Regras Deste Blog | Claudio Weber Abramo
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26/08/2009 - 08:40

Caminhos

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Este blog nasceu em 2005, em outra edição. Foi interrompido no final de 2007 e retomado, sob nova roupagem, no início deste ano.

Uma coisa mudou radicalmente nesse período: a atitude dos visitantes.

É evidente que uma parcela considerável dos indivíduos que passam por aqui não têm nenhuma intenção de estabelecer alguma espécie de diálogo com ninguém.

Alguns acham que podem acusar o blogueiro de desonestidade. Protegidos pela distância e pelo anonimato, escrevem observações ofensivas em que não se formulam quaisquer argumentos e que não teriam coragem de exprimir pessoalmente. A esses tenho respondido nos últimos dias mandando-os à merda.

O que estimula comentários de alguns outros, igualmente ignorantes a respeito do que seja um argumento, que têm o desplante de afirmar que o blogueiro não teria “direito” de mandar ninguém à merda.

Como assim? Por que alguém teria de admitir a publicação de um comentário ofensivo sem reagir?

A alternativa é não publicar o que seja ofensivo.

A esse respeito, observo que um blog não é um espaço livre. É de responsabilidade de quem o publica. Ou seja, deste que escreve e do portal que abriga o blog.

Se não ficou claro, é o seguinte: publica-se aqui o que eu quiser, não o que qualquer estafermo irresponsável quer.

Como minha paciência com esse tipo de gente se esgotou, informo que passam a valer neste blog os seguintes critérios para a publicação de comentários:

• Apenas serão publicados comentários de pessoas que se identifiquem com nome e sobrenome, e cujos endereços de e-mail informados no formulário de envio sejam plausíveis. Isso não garante autenticidade nem evita falsificações, mas é mais uma barreira.

• Nenhum comentário que contenha xingamentos ou insinuações contra seja quem for, incluindo-se o blogueiro, será publicado.

Por fim, aviso que não se admitirão comentários a esta nota. Caso apareçam, serão extirpados sem leitura.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Regras deste blog Tags:
25/07/2009 - 08:37

Vão cantar noutra freguesia

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As repetidas demonstrações de criminalidade no ambiente político brasileiro têm se refletido, neste blog, na manifestação de visitantes que clamam por um golpe militar “saneador”.

Tais visitantes, que correspondem a uma porcentagem mínima dos que se manifestam, são ora avisados de que este blog não mais publicará comentários em que se advogue a intervenção militar na vida política.

Serão sumariamente rejeitados. E não adianta enviar protestos ou argumentos. Serão rejeitados também.

O assunto morre aqui.

Por enquanto, não se eliminarão comentários que propõem o fechamento do Congresso Nacional. Procurarei argumentar com esses visitantes, na medida em que seja possível fazê-lo no espaço necessariamente reduzido de um comentário a um comentário.

Se isso não adiantar, serão submetidos ao mesmo tratamento.

A desenvoltura com que essas pessoas propõem o impensável é mais uma demonstração do estado terminal de desapreço que afeta os partidos políticos, os parlamentos e a atividade política de modo geral.

Desapreço esse que, conforme aqui enfatizado, configura uma crise institucional, provocada pela invasão dos espaços políticos por aventureiros.

Esses aventureiros buscam exclusivamente a satisfação de seus interesses pessoais.

Ao mesmo tempo, descumprem as duas principais funções parlamentares: legislar e fiscalizar o Executivo.

Isso não acontece apenas no Congresso, mas na virtual totalidade das Casas legislativas.

Crises desse tipo resolvem-se pela identificação de suas causas e pela sua correção.

Essse tipo de coisa nunca é simples, não se resumindo em fórmulas acabadas.

Contudo, existem algumas causas evidentes.

Uma delas é a facilidade com que o poder público é ocupado por grupos de interesse ligados aos partidos políticos, o que é decorrência direta do excesso de “cargos de confiança” que os chefes de Executivo dispõem para distribuir entre os partidos em troca de apoio.

Isso castra as representações parlamentares e, de quebra, monta verdadeiras usinas de corrupção. Os grupos que dominam os ministérios, secretarias estaduais e municipais e empresas estatais aproveitam-se do poder assim amealhado para negociatas diversas.

Outro efeito deletério é produzido pelo fato de o Executivo não ser obrigado a cumprir o Orçamento, em particular no que diz respeito às emendas introduzidas por parlamentares.

O Executivo pode “contingenciar” o Orçamento, isto é, pode decidir não cumpri-lo. É claro que usa isso para achacar o Legislativo. Este, por seu lado, achaca o Executivo barganhando aprovações de matérias, convocações de CPI e outros mil assuntos contra a “liberação” de emendas.

E o eleitor, como fica? Por que o eleitor não rejeito esse tipo de político?

Porque o mecanismo de representação eleitoral brasileiro é perverso, afastando da atividade política a grande massa da população. Esta só reage politicamente quando seus interesses lhes são exibidos da forma mais crua possível — como é o caso de iniciativas como o Bolsa Família.

Para além do ponto de votar a favor de quem lhes distribui dinheiro, a participação política da grande massa da população brasileira praticamente desaparece.

A propósito, não há nada de intrinsecamente errado em distribuir Bolsa Família num país em que R$ 50 por mês faz diferença para dezenas de milhões de pessoas. Tampouco há algo de errado em os beneficiários do sistema votarem em quem lhes garante os R$ 50.

Afirmar que isso é errado é o mesmo que afirmar que é errado um fazendeiro votar num candidato ruralista porque este se compromete a defender os interesses dos ruralistas. Quem ataca o Bolsa Família deveria também atacar toda e qualquer plataforma identificada com interesses econômicos específicos.

Há diversos modos de abordar a questão da representação política — nenhum deles está na pauta dessas “reformas políticas” de araque que andam por aí, todas elas engendradas para reforçar os interesses dos políticos.

A maior reforma é, naturalmente, a econômica.

Desenvolvimento econômico e minimização das brutais desigualdades de renda vigorantes no Brasil levariam a uma maior e melhor participação política.

Fora daí, é tudo ilusão.

E é ilusão imaginar que se obteria um país melhor eliminando-se a atividade política.

Fora da política, não há salvação.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Regras deste blog Tags:
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