Publicidade

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Receitas | 10:32

Pasta alla Norma: simples assim

Compartilhe: Twitter

Típico da região da Sicília, no sul da Itália, onde todo restaurante tem no cardápio, a pasta alla Norma é mais um prato na linha rapidinho, barato, gostoso e que é ótimo fazer quando vai receber uma turma em casa. É preparar uma daquelas travessas de vó, acertar na escolha do vinho e pronto. Todo mundo sai feliz, e você sai descansada. Depois, confesso que torço pra sobrar um pouquinho. Porque eu gosto de guardar na geladeira e comer frio no dia seguinte porque não fica grudento e continua gostoso. Aí vai a receita:

Ingredientes:

3 berinjelas grandes ou 10 miniberinjelas (se encontrar no mercado, prefira essas últimas)
1 kg de tomates maduros
2 dentes de alho
5 colheres de azeite
200 gramas de ricota defumada apimentada ralada
500 gramas de espaguete
Sal a gosto

Modo de fazer

Primeiro, você tem que retirar a pele e as sementes do tomate e picá-lo em cubinhos. Lembra do truque fácil para conseguir fazer isso que ensinei no post do picadinho aqui? Reserve.

Na receita tradicional desse prato, em geral, se recomenda cortar a berinjela em cubos, rodelas ou palitos, cobrir com sal grosso e, por cima, colocar um prato com algo pesado para prensar a berinjela e retirar seu excesso de líquido e seu amargor.

Acontece que eu gosto do amargor da berinjela. Então, na minha versão, corto a berinjela em cubos, aproveitando toda a parte com casca. E não uso o meio da berinjela, que é esponjoso e fica gorduroso. Mas não precisa jogar fora, guarde para juntar com outras sobras de legumes e fazer um caldo depois. Ou use as miniberinjelas, que dá pra aproveitar tudo e são mais saborosas e firmes.

Leve uma panela funda ao fogo com as colheres de azeite. O fundo deve ficar tomado por azeite. Se achar que precisa colocar mais, fique à vontade. Coloque então os dois dentes de alho bem picados. E acrescente as berinjelas. Elas vão fritar e depois murchar. Quando estiver escurecendo, acrescente o tomate picado. Não precisa ser molho líquido de tomate. Se você apenas colocá-lo bem picado, ele vai desmanchar no fogo, mas ainda vai manter uns pedacinhos. Fica mais rústico e também mais gostoso. Tempere com sal a gosto. E deixe apurar um pouco, para o tomate desmanchar.

Enquanto isso, cozinhe o macarrão em água abundante com sal.

Quando o macarrão estiver pronto, escorra a água e junte-o ao molho, misture bem. Finalize misturando a ricota defumada apimentada ralada por cima. Misture de novo e é só servir.

Notas relacionadas:

  1. Paglia e fieno com mix de cogumelos e ricota
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Restaurantinhos | 10:05

Os novos restaurantes em São Paulo

Compartilhe: Twitter

Tem tanto restaurante novo em São Paulo que confesso que fiquei com preguiça. E ando atrasada nos posts para falar de todas as novidades. Agora, pra recuperar o tempo perdido, também já vou falar de três de uma só vez. Aí vai:

1) La Cocotte

Essa aqui é a cocotte de galinha orgânica servida com um molho de cogumelos morilles e bolinhas de polenta grelhada (R$ 56) do La Cocotte, novo restaurante de Juscelino Pereira, dono também do Piselli.
Apesar do nome, poucos pratos são servidos nas tais panelinhas francesas. Além da galinha (que estava deliciosa), tem também cocottes de frutos do mar (R$ 68) e camarões à provençal (R$ 78). O cardápio é bem típico de bistrô francês, com pratos bem tradicionais, como steak au poivre (R$ 52), bouef bourguignon (R$ 52), confit de canard (58)…

Como sobremesa, o que há de mais clássico que Île Flottante, ou os ovos nevados servidos com creme inglês (R$ 15)? É esse o espírito.

La Cocotte: rua Ministro Rocha Azevedo 1153, Jardins, São Paulo. Tel.: 11 3064-1153.

