto baste para dar ponto na massa). Depois, juntar a gordura derretida e morna. Amassar até conseguir uma massa lisa, fazer rolos de 5 cm de diâmetro e deixar descansar por uma hora. Cortar os rolos em fatias de 2 cm e abrir a massa em discos de 10 cm. Colocar uma colher do recheio no centro, molhar as bordas, unir em forma de semicírculo e apertar para o recheio não escapar no forno. Depois, com o polegar, dobrar a borda da massa em cerca de 1 cm formando pequenas ondas, até finalizar. Pincelar com ovo e colocar em forno pré-aquecido a 200º C por 10 a 15 minutos.

Recheio de carne

1kg de carne picada na ponta da faca
2kg de cebola
320g de manteiga
100g de azeitonas verdes
4 ovos
Sal e pimenta a gosto
Orégano, pimentão e cominho a gosto

 Modo de preparo

Picar a cebola em tiras finas, dourar na manteiga em fogo baixo e temperar com sal. Juntar a carne picada, cozinhar por cinco minutos e adicionar os condimentos. Fora do fogo, adicionar os cubos de ovo cozido e a azeitona. Sem o ovo, o recheio pode ser congelado por até três meses separado ou já dentro da empanada.

Recheio de milho

6 milhos frescos
1 pimentão grande (pode ser vermelho, verde ou amarelo)
4 tomates pequenos
Champignon a gosto
2 colheres de açúcar
2 cebolas pequenas
400 g de queijo parmesão
8 folhas de manjericão

Modo de preparo

Picar a cebola e dourar em azeite. Ralar o milho, coar e juntar com a cebola. Acrescentar o açúcar e pimentão picado. Temperar com sal e pimenta. Cozinhar em fogo baixo por 20 minutos. Prestes a desligar, juntar o tomate em pequenos cubos, as folhas de manjericão, o champignon picado e o queijo. O recheio pode ser congelado por até três meses separado ou já dentro da empanada.

Notas relacionadas:

  1. A comida de Buenos Aires
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Comidinhas na Argentina | 17:09

A abertura do festival de comida e vinho em Mendoza

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A primeira impressão ao ir para Mendoza é essa aqui abaixo:

A maneira mais fácil de chegar à cidade é com uma escala em Santiago do Chile. E o caminho entre Santiago e Mendoza é basicamente cruzar a Cordilheira dos Andes. A vista é maravilhosa, você tem a sensação de estar pertinho das montanhas. Está certo que dá uma chacoalhada com a turbulência, mas vale a pena.

A primeira noite do festival é um coquetel com o objetivo de todos se conhecerem. O hotel Park Hyatt, organizador do evento, tem um pátio interno ao ar livre. Cada chef monta a sua “barraquinha” e serve um aperitivo para que todos conheçam sua cozinha.

O brasileiro Rodrigo Oliveira, do Mocotó, serviu um arroz de cordeiro com queijo coalho e castanha de caju. O equatoriano Rodrigo Pacheco fez um ceviche com amaranto negro, o seu caviar da terra. O chileno Matias Palomo fez uma batata negra recheada com frango, porco, mexilhões, vieiras, linguiça e servidas com o caldo do seu próprio cozimento, mais um pedaço de salmão.  O mexicano Juan Pablo Loza  serviu um pedaço de cordeiro, com ceviche de lagostin e um purê de batatas com maracujá. O peruano Roberto Grau fez uma batata típica do Peru, com centolla (caranguejo), ají peruano (pimenta) e uma gelatina de abacate. O uruguaio Luis Acuña, que é dono do El Pobre Luis, na Argentina, fez uma espécie de linguiça de cabrito, recheada com ervas e queijo de cabra, assadas ali mesmo, na brasa. E divinas!

Ah, e ainda teve uma sala de sobremesas!

Clique aqui abaixo para ver a galeria de fotos com todos os pratos:

Notas relacionadas:

  1. Bodega Terrazas e o chef Martín Molteni
  2. Bodega Rutini e a comida de Rodrigo Oliveira
  3. Almoço equatoriano na Zuccardi
Autor: Alessandra Blanco Tags:

Comidinhas na Argentina | 17:09

Café da manhã na La Alboroza

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Linda maneira de começar o dia: doces, café, sucos e espumante na La Alboroza, lindíssima casa do artista plático argentino Sergio Roggerone. Ele projetou todo o lugar, ainda trabalha lá, mas está se mudando porque, em setembro, vai transformá-lo um hotel de charme.

