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15/06/2009 - 08:47

Ladeira abaixo

O episódio em que a Polícia Militar foi mobilizada para cumprir ordem judicial de reintegração de posse de próprios da Universidade de São Paulo oferece oportunidade para se compreender alguns dos motivos pelos quais essa instituição entrou em coma. Alguns desses sinais se encontram nas manifestações de professores da USP que vieram a público para recriminar a ação policial.

♦ Preliminarmente, observe-se que a Reitoria da Universidade não tinha outra alternativa senão recorrer à Justiça para garantir a liberdade de ir e vir dentro de seu campus, comprometida pela ação de piquetes de funcionários e estudantes.

♦ Isso levou à ação da Polícia Militar, a qual, como de hábito, não sabe como agir. Da mesma forma como se comporta toda vez que é chamada a intervir (como, por exemplo, em estádios de futebol), a PM demonstrou não dispor de treinamento para lidar com multidões. Seu método é usar o cassetete. Demonstra isso dia sim, dia não nos estádios de futebol e demonstrou de novo na USP. Disciplinar a PM é um problema não resolvido pelos governadores que se sucedem.

♦ Alguns daqueles que se manifestaram publicamente sobre o ocorrido para reclamar — com razão — da violência policial foram além, reclamando da própria presença da polícia. Para eles, a Universidade deveria permanecer out of bounds para a polícia. Qualquer assunto relativo à USP deve, em sua visão, ser resolvido intra-muros.

♦ Esses oráculos do esquerdismo infanto-juvenil da USP demonstram, com isso, o tamanho de seu elitismo. A Universidade, para eles, é deles. Para quem lhes paga o salário, ou seja, nós, uma banana.

♦ Alguns exigiram a demissão da reitora. Que essa reitoria da USP é uma incompetente, poucos discordariam. Mas essa reitora não é incompetente por ter entrado no Justiça para defender a instituição da ação predatória dos grevistas. Ela é lamentável a começar da forma como foi conduzida ao posto — numa eleição em que votaram professores, funcionários e alunos.

♦ Quem inventou esse monstrengo pseudodemocrático da eleição de reitores e diretores foram exatamente esses que hoje reclamam da incompetência da reitora. Mas o que queriam? Se o reitor é eleito por gente que não tem a menor idéia do que é exigido de alguém que deva dirigir uma organização qualquer, que dizer de uma universidade que tenha auto-respeito, só se pode esperar desse indivíduo que seja um demagogo incompetente.

♦ Se o reitor de uma universidade é eleito pela “comunidade universitária”, é inevitável que o eleito chegará ao cargo por meio de acochambramentos com entidades de funcionários, facções estudantis e corporações acadêmicas preocupadas fundamentalmente com a “carreira”.

♦ Nada disso é respeitável e não merece respeito.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:

52 comentários para “Ladeira abaixo”

  1. Paulo disse:

    O que acontece na Usp é o que acontece e qualquer organização onde os direitos e deveres não são compartilhados.
    Os professores fazem greve pois querem maiores salários. Pois bem , quem vai fornecer a verba para estes aumentos? É lógico que tem que ser quem utiliza os seus serviços, os próprios alunos. Uma escola pública não deve ser uma escola gratis, mas uma escola paga pelos alunos com dinheiro ou com serviço para a universidade.
    Se isto ocorrer o professor grevista não terá cara de pau de pedir para seus alunos pagarem a aula que não deu. Os alunos não teriam coragem de quebrar a escola se eles deverão pagar os concertos e o díalogo será a fonte de todo o relacionamento. É muito simples compartilhar os deveres e os direitos. Dar a um grupo direito sem deveres é uma vergonha que ocasiona este corporativismo doentio.
    Boa escola é um privilégio , tem muito valor e deve ser pago por quem usufrui e não pelos outros cidadãos. Fim das mordomias nas escolas , repartições públicas, senado , etc.

    Prezado Paulo: Concordo em parte. Não concordo em que a universidade pública deva ser paga. Concordo em que os deveres não costumam ser cumpridos e menos ainda cobrados pelos pares. A cobrança dos pares é o problema fundamental. Não cobram produção, dão títulos de mestrado e doutorado como quem vai à feira. Não são todas as unidades que agem assim, mas demasiadas o fazem. Quanto menos sólida é a área, piores são os costumes. (É claro que isso vai além do tema explicitado, mas no meu entender está na raiz.)