2) Chef Vivi

Desde o final do ano passado que o Chef Vivi tem sido, talvez, o restaurante mais falado da cidade. Todo mundo que vai gosta. Chegou a entrar em algumas listas de “o meu melhor de 2011″. E ainda adota “o” conceito da moda hoje na gastronomia, que é a tal cozinha de mercado, com pratos criados diariamente com os produtos da estação e que estiverem mais frescos e melhores naquele dia.

Vivi foi chef do restaurante “Alameda”, em Pequim, na China, que chegou a ser premiado como melhor restaurante, chef e serviço. Há dois anos, voltou ao Brasil, trabalhou nas cozinhas do Mani e do D.O.M. e, no final do ano passado, abriu seu próprio restaurante numa casa fofa na Vila Madalena.

Como disse, o cardápio muda todos os dias, sempre com um peixe, uma carne e um vegetariano. Mas acho que Vivi tem uma quedinha pelos vegetarianos. Suas entradas com legumes e verduras são, pra mim, a melhor coisa do restaurante. Provei por lá:

Saladinha de erva-doce grelhada, com abobrinha, cenoura e folhas verdes

Outra salada de legumes com cenoura, mini rabanetes e uma salsa de cogumelos (quase uma tapenade) com folhas verdes.


Essa é uma salada de lula e polvo grelhados e levemente apimentados com folhas verdes.

E a picanha servida com milho, quinua, cebola roxa e brócolis. Estava gostoso, mas quem precisa de carne aqui?

Ah, esqueci uma coisa importante:

Os pães: são todos feitos no restaurante. E são tão bons que tome cuidado para não se empolgar e não deixar espaço para provar os pratos. Eu, por exemplo, tive que desistir da sobremesa.

Como o cardápio muda todos os dias, não dá pra dizer exatamente o preço de cada prato. Mas gastei, por pessoa, com vinho, R$ 160 no jantar.

Chef Vivi: rua Girassol, 833, Vila Madalena, São Paulo. Tel. 11 3031-0079.

3) Alma Maria
O Alma Maria foi muito falado, muito esperado, fica no burburinho da Oscar Freire e todo mundo sai de lá comentando a sua decoração. Mas a comida…

A ideia é funcionar como bar (e também restaurante) de tapas. Tem petiscos clássicos espanhois, mas está muito distante do que são os bares de tapas da Espanha. Principalmente nos preços. Lá, são lugares apertadinhos, para comer em balcão, de pé, pratos fartos e deliciosos, que são compartilhados. Acompanhados de taças e mais taças de vinho. E tudo é barato. Ninguém vai pra casa depois do trabalho sem dar uma passada num bar desses e fazer uma boquinha.

O Alma Maria é chique, moderno e bonito. O projeto é de Arthur Casas, o cardápio é do chef catalão Tony Botella. Nele tudo parece ser uma adaptação modernizada de tapas clássicas espanholas. Mas o resultado decepciona. Principalmente na hora de pagar a conta.

Comecei com o clássico espanhol pão com tomates, aqui servido com alcaparrão (R$ 12). Gostoso, mas sem grandes emoções.

Uma parte do cardápio é formada pelos montaditos, que são torradas servidas com diferentes tipos de topos, quentes ou frios. Escolhi duas para experimentar: a de morcilla com cebola confitada acima e outra de guacamole com anchovas. A primeira veio com maionese demais; a segunda, com raiz forte demais. As duas coisas roubaram o sabor. Pena. E detalhe: a primeira custa R$ 7; a segunda, R$ 6. Só que são literalmente uma torradinha, feita a partir de uma fatia de baguete. Achei meio demais.

Pedi na sequência um tartar de tomate (R$ 16), que tinha tudo pra ser delicioso, mas levou aceto balsâmico demais, que, de novo, tirou todo o sabor do prato….

Alma Maria: rua Oscar Freire, 439, Jardins, São Paulo. Tel. 11 3062-0047.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Receitas | 10:00

Vai receber bastante gente? Faz um picadinho!

Compartilhe: Twitter

Final de semana passado chamei a turma para um almoço longo lá em casa. Era bastante gente, e eu não queria nem correr o risco de faltar comida (já que ficamos em torno da mesa umas cinco ou seis horas) nem ter que ficar indo e voltando para a cozinha para pilotar as panelas. Decidi que picadinho seria então o prato perfeito. Para acompanhar, arroz, farofa com banana e uma bela salada verde.