Os doces foram preparados pelo chef norte-americano Andrew Shotts, especialista em chocolates. Veja as fotos abaixo:

Notas relacionadas:

  1. A Cheval des Andes e o almoço mexicano
  2. Bodega Rutini e a comida de Rodrigo Oliveira
  3. Jantar italiano na Trapiche
Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

Comidinhas na Argentina | 17:08

Almoço equatoriano na Zuccardi

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A Zuccardi está entre as poucas bodegas argentinas que produz também azeites. Então o passeio por lá foi completo: degustação de azeites e vinhos; acompanhamento do processo de fabricação; azeite feito, processado e engarrafado na hora na nossa frente e, claro, rapidamente experimentado (o azeite extra-virgem não filtrado Novello é delicioso e picante); explicações dadas por toda a família (é uma empresa familiar e Pepe Zuccardi, que hoje está à frente do negócio, é uma figura!) e, por fim, o almoço. É uma coisa tão familiar (Pepe, seus três filhos, seus pais) que, quando você chega, é uma festa.

Pepe Zuccardi esmagando as uvas que estavam em decantação

Bem, visto a produção de azeite e de vinhos, foi hora de começar o almoço. Nesse lugar:

Nada mal né?

Quem preparou o menu foi o chef do Equador Rodrigo Pacheco.  Ele preparou um consomé de vizcacha (coelho selvagem) com purê de castanhas e confit em vinagrete de figo, servido com espumante Zuccardi Blanc de Blanc. Um filé de linguado com tagliatelle de alho porró e batatas e redução de bouillabaisse, com o Zuccardi Q Chardonnay. E um cordeiro assado a baixa temperatuda, com endívias, marmelada de abóbora e cogumelos, com o Zuccardi Zeta. A sobremesa foi um “duo de caviar” (sagu branco e tinto), gemas de framboesa e sorvete de eucalipto, com o vinho Malamado Voignier.

“Uso produtos típicos do Equador, resgatados em uma cozinha moderna, do presente, mas sem esquecer o passado. E tentamos expandir  a cultura equatoriana por meio da nossa cozinha. É uma cozinha autêntica, essencial, que respeita seus produtos locais, o trabalho em equipe e as preparações técnicas”,  disse Rodrigo.

Consomé de vizcacha

E as uvas Zuccardi

Veja aqui todas as fotos:

Notas relacionadas:

  1. A Cheval des Andes e o almoço mexicano
  2. Bodega Rutini e a comida de Rodrigo Oliveira
  3. Jantar italiano na Trapiche
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

Comidinhas na Argentina | 17:08

Jantar italiano na Trapiche

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A Trapiche é a bodega mais antiga da Argentina, tem 125 anos. E esse prédio era uma antiga estação de trem, de 1902.

O jantar foi preparado pelos irmãos gêmeos italianos Nicola e Fabrizio Carro. Um é chef do Quattro Restaurant em Miami, o outro em Nova York. Fizeram um menu bem tradicional italiano: fatias de berinjelas assadas com molho de tomates e mussarela, um risoto de vieiras e aspargos e uma carne ao Barolo com polenta. De sobremesa, pannacotta. Tudo bem gostoso.

Para acompanhar, na ordem, os vinhos foram: Broquel Torrontés, Broquel Pinot Noir, Iscay e Trapiche Profuso. Todos, claro, da Trapiche.

Mas sensacional mesmo foi, ao final do jantar, começarem a se levantar das mesas, entre os garçons, entre os chefs e entre os seguranças, cantores de ópera, que estavam “disfarçados”. Levantaram e começaram a cantar entre as mesas. Lindo!

Veja a galeria de fotos:

Notas relacionadas:

  1. A Cheval des Andes e o almoço mexicano
  2. Bodega Terrazas e o chef Martín Molteni
  3. Bodega Rutini e a comida de Rodrigo Oliveira
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

Comidinhas na Argentina | 17:08

Dez da manhã na Catena Zapata

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Começar um dia com um espumante nas mãos não é nada mal. Com vista para os Andes, é melhor. Chegamos na Catena Zapata por volta de 10h, para degustação e visita à bodega.

A Catena tem 102 anos e tem plantações de uvas em diferentes localidades de Mendoza, com alturas também diferentes, de 800 a até 1500 metros de altitude, em diferentes microclimas.

Passamos por lá rapidamente e fomos para o almoço. Veja as fotos abaixo:

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

Comidinhas na Argentina | 17:07

Bodega Rutini e a comida de Rodrigo Oliveira

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Pós Catena Zapata, fomos para a Rutini. Direto numa gincana para descobrir,  cheirando e provando uvas, vinhos em fermentação e vinhos em barricas, quais eram suas uvas. Brasileiros ganharam. E eu achei Pinot Noir em fermentação horrorosa! Tipo a pior groselha. Mas acertei no vinho em barrica.

Rodrigo Oliveira, chef do Mocotó, em São Paulo, foi o responsável pelo almoço. E fez um menu completamente diferente do que serve no seu restaurante. Acho que o mais gourmet que já provei dele. Os conceitos eram os mesmos, a comida nordestina estava lá, os produtos do Norte, a técnica… Mas os pratos pequeninos eram delicados, refinados, elegantes. No final do almoço, teve argentino literalmente se ajoelhando aos seus pés em condecoração. Para mim, foi o melhor menu provado no Masters of Food & Wine.

Tudo era bom, mas vou destacar a saladinha de pescado amazônico com feijão fradinho, paçoca de torresmos (socorro!!!!! eu poderia comer um quilo dela, fácil) e castanhas do Pará e de caju. Servida com um Rutini Apartado Blanco, 2007.

E adorei essa canjiquinha servida com a galinha d´Angola. A melhor que já comi. O prato foi acompanhado do Rutini Antologia XIII, 2008.

Para ver todas as fotos do menu, clique aqui abaixo

Notas relacionadas:

  1. A Cheval des Andes e o almoço mexicano
  2. Bodega Terrazas e o chef Martín Molteni
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

Comidinhas na Argentina | 17:07

Bodega Terrazas e o chef Martín Molteni

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Segundo dia, o jantar foi na Terrazas de los Andes, mais uma linda bodega com quartos disponíveis para se hospedar. O responsável pelo menu foi o chef argentino Martín Molteni; e as sobremesas foram do chef Andrew Shotts.

A entrada foi um pacú assado no forno de barro com limão em conserva e batatinhas assadas. Servido com o vinho Terrazas Reserva Chardonnay. Depois, vieram mollejas (timo) glaceadas no mel de cana, com cogumelos desidratados e confit de batata, com o vinho Terrazas Reserva Malbec. Em seguida, um lombo suíno com mel de especiarias, tomates e pimentões, com o Afincado Terrazas Cabernet Sauvignon. A sobremesa foi uma meia lua de chocolate recheada com creme brûlée, mousse de caramelo e biscoito de avelãs. Com o vinho Afincado Tardio Petit Manseng. Tudo um pouco doce demais… Não deu para terminar os pratos.

No meio do jantar, teve apresentação de tango. Mas nada deu para tirar fotos, nem dos pratos, por conta da iluminação só com velas.

Notas relacionadas:

  1. A Cheval des Andes e o almoço mexicano
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

Comidinhas na Argentina | 17:06

A Cheval des Andes e o almoço mexicano

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Mendoza é um lugar de deserto. Só 3% da área recebe algum tipo de irrigação. Os demais 97% são deserto. Mas isso faz com que também seus dias sejam de sol e céu azul intenso. E quando você visita uma bodega como a Cheval des Andes, essa “participação” do tempo torna tudo especial. O lugar é belíssimo.

A programação era assistir a um jogo de pólo (hobby do vinicultor), curtir a paisagem e provar o menu do chef mexicano Juan Pablo Loza e do patissier Fidel Baeza, também mexicano. Infelizmente, eu tinha um avião para pegar e retornar ao Brasil. Então, só pude aproveitar metade do menu de almoço e nada dos doces. Mas o que provei…

Primeiro, a vista do lugar: os vinhedos e a cordilheira

E a casa onde tivemos o almoço, servido em forma de tapas


O jogo de pólo

E o amor à primeira vista: empanadas de chorizo e pequeninos camarões, assadas num forno de barro

O menu tinha lagostins com mole negro, tartar de atum com guacamole e chile Chipotle, ceviche de linguado “Acapulco”, empanadas de chorizo e camarões no forno de barro, leitõesinhos no forno ao estilo “Cochinita” e cordeiro com molho de vinho Cheval des Andes. Foram servidos os vinhos Chandon Cuvée Réserve Pinot Noir, Terrazas Reserva Torrontés, Cheval des Andes 2006.

Para ver todas as fotos, clique aqui embaixo:

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