Na educação, como na guerra
Georges Clemenceau, que foi primeiro-ministro francês por duas vezes, antes e no final da Primeira Guerra Mundial, dizia que “a guerra é um assunto importante demais para ser deixado aos militares”.
Igualmente, educação é assunto por demais relevante para ser deixado a professores.
Militares são a mão de obra da guerra. Professores são a mão de obra da educação.
Faz-se a guerra para atingir objetivos que não precisam ser compreendidos pelos soldados. Se estes entendem os objetivos, melhor. Mas isso não é necessário.
Igualmente, educa-se para atingir finalidades que professores não têm necessidade de entender. Se compreenderem, melhor, mas isso tampouco é de fato necessário.
Uma característica comum a qualquer sociedade é a escassez de recursos. Há sempre mais demandas do que recursos disponíveis. Decisões precisam ser tomadas.
Essas decisões são tomadas com base numa multiplicidade de fatores — nem todos meritórios, é claro.
O processo segundo o qual se tomam decisões dessa natureza inclui (não exclusivamente) a formação do Orçamento. O Executivo monta uma proposta orçamentária que o Legislativo emenda e aprova.
Outro processo é a formulação de políticas, que geralmente justificam as propostas orçamentárias, mas nem sempre. Com o mesmo recurso destinado, digamos, ao saneamento básico, podem-se fazer diferentes coisas. Quais coisas se farão são fruto de decisões estratégicas.
(Antecipando observações de cultores da “democracia direta”, se todos ou uma grande parte dos interessados em áreas diversas pudessem eles mesmos decidir sobre quanto do Orçamento será destinado à “sua” área, o resultado seria a esquizofrenia, com todo mundo puxando cordas em direções incompatíveis entre si, sem resolução possível.)
Uma das tragédias do problema educacional brasileiro é a baixa compreensão que se tem a respeito dos objetivos da educação.
Nenhuma sociedade investe em formação de pessoas para o nada. Alfabetizar, ensinar álgebra, guiar aprendizes na leitura de obras literárias, ministrar cursos de cálculo ou de mineralogia ou de biologia molecular demanda recursos.
No terreno educacional, só existe uma possível motivação para dimensionar esses recursos: a necessidade de dispor de pessoas capacitadas a exercer as diferentes funções que o mercado de trabalho futuro demandará.
Qual é o mercado futuro de recursos humanos que se antevê para o Brasil? (Aliás, não entendo por que a expressão “recursos humanos” seria preferível a “mão de obra”. “Recursos humanos” trata humanos como “recursos”, ou seja, coisifica as pessoas; enfim, essas vogas de correção política não valem o desgaste do teclado que provocam.)
Não se antevê nenhum. Desde a redemocratização, particularmente após Collor e FHC e Lula, desconhece-se no Brasil o que seja planejamento. Disseminou-se no país a idéia de que os rumos da economia devem ser deixados ao “mercado”, com o resultado de que o Brasil se desindustrializou.
O Brasil aproveita suas grandes extensões de terras para produzir commodities agrícolas com baixíssimo valor agregado e exporta minérios semi-beneficiados. Ah, também exporta aviões. O pensamento “patriótico” apresenta esses aviões como produto da “indústria nacional”. Coisa nenhuma. A Embraer não passa de uma montadora que importa tudo o que é importante para um avião voar.
Aquilo que passa por “indústria” no Brasil é, no mais das vezes, uma montadora ou grudadora de etiquetas em produtos fabricados alhures. É comércio, não indústria.
Um dos resultados da desindustrialização e da virtual unanimidade na predileção por soluções compradas feitas é o desaparecimento da capacidade de inventar.
Quem tem talento e capacidade para inventar não trabalhará em empresas brasileiras. Será exportado para países centrais, pois no Brasil inventividade balança o barco e é mal vista.
O mercado de trabalho não tem necessidade de pessoas qualificadas em grande número, e a capacidade de inovação não é uma característica que se valorize nas pessoas, muito ao contrário. O mercado de trabalho demanda indivíduos capazes de cumprir ordens, reproduzir tarefas rotineiras, repetir o que o seu dono mandar.
Como é isso o que o mercado de trabalho demanda, é para isso que o sistema de ensino é planejado e é isso que o sistema entrega.
Esse estado de coisas não se alterará por exortações baseadas na cidadania etc. Somente se alterará por modificação das perspectivas de futuro da economia.
O que professores pensem a respeito é irrelevante.