Os convidados iam chegar por volta de 14h. Comecei o preparo às 11h30. Quando eles chegaram, tudo estava pronto, a cozinha limpa e eu pude aproveitar (e também comer, coisa que raramente faço quando sou eu a  cozinheira e tenho que ficar preocupada com tudo).

PICADINHO

Ingredientes (para 8 pessoas)

1,5 kg de baby bife cortado em cubinhos
1  cebola picada em cubinhos
2 dentes de alho picadinhos
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de conhaque
300 ml de molho de tomate
3 xícaras de chá de cenoura e salsão cortados em cubinhos e misturados
1 xícara de chá de ervilha fresca
1 colher de chá de páprica
Caldo de carne ou água (necessário)
Sal a gosto
Pimenta do reino a  gosto

Modo de fazer

Antes de tudo, fiz o molho de tomate caseiro. Sim, faz toda a diferença.

Primeiro, coloque uma panela com água no fogo e deixe ferver. Enquanto isso, lave todos os tomates, retire seu miolo e, com a ponta de uma faca, faça um corte em X na sua base. Passe na água fervente rapidamente (conte até 15). E depois coloque em água com gelo. É só o suficiente para soltar a pele do tomate, para você conseguir retirar com mais facilidade. Aliás, o próximo passo é esse: retirar a pele e as sementes dos tomates.


Depois, esse tomate precisa ser processado. Ganhei de presente no Natal esse processador manual que você está vendo na foto. Não tem nada de tecnologia, minha bisavó italiana já tinha um desses. Mas é sensacional. Porque você vai girando e ele vai drenando o tomate, tirando todo o seu suco. Aproveita tudinho e só fica mesmo aquele bagaço do centro que a gente não quer usar no molho.

Olha só o resultado final: um suco grossinho e delicioso (sim, deixei passar umas sementes, mas e daí, né?)

Vamos então para o picadinho mesmo.

Coloque o azeite em uma panela funda e frite a cebola (até ficar brilhante). Em seguida, acrescente o alho e cuidado para não deixar queimar.

Coloque a carne picada e deixe refogar por uns 10 minutos. A carne vai soltar seu suco e mudar de cor.

Coloque então as colheres do conhaque, que vai amaciar a carne e dar sabor. Quando metade do líquido tiver evaporado, vá acrescentando aos poucos o caldo de carne ou mesmo água quente e deixando cozinhar.

Após 15 minutos, coloque o molho de tomate. Abaixe o fogo e deixe cozinhar até a carne ficar macia.

Acrescente então os legumes, primeiro a cenoura e o salsão. E a páprica. Misture bem e deixe cozinhar por mais 10 minutos (os legumes devem ficar macios, mas não molengos).  Coloque as ervilhas.

Tempere com sal e pimenta do reino.  Cozinhe por mais uns 2 minutos para pegar o sabor. Desligue o fogo e deixe descansar uns minutinhos antes de servir.

Para fazer a farofa de banana, é facílimo. Pique uma fatia grossa de bacon e uma banana-da-terra em cubinhos. Leve uma frigideira ao fogo com um fio de azeite e coloque o bacon, deixe começar a dourar. Acrescente a banana, refogue por uns minutinhos, depois coloque a farinha de mandioca (quantidade que você quiser para compor com a banana e o bacon), deixe dourar, mas cuidado para não queimar, acrescente uma boa quantidade de azeite para deixar a farofa úmida e sirva (eu não coloco nem sal). Depois, é só fazer um arroz branco soltinho e uma salada verde bem temperada. E servir, tudo junto, sem frescuras. Ah, não tem foto do prato montado. Pessoal estava com fome, não deu tempo…

E como eu disse que queria aproveitar a festa, preguiçosa, servi picolés como sobremesa. Ótima pedida para ajudar na digestão, que, aliás, pede também uma cachacinha.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Receitas | 14:50

Um risoto caipira para um dia chuvoso; veja o passo-a-passo

Compartilhe: Twitter

Não sei como anda o tempo na sua cidade. Mas, em São Paulo, o dia hoje é cinza e com uma chuvinha fina que não para. Me deu vontade de um risoto caipira:

Essa fase de dezembro e janeiro e todas as suas indicações de comidas de festa seguidas de comidas para desintoxicar das festas, confesso, me deixa enjoada. E tudo que quero na vida é uma comidinha confortável. Acaba que, nos últimos dias, só consigo comer cachorro-quente com molhinho caseiro de tomates e pimentões, panqueca de carne moída, a torta de alho-poró da minha mãe, arroz com feijão… Convidei os amigos para almoçar e nem pensei em outra opção que não fosse um picadinho. Comida caseira!

