iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
15/06/2009 - 08:47

Ladeira abaixo

O episódio em que a Polícia Militar foi mobilizada para cumprir ordem judicial de reintegração de posse de próprios da Universidade de São Paulo oferece oportunidade para se compreender alguns dos motivos pelos quais essa instituição entrou em coma. Alguns desses sinais se encontram nas manifestações de professores da USP que vieram a público para recriminar a ação policial.

♦ Preliminarmente, observe-se que a Reitoria da Universidade não tinha outra alternativa senão recorrer à Justiça para garantir a liberdade de ir e vir dentro de seu campus, comprometida pela ação de piquetes de funcionários e estudantes.

♦ Isso levou à ação da Polícia Militar, a qual, como de hábito, não sabe como agir. Da mesma forma como se comporta toda vez que é chamada a intervir (como, por exemplo, em estádios de futebol), a PM demonstrou não dispor de treinamento para lidar com multidões. Seu método é usar o cassetete. Demonstra isso dia sim, dia não nos estádios de futebol e demonstrou de novo na USP. Disciplinar a PM é um problema não resolvido pelos governadores que se sucedem.

♦ Alguns daqueles que se manifestaram publicamente sobre o ocorrido para reclamar — com razão — da violência policial foram além, reclamando da própria presença da polícia. Para eles, a Universidade deveria permanecer out of bounds para a polícia. Qualquer assunto relativo à USP deve, em sua visão, ser resolvido intra-muros.

♦ Esses oráculos do esquerdismo infanto-juvenil da USP demonstram, com isso, o tamanho de seu elitismo. A Universidade, para eles, é deles. Para quem lhes paga o salário, ou seja, nós, uma banana.

♦ Alguns exigiram a demissão da reitora. Que essa reitoria da USP é uma incompetente, poucos discordariam. Mas essa reitora não é incompetente por ter entrado no Justiça para defender a instituição da ação predatória dos grevistas. Ela é lamentável a começar da forma como foi conduzida ao posto — numa eleição em que votaram professores, funcionários e alunos.

♦ Quem inventou esse monstrengo pseudodemocrático da eleição de reitores e diretores foram exatamente esses que hoje reclamam da incompetência da reitora. Mas o que queriam? Se o reitor é eleito por gente que não tem a menor idéia do que é exigido de alguém que deva dirigir uma organização qualquer, que dizer de uma universidade que tenha auto-respeito, só se pode esperar desse indivíduo que seja um demagogo incompetente.

♦ Se o reitor de uma universidade é eleito pela “comunidade universitária”, é inevitável que o eleito chegará ao cargo por meio de acochambramentos com entidades de funcionários, facções estudantis e corporações acadêmicas preocupadas fundamentalmente com a “carreira”.

♦ Nada disso é respeitável e não merece respeito.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:

52 comentários para “Ladeira abaixo”

  1. Duke disse:

    E o pior é que o final todos já conhecemos: vão prometer cumprir metade das exigências feitas, os grevistas vão aceitar com certo rancor, vão cumprir apenas uma fração do (pouco) que foi prometido e daqui a dois anos tem outra greve.
    Eu estudo no campus leste da USP, e a melhor (única) justificativa que eu ouvi (porque tendem a nos isolar e quase não chega informação) foi a que um amigo meu deu: a greve tá rolando porque é ano ímpar e tem que ter uma. De fato, desde nos meus quatro anos e meio aqui, esta já é a terceira.
    A USP tem tanto carreirista e “estudante profissional” que dá até vergonha às vezes.

  2. Lúcifer disse:

    A crise da USP,passa distante do nome de Serra,que tem sido insistentemente preservado pela mídia.Nada que possa macular o virtual candidato a sucessão de Lula é remotamente citado.E ,o elenco de mazelas é bem alentado.Metro ,queda e administração,segurança e salários das polícias,docentes e discentes,chulos livros didáticos.AH! Também, a proverbial inapetência administrativa do governador.

  3. Almir Sabino disse:

    Gostaria que o senhor verificasse como é feita a eleição na universidade, onde os funcionários e alunos tem pouca participação no Conselho Universitário. A eleição é feita de modo indireto; ela não permite o voto de toda a comunidade universitária, mas sim representantes de cada categoria e mesmo assim é muito desigual a participação. Espero que o senhor olhe, observe e analise com critério toda a situação da Universidade. Por favor procure todas as instituições representantes dos professores, funcionários e alunos, assim obterá todas as informações necessárias para um melhor entendimento do quadro geral. Gostaria que essa Universidade tivesse mais vagas para alunos, gozasse de uma democracia verdadeira, servisse de espelho para a sociedade; que os interesses pessoais não estivessem a frente dos coletivos. Agradeço a atenção e obrigado pelo espaço.

  4. MILTON disse:

    olha isso é bom porque na usp a maioria é riquinho filhinho de papi, enquanto o brasil não colocar regras nas univercidade federais, primeiro o estado e o munipio ensina o aluno a ser burro, onde si quer coloca regras dentro das unidades professores são lixos, aluno bete em professor e a direção si quer consegue punir esse é o estado, sem leis sem educação de qualidade, entra as univercidades federais onde a qualidade é imcoparavel, a midia deveria colocar programas educativos, porem so incentiva com pornografia, jornais que se mostra tragedia, e por ai adiante, somos brasileiros cuja alguns governos é de patricios riquinhos mimados, por isso estamos na merda quem me dera se tivesse grupos terroristas no brasil quem sabe assim o governo que temos ja teriam explodido, dentro de brasilia se fizer uma varredura sobra apenas os pombos nem os cachorros que por ali pisam escapam porque ja aprenderam com os donos em sp o rio tiete é mais limpo que toda podridão formada entre o governo estadual e municipal…

  5. Lea disse:

    E os estudantes das universidades particulares caríssimas e muitas vezes de baixa qualidade? Fazem o quê? Greve? O governo dá subsidio para estudantes de universidades particulares?? E a Constituição, o que diz?