Se houver projeção de que daqui a vinte anos o mercado de trabalho demandará 100 mil engenheiros metalúrgicos por ano, então o sistema educacional será alterado para isso, e os professores, em seu papel de mão de obra do sistema, terão de fazê-lo. Aqueles que não conseguirem fazê-lo serão substituídos.
Assim é que funciona.

SR. CLAUDIO.
NÃO SE VOCÊ VAI CONSIDERAR O QUE VOU DIZER BOM OU RUIM.
NUM FUTURO BEM PRÓXIMO NÃO HAVERÁ PROFESSORES SUFICIENTES (BONS OU RUINS) PARA EDUCAR OS NOSSOS ALUNOS. NINGUEM MAIS QUER SER PROFESSOR. PERGUNTE AO SEU FILHO, NETO, BISNETO. PERGUNTE AO SEU VIZINHO.
NINGUEM QUE SER DESVALORIZADO, DESRESPEITADO, AMEAÇADO, E GANHAR UM SALÁRIO MISERÁVEL. JÁ ESTÁ FALTANDO PROFESSORES DE TODOS OS NIVEIS E DE TOSDAS AS ÁREAS EM TODO O PAÍS.
Professores, salvem os alunos de serem “professores”.
Professores, virem “políticos”. Assim, vocês também poderão falar mal dos professores (sugiro que criem um blog) e não se preocupem, porque os “profesores” não existirão mais.
Quais são os criminosos mais perigosos do Brasil?
Eis aí Marcola seus novos Aliados!
Oposição aceita acordo que preserva Sarney.
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Acerto para encerrar conflito no Senado é comandado por Sérgio Guerra, Mercadante e Jucá
Já existe uma lista oficial!
Paulo Duque arquiva hoje caso Virgílio
Sarney justifica mudança na Comunicação do Senado
‘Censura é um chamado para a cidadania’, diz CPJ
PSDB pede retomada de três ações contra Sarney
Jornalistas Percival de Souza e Carlos Amorim, especialistas em crime organizado,Não podem MAIS esquecer de NOMINAR entre os bandididos mais perigosos?
Para eleger os bandidos mais perigosos basearam, principalmente, na INFLUÊNCIA desses bandidos BEM COMO,”A periculosidade E pela reincidência.
O mal SÓ pode triunfar quando homens e mulheres de bem se omitirem?
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Interpretação de texto.Poucos sabem fezê-la.Imaginem este texto,como tema de redação em vestibular!!!
Caro, Claudio
seu texto já é rico pela polêmica que causou.
No entanto, creio que expresse uma posição um tanto tecnocrática. Você acredita mesmo que as mudanças no nosso sistema de ensino virão de cima para baixo?
Será que virá um salvador da pátria e fará tudo aquilo que esperamos para nossa Educação?
Não acredito em Papai Noel e por isso entendo que é importante cada elemento do sistema entendê-lo, criticá-lo e procurar interferir no processo.
Acredito piamente que a educação é um instrumento de democratização e não apenas uma fábrica reprodutora para formação de mão-de-obra.
Penso que você partilhe desta idéia, onde ficaria nosso gênio nacional Paulo Freire e tantos outros componentes da minoria ínfima de nossa intelectualidade?
Prezado Fábio: É claro que sem um bom processo educacional torna-se mais difícil incrementar a democratização das relações na sociedade. É também claro que o processo educacional deve também buscar isso. Mas isso não significa que o objetivo central do processo educacional seja esse. O objetivo central é formar pessoas para cumprir funções. De nada adianta manter um objetivo “democratizador” sem que a formação específica em matérias e agregados de matérias espeíficas seja colocada em primeiríssimo plano.
Prezado Cláudio,
excelente texto. Posso não concordar com tudo, mas sem dúvida você tem razão em muitas coisas. Sou engenheira e professora e confesso que estou desolada. Você expõe coisas que já passaram pela minha cabeça. Citar a questão do “formar cidadãos críticos” foi brilhante. Eu só cheguei a essa conclusão há pouco tempo na vida (já entrei na casa dos 50). Só agora consigo ter uma postura mais crítica sobre o que vivo, o que leio, sobre o que me empurram. COmo achar que vou conseguir ensinar jovens de 15 anos a serem “críticos”?
Achava que os médicos eram os mais corporativistas do mercado, hoje sei que empatam com os professores.
Parabéns!
Ariadne
Oi Claudio.