E aí que no dia chuvoso de hoje é a vez do risoto caipira, feito com linguicinha curada e queijo minas, cachaça no lugar do vinho branco e um bom caldo de legumes caseiro.

Anota aí a receita e me diz se ficou bom:

Ingredientes (para quatro pessoas)

1 xícara de chá de arroz arbóreo
200 gramas de linguicinha calabresa curada picada em rodelas
150 ml de cachaça
2 colheres de azeite
1 cebola bem picada
150 gramas de queijo minas padrão picado em cubos
1,5 litro de caldo de legumes
1 colher de manteiga
sal a gosto

Modo de fazer

Leve uma panela funda ao fogo com o caldo de legumes e deixe em fogo baixo para aquecer. Faça seu caldo em casa, é muito fácil. Só colocar no fogo água suficiente (uns 2 litros) e pedaços de legumes que você tenha na geladeira, inclusive talos (cenoura, salsão, batata, vagem, berinjela, abobrinha…. vale o que você tiver). Não coloque sal no caldo. Deixe ferver, depois coe. Você pode fazer bastante caldo de uma vez e congelar. Depois, ir usando conforme a necessidade.

Leve outra panela funda ao fogo com o azeite e a cebola e deixe refogar até ficar transparente. Acrescente a lingüiça calabresa e frite rapidamente. Acrescente o arroz arbóreo sem lavar e também refogue rapidamente. Tempere com sal.

Acrescente a cachaça e mexa tudo. Deixe até evaporar. Vá acrescentando, aos poucos, o caldo de legumes e mexendo o arroz. Conforme o caldo for secando coloque mais, com uma concha. Repita o processo por uns 20 minutos até o arroz ficar ao dente e a água quase secar.

Desligue o fogo. Acrescente os cubos de queijo minas e misture bem. Depois, coloque uma colher de manteiga e misture bastante. Pode servir.

Notas relacionadas:

  1. Tudo o que eu quero hoje à noite
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:46

Calendário Comidinhas 2012

Compartilhe: Twitter

Acaba de sair do forno o Calendário Comidinhas 2012, já tradicional parceria entre esse blog e a fotógrafa Andrea Maia, do Studio Agnus, de Milão. Andrea faz as lindas fotos que você vê aqui:

E, neste ano, colaborei com as receitas, super caseiras, para quem sabe inspirar a turma a ir cada vez mais para a cozinha. Algumas delas já foram feitas no programa Cozinha Caseira, do canal Bem Simples (81 na Net). Com sorte, você acha os vídeos por aqui.

Clique aqui para baixar a versão completa do calendário Comidinhas 2012. Imprima colorido e divirta-se. E, claro, faça as receitas.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Comidinhas em Paraty | 08:10

Paraty: mar geladinho e comida caiçara

Compartilhe: Twitter

Fugi pra Paraty semana passada. A ideia era andar de barco em barco entre as ilhas, parando para dar alguns mergulhos e para provar a comida caiçara, feita, de preferência, nos restaurantes de pescadores. Basicamente isso aqui:

Essa é a vista da praia do Sono, próxima a Trindade, vista do alto, no final da trilha de mais ou menos 1h20 que é preciso vencer para chegar até ela, uma das praias mais bonitas que já vi.

E esse é o peixinho frito com salada que almocei em uma das barracas locais por R$ 50 (2 pessoas).  Cerca de 50 famílias moram hoje na praia, que só tem acesso pela trilha ou por barco. E eles mantêm por lá camping e quiosques que vendem comida para os visitantes.

São famosos na cidade a caldeirada de peixe e frutos do mar e o camarão casadinho: dois camarões gigantes que formam um sanduíche recheado com farofa de camarões miúdos, bem úmida; eles são amarrados, empanados e fritos. Boa parte dos restaurantes no centro histórico têm esses pratos entre suas opções.