  6. MILTON disse:

    tudo no brasil é apenas uma comedia, o governo não consegue si quer seguir as leis trabalhista, porem os empresarios são obrigados e pagar tantos impostos que muitas empresas vão embora de sp, a greve na usp é algo extraordinario porque ali lideres e toda a admistração vem de gente grande, até mesmo os alunos não vem da rale, e o governo paulista não tem palavras, aumento de salario para policiais professores não pode existir porque são rale, e ainda é a classe mais fraca de todas as categorias, porque encara de frente a sociedade, e o governo consegue colocar essas classes uma contra a outra, igual fez com a greve do policiais onde colocou policia atirando na policia, de outro lado entra os cartolas onde nas cadeias cada preso come em media 4 pães no café da manha, fora as regalias, do outro lado os escravos carcereiros tem um oitão enferrujado que não pode usar a familia sendo ameaçada e siquer tem o direito de uma boa moradia segurança para seus familiares, e muitos nesses presidio tem direito a essas alimentações tv por assinatura e tudo mais gente é brasil é a cara de um governo a 20 anos no poder apenas com as caras mudadas mas o mesmo em fim pobre tem que se lascar

  7. HELVIO BRUZI ROSA disse:

    Permita fazer o seguinte comentário. Como simples cidadão, fico perplexo quando deparo com situações como ocorrido na USP. Em parte concordo com as ponderações do Sr. Claudio W. Abrano. Mas o que gostaria de destacar é a decadência da Instituição e da Sociedade como um todo, é o que se reflete na consciência plena da construção da democracia no dia a dia. Pois hoje é comum banalizarmos todos os atos, sem levar em conta as conseqüências. São políticos desdenhando o voto do povo através de atos desrespeitosos com os princípios das leis, é tudo no fundo pela manutenção dos interesses pessoais privilegiados, em nome do que no fundo o que importa e o eu, ou melhor, ainda dizer o meu.

  8. augusto disse:

    Graças à Deus que funcionários e alunos tem pouca participação na eleição, como disseram, imagine se esse bando de esquerdinhas “burguerses” que estudaram em colégios particulares e hoje tentam expiar a culpa e servem a interesses de sindicatos , ao PT e outros, tivessem mais poder de decisão, estariamos perdidos. Vão estudar cambada de vagabundos, somos nós que pagamos esta universidade e nós que fizemos escola pública raramente poder entrar aí. Por que não lutar pela escola pública de nível para todos. Vão fazer a sua fogueirinha e queimar seu baseado ouvido forró universitário e dicutir ideologias ultrapassadas e não encham o saco. Um emprego também é bom.
    Cambada…

  9. gilberto jesus ferraz disse:

    Pobre educação brasileira onde livros com pornografia são distribuidos para alunos, polícia cumpre ordem judicial legal, usando bombas, contra professores e agitadores de plantão, e a economia vai bem, a eleição e reeleição vão bem, a democracia caminha e o Brasil empresta dinheiro ao FMI.

  10. jose xiri de souza disse:

    Bom. É preciso fazer uma grande reflexão sobre o que significa unuversidade de SP. Primeiro ao pegarmos o conceito de universidade, chegamos a conclusão que trata-se de um vocábulo esgotado. Universidade vem de universo, universal, ou seja, para todos. Então para USP(kkkkkkkkkkkkk) uma piada. Quantas oportunidades perdemos nas empresas simplesmente porque não erámos formados na USP. Mas quem estudaria na usp? os filhos daquela gente que dizia que SP recebeu os Nordestinos de braços abertos. Desta forma, e com estes esqueletos dá para concluir que SP tem braços gelados, e quando esquenta queima o caboclo. A USP foi instituida para diminuir o custo da burguesia paulistana, pois estava muito caro enviar seus principezinhos para Paris. Muita coisa mudou desde então e a USP não Mudou. Não se pode desconhecer a importancia desta faculdade, mas é tão elitizada, que não serve mais à sociedade. Para mim a USP é símblo de preconceito latente e mascarado.

  11. aida disse:

    Incrivel, mas querem que a universidade seja um curso tecnico apenas, é triste como a sociedade está cabisbaixa e abrindo mão do senso critico , um talento para manter a cidadania e deterinar avanços democraticos. Colquemos então o que a sociedade garante pelos meios juridicos, abaixo vai a orientação do professor de direito do trabalho Jorge Luiz Souto Maior da USP , universidade esta, que jamais se furta a contribuir e com firmeza para que vença o dialogo e os acordos . Suspeito que os alunos( se são mesmo alunos da USP) , com o ranço de familias formadas sob o estatuto da opressão politica, estão pensando que tem apenas por tarefa serem robos executores e que jamais devem apresentar propostas porque podem sofrer e hoje a regra é ganhar dinheiro e para tal é preciso se curvar e rastejar…para evitar o golpe do cacetete