  2. Francine Segawa disse:

    Prezado Cláudio Abramo,
    O reitor ou a reitora não é eleito pela comunidade universitário e sim pelo Conselho Universitário e pelo governador do Estado. O Conselho escolhe 3 nomes, dos quais um é escolhido pelo governador. O senhor errou e seu artigo precisa de uma errata. Espero ter contribuído para a qualidade das informações que o senhor divulga.

    Prezada Francine: Assim é formalmente. Na prática, houve a “conquista” de enfiar os eleitos na lista. O Conselho Universitário sacramenta a lista dos “eleitos”. Às vezes põe lá um que não participou da eleição, dando origem a protestos inflamados.

  3. Roque disse:

    Um absurdo é esse Senhor (Abramo) comentar daquilo que nada entende.
    Quem é que falou pra esse Senhor que a Reitora da USP foi escolhida por porfessores, alunos e funcionários??????
    A USP é uma das raras instituições onde a comunidade não pode votar.
    Ora Senhor, se meta naquilo que conhece.

    Prezado: Assim é, porque o Conselho Universitário, para não melindrar os “democráticos”, usa a eleição para montar a lista tríplice que vai ao governador.

  4. Roelf disse:

    Prezado Cláudio. Se não me engano a proporção de votos para escolha de reitor é 70, 20 10 (peso do voto dos docentes, funcionários e alunos respectivamente, ou percentagem de participação de cada segmento no órgão colegiado que acaba elegendo o Reitor). Essa proporção parte da leitura da LDB e assegura que os mais “sábios” tenham maior poder decisório. Existe uma pressão muito forte para aceitar o voto paritário (dando o mesmo peso a cada segmento). Se não me engano, isso já foi aceito em algumas Universidades Federais mas não nas estaduais paulistas. Assim, a tendência é a coisa (sob teu ponto de vista) ficar pior, e o mérito acadêmico ficar cada vez mais comprometido. Seja como for gostaria conhecer teu modelo para escolha de Reitor. Isto pode dar argumentos mais sólidos para futuras discussões.
    Saudações e parabens pelo blog.

    Prezado Roelf: Obrigado. O que proponho é usar o método milenar (milenar mesmo, usado em Heidelberg) de os escalões superiores indicarem o reitor. Professor comum não tem de escolher ninguém, e muito menos alunos e funcionários. Contudo, usado na USP isso apenas consolidaria a dominação dos rinocerontes do Conselho Universitário. Moral da história: a USP não tem mais jeito. O que, no final das contas, significa que minhas considerações são na prática ociosas. Nada do que se fizer na USP a salvará do abismo em que se meteu.

  5. Luiz Carlos disse:

    Lendo os comentários acima, só existe uma solução para a USP! Implosão, porque pelo que parece virou terra de ninguém, todos: professores , funcionários, alunos, dirigentes e/ou só querem usufruir e aproveitar, sem pensar, num segundo sequer, na população que mantém essas benesses para essas classes privilegiadas.

  6. Bertholdo Costa disse:

    O problema na USP não e só salário, mas autonomia para pesquisa ensino e extensão, coisa que a maioria das particulares na faz. O sistema de eleição do reitor passa pela escolha de uma lista tríplice pela comunidade acadêmica. Quem escolhe de fato o reitor dentro das opções da lista é o governador. Competente ou incompetente, quem escolheu de fato, foi o governador.
    O sistema de contratação de funcionários na USP é problemático, algo mal feito e que esta sendo alvo de ações públicas.
    O sistema das outras duas Universidades paulistas não é diferente. O “ataque” não esta sendo feito ao elitismo na Universidade, mas a um modelo a ser alcançado; o do debate e da participação da sociedade.

  7. jose xiri de souza disse:

    Infelizmente o autor diz o seguinte (Universidade publica não deve ser paga), bom uma discussão sem sentido. Aquilo que não é remunerada não pode custer nada. Nós pagamos, e usando a expressão xula temos que gozar com P do bonitão quando dizemos ( O Cara é da USP!) somos um bando de trouxas. O tal cara da USP é antes de mais nada um nariz impinado esta é a realidade. Na verdade a USP é o maior símbolo da desigualdade neste país. Dinheiro nosso mal gasto.