Mas, quer um conselho? Se você está na cidade, será inevitável sair em passeio em algum dos barquinhos estacionados no cais para conhecer as lindíssimas ilhas em torno de Paraty. Então, aproveite e peça ao barqueiro indicações de onde comer comida caiçara boa por lá. Várias ilhas têm restaurantes. Alguns mais sofisticados. Outros de pescadores mesmo, onde os pratos são basicamente peixe grelhado com arroz, feijão e salada, peixada  e camarão frito. Tudo delicioso.

Um dos locais mais indicados é o restaurante da Ilha do Araújo, onde mora boa parte dos pescadores da cidade. Comi um gigante pastel de camarão de entrada e uma peixada servida com arroz, pirão e molho de camarão, que daria facilmente para 3 pessoas. Tudo, com bebida, saiu por R$ 70. (E eu esqueci a câmera nesse dia para fotografar! Mas fica a dica). No final de junho, os moradores da ilha do Araújo fazem uma festa do camarão para comemorar o Dia de São Pedro.

No centro histórico de Paraty, o restaurante mais conhecido e premiado é o Banana da Terra, da chef Ana Bueno.

Comi por lá o bolinho de queijo defumado com paçoca de banana da terra, bacon e geleia de pimenta

E a panelinha de siri catado, com banana, farofa de alho e pimenta biquinho. Os dois como entrada

E um peixe em crosta de pimenta limão e risotto de palmito pupunha, como prato principal

Tudo muito gostoso, mas caro. O Banana da Terra é sem dúvida o restaurante mais sofisticado, com melhor serviço e ótima comida na região. Mas as entradas custam em torno de R$ 30. E os pratos principais, pelo menos R$ 60. Achei que os preços não combinam com a cultura caiçara, de peixe fresco, trazido diariamente pelos pescadores locais todas as manhãs. Enfim…

Ainda no centrinho histórico de Paraty, gostei muito do restaurante Santa Trindade. Estive lá duas vezes. Para um PF de peixe grelhado com arroz, feijão preto e salada no almoço (a R$ 19,90). E à noite para um sanduíche vegetariano, com pão integral feito na casa, abobrinha, queijo branco e pesto de hortelã. Nas duas experiências, muito bom.

E minha melhor refeição na cidade foi no restaurante Netto, super simples, com mais jeitão de boteco antigo do que restaurante, mas delicioso.

Comecei com uma lula à vinagrete.

E depois devorei um filé de peixe grelhado no ponto perfeito (com essa crostinha por fora e macio e úmido por dentro), servido com arroz, feijão, salada e batata frita. Delícia! A refeição para duas pessoas custou R$ 70.

Banana da Terra: rua dr. Samuel Costa, 198, Centro Histórico. Tel. 24 3371-1125.

Santa Trindade: rua dr. Samuel Costa, 267, Centro Histórico. Tel. 24 3371.1445
Restaurante Netto: rua da Lapa, 402, Centro Histórico. Tel. 24 3371-6997.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

sábado, 24 de dezembro de 2011 Sem categoria | 08:30

Feliz Natal

Compartilhe: Twitter

O meu Natal tem essa cara aqui:

Capeletti in brodo, tradição de família, para esquentar os estômagos e começar a festa

Muitas frutinhas frescas: para refrescar o nosso Natal brasileiro. Acompanhando a taça de espumante, então, fica melhor ainda.

E o panetone, que na manhã do dia 25 vira rabanada, a melhor do mundo!

Sem mais.

Feliz Natal!

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Sem categoria | 11:48

2012: que comidas vêm por aí?

Compartilhe: Twitter

(pimentas coreanas/Getty Images)

 

2011 está acabando. E começam a pipocar as pesquisas de tendências de gastronomia para o próximo ano. O Food Chanel (canal de tv especializado em comida) já publicou suas previsões. O site Huffington Post publicou as 11 maiores tendências de 2011  e as 12 em que estão apostando para 2012. A James Beard, fundação americana que promove restaurantes, chefs e cultura gastronômica em geral, também fez algumas apostas.

O relatório mais completo parece ser o documento divulgado pela Baum + Whiteman, uma empresa de consultoria gastronômica. E o mais “avançado” o do site Epicurious, um dos mais respeitados especializados em comida.

Basta dar um google por “food trends 2012” que a cada dia novos endereços com novas pesquisas aparecem. Infelizmente, não consegui encontrar nada de pesquisa aqui no Brasil. Se alguém tiver encontrado, por favor, me dê as coordenadas.