    Apelo à Razão Democrática.
    Jorge Luiz Souto Maior
    Os recentes eventos ocorridos na Universidade de São Paulo e a repercussão que a eles vem sendo dada na mídia revelam o que há muito já se sabia: que possuímos um grave “déficit” democrático nas relações de trabalho no Brasil e um sério obstáculo mental, de natureza cultural, em aceitar os trabalhadores como classe política com direito de manifestação.
    Não se pretende aqui defender o lado dos servidores, professores e estudantes, expondo as razões de suas reivindicações, que, oportuno dizer, vão muito além da mera questão salarial e se referem, sobretudo, ao próprio problema que acabou gerando o deprimente confronto, qual seja, a democratização das relações de trabalho, que é essencial principalmente diante da necessidade de obediência aos preceitos da ordem jurídica para gerenciamento da coisa pública, no caso, o ensino público.
    Trata-se, isto sim, de destacar que é totalmente injustificado o tratamento que se deu ao movimento reivindicatório como “caso de polícia”, proporcionando os violentos confrontos que se assistiu.
    O ordenamento jurídico brasileiro, a exemplo do que se dá na ordem internacional, repudia todas as atitudes que visam aniquilar o diálogo social, até porque as repressões contrariam a própria sustentabilidade do modelo de sociedade, conforme regulado juridicamente, impulsionando a prática de atos revolucionários.
    A reivindicação de direitos trabalhistas e a defesa de interesses considerados importantes pelos trabalhadores por meio da greve são, por conseguinte, essências democráticas do Estado Social.
    Não há o menor sentido, portanto, em se utilizarem as instituições democráticas contra a democracia, coibindo os movimentos sociais, já que isso, como dito, remonta à época em que a questão social, no Brasil, era tratada como “caso de polícia”, em conformidade com a previsão do art. 206, do Código Penal de 1890, que arrolava dentre os crimes contra a liberdade de trabalho a associação operária e a paralisação do trabalho visando aumento de salário , o que se repetiu no art. 139 da Constituição Federal de 1937: “a greve e o lock-out são declarados recursos anti-sociais nocivos ao trabalho e ao capital e incompatíveis com os superiores interesses da produção nacional”.
    Presentemente, o art. 9º Constituição Federal estabelece o direito de greve e garante “aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”, assegurando igual direito aos servidores públicos (incisos VI e VII, do art. 37), enquanto que a legislação infraconstitucional considera anti-sindicais e, portanto, ilícitos, quaisquer atos que visem a impedir ou limitar o exercício da greve.
    Lembre-se que a intolerância ao diálogo gerou duas guerras mundiais e após o quase colapso da humanidade, chegou-se, enfim, à consagração dos Direitos Humanos, estabelecendo-se o preceito fundamental de que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.
    Uma democracia verdadeira deve abarcar a possibilidade concreta de que os membros da sociedade, nos seus diversos segmentos, possam se organizar para serem ouvidos. A greve, sendo meio de expressão, é um mecanismo necessário para que a democracia atinja as relações de trabalho subordinado.
    Dentro desse prisma, o que se assistiu, recentemente, nos confrontos policiais com estudantes, servidores e professores da Universidade de São Paulo, constitui um autêntico atentado ao Estado Social Democrático de Direito.
    Não se está dizendo que eventuais abusos dos movimentos reivindicatórios estejam justificados e que não produzem, por conseguinte, qualquer efeito jurídico. Todo abuso no exercício de qualquer direito atinge a órbita da conduta ilícita. Entretanto, querer evitar o abuso, pressupondo-o, apresentando armas diante de movimentos pacíficos de reivindicação, é, por si, um exercício abusivo das próprias razões e, porque não dizer, uma forma velada de violência, além de uma agressão à razão democrática.
    Às pessoas dotadas de razão cumpre restabelecer o diálogo, sem aparato policial, com respeito recíproco e espírito de fraternidade, já!
    São Paulo, 12 de junho de 2009.
    . “Art. 206. Causar, ou provocar, cessação ou suspensão de trabalho, para impor aos operarios ou patrões augmento ou diminuição de serviço ou salario:
    Pena – de prisão cellular por um a três mezes.
    § 1º Si para esse fim se colligarem os interessados:
    Pena – aos chefes ou cabeças da colligação, de prisão cellular por dous a seis mezes.
    § 2º Si usarem de violencia:
    Pena – de prisão cellular por seis mezes a um anno, além das mais em que incorrerem pela violencia.”

  12. gepeto disse:

    Procura-se um líder e nao somente um reitor, gestor etc . Alguém que todos possam seguir, sem colocar em dúvida seus propósitos para melhorar a USP, apenas discordar e negociar.
    Essa deveria ser a busca da comunidade acadêmica uma vez que o governador provisorio (ex-prefeito provisorio, ex-ministro provisório) está com a cabeça em 2010 em brasilia, em um cargo que é o objetivo único de sua vida e sua desenfreada ambição: presidente da república. Aliás é o que a Unicamp e Unesp deveriam fazer também. O estado de são paulo está acéfalo desde a morte de covas, pois os que o sucederam sempre usaram o cargo de governador como trampolim, assim como reitores da usp e unicamp e também do ministério publico. Quer outro exemplo pior que a educação? Segurança Pública e a policia que é mais bandida que os bandidos.
    Pobre estado rico.
    Acho que precisamos de um interventor como fez Vargas.

  13. gepeto disse:

    Complemento: ao Gilberto Ferraz.
    O unico estado que distribui material violento e porno à crianças é o de Sao Paulo. Entao, nesse caso, pobre educação paulista.
    Os outros não tem governadores que licita milhões em livros inuteis, definidos pela secretária particular de serra e sua irmã à revelia da secretaria da educãção, abandonando o verdadeiro curriculum escolar, prá ficar de bem com editoras, jornais e revistas visando 2010. Cada culpado no seu lugar.

  14. Wilson Nagem disse:

    Claudio,
    Parabens, irretocável! E a esquerda infantil continua!

  15. Juliana Olívia disse:

    Entre informações inconsistentes e a discussão rasa (pra não falar inexistente) q Claudio Abramo faz acerca da presença da polícia no campus, sugiro q ao menos o presente autor procure se informar mais a respeito de como os reitores são escolhidos…

    Prezada Juliana: Não há realmente discussão a fazer sobre a presença da polícia no campus. Quanto à escolha de reitores, o ponto é que não cabe processos pseudodemocráticos. Universidade não é democracia.

  16. Valcir Cruz disse:

    Posso citar exemplo que vivenciei pessoalmente, o processo de eleição direta do reitor da UNESP. A UNESP uma das três universidade públicas paulistas possuía a seguinte forma de eleição do reitor: uma llista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário era encaminhada ao governador do Estado que então escolhia o dirigentes. O Conselho Universitário, este sim, o resultado dos conchavos acadêmicos de toda ordem, restrito, corporativo e carreirista, quase sempre está muito distante dos anseios da comunidade universitária e na própria produção de conhecimento.
    Após longa luta da comunidade, hoje a UNESP elege diretamente o seu reitor. No processo de conquista da eleição direta e universidade elegeu uma estatuinte, onde todos os segmentos da counidade foram representados. Hoje a UNESP é uma das instituições mais produtivas e democráticas do país.
    Como funcionário da USP pude ver de perto o que representa a casta acadêmica, estão virados de costa para a sociedade. Ocupam suas salas como se em suas casas estivessem, possuem até geladeira dentro da sala. Quem paga a conta ?.
    Essa gente é que é leita para o conselho universitário, o reitor que deste espaço sair, será comprometido com toda esta cultura anti-universitária.
    Abramo possui um viés de pensamento conservador e autoritário, muito divulgado pela casta acadêmica da USP, para quem a universidade é um assunto exclusivamente dos professores, estes sim detentores do “saber institucional”. Mas, em um ponto o autor tem razão quando aponta os grupelhos sindicais. Mas se formos aproximar mais nossa lente de análise,
    veremos que os grupelho, no sentido de grupos corporativos e pouco representativos, estão presentes em todos os setores da USP. Existem os grupelhos de professores incrustados no departamento, grupelho de funcionários e estudantes.
    Na verdade, a USP é vítima de seu próprio elitismo, não há um projeto de universidade que unifique a comunidade, diferente do que há na pujante UNICAMP e no florescente dinamismo da UNESP.