Gostei muito de sua resposta. É um ponto em que eu pensava mas não dava a devida atenção. Li uma vez alguma coisa de Nietzsche que dizia que, para haver uma geração de homens nobres, era necessário que anteriormente uma ou duas gerações de homens tivessem gestos nobres. A construção de uma nova idéia de relação entre os homens surgiria do ambiente, do exemplo. Realmente falar sobre cidadania sem exercê-la não vai levar a lugar algum (pelo menos acho eu). Tenho amigos professores que falam e tentam construir outras idéias em escolas da periferia da grande Salvador, e embora existam lampejos em algumas pessoas, não existem mudanças duradouras. Talvez para uma ou outra pessoa, mas geralmente para aqueles que já possuem um caminho direcionado para esse sentido.
Gostei muito de ler o blog. Essas discussões são ótimas. A opinião pública será essencial caso queiramos que existam políticas públicas diferentes para criação de um país diferente. Abraço.
“No terreno educacional, só existe uma possível motivação para dimensionar esses recursos: a necessidade de dispor de pessoas capacitadas a exercer as diferentes funções que o mercado de trabalho futuro demandará.”
(fim da citação)
A minoria da minoria não veio ao mundo para ser “função” de coisa nenhuma.
Desde minha mais tenra juventude eu me lixo para o mercado de trabalho e para o “mercado” em geral – e não porque tenha sido rico, muito pelo contrário. Era órfão de pai e mãe e não tinha onde cair morto.
Não vou contar o resto da história para não ser acusado de autopromover-me. Aliás, malévolos em geral devem notar que o próprio fato de escrever sob pseudônimo torna ridícula qualquer acusação nesse sentido. Digamos somente que eu fiz minha aposta contra todas as probabilidades e tive êxito, já que sou um homem livre. E acho uma pena que eu seja uma exceção, minoritário dentro da própria minoria.
Acredito que a educação pode ter um objetivo mais alto do que o mercado: formar homens livres. Não estou falando sobre “cidadania”, estou falando sobre pensamento e liberdade. O problema é que numa sociedade de escravos essa questão nem mesmo faz sentido: e o que um homem livre pensa a respeito é irrelevante. Deveria ser o contrário.
Acabo de ler o artigo anterior (Ambiente hostil) e quero deixar aqui um adendo.
Acredito que a educação pode ter um objetivo mais alto do que o mercado: formar homens livres. Não estou falando sobre “cidadania”, “felicidade”, “espírito crítico” ou “direitos”. Estou falando sobre pensamento e liberdade. Ou, para distinguir-me mais claramente da rapaziada do “espírito crítico”, estou falando sobre pensamento, liberdade e criação.
Prezado Mário: Calro, mas isso só se atinge exercendo-se a liberdade de pensamento em temas e matérias específicos, o que só se faz se isso é considerado o prioritário. “Criar homens livres” não é algo que se atinja mirando-se no alvo “criar homens livres”. Atinge-se mirando-se no alvo “compreender o máximo possível deste e daquele aspecto do mundo”.
Ainda resta uma esperança!
General: ‘falta honra’ ao governo Lula.
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“Prezado Mário: Calro, mas isso só se atinge exercendo-se a liberdade de pensamento em temas e matérias específicos, o que só se faz se isso é considerado o prioritário. “Criar homens livres” não é algo que se atinja mirando-se no alvo “criar homens livres”. Atinge-se mirando-se no alvo “compreender o máximo possível deste e daquele aspecto do mundo”.”
(fim da citação)
Compreender ou entender o mundo, sim, pensar depende disso.
Mas o problema da liberdade é um tema específico de uma disciplina específica. E eu entendo “criar homens livres” como o objetivo maior dessa disciplina que eu nem preciso mencionar qual é. Sei que muitos discordarão de mim quando a esse ponto, mas é assim que vejo e essa é uma das respostas que tenho na manga para aqueles que me perguntam “mas para que serve afinal…”
Porém de fato existe aqui um problema. Não adianta falar de liberdade abstratamente. Não adianta fazer e refazer doutos inventários sobre doutrinas que jamais soubemos viver concretamente. Talvez isso talvez seja melhor do que nada, mas é insuficiente. Aqui uma pitada de exemplo possui uma força muito maior do que vinte exegeses da Ética: por mais importantes que elas possam ser.
A propósito, não estou defendendo o “meu”, pois embora seja qualificado para isso, não sou professor. Descontadas as honrosas exceções, o ambiente é de fato hostil. Mas foi um professor que me deu o exemplo de que falei: grata memória.