Então, muito do que aparece nesses links acima são tendências mais “americanizadas”. Um exemplo é o fenômeno dos food trucks, os caminhões que servem refeições rápidas, mas caprichadas, em geral preparadas por jovens chefs promissores, nas esquinas dos Estados Unidos. Eles aparecem em várias pesquisas. Em algumas, ainda como a sensação. Em outras, como um fenômeno que já está entrando em decadência. De qualquer forma, ainda distante por aqui, onde as barraquinhas de cachorro-quente e yakissoba imperam nas portas de faculdades e baladas. Ok, neste ano disputando espaço novamente com os carrinhos de pipoqueiros, que reapareceram, para a nossa felicidade.

 Então, aqui vão alguns destaques do que apareceu nas pesquisas por aí:

1) a comida do Noma, restaurante na Dinamarca que foi eleito o melhor do mundo, está em todas as pesquisas. Seu chef René Redzepi é o grande nome, aparecendo como o “substituto” do espanhol Ferran Adrià;

2) a comida peruana e os produtos típicos do Peru novamente são apontados como a nova grande tendência, que deve ocupar o espaço ocupado pelos espanhois na última década;

3) mas a comida da Coreia começa a aparecer. Nos Estados Unidos já é vista como algo que atingiu seu pico em 2011; no resto do mundo ainda está sendo descoberta. Legal observar que um grupo de chefs coreanos será a atração do Madrid Fusión, ainda o congresso mais importante de gastronomia do mundo, em 2012. Neste ano, fiz uma aula com a  chef Mari Hirata que disse que os mercados japoneses estão tomados pelas fortíssimas pimentas coreanas, o “novo hit” por lá;

4) o fim da era da comida nostalgia: depois de 3 anos de crise econômica, onde o retorno da comida caseira, preparada pelas mães e avós, com seus assados e tortas, foi a grande tendência, agora, os americanos estão cansados de comer em casa e querem novos sabores e novidades;

5) mercados multietnicos e multissensoriais: vivemos no tempo em que produtos do mundo inteiro estão disponíveis em prateleiras também de mercados de todos os lugares, o que começa a gerar misturas interessantes;

6) o total aproveitamento de todas as partes de carnes de boi e porco também surge como uma tendência ainda a se apostar ou em declínio, conforme a pesquisa. De qualquer forma, o uso de carnes antes consideradas menos nobres, como língua, rabo e tripa, continua como uma aposta firme;

7) as cervejas dominaram e vão reinar ainda mais;

8) assim como as bebidas amargas. Graças a um marketing muito bem feito da Campari, o Negroni foi o “drink do ano” pelo mundo afora;

9) e os americanos descobriram o milagre dos salgadinhos! Hahaha. Arancini, bolinhos de queijo de cabra, falafel, croquetes _tudo frito_ são “a” comida dos bares. E a gente já sabia há décadas!

10) e, por fim, uma tendência apontada pela Baum + Whiteman que achei a mais interessante. Com o aumento do trânsito nas grandes cidades e as pessoas passando cada vez mais tempo paradas dentro do carro, os horários das refeições vão mudar. A pesquisa prevê que os coquetéis e compromissos sociais vão acontecer mais cedo, por volta de 16h/17h. E os jantares com a família, amigos, namorados etc. vão ser mais tarde, por volta de 22h. Faz sentido. Com isso, devem voltar com tudo os restaurantes e bares de hotéis, para os tais compromissos sociais.

Quero montar aqui uma lista do que foi tendência 2011 e o que será em 2012. Qual sua opinião? Envia aqui pelos comentários e depois vou publicar uma compilação.

Autor: Alessandra Blanco Tags:

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Receitas, Restaurantinhos | 09:00

Filé Oswaldo Aranha e o novo menu da chef Bel Coelho

Compartilhe: Twitter

Fui provar semana passada pratos do novo menu do Dui, o restaurante da chef Bel Coelho. E cada vez gosto mais da comida dela: delicada e moderna, mas sem invencionices desnecessárias. Muitos produtos brasileiros, frescos, de qualidade.  Pratos que até parecem simples, mas são executados com uma técnica bem apurada. O resultado final é tão saboroso que você prova duas entradas, dois pratos e duas sobremesas e sai de lá leve, pensando que quer voltar para provar a mesma coisa, tudo de novo. A sua versão mais feminina, digamos, para o filé Oswaldo Aranha já está entre meus pratos favoritos.