    Prezado Valcir: Para talvez reforçar a sua observação de que a opinião expressa é “conservadora e autoritária”, adianto que professores também não devem votar em reitor, diretor etc., precisamente porque estimula o corporativismo e o fortalecimento do que há de mais medíocre na academia.

  17. paulo disse:

    prezado cláudio,

    realmente existem muitas incompetências envolvidas no caso, especialmente no campo da capacidade de dialogar, negociar, convencer e acordar. MAS MAIS INCOMPETENTES SÃO OS PERSONAGENS ENVOLVIDOS QUE FIZERAM DA POLÍTICA SUA PROFISSÃO. POIS UM POLÍTICO QUE NÃO SABE NEGOCIAR NÃO SERVE PARA NADA.

    NA VERDADE NÃO É POLÍTICO É APENAS UM GESTOR DA TRUCULÊNCIA PARA A QUAL BASTAM BOMBAS, CÃES E PRISÕES

    por fim se a reitoria não deve ser eleita pela comunidade universitária, como poderia ser eleita a reitoria?

    tenho certeza que não deveria ser nomada pelo governador, ainda que se considere nosso senhor eleito pelo voto sagrado?

    nomeada apenas pelos professores, pelos mais sábios,talvez? mas não é assim que eu penso – sábios em que? em muitas coisa…. mas será que naquilo que interessa? e naquilo que interessa a quem?

    há muita fumaça nessa fogueira, mas nassas horas, ainda que as vítimas não estajam cobertas de razão. elas são as vítimas!!!, é fundamental que sejam as vítimas, pelo menos numa sociedade de direito e domocrática

    apanharam, poderiam ter morrido. e a gente sabe que as coisas se resolvem de muitas formas , como serão efetivamente resolvidas. não precisa de polícia, em nenhuma das hipóteses possíveis, imagináveis a polícia se faz, se fez ou se fará necessária na solução desse conflito.

    isso de colocar polícia reprimindo a sociedade em são paulo faz parte da griffe, tem quem goste.

    pois nada, absolutamente nada, justifica a ação da polícia – muito menos uma “reintegração de posse” que diz respeito ao mero patrimônio material – e que por lei não autoriza prisões nem agressões.

    quem deu ordem de prisão com base numa reintegração de posse? quem deu uma ordem dessas tem que ir preso!!!!

    Prezado Paulo: Conforme escrevi, não subscrevo a ação da polícia. Mas também, conforme escrevi, se grupos impedem o ir e vir dentro de qualquer lugar, isso é assunto de polícia. E reitor (diretor etc.) não pode ser eleito. E é óbvio que, numa universidade, os mais sábios são, sim, os professores — quem seriam, além desses? Embora, na USP e na universidade brasileira generalizadamente, é preciso lente de aumento para encontrar gente de fato sábia.

  18. Alexia disse:

    Irretocável, o texto. Concordo que alunos, professores, funcionários, não devam eleger reitores. Gestão de universidade não é cargo político (ou pelo menos não deveria ser), é tarefa para um executivo. E, para falar a verdade, a experiência que tenho, como moradora de uma cidade gerida por uma “executiva” oriunda “das lutas” de uma universidade (a federal do ceará) não é das melhores: retórica sempre afiada, lixo e buraco nas ruas e uma total incapacidade de estabelecer prioridades.

  19. jose xiri de souza disse:

    É engraçado!! a solução é muito simples, aliás já tem precendentes, as melhores universidades americanas são pagas. Não esqueçam que esta é uma especialidade do governador. Porque não privatizar uma faculdade de burgueses. Porque que meu dinheiro tem que financiar algo que não me traz retorno. Imagine um médico formado pela usp, universidade puubblliicca. Este cara cobra os mais altos honorários. Portanto sou extorquido duas vezes. É ou não é a realidade. Se querem discutir ensino publico para a população, discutir a USP é de uma irracionalidade extravagante.

  20. Amanda Rossi disse:

    O artigo tem erros graves sobre as eleições para reitor na USP, que poderiam ser facilmente evitados se o autor tivesse pesquisado minimamente sobre o assunto. Sugiro que ele acesse o Estatuto da USP, Título IV – Da Administração da Universidade, Capítulo V (http://leginf.uspnet.usp.br/) e descubra como é eleito o reitor da USP. Adianto de forma breve, apenas para ajudar na reparação do erro do autor: na eleição para reitor da USP não vota a comunidade universitária. O processo é completamente anti-democrático. Uma lista de três nomes é escolhida por um restrito número de professores que fazem parte de conselhos centrais. Desta lista tríplice, o Governador do Estado de São Paulo escolhe o Reitor. Uma das bandeiras do movimento de estudantes, funcionários e professores da USP, que este autor tenta deslegitimar, é justamente a mudança neste processo eleitoral, para que ele se torne mais transparente e democrático.
    Além da reparação do erro de informação, muito grave, gostaria que o autor explicasse a frase: “Se o reitor é eleito por gente que não tem a menor idéia do que é exigido de alguém que deva dirigir uma organização qualquer, que dizer de uma universidade que tenha auto-respeito, só se pode esperar desse indivíduo que seja um demagogo incompetente”. O que faz o autor pensar que o cidadão tem condições de eleger representantes para a administração pública municipal, estadual e federal, mas não tem condições de eleger representantes para a
    administração universitária? Da mesma forma, podemos esperar de todos os eleitos para a administração pública que sejam “demagogos incompetentes”?
    Grata,

    Prezada Amanda: 1) A lista tríplice submetida ao governador é formada a partir de eleição. 2) Universidade não é democracia. Universidade precisa formar pessoas para ocupar funções no mercado de trabalho e precisa produzir conhecimento. Aliás, universidade não é primordialmente “o local da palavra”, como tantos andam dizendo (em particular gente que nunca produziu nada que possa receber a denominação de conhecimento); universidade é também local da palavra (ou seja, local de crítica), mas é antes, e muito antes, o lugar em que se devem cumprir as funções acima descritas. 3) O processo de escolha de um reitor precisaria ser subordinado a um projeto de futuro tendo essas funções como objetivo central. 4) Mas no caso da USP tudo isso é teoria, pois essa universidade não tem futuro, dominada como é por noções descabeladas a respeito de seu papel e que a fazem charfurdar cada vez mais na mediocridade.

