Arquivo da Categoria Passeios virtuais
30/05/2009 - 07:43
Um dos terrenos em que a pasteurização globalizante se manifesta é na ornamentação arquitetônica. Qualquer prédio na Avenida Faria Lima, na Unter den Linden, na Quinta Avenida, em Kuala Lumpur ou em Shangai poderia ser transplantado para qualquer outro lugar sem que destoasse.
No passado não era assim. Toda civilização minimamente desenvolvida produziu um estilo próprio de ornamentação.
Embora, obviamente, o contacto entre culturas (pelo comércio ou pela absorção mais ou menos violenta dos impérios uns pelos outros) resultasse na transmissão de influências e na apropriação de técnicas, materiais e estilos, o caráter de cada civilização era visÃvel nos ornamentos dos edifÃcios, monumentos e mausoléus.
Num desses esforços de compilação de que só ingleses e alemães eram capazes, em meados do século 19 o arquiteto londrino Owen Jones (1809-1874) coletou ao redor do mundo exemplos de ornamentação. Escreveu vastamente. Sua obra seminal é The grammar of ornament , que pode ser consultada em edição virtual facsimilar no sÃtio da Digital Library for the Decorative Arts and Material Culture da Universidade de Wisconsin (EUA).
[A Universidade de Wisconsin não pertence ao circuito das escolas de grande prestÃgio. Não obstante, mantém esse tipo de iniciativa. Algo que americanos (mais) e europeus (menos) criam aos montes, à s vezes iniciado com trabalho voluntário. É algo impensável em nossa medÃocre academia. ]
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Na Gramática do Ornamento , Jones procurou formalizar os princÃpios básicos da criação de padrões repetitivos conforme se manifestavam na ornamentação. Formulou 37 desses princÃpios. Basicamente, se trata do que hoje se denomina “tesselação”. Um artista moderno que se notabilizou por explorar a tesselação foi o holandês M. C. Escher .
A obra de Jones contém inúmeras pranchas com exemplos de ornamentação das principais culturas da antiguidade remota e do passado mais recente. Algumas são reproduzidas nesta página. De cima para baixo e da esquerda para a direita, os exemplos são: árabe, egÃpcio, celta, assÃrio, grego, bizantino, indiano e persa.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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23/05/2009 - 08:15
O autismo é uma condição caracterizada pela incapacidade de o indivÃduo relacionar-se com outras pessoas. Acontece em diferentes graus e, como quase tudo o que diz respeito ao mundo mental e que não seja reflexo de alterações fÃsicas evidentes do cérebro, é pouco entendido.
O problema se mostra cedo na infância. Acontece com alguma frequência que autistas sejam talentosos, particularmente na música e no desenho. É o caso, por exemplo, do britânico Stephen Wiltshire. Clique na imagem para ser transportado a seu sÃtio, onde há outros exemplos. Wiltshire tem hoje 35 anos de idade, mas desenha desse jeito desde os 5.
Outro caso famoso é o de “Nadia” (nome fictÃcio), menina inglesa que demonstrava extraordinária habilidade para desenhar. Foi “descoberta” pela psicóloga Lorna Selfe, que publicou livros com seus desenhos (ver, por exemplo, Nadia: A Case of Extraordinary Drawing Ability in an Autistic Child – disponÃvel na Amazon). Aos 4 anos e meio o vocabulário de “Nadia” se limitava a 10 palavras. À medida que cresceu, Nadia foi perdendo o talento para desenhar.
Ainda outro exemplo notável é o da norte-americana Brittany Maier. Nascida prematuramente com cinco meses e meio e pesando apenas meio quilo, ela sobreviveu, embora afetada pelo autismo. Nasceu também cega. Isso não a impediu de desenvolver talento pianÃstico, tendo memorizado mais de 10 mil peças, muitas de sua própria autoria. Não toca só para si: é concertista. Clique na foto para ser levado ao sÃtio da Fundação Brittany Maier & Friends.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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16/05/2009 - 09:23
Os grandes museus do mundo estão em geral em paÃses com passado imperial (Inglaterra, França, Rússia), com grande peso cultural (França, Itália) ou com muita grana (Estados Unidos). A China tem peso cultural e grana, mas não tem museus importantes, porque em 1947 Mao Tse Tung promoveu a destruição de todo o acervo artÃstico que existia no paÃs, como forma de frisar o rompimento com o passado. Uma imbecilidade sem par, parecida com a bestialidade dos Talebans afegãos, que dinamitaram estátuas gigantes de Buda. O governo chinês agora tenta recuperar o que pode, investindo muito nessa área.
Em alguns poucos lugares que não seguem esse padrão há museus exraordinários, como o Museu de Antropologia da Cidade do México e o Museu do Islamismo de Kuala Lumpur (Malásia). No Brasil… bem, no Brasil não há nada digno de menção.
Entre os grandes museus há os que extrapolam qualquer possibilidade de categorização: o Louvre (Paris), o British Museum (Londres), o Uffizzi (Florença, Itália).
E há cidades com tamanha oferta museológica que se poderia passar meses visitando museus todos os dias sem se cansar (para quem gosta disso, claro). Paris é assim. Roma, diria a Itália toda, é um museu a céu aberto.
Em Paris fica o Louvre, para este que escreve o mais espetacular de todos. ConstruÃdo originalmente como palácio real e ampliado diversas vezes, ocupa um espaço em forma de U entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O U abraça a famosa pirâmide do Louvre, projetada pelo arquiteto Li-Pei (o qual, anos antes, projetara uma pirâmide menor, de aço e não de vidro, que fica nos fundos da National Gallery de Washington, mas essa é outra história).