  8. paulo disse:

    prezado cláudio,

    concordo que o problema é falta de projeto, sim, esse é o centro e o fundo da questão.
    .
    mas discordo quanto a forma de gestão, primeiro porque professores não tem poder por mérito: mas por posição hierarquica funcional – e relacional.
    em geral os melhores professores não chegam nem perto das salas de reitorias / pro-reitorias/ diretorias / conselhos etc e tal

    depois professores são pessoas como quaisquer outras. suas posições e idéias precisam ser testadas e aprovadas como quaisquer outras, e todos na comunidade universitária são igualmente interessados e comprometidos.

    acredito na comunidade escolar ou universitária como apta para decidir sua gestão e planejar seu futuro. mas isso nunca aconteceu na usp , e seria hipocrisia operar com esse pressuposto (e não acho que você opere)

    são os jovens que alimentam a universidade . eles são o novo a razão de existir de qualquer universidade. mas não são os donos dela. nem funcionários o são, nem o estado e nem esse simulacro de cidadão chamado ora de constribuinte ora de consumidor

    ao contrário do que a cultura reacionária que compartilhamos procura fazer crer (para sobreviver):as pessoas são capazes de decidir coletivamente e os jovens de participar de forma coerente e organizada

    é a experiência democrática que constroi a democracia e o indivíduo democrático. e uma democracia radical é mais possível e viável do que esse simulacro em que vivemos. que só confunde e desqualifica a proposta democrática

    acontece que todos conhecemos a usp: quanto de democracia existe naquele quadrilátero? naqueles departamentos, naquelas salas de aula e nas cabeça daqueles professores? (desculpem as muitas exceções, mas são exceções). e também nas cabeças daqueles alunos e funcionários?

    as cenas que vemos são de desespero face à prepotência de uma elite docente que de forma indecente domina a universidade a muitas décadas, prepotência do saber uspiniano, da elite paulistana e inclusive da incompetente gestão política do estado de são paulo.

    como sempre chegamos ao centro da questã: não é de gestão, é de participação política real, decente e transparente que precisamos.

    Prezado Paulo: Discordamos quanto ao fundo. Para mim, atividade acadêmica não pode ser sujeita a julgamentos “democráticos”.

  9. Livio disse:

    É de se surpreender como tem sido tratada a Universidade, que sempre seria a “Jóia da Coroa”, de mais alto quilate, ao invés de ser relegada a segundo plano. De se lamentar, realmente.

    Quantos aos males da atual estrutura universitário, há muito o que dizer, mas infelizmente, nunca vejo nada de concreto na direção de propostas mais efetivas, menos subjetivas, no sentido de qualidade e produção.
    Existem avanços em técnicas e ferramentas de gestão, mas a maior dificuldade de uma universidade, ao invés de empresas, é que são infindáveis as variáveis e as metas e objetivos. Se é produção acadêmica, capacidade de obtenção de bolsas e programas de pesquisa, se são patentes, se são a qualificação dos seus alunos, e programa de pós graduação – cada enfoque, acaba desviando (e muito) a direção do programa de ensino, ao contrário de empresas, onde é mais fácil gerir (pelo balanço de lucros, por exemplo).
    Assino em baixo quando aponta a ausência de um objetivo claro como missão, ou meta, e isso ainda agravado pelas estruturas administrativas de cada unidade, com grande espaço para estagnação e compadrio – evidente que isto não é exclusivo da USP, sendo observável em maior ou menor grau igualmente nas demais.

    Desnecessários os comentários que ignoram o processo de seleção e desqualificam indiscriminadamente aos alunos, típico de quem não tem argumentos.
    Se há ainda todo essa fama de elite da USP, é por conta da qualidade de seus alunos. Filhinho de papai que não estuda nem é inteligente, não entra não, viu? Lá ninguém compra vaga!
    E existem MUITOS alunos de camadas mais humildes, sem acesso a colégios caros, que são admitidos por méritos próprios

    Mas, muitas vezes (na maioria, eu diria), os melhores alunos, ao invés de permanecerem na vida acadêmica, já partem para o mercado de trabalho – a Universidade perdeu o poder de atração a tempos, EXCETO em postos que não exijam dedicação exclusiva, e servem apenas de cartão de visita, em especial nas profissões liberais.