  21. Paulo disse:

    O que acontece na Usp é o que acontece e qualquer organização onde os direitos e deveres não são compartilhados.
    Os professores fazem greve pois querem maiores salários. Pois bem , quem vai fornecer a verba para estes aumentos? É lógico que tem que ser quem utiliza os seus serviços, os próprios alunos. Uma escola pública não deve ser uma escola gratis, mas uma escola paga pelos alunos com dinheiro ou com serviço para a universidade.
    Se isto ocorrer o professor grevista não terá cara de pau de pedir para seus alunos pagarem a aula que não deu. Os alunos não teriam coragem de quebrar a escola se eles deverão pagar os concertos e o díalogo será a fonte de todo o relacionamento. É muito simples compartilhar os deveres e os direitos. Dar a um grupo direito sem deveres é uma vergonha que ocasiona este corporativismo doentio.
    Boa escola é um privilégio , tem muito valor e deve ser pago por quem usufrui e não pelos outros cidadãos. Fim das mordomias nas escolas , repartições públicas, senado , etc.

    Prezado Paulo: Concordo em parte. Não concordo em que a universidade pública deva ser paga. Concordo em que os deveres não costumam ser cumpridos e menos ainda cobrados pelos pares. A cobrança dos pares é o problema fundamental. Não cobram produção, dão títulos de mestrado e doutorado como quem vai à feira. Não são todas as unidades que agem assim, mas demasiadas o fazem. Quanto menos sólida é a área, piores são os costumes. (É claro que isso vai além do tema explicitado, mas no meu entender está na raiz.)

  22. Francine Segawa disse:

    Prezado Cláudio Abramo,
    O reitor ou a reitora não é eleito pela comunidade universitário e sim pelo Conselho Universitário e pelo governador do Estado. O Conselho escolhe 3 nomes, dos quais um é escolhido pelo governador. O senhor errou e seu artigo precisa de uma errata. Espero ter contribuído para a qualidade das informações que o senhor divulga.

    Prezada Francine: Assim é formalmente. Na prática, houve a “conquista” de enfiar os eleitos na lista. O Conselho Universitário sacramenta a lista dos “eleitos”. Às vezes põe lá um que não participou da eleição, dando origem a protestos inflamados.

  23. Roque disse:

    Um absurdo é esse Senhor (Abramo) comentar daquilo que nada entende.
    Quem é que falou pra esse Senhor que a Reitora da USP foi escolhida por porfessores, alunos e funcionários??????
    A USP é uma das raras instituições onde a comunidade não pode votar.
    Ora Senhor, se meta naquilo que conhece.

    Prezado: Assim é, porque o Conselho Universitário, para não melindrar os “democráticos”, usa a eleição para montar a lista tríplice que vai ao governador.

  24. Roelf disse:

    Prezado Cláudio. Se não me engano a proporção de votos para escolha de reitor é 70, 20 10 (peso do voto dos docentes, funcionários e alunos respectivamente, ou percentagem de participação de cada segmento no órgão colegiado que acaba elegendo o Reitor). Essa proporção parte da leitura da LDB e assegura que os mais “sábios” tenham maior poder decisório. Existe uma pressão muito forte para aceitar o voto paritário (dando o mesmo peso a cada segmento). Se não me engano, isso já foi aceito em algumas Universidades Federais mas não nas estaduais paulistas. Assim, a tendência é a coisa (sob teu ponto de vista) ficar pior, e o mérito acadêmico ficar cada vez mais comprometido. Seja como for gostaria conhecer teu modelo para escolha de Reitor. Isto pode dar argumentos mais sólidos para futuras discussões.
    Saudações e parabens pelo blog.

    Prezado Roelf: Obrigado. O que proponho é usar o método milenar (milenar mesmo, usado em Heidelberg) de os escalões superiores indicarem o reitor. Professor comum não tem de escolher ninguém, e muito menos alunos e funcionários. Contudo, usado na USP isso apenas consolidaria a dominação dos rinocerontes do Conselho Universitário. Moral da história: a USP não tem mais jeito. O que, no final das contas, significa que minhas considerações são na prática ociosas. Nada do que se fizer na USP a salvará do abismo em que se meteu.

  25. Luiz Carlos disse:

    Lendo os comentários acima, só existe uma solução para a USP! Implosão, porque pelo que parece virou terra de ninguém, todos: professores , funcionários, alunos, dirigentes e/ou só querem usufruir e aproveitar, sem pensar, num segundo sequer, na população que mantém essas benesses para essas classes privilegiadas.

  26. Bertholdo Costa disse:

    O problema na USP não e só salário, mas autonomia para pesquisa ensino e extensão, coisa que a maioria das particulares na faz. O sistema de eleição do reitor passa pela escolha de uma lista tríplice pela comunidade acadêmica. Quem escolhe de fato o reitor dentro das opções da lista é o governador. Competente ou incompetente, quem escolheu de fato, foi o governador.
    O sistema de contratação de funcionários na USP é problemático, algo mal feito e que esta sendo alvo de ações públicas.
    O sistema das outras duas Universidades paulistas não é diferente. O “ataque” não esta sendo feito ao elitismo na Universidade, mas a um modelo a ser alcançado; o do debate e da participação da sociedade.

  27. jose xiri de souza disse:

    Infelizmente o autor diz o seguinte (Universidade publica não deve ser paga), bom uma discussão sem sentido. Aquilo que não é remunerada não pode custer nada. Nós pagamos, e usando a expressão xula temos que gozar com P do bonitão quando dizemos ( O Cara é da USP!) somos um bando de trouxas. O tal cara da USP é antes de mais nada um nariz impinado esta é a realidade. Na verdade a USP é o maior símbolo da desigualdade neste país. Dinheiro nosso mal gasto.