À frente da concavidade do U fica o Jardim das Tulherias (onde há dois outros museus em prédios que eram originalmente estufas, o Orangerie e o Jeu de Paume).
O acervo do Louvre é de tal ordem, percorrendo tantas épocas e formas, que é impossÃvel obter uma visão geral sem visitá-lo algumas dezenas de vezes.
O Louvre frequentemente organiza mostras especiais a partir de seu acervo permanente. Normalmente há várias ao mesmo tempo.
Uma das vantagens do Louvre é dispor de um excelente sÃtio de Internet. Há várias exposições e percursos virtuais. É claro que é melhor estar em Paris, mas não podendo ajuda a matar a saudade.
Uma (aberta até 29 de junho deste ano) intitula-se “As Portas do Céu”, subtÃtulo “Visões do mundo no antigo Egito”. Na ilustração, a estela apelidada “senhora Taperet”, do Terceiro PerÃodo Intermediário, 22ª dinastia, 10º ou 9º século a.C. Clique na imagem para fazer a visita virtual.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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02/07/2006 - 20:57
Busto de Ippolita Maria Sforza, por Francesco Laurana (?), aprox. 1473, molde em gesso.
Conheça a coleção de obras de arte, estampas e desenhos da Royal Academy of Arts, de Londres. O forte são estudos de artistas que passaram por essa tracidional escola britânica.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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14/06/2006 - 14:27
Em homenagem à peleja entre as seleções da TunÃsia e da Arábia Saudita, a qual não assisto, mas acompanho assistematicamente por um placar desses que há na rede, e que intuo estar se desenvolvendo de forma soporÃfera, antecipo uma sugestão de passeio virtual. Como sabem os visitantes habituais deste espaço, tais sugestões são divulgadas aqui nos fins de semana.
Trata-se de um apanhado de fotografias que fazem parte da mostra “Langages du Désert” [Idiomas do deserto] do museu do Institut du Monde Arabe, de Paris, em colaboração com o Museu Kunst de Bonn (Alemanha). Clique na imagem para ser transportado até lá.
A segunda imagem é da exposição “Venise et l’Orient” [Veneza e o Oriente], realizada em conjunto com o MoMA, de Nova York.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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10/06/2006 - 22:32
Par de brincos em ouro, fim do séc. 6º a.C. ou inÃcio do 5º. O motivo é
uma barca com duas palmeiras nas extremidades, sustentando uma quadriga
conduzida pelo deus Hélio (o deus do Sol). Sob o conjunto, um cone com duas
vitórias aladas, cada qual com um troféu. Museu do Louvre, Paris.
O museu do Louvre oferece visitas virtuais a partes de seu acervo. Clique na
imagem par ser conduzido à coleção de ornamentos do marquês italiano Giovanni
Pietro Campana.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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03/06/2006 - 09:32
Daniel Brown, Flower Series 1999-present. In Olympic Colours.
Tate Gallery, Londres.
Eleito o designer do ano em 2004 pelo Museu do Design de Londres, Daniel
Brown produz obras em meio eletrônico que ganham espaços cada vez maiores em
ambientes inesperados. A animação ao lado (em flash) foi feita para a Tate
Gallery no âmbito da campanha para a candidatura britânica para sediar a
OlimpÃada de 2012. Visite o sÃtio de Brown clicando aqui .
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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28/05/2006 - 16:45
O arquiteto catalão Antoni Gaudà desenhou prédios e interiores notáveis pela
originalidade. Motivos freqüentes em sua obra madura são inspirados em formas da
Natureza, distorcidas de forma peculiar (na foto, a abóboda da Cripta Güel).
Católico fervoroso, sua realização mais famosa é talvez a catedral da Sagrada
FamÃlia, em Barcelona, até hoje inacabada, de tão complexa que é. Uma
curiosidade sobre essa catedral é que os elementos estruturais da obra
acompanham arcos com a forma de catenárias invertidas (catenária é a curva que
faz um fio que pende entre dois pontos, como o fio do telefone na rua).
Como é o caso de todo arquiteto famoso, Gaudàdesenhava
prédios para os muito ricos. Um dinheiro bem aplicado. Clique na imagem
para ser levado a um sÃtio sobre o arquiteto patrocinado pelo governo provincial da Catalunha e
pela municipalidade de Barcelona.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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13/05/2006 - 11:28
Bestiários são livros ilustrados feitos na Idade Média para transmitir princÃpios morais católicos por meio de metáforas que fazem referência a seres vivos, reais e muitas vezes imaginados. Todos os bestiários replicavam descrições extraÃdas da Historia Naturalis de PlÃnio, o Velho, escrita no primeiro século da era cristã. Os bestiários voltados ao populacho eram rudimentares, mas aqueles feitos para a classe dominante eram suntuosamente elaborados e ricamente ilustrados com iluminuras.
A maioria deles se perdeu, mas alguns estão preservados em bibliotecas.
A Universidade escocesa de Aberdeen possui um deles. O Bestiário de Aberdeen, como é conhecido, é descrito num projeto na Internet.
Na imagem, o bonacon, animal asiático (ou assim diz o Bestiário, seguindo PlÃnio) cuja cabeça se parece com a de um touro, mas cujos cornos voltam-se para dentro. Quando perseguido, o bonacon expele um estrume que queima.
No Brasil, o bonacon é conhecido como Mensalus brasiliensis .
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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07/05/2006 - 13:32
Vasilha de cerâmica, Mesopotâmia, dinastia abássida, séc. 10.
O Detroit Institute of Arts disponibiliza em linha acesso a uma parte de seu
acervo. Clique na foto para conhecer peças da coleção de arte islâmica.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais
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