Pobres, ricos e políticos (inclui-se nessa classe os bandidos, armados ou não). Uma classe média quase que aniquilada. Essa é a situação sócio-econômica do Brasil. Não há perspectiva de mudanças radicais. Para que tenhamos uma educação de qualidade teríamos antes que ter um povo politicamente esclarecido, e, como teremos isso se a educação não nos fará educados?
Dando continuidade à discussão:
Proposta orçamentária, formulação de políticas, decisões estratégicas, sempre foram pensadas por uma minoria que não tem nenhum interesse que a educação deixe de ser o que tem sido historicamente: uma forma de manter o status quo daqueles que estão no poder.
O foco da discussão deve estar em quem decide os rumos da educação e não no conteúdo curricular, pois o que está aí não está por acaso nem por desconhecimento, mas cumprindo uma função estratégica e política muito bem arquitetada.
Que a educação deve ter um objetivo é um tanto óbvio, mas que a única motivação é a demanda de mercado é bastante questionável. “Esse estado de coisas não se alterará” por exigências de mercado, mas sim por mobilizações políticas que equilibrem ou invertam a situação política atual.
“Uma das tragédias do problema educacional brasileiro é a baixa compreensão que se tem a respeito dos objetivos da educação” inclusive por aqueles que educam e são educados, que muitas vezes não percebem a ferramenta que podem ter nas mãos para buscar melhor qualidade de vida. E digo qualidade de vida não no sentido de maior capacidade de consumo, mas no sentido humanista de maior consciência de si e do outro, maior capacidade de convivência com as diferenças, maior capacidade de colaboração, maior capacidade de participação política, e por aí adiante.
“Quem tem talento e capacidade para inventar não trabalhará em empresas brasileiras”. O Brasil é um país com um movimento social intenso. Grandes talentos estão trabalhando em funções inventadas por suas capacidades e que fazem uma revolução silenciosa na nossa sociedade, incluindo você é claro.
Quem vai mudar a nossa educação? Presidente, ministros, senadores, deputados, lobistas? Nesse sentido é que entendo que professores, alunos, colunistas, blogueiros, lideres comunitários, intelectuais comprometidos com os movimentos sociais e a comunidade têm grande importância no processo de mudança em favor da sociedade. Estabelecendo uma dinâmica democrática, não no sentido formal de votar e esperar que os eleitos realizem suas promessas de campanha, mas no sentido da prática da liberdade e da construção do conhecimento crítico e revolucionário.
É é isso ai. Eu moldo meu sapato de acordo com o tamanho dos meus pés.
Os governos forjam seus povos de acordo com suas necessidades e anseios.
Esses espaços prejudicam a leitura.
Olá, Cláudio.
Ainda sobre o post anterior, você me respondeu “Não afirmei que professores são os vilões. Afirmei que a qualidade é muito baixa.”
Mas dizer que:
“O ambiente hostil à educação nas escolas brasileiras começa com seu corpo docente. Não se melhorará esse estado de coisas alisando os professores. Trata-se de uma categoria mal-acostumada por um discursinho pseudoprogressista voltado para os próprios interesses.”
Se isso não é dizer textualmente que os professores são OS vilões, é no mínimo tratá-los como vilões, não?
Não estou de acordo com essa generalização, e acho que ela tem servido justamente para encobrir problemas sistêmicos. Entre eles, justamente o que você aponta no post seguinte, ou seja, que a nossa escola não está produzindo cérebros porque o mercado está demandando apenas capacidade de obedecer. Portanto, não interessa uma escola eficiente ao nosso atual modelo de “desenvolvimento”. (E eu acrescentaria que o mercado não precisa de cérebros, nem o país de cidadãos.) Por isso, pode-se deixar todo mundo à míngua nas escolas.
E, após reforçar que não concordo com as idéias correntes do irrestrito desinteresse profissional por parte do professor, e da falta de necessidade e urgência de valorizá-lo inclusive economicamente, devo dizer que infelizmente você acerta quando diz ser frequente o equívoco da crítica separada do objeto. (Não é privilégio dos professores, mas isso é outra história.) Creio que é o efeito colateral do medo à tecnocracia, produzindo o outro extremo, o da cidadania vaga.