  28. paulo disse:

    prezado cláudio,

    concordo que o problema é falta de projeto, sim, esse é o centro e o fundo da questão.
    .
    mas discordo quanto a forma de gestão, primeiro porque professores não tem poder por mérito: mas por posição hierarquica funcional – e relacional.
    em geral os melhores professores não chegam nem perto das salas de reitorias / pro-reitorias/ diretorias / conselhos etc e tal

    depois professores são pessoas como quaisquer outras. suas posições e idéias precisam ser testadas e aprovadas como quaisquer outras, e todos na comunidade universitária são igualmente interessados e comprometidos.

    acredito na comunidade escolar ou universitária como apta para decidir sua gestão e planejar seu futuro. mas isso nunca aconteceu na usp , e seria hipocrisia operar com esse pressuposto (e não acho que você opere)

    são os jovens que alimentam a universidade . eles são o novo a razão de existir de qualquer universidade. mas não são os donos dela. nem funcionários o são, nem o estado e nem esse simulacro de cidadão chamado ora de constribuinte ora de consumidor

    ao contrário do que a cultura reacionária que compartilhamos procura fazer crer (para sobreviver):as pessoas são capazes de decidir coletivamente e os jovens de participar de forma coerente e organizada

    é a experiência democrática que constroi a democracia e o indivíduo democrático. e uma democracia radical é mais possível e viável do que esse simulacro em que vivemos. que só confunde e desqualifica a proposta democrática

    acontece que todos conhecemos a usp: quanto de democracia existe naquele quadrilátero? naqueles departamentos, naquelas salas de aula e nas cabeça daqueles professores? (desculpem as muitas exceções, mas são exceções). e também nas cabeças daqueles alunos e funcionários?

    as cenas que vemos são de desespero face à prepotência de uma elite docente que de forma indecente domina a universidade a muitas décadas, prepotência do saber uspiniano, da elite paulistana e inclusive da incompetente gestão política do estado de são paulo.

    como sempre chegamos ao centro da questã: não é de gestão, é de participação política real, decente e transparente que precisamos.

    Prezado Paulo: Discordamos quanto ao fundo. Para mim, atividade acadêmica não pode ser sujeita a julgamentos “democráticos”.

  29. Livio disse:

    É de se surpreender como tem sido tratada a Universidade, que sempre seria a “Jóia da Coroa”, de mais alto quilate, ao invés de ser relegada a segundo plano. De se lamentar, realmente.

    Quantos aos males da atual estrutura universitário, há muito o que dizer, mas infelizmente, nunca vejo nada de concreto na direção de propostas mais efetivas, menos subjetivas, no sentido de qualidade e produção.
    Existem avanços em técnicas e ferramentas de gestão, mas a maior dificuldade de uma universidade, ao invés de empresas, é que são infindáveis as variáveis e as metas e objetivos. Se é produção acadêmica, capacidade de obtenção de bolsas e programas de pesquisa, se são patentes, se são a qualificação dos seus alunos, e programa de pós graduação – cada enfoque, acaba desviando (e muito) a direção do programa de ensino, ao contrário de empresas, onde é mais fácil gerir (pelo balanço de lucros, por exemplo).
    Assino em baixo quando aponta a ausência de um objetivo claro como missão, ou meta, e isso ainda agravado pelas estruturas administrativas de cada unidade, com grande espaço para estagnação e compadrio – evidente que isto não é exclusivo da USP, sendo observável em maior ou menor grau igualmente nas demais.

    Desnecessários os comentários que ignoram o processo de seleção e desqualificam indiscriminadamente aos alunos, típico de quem não tem argumentos.
    Se há ainda todo essa fama de elite da USP, é por conta da qualidade de seus alunos. Filhinho de papai que não estuda nem é inteligente, não entra não, viu? Lá ninguém compra vaga!
    E existem MUITOS alunos de camadas mais humildes, sem acesso a colégios caros, que são admitidos por méritos próprios

    Mas, muitas vezes (na maioria, eu diria), os melhores alunos, ao invés de permanecerem na vida acadêmica, já partem para o mercado de trabalho – a Universidade perdeu o poder de atração a tempos, EXCETO em postos que não exijam dedicação exclusiva, e servem apenas de cartão de visita, em especial nas profissões liberais.

  30. José disse:

    Não seja falacioso. Essa consulta à comunidade para montar a lista tríplice é meramente pro forma. Não há nada de democrático no processo.

    E, pelo jeito, você acha que não tem de ser democrático mesmo. Deve achar que a liderança de uma universidade de ponta deve ser exercida como em uma empresa, onde os funcionários não votam em quem será presidente. Ou ainda pior: você deve achar que nem um país precisa de pleito para escolher seus líderes.

    Talvez devamos também cometer algum tipo de assassinato em massa, tipo dos sindicalistas, né?

    Prezado José: Não deve mesmo ser “democrático”. Mas não deve ser como uma empresa. E não se pode confundir o governo de um país, que deve, sim, ser eleito democraticamente, com o governo de uma instituição acadêmica. Quanto ao assassinato em massa, não entendi.

  31. lucifer disse:

    Pelas participações , considera-se a universidade absolvida.O problema está na “educação formal”…

    É…

  32. paulo disse:

    prezado cláudio,

    acho que uma universidade é uma pluralidade de coisas, nela se produz conhecimento no seu sentido mais amplo e profundo. conhecimento do mundo e do outro, e também criação desse mundo e desse outro
    mas principalmente nela de geram sonhos:
    visões de futuro que se transformam em profecias e sacabam por se realizam,
    o futuro pertence a todos. então mais do que em qualquer lugar acredito que a democracia seja vital numa universidade.

    a atividade acadêmica acontece em todos os poros e centimetros quadrados da universidade (inclusive nos seus porões), não só nos laboratórios e nas salas de aulas, mas nas ruas, nas praças e nos corredores, nos cafés e nos bandejões, nas residências coletivas dos alunos e nos clubes dos professores.

    portanto, discordamos radicalmente nas nossas concepções de universidade. pra mim é um microcosmos que reflete e projeta a sociedade e a cultura atual, e que nos alimenta de “futuros pensáveis e posíveis”.

    deve haver lugar para nossas contradições e conflitos sobre esses futuros possíveis, e as soluções serão opções humanas tomadas entre humanos – que interessam e responsabiliza a todos.

  33. docontra disse:

    Como análise foi um excelent “post”.

