Primavera, Perrier-Jouët e a comida de Helena Rizzo
Um menu exclusivo preparado pela chef Helena Rizzo, servido à noite, nas mesinhas do “quintal” do seu restaurante Maní para acompanhar algumas tacinhas da Belle Époque Rosé. Essa foi a (sensacional!) ideia da Maison Perrier-Jouët para comemorar a chegada da primavera.
Há quem diga que Veuve Clicquot e Moët Chandon são champanhes para o dia a dia. Já as comemorações merecem uma Perrier-Jouët. Ela foi descrita pelos produtores como “delicadamente borbulhante, com notas de flor de laranjeira e geleia de rosas, conhaque de frutas, amora, notas de flores brancas, lírios, flor de laranjeira e rosas antigas. E um final refrescante de limão picante e toques de cereja”. Tudo tão feminino, né?
O que eu posso dizer é que nunca provei uma champanhe igual. E que não vale só para noites quentes pré-primavera. Porque eu poderia facilmente acordar todos os finais de semana e beber uma tacinha dessas feliz. Fora que a garrafa, criada pelo artista francês Noé Duchaufour-Lawrance é linda.
Agora, vamos ao menu. Fazia algum tempo que não ia ao Maní. E, além da harmonização criada para a Belle Époque Rosé, a chef Helena Rizzo trouxe à mesa algumas outras criações que eu não havia provado. Não à toa, Jeffrey Steingarten, o crítico de gastronomia da Vogue America, ficou tão fascinado por ela.
A comida de Helena é moderna, delicada, sensível, mas também clássica, cheia de concentrações de sabores, de pequenas supresas e descobertas. É como se, a cada novo prato, você estivesse ganhando um presente. Foram 8 pequenos pratos e 2 sobremesas. E não teve nenhuma vez que, ao dar a primeira garfada, eu não fechasse os olhos (tenho essa mania: quando gosto muito fecho os olhos e deixo demorar mais a comida na boca, é como se fizesse parte de um sonho).
Sua tão falada versão de feijoada esferificada com carpaccio de pé de porco, gominhos de laranja, farofinha e couve crocante é das melhores coisas que já provei na vida. O consomê de tomate com mini burratas é como sentir algo geladinho, delicioso, escorrer pela garganta abaixo, meio que sem controle. E você ficar com aquela sensação de “será que posso pedir pra repetir?”. E o robalo é um simples robalo, mas cozido a baixa temperatura, defumado com emulsão de jabuticaba e azeite de baunilha, tudo muito delicado, mas com sabores acentuados.
Saí de lá pensando por que as pessoas têm ficado tanto discutindo “o futuro da gastronomia”. Deixa isso pra lá, e vá correndo provar a comida de Helena Rizzo.
Clique nas fotos abaixo para ver os pratos que provei.
Maní: rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano, São Paulo. Tel. 11 3085-4148.
4 comentários | Comentar
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4 ivana maria dos santos 03/09/2010 13:31
gostaria muito de provar o champanhe ,,, quanto à comida têm um visual lindo , mas sou vegetariana !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
3 Leandro Ciasca 03/09/2010 3:43
Deve ter sido uma jantar magnífico. Perrier-Jouët Belle Époque Rosé, sem dúvida o é!
2 miro 02/09/2010 20:35
O mani realmente eh fora de serio . Sou suspeito. Tudo maravilhoso.
1 Isadora Canuso 02/09/2010 19:57
Nossaaaa Ale.
Deu agua na boca. Que delicia. Tbm adoro a cozinha da Helena. A algum tempo em um bate papo com meu marido que só entende de comer mesmo, fez um comentaria que achei otimo. – Ela faz comida de mulherzinha né. hehehehe!!!
A salada waldorf é de comer de joelhos. Adorooo. Belo post.
Abs.
isa
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