Comecei o menu pelo creme de beterraba frio com fatias fininhas de couve fresca, uma colherada de iogurte e farofa de castanha do Pará (R$ 27). Veja receita abaixo

 Depois uma salada de mini folhas verdes, fatias bem finas, tipo um carpaccio mesmo, de caju fresco, lâminas de queijo da Serra da Canastra, castanha de Caju e um vinagrete de caju (R$ 21)

Arraia na folha de bananeira, com purê de banana da terra, farofa de farinha d´água e um molho de coco levemente apimentado (R$ 45)

A estrela do novo cardápio: o filé Oswaldo Aranha. Bel Coelho é bisneta do próprio. A sua versão do prato é de fraldinha grelhada, arroz de jasmim puxado no molho da carne, micro chips de batatas e, no lugar daquele monte de alho, um leve purê de alho (sem direito a bafinho!). Por isso, escrevi acima que é uma versão mais feminina. E, pra mim, perfeita (R$ 43).

Sobremesa 1 foi um tartare de abacaxi, com tapioca brulée e baba de moça (R$ 17)

E, para encerrar: uma terrine de chocolate, com marzipan de amendoim e sorvete de paçoca (R$ 23).

Receita do creme de beterraba frio com couve fresca, iogurte e farofa de castanha do Pará: 

Ingredientes (4 pessoas)

300 gramas de beterraba
600 ml de caldo de legumes
100 ml de creme de leite fresco
250 ml de coalhada fresca ou iogurte artesanal
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
80 gramas de couve picada em fatias bem finas 
50 gramas de castanha do Pará, em pó   
50 gramas de farinha de pão
10 ml de manteiga derretida  

Modo de fazer 
Embrulhe as beterrabas em papel alumínio e leve-as ao forno a lenha até que fiquem macias. Se não tiver forno a lenha, cozinhe a beterraba em água fervente até que fique macia.
Descasque as beterrabas e bata-as em um processador com o caldo de legumes até obter uma sopa razoavelmente espessa e totalmente homogênea. Leve a sopa ao fogo e acrescente o creme de leite previamente aquecido. Tempere esse creme com sal e pimenta a gosto. Resfrie esse creme.
Misture a farinha de pão, a castanha em pó, a manteiga derretida e sal a gosto. Leve essa farofa ao forno até obter uma coloração dourada. Deixe esfriar essa farofa.
Sirva 120 ml do creme de beterraba gelado com uma colher de coalhada,  uma colher de sopa de farofa de castanha do Pará e 20 gramas da couve fresca picada em fatias finíssimas.

Dui: Al. Franca, 1590, Jardins, São Paulo. Tel. 11 2649-7952.

Notas relacionadas:

  1. O Clandestino, de Bel Coelho
  2. Pratos e copos com cachaça
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

sábado, 26 de novembro de 2011 Restaurantinhos | 09:31

Mini sanduíches da Dona Onça

Compartilhe: Twitter

Vai ficar em São Paulo no final de semana? Então a melhor pedida é ir experimentar um dos mini sanduíches do Bar da Dona Onça. Eles vêm em trio, no pão francês.

Esse aqui é o Toca da Onça ou uma versão da Janaina Rueda para o tradicional buraco quente, como é conhecido por aqui o sanduíche de carne moída com ovos e azeitonas (R$ 24)

E esse é o da Lata, feito com sardinha, tomate, cebola roxa e rúcula (R$22)

Tem ainda o Hot Dog Caipira, de linguiça feita no bar, com queijo e mostarda dijon a R$28.

 E o Milanesa, feito com mini bife à milanesa, alface, tomate e maionese caseira (R$28). Tenho comido esse último uma vez por semana nos últimos dois meses e cada vez que penso nele, encho a boca de água. É tipo o sanduíche perfeito. Tanto que nunca lembro de fotografar, devoro antes. Vai por mim, é bom demais.

Bar da Dona Onça: avenida Ipiranga, 200, lojas 27/29, no edifício Copan. Tel. 11 3257-2016.

As fotos desse post são de divulgação.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última