    Como solução, deixa a desejar. Alías muito. Ainda mais dizendo aqui nos comentarios que a USP não tem salvação.

    Pelo que sei, segundo minha avó me ensinou, sem solução somente a morte.

    Aliás, de intelectuais pessimistas e não pró-ativos o Brasil está cheio, inclusive a USP.

    Mas há uma parte da USP que funciona. Aquela que propões soluções aos problemas brasileiros e globais. Aquela que sofre com a greve e com a polícia. Aquela que tem excelência e nível internacional.

    Dessa USP eu participei ativamente e contribui com meu trabalho como pesquisador e estudante.

  34. Claudia disse:

    A USP existe há 75 anos. O problema dela não é de hoje. Jogar a culpa na reitora e no governador é fácil para quem não pensa. Agora no lugar de jogar a culpa em alguém, quando as pessoas irão parar e ver realmente quais são os problemas da USP e quais seriam as soluções? Ninguém quer um culpado, a sociedade quer solução.

  35. Sandra disse:

    Semana passada estava lendo um artigo sobre a greve da USP e então colocaram um comentário de um aluno grevista que dizia assim: ” Vamos lá…..vamos fazer história”, pra que é mesmo esta greve ou pra quem é mesmo esta greve?

  36. disse:

    Democracia tem limite.

  37. JOSÉ C BARSOTTI disse:

    Sr Claudio,meu pensamento não é academico, mas sim de um cidadão, que ve as coisas, sem ser dono da verdade e sem influência de mídia ou de qualquer outra coisa.TODAS AS NOSSAS INSTITUIÇÕES ESTÃO PODRES.CHEIRAM MAL.E os individuos que lá estão, podem até ser capazes,mas ,para chegar ao poder nesse estágio atual, eles tem que fazer conchavos,O sistema não permite outra forma.Alias, a população ( e me incluo nisso )pactua.E para manter o poder, aí vale tudo.Quando questionados, as justificativas para os CRIMES cometidos ( sim porque é crime o que estamos vendo e estou relatando de forma genérica, sobre tudo ) são de uma terrível estupidez, que afrontam,que chocam ,pois aprenderam a fazer eco e se explicar, com palavras efemeras, ao vento, que
    faz mal apenas aos que são integros e impotentes para as mudanças.Em um país com o mínimo de dignidade, os dirigentes não só teriam renunciado,como eles próprios teriam se auto punido.Com relação específica ao caso da USP, penso que a estão desrespeitando, como a maior Universidade pública da AL,e que nos da muito orgulho.Competente ou não, a reitora foi escolhida pelo sistema e é ela que detem o poder e falhou na greve anterior, quando invadiram a reitoria, quebraram, sujaram,em nome de uma democracia que não existe.Agora ela esta tentando defender o direito de ir e vir, o direito de quem quer agir correto.Penso que em qualquer profissão, se o individuo não esta contente e após reinvindicar e não conseguir ,deve procurar o que lhe convém,em outro emprego ou setor, , e não usar em nome de pseudo saber ( que possue limitação de espaço e tempo ) tentar impedir e impor suas crenças absurdas.E aí juntam-se em bando e agregam aqueles que são instrumentos de execução ,e agem pela bagunça e pensam então tornarem-se fortes, imbatíveis e enfrentam tudo para manter seu querer e poder.E temos então o que aconteceu.Quanto a policia agir dessa forma, penso que não existe outra, porque para manter a ordem quando esse bando está reunido é só assim mesmo.Em qualquer lugar do mundo.NÃO EXISTE DEMOCRACIA PLENA.
    Quando as partes não se entendem quem esta no poder deve exerce-lo.Para o bem de todos . E VAMOS SAUDAR E DIGNIFICAR A USP, porque as pessoas e o sistema passam.

  38. Giuseppe Dalle Vedove disse:

    A Educação no Brasil está pessima por varios motivos e, tirando os sofridos professores da rede publica que tem que lidar com um ambiente aonde os Alunos mandam e desmandam e ameaçam, reproduzindo na Escola aquilo que tem dentro de Casa. Um Capitulo a parte merecem as Universidades Publicas aonde a vagabundagem de boa parte dos Professores determina a baixa qualidade do Ensino. Professores bem pagos que a partir do momento em que tem estabilidade juridrica passam a faltar ao Ensino e a forçar a nomeação de Substitutos. Começam a viajar para participar de Cursos, (Sem aprender nada pois ficam mais curtindo as Ferias)Congressos…Interscambios….Praticamente os Alunos da Faculdade se Formam com Professores Substitutos, normalmente de poucas experiencia academica. Resultado: No Brasil sãem das Faculdades pessoas semi-Analfabetas.

  39. Edson disse:

    Meu Deus!!! Finalmente um farol de sensatez em toda esta história desagradavel. Até quando estes ‘filhinhos de papai” esquerdistas de brincadeira teimarão em se acharem donos de uma instituição que é do Estado??? Façam-me um favor: vão acordar cedo, trabalhar o dia inteiro ganhando uma miséria e à noite vão para uma universidade particular, pagando uma grana preta para tentar se formar e ser alguem nesta vida. Garanto que um mês neste regime, toda essa empáfia juvenil cai por terra.

  40. Rodrigo disse:

    Não sou policial militar. Mas vemos constantes críticas quando a PM age de forma dura e não raro, violenta.

    A violência sem si mesma não é boa. Mas algumas vezes é necessária.

    Não estou defendendo ou apoiando a atitude da PM no confronto. Mas gostaria que o Sr. Claudio sugerisse algo ou demonstrasse um caminho, posto que o mesmo disse que a PM demonstra, habitualmente, despreparo no trato contra distúrbios públicos. Se disse que foi despreparada, o senhor talvez tenha noção do que seja uma ação preparada e adequada.

  41. Paulosk disse:

    Vamos corrigir: os alunos e professores não-titulares não tem poder de voto na USP. Apenas professores titulares e representantes discentes votam. Após a votação, os três mais votados são colocados para a apreciação do governador que escolhe geralmente o mais votado.
    Estudar na USP para mim é uma decepção, é só nome, status, o ensino é muito precário.