No campo da discussão geral, sem atribuir a você este ou aquele propósito, devo dizer também que tenho críticas aos dois discursos, o tecnocrata e o “cidadão”. Eu não entendo por que uma coisa tem de excluir a outra, por que se tem que optar entre instrução e formação. Por que tanto foco no que querem as empresas (ora, elas podem querer fazer só hambúrgueres ou cosméticos; ou produzir sem qualquer preocupação com externalidades como a poluição: e aí, só com base nisso podemos planejar a educação de um país?)?
Não tenho dúvidas de que temos que avançar muito (demais!) criativa e tecnologicamente, mas creio que o foco deve ser no que a sociedade brasileira – que precisa do mercado e seu bom funcionamento, como qualquer outra, mas deve ter e garantir muitos mais aspectos além dele – necessita em todos os sentidos. Isto é, mais que cidadania, soberania. E não tenho visto nenhuma discussão nem prática dar conta disso: só tenho visto o cabo de guerra “formar cidadãos” X “formar bons profissionais”. Mas não concebo separar essas coisas; enfim, não concebo produzir cidadãos sem formar bons profissionais (para qualquer coisa, e não só para demandas empresariais), e tenho medo de profissionais que não se perguntem o que é ser cidadão, o que é viver em coletividade e o que é fazer um país. (Enquanto isso… lenha da sociedade no professor resolve. Que, verdade seja dita, tem muitas deficiências, mas daí a bode expiatório, como tem sido em diversos debates, é um desvio terrível… E todo mundo paga e vai pagar caro por esse desvio.)
E obrigada pela sua resposta ao outro post.
Bem simples a visão das coisas como são. Somos todos uns dependentes do que o governo acha ou do que os professores ensinam?
E o Sílvio? É, o Sílvio Santos mesmo, o cara se vira sem chororô, como a maioria que encontro na rua.
Parabens pelo artigo, bate um papo de vez em quando com o Dimes, reza três ave-Marias um Pai-nosso, toma um banho de mar, vai tomar uma água de côco prá ver se desamarra o seu bode. Talvez dê para ver as crianças fantásticas que esta terra produz ! (mesmo as que morrem cedo, seu deprê !!! )
Infelizmente a sua constatação é perfeita, e dela sempre compactuei pois estudei em ensino publico paulista da primeira série do primeiro grau, até o final da faculdade.
Nunca entendi tanta falação por melhora do ensino que nunca aborde a qualidade dos professores. Não é informatizar toda a estrutura da escola, triplicar o salario de professor, pq dificilmente alguem ganha aquilo q acha merecer e se é ruim profissional a ponto de comprometer deliberadamente o futuro de crianças, este nao merece ser professor. Diria que é preciso vocaçao mas na dificuldade em tornar este um criterio para contrataçao, que se faça metas, exigir resultado, analise o periodicamente a evoluçao do professor e recompense ou puna adequadamente.
E o Estado também nao ajuda, qdo estava no Ensino Médio ha 10 anos, vi minha carga horaria de Matematica, Portugues, História e Biologia serem reduzidas para incluisão de Etica e Moral, Meio Ambiente, entre outras. Foco completamente errado.
E vou te dizer. O sindicato dos professores é daqueles sindicatos tipicos: “quero tudo, não devo nada, e atingirei quem seja para que a causa seja aucançada”
Claudio
Entendo perfeitamente sua posição e concordo com ela.
Confesso que fiquei espantada com o grande número de discordâncias.
De fato, nos últimos anos a educação ficou totalmente perdida nessa história de formar cidadãos. Ou seja, o currículo nacional, ao contrário do que acontece na maioria dos países, virou uma coisa fluida, cada professor dando o que bem lhe parece, escolhendo o livro didático de sua preferência. O ensino médio se descaracterizou totalmente e virou um NADA.
As palavras de ordem passaram a ser: autonomia da escola, projeto político-pedagógico da escola, temas transversais etc. Ou seja, o que menos se discutiu é o que o cidadão brasileiro tem que saber de matemática, ciências, geografia etc e PARA QUE.
E não são pode atribuir esse posicionamento a nenhum governo ou partido político específico – ele permeia todos, porque ele foi gerado pelos “pensadores da educação”.
Felizmente, começam a surgir vozes em sentido contrário (e até algumas ações). Espero que você se mantenha como uma delas.
Concordo com todo o conteudo. Tentei comprar um forninho elétrico, a qualquer preço, desde que fabricado no Brasil. Impossível, até Wallita vem da China. Levam as montanhas mineiras e nos dão em troca quinquilharias!!!