  10. José disse:

    Não seja falacioso. Essa consulta à comunidade para montar a lista tríplice é meramente pro forma. Não há nada de democrático no processo.

    E, pelo jeito, você acha que não tem de ser democrático mesmo. Deve achar que a liderança de uma universidade de ponta deve ser exercida como em uma empresa, onde os funcionários não votam em quem será presidente. Ou ainda pior: você deve achar que nem um país precisa de pleito para escolher seus líderes.

    Talvez devamos também cometer algum tipo de assassinato em massa, tipo dos sindicalistas, né?

    Prezado José: Não deve mesmo ser “democrático”. Mas não deve ser como uma empresa. E não se pode confundir o governo de um país, que deve, sim, ser eleito democraticamente, com o governo de uma instituição acadêmica. Quanto ao assassinato em massa, não entendi.

  11. lucifer disse:

    Pelas participações , considera-se a universidade absolvida.O problema está na “educação formal”…

    É…

  12. paulo disse:

    prezado cláudio,

    acho que uma universidade é uma pluralidade de coisas, nela se produz conhecimento no seu sentido mais amplo e profundo. conhecimento do mundo e do outro, e também criação desse mundo e desse outro
    mas principalmente nela de geram sonhos:
    visões de futuro que se transformam em profecias e sacabam por se realizam,
    o futuro pertence a todos. então mais do que em qualquer lugar acredito que a democracia seja vital numa universidade.

    a atividade acadêmica acontece em todos os poros e centimetros quadrados da universidade (inclusive nos seus porões), não só nos laboratórios e nas salas de aulas, mas nas ruas, nas praças e nos corredores, nos cafés e nos bandejões, nas residências coletivas dos alunos e nos clubes dos professores.

    portanto, discordamos radicalmente nas nossas concepções de universidade. pra mim é um microcosmos que reflete e projeta a sociedade e a cultura atual, e que nos alimenta de “futuros pensáveis e posíveis”.

    deve haver lugar para nossas contradições e conflitos sobre esses futuros possíveis, e as soluções serão opções humanas tomadas entre humanos – que interessam e responsabiliza a todos.

  13. docontra disse:

    Como análise foi um excelent “post”.

    Como solução, deixa a desejar. Alías muito. Ainda mais dizendo aqui nos comentarios que a USP não tem salvação.

    Pelo que sei, segundo minha avó me ensinou, sem solução somente a morte.

    Aliás, de intelectuais pessimistas e não pró-ativos o Brasil está cheio, inclusive a USP.

    Mas há uma parte da USP que funciona. Aquela que propões soluções aos problemas brasileiros e globais. Aquela que sofre com a greve e com a polícia. Aquela que tem excelência e nível internacional.

    Dessa USP eu participei ativamente e contribui com meu trabalho como pesquisador e estudante.

  14. Claudia disse:

    A USP existe há 75 anos. O problema dela não é de hoje. Jogar a culpa na reitora e no governador é fácil para quem não pensa. Agora no lugar de jogar a culpa em alguém, quando as pessoas irão parar e ver realmente quais são os problemas da USP e quais seriam as soluções? Ninguém quer um culpado, a sociedade quer solução.

  15. Sandra disse:

    Semana passada estava lendo um artigo sobre a greve da USP e então colocaram um comentário de um aluno grevista que dizia assim: ” Vamos lá…..vamos fazer história”, pra que é mesmo esta greve ou pra quem é mesmo esta greve?

  16. disse:

    Democracia tem limite.

  17. JOSÉ C BARSOTTI disse:

    Sr Claudio,meu pensamento não é academico, mas sim de um cidadão, que ve as coisas, sem ser dono da verdade e sem influência de mídia ou de qualquer outra coisa.TODAS AS NOSSAS INSTITUIÇÕES ESTÃO PODRES.CHEIRAM MAL.E os individuos que lá estão, podem até ser capazes,mas ,para chegar ao poder nesse estágio atual, eles tem que fazer conchavos,O sistema não permite outra forma.Alias, a população ( e me incluo nisso )pactua.E para manter o poder, aí vale tudo.Quando questionados, as justificativas para os CRIMES cometidos ( sim porque é crime o que estamos vendo e estou relatando de forma genérica, sobre tudo ) são de uma terrível estupidez, que afrontam,que chocam ,pois aprenderam a fazer eco e se explicar, com palavras efemeras, ao vento, que
    faz mal apenas aos que são integros e impotentes para as mudanças.Em um país com o mínimo de dignidade, os dirigentes não só teriam renunciado,como eles próprios teriam se auto punido.Com relação específica ao caso da USP, penso que a estão desrespeitando, como a maior Universidade pública da AL,e que nos da muito orgulho.Competente ou não, a reitora foi escolhida pelo sistema e é ela que detem o poder e falhou na greve anterior, quando invadiram a reitoria, quebraram, sujaram,em nome de uma democracia que não existe.Agora ela esta tentando defender o direito de ir e vir, o direito de quem quer agir correto.Penso que em qualquer profissão, se o individuo não esta contente e após reinvindicar e não conseguir ,deve procurar o que lhe convém,em outro emprego ou setor, , e não usar em nome de pseudo saber ( que possue limitação de espaço e tempo ) tentar impedir e impor suas crenças absurdas.E aí juntam-se em bando e agregam aqueles que são instrumentos de execução ,e agem pela bagunça e pensam então tornarem-se fortes, imbatíveis e enfrentam tudo para manter seu querer e poder.E temos então o que aconteceu.Quanto a policia agir dessa forma, penso que não existe outra, porque para manter a ordem quando esse bando está reunido é só assim mesmo.Em qualquer lugar do mundo.NÃO EXISTE DEMOCRACIA PLENA.
    Quando as partes não se entendem quem esta no poder deve exerce-lo.Para o bem de todos . E VAMOS SAUDAR E DIGNIFICAR A USP, porque as pessoas e o sistema passam.

  18. Giuseppe Dalle Vedove disse:

    A Educação no Brasil está pessima por varios motivos e, tirando os sofridos professores da rede publica que tem que lidar com um ambiente aonde os Alunos mandam e desmandam e ameaçam, reproduzindo na Escola aquilo que tem dentro de Casa. Um Capitulo a parte merecem as Universidades Publicas aonde a vagabundagem de boa parte dos Professores determina a baixa qualidade do Ensino. Professores bem pagos que a partir do momento em que tem estabilidade juridrica passam a faltar ao Ensino e a forçar a nomeação de Substitutos. Começam a viajar para participar de Cursos, (Sem aprender nada pois ficam mais curtindo as Ferias)Congressos…Interscambios….Praticamente os Alunos da Faculdade se Formam com Professores Substitutos, normalmente de poucas experiencia academica. Resultado: No Brasil sãem das Faculdades pessoas semi-Analfabetas.

  19. Edson disse:

    Meu Deus!!! Finalmente um farol de sensatez em toda esta história desagradavel. Até quando estes ‘filhinhos de papai” esquerdistas de brincadeira teimarão em se acharem donos de uma instituição que é do Estado??? Façam-me um favor: vão acordar cedo, trabalhar o dia inteiro ganhando uma miséria e à noite vão para uma universidade particular, pagando uma grana preta para tentar se formar e ser alguem nesta vida. Garanto que um mês neste regime, toda essa empáfia juvenil cai por terra.

  20. Rodrigo disse:

    Não sou policial militar. Mas vemos constantes críticas quando a PM age de forma dura e não raro, violenta.

    A violência sem si mesma não é boa. Mas algumas vezes é necessária.

    Não estou defendendo ou apoiando a atitude da PM no confronto. Mas gostaria que o Sr. Claudio sugerisse algo ou demonstrasse um caminho, posto que o mesmo disse que a PM demonstra, habitualmente, despreparo no trato contra distúrbios públicos. Se disse que foi despreparada, o senhor talvez tenha noção do que seja uma ação preparada e adequada.

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