  42. roelf disse:

    Amigo Cláudio. Se o que vai levar ladeira abaixo à USP é a intromissão democrática dentro dos seus mecanismos acadêmicos, você vai ter que incluir, por uma questão de justiça, todas as universidades públicas brasileiras (e algumas das centenárias europeias). Repito que na melhor das hipóteses, o que temos e teremos é um sistema onde o peso dos docentes na hora de escolher diretores e reitores vale 70%. Isso vem da LDB. O que está na mesa de debate de todas as universidades públicas vai desde uma “democratização” deste índice (tipo 50, 25, 25) ao sistema de paridade entre os 3 segmentos. Acho que isto já ocorre na UnB (e se não me engano, no pacote democrático entrou o orçamento participativo; se errei que alguem corrija). Assim, é bem provável que outras universidades desapareçam no abismo bem antes que a USP.

    Prezado Roelf: A pseudodemocracia é apenas um dos fatores que levam a academia brasileira para o buraco. Quanto a eleições para reitores etc., já existe nas federais (não estou certo se em todas).

  43. Paschoal Maronna disse:

    Parabenizo o prof. Claudio Abramo pela excelente colocação. Acho que poucas pessoas tem essa visão comedida. Lamentavelmente um pequeno grupo de pessoas acha que pode ditar todas as regras exercendo uma ditadura explícita. Pior… votar para reitor quem acabou de entrar na USP…

  44. anonimo disse:

    Estas várias facções de esquerda existentes querem implantar o comunismo pela força. O Brasil não quer este tipo de coisa. Fora LER-QI, AJR, PCO, PSTU e outras facções de esquerda que tais!

  45. Pedro disse:

    Assim como vários colegas aqui ja comentaram, é irritante ouvir o que a mídia (Boris Casóy, SPTV [globo], Datena e agora o referente autor [Cláudio] têm escritos sobre a USP sem ao menos ter pisado dentro da universidade e conhecer assim suas especificidades. Ao Cláudio quando ele afirma que a reitora foi eleita pelo voto democrático da comunidade uspiana, se enganou totalmenteee! Não existe voto direto para reitor. Pergunto-lhe, você sabe o peso dos votos do colegiado??? Sabe se a representação dos votos de funcinários, estudantes, professores, etc é igual???
    Esse é o problema de jornalistas, acham que estudando 1/2 horinha um assunto podem sair escrevendo e disseminando bobagens..

    Prezado: Você faz declarações sem ter noção do que diz.

  46. Nilton disse:

    MUITO BOA SUA ABORDAGEM…
    MUTATIS MUTANTIS… TEMOS O MESMO PARA NOSSOS ATUAIS
    GOVERNANTES (MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL)…
    É UMA VERGONHA

  47. Pedro disse:

    Cláudio, sugiro que faça uma redação contendo essas palavras: NEOLIBERALISMO, JOSÉ SERRA, ENSINO TÉCNICO, UNIVESP e ACRÍTICO.

    fuii

  48. Elias Araujo disse:

    Realmente, a PM de SP atua de forma muito ruim, usando capacetes e escudos para não tomar pedradas, além de bombas e cassetetes. Ainda faz o confronto corpo-a-corpo… isso é covardia. Deveriam utilizar carros com jatos-d’água (ou tinta) e não bombas. Em países civilizados é assim. Por que aqui, num país tupiniquim, a PM ainda insiste em se aproximar de manifestantes, de igual por igual? e ainda dá entrevistas par justificar seus erros…
    Nessa PM só tem pessoas burras, mal treinadas, péssimos profissionais, que investem contra ordeiros torcedores que comparecem aos estádios acompanhados de suas avós e filhos. Essa é a mesma PM que, sem qualquer motivo aparente, descarregou bombas contra ordeiros estudantes e professores. Dizem que foi porque dezenas de estudantes apenas cercaram 5 policiais e os ofenderam com palavrões e escarradas. Até falaram que ofender PM em serviço é crime de desacato. Que mentira… Essa meia dúzia de filmes que giram pela Internet são falsos. Puro teatro…
    Creio que o senhor seria um excelente instrutor de bons modos para a PM.
    Como na PM faltam instrutores capacitados e a PM não tem critérios e nem técnicas, são profissionais despreparados, utiliza equipamentos produzidos sem quaisquer estudos ou pesquisas, xingam manifestantes, prendem sem motivos, são desordeiros, o senhor poderia participar da preparação dos policiais militares.
    Colabore, por favor, com a sua plena capacidade não só de crítico, mas como de observador e técnico em atividades policiais.
    Obrigado.

  49. Como protagonista dos anos de chumbo, e companheiro do Cap. Lamarca, e preso no DOI-CODI-RJ, digo: À coisa pública é para os que não tem poder aquesitivo e, o sistema tem que servir o povo, e não o povo servir à coisa pública como por exemplo: Nós matamos á sede com água torneiral e à coisa pública degusta água mineral, sem comentários…
    Todos os sitemas é uma berração dos gerenciamentos desses burgueses de elite como deuses infiltrados e impondo seus dogmas de imperalistas nas custas da base da pirâmide.

  50. gilberto jesus ferraz disse:

    Ao gepeto:
    Bela cortada, foi bem no fundo da quadra, obrigado.

  51. Eu não tenho mais paciência para esses povo das universidades públicas brasileiras. Na sua maioria, todos têm a mesma forma de pensamento, um pensamento chato, enlatado e atrasado. O País, não merece tanto sacrifício para manter dinheiro público para gastar com esse povo, que fica anos estudando, depois passa a trabalhar lá(USP ou qq outra pública) e dentro da mesma linha de idéia, não podem colocar ninguém que pensem diferente. Vejo, esse mesmo povo, que cobra melhorias na educação, mais investimentos no ensino superior, laboratórios, enfim…. Falando que se os pobres entrarem nas universidades, vão acabar com o ensino superior do país. Acho eu, que devem acabar com o ensino do país deles, mais com dinheiro meu, seu e de todos os brasileiros…

  52. docontra disse:

    Severian Rocha,

    O duro é que a USP e as universidades públicas ainda são o que de melhor há no ensino e pesquisa no país.

    Se fosse verdade a existência da eficiência privada, teríamos várias universidades não-estatais de excelência. Não é o que acontece. No máximo tem uma ou duas fundações ou alguma outra ligada a igrejas.

    Cadê a nossa Stanford?

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo