Sinais confusos
Da mesma forma como ocorre com qualquer outra área, o papel dos chefes de governo é muito importante no combate à corrupção. Um presidente ou primeiro ministro que não dê atenção ao assunto (ou que seja um ladrão de quatro costados, como há tantos no mundo) transmitirá esse desinteresse a toda a estrutura de governo.
No Brasil, nenhum presidente, recente ou remoto, deu atenção prioritária ao assunto.
Dar prioridade ao tema seria definir uma estratégia e as políticas derivadas dela, montar uma estrutura administrativa para aplicá-la, fazer o diagnóstico das causas do fenômeno, quando for o caso propor legislação destinada a eliminá-las, levantar os mapas de riscos de corrupção nos entes públicos, submeter toda a estrutura do governo a diretrizes unificadas, criar indicadores e persegui-los e assim por diante.
O fato de os presidentes recentes não terem adotado estratégias de combate à propinagem não significa que eles não tenham tomado medidas isoladas para combater a corrupção.
Apesar de o terem feito, os dois últimos, FHC e Lula, são frequentemente acusados por seus respectivos opositores de terem patrocinado os governos “mais corruptos da história”. Fora o fato de que é impossível medir isso, não há indícios de que um ou outro tenham ativamente patrocinado ou estimulado esquemas de roubalheira.
Outra circunstância que a idiotia, tanto tucana quanto petista, esquece ou ignora deliberadamente, é que existiu algum grau de continuidade entre um governo e outro em inúmeras áreas, em particular no combate à corrupção.
Um exemplo claro disso é o da Controladoria-Geral da União. O órgão foi criado em 2002, último ano do segundo mandato de FHC. Suas atribuições básicas foram definidas naquela época, como também foi desse tempo a incorporação, ao novo organismo, da Secretaria Federal de Controle Interno (SFCI), que antes fazia parte do organograma do Ministério da Fazenda.
Lula fortaleceu consideravelmente a CGU e lhe deu atribuições na área da prevenção, antes ausentes. Embora a principal atividade da CGU ainda seja relacionada à SFCI, que integra a grande maioria dos seus funcionários, tem sido importante o papel preventivo desse organismo na formulação de novos regulamentos e procedimentos e no desenvolvimento de melhores mecanismos de detecção.
Uma área em que o governo Lula certamente tem se mostrado mais ativo do que o governo anterior diz respeito à ação da Polícia Federal (apesar das notórias trombadas internas derivadas do embate entre correntes, de que o caso Daniel Dantas é o exemplo mais claro). Aliás, na maior parte das vezes a PF age a partir de pedido de investigação proveniente da CGU.
Não obstante, o Lula presidente emite sinais confusos a respeito de sua atitude em relação ao problema da corrupção.
Isso talvez decorra da pouca compreensão da questão por parte dele e daqueles que o cercam mais de perto. Se perguntados sobre as causas da corrupção, no mais das vezes respondem que se trata de assunto moral, referem-se à “formação” das pessoas e coisas desse tipo. Não percebem realmente que corrupção tem causa. Isso leva a uma certa inércia intelectual a respeito do assunto, pois se a corrupção é problema de cada pessoa individualmente e como não há como mudar as pessoas, no fundo não há grande coisa a fazer.
O pior em Lula são as manifestações públicas de que não considera que o problema seja grave. Três exemplos servem para ilustrar isso.
1. O caso do mensalão. Quem apareceu com a ficção de que a propinagem do mensalão seria relacionada a financiamentos eleitorais em Caixa 2, e que isso seria “normal” e portanto desimportante, foi Lula, em entrevista realizada em Paris e publicada no programa Fantástico, da Rede Globo.
2. Em discurso proferido no lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, Lula minimizou o seríssimo problema da corrupção policial ao afirmar, para uma platéia de policiais que o aplaudiu com entusiasmo, que “Na polícia tem corrupção. E na política não tem? No empresariado não tem? No Judiciário não tem? Em todos os setores tem”.
3. O caso dos parlamentares-turistas. Em vez de condenar o aproveitamento do dinheiro público empreendido pelos parlamentares que pagaram passagens para parentes, namoradas e cupinchas com dinheiro público, Lula afirmou que não via nada demais no caso.
É inevitável que esse tipo de atitude se transmita ao público na forma da trivialização da corrupção. E dada a imensa popularidade do presidente, pode-se apostar que a influência é forte.
Um desserviço, portanto.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Sr.Comentarista digame o Porque voçe que faz parte de quarto e mais interessante poder paralelo que e o JORNALISMO ele tão poderoso quanto os exercitos no mundo, isso ja foi verificado junto ao Watergate,Pinochet,e muitos outros casos.
Então digame voçes que se acham cidadãos de primeira categoria,porque tem o dever de informar a nos 200 milhoes de pessoas,o porque voçes no atuam indicando nomes a os corruptos porque sabem de tudo o que acontece na politica nos negocios na policia e voçes se infiltran muito bem o porque no usam seu bom senso de cidadania e de brasileirismo e iniciam este tipo de verdade para botar o pais em limpo mais que seja feita de forma apartidaria sim o senso de destruirs a as pessoas assim como foi feito na escola base onde ate hoje a veja e a rede globo no indennizaron ao dono desta escola nao queremos este tipo de propagana enganhosa queremos verdade,e levar ao patibulo se for preciso mais nao esqueçamos que para termos justiça tanbem temos que ter juizes que trabalhem,e que a lei seja aplicada de forma igual para qualquer um e no levar aos que tem formação superior a ferias dentro de um recinto que sera uma colonia de ferias que um calabouso comun onde tenha que usufrutuoir como qualquer condenado,para isto temos que ser CIDADÂOS BRSILEIROS porque a corrupção esta em todas partes nas empresas pelos deptos de compra,na policia no pedagio para não tirar multas no cobrador de onibus que nunca tem troco, e assim vamos veja voçe a complexidade da corrupção.
Caro, nãop é o LULA que esta titubeando, é a classe do alto da piamide e a midia racista, exclusivista, e que não quer saber de governo popular. Para esta midia vale o quanto pior melhor. Me parece no seu discursos tdod este exemplo de reacionismo.Quanto a corrupção, cabe um lembrete, os congressistas saem do meio da populção, uma população corrupta sob todos os aspectos, não se consegue nada ,senão pagar uma propina, isto serve tanto no serviça publico quanto no setor privado, voce ja tentou fazer algum negocio com uma empresa e nunca foi acharcado????e as noticias que vao para o jornal, por algum acaso não sao pagas, dinheiro x cidadania x consciencia. A quem tu serve, voce realmente tem a consciencia totalmente pura, para cobrar não pode ser serviu de alguem
A corrupção não pode ser tolerada em nenhuma instância seja ela no setor público ou privado. Acho lamentável as manifestações do Presidente a respeito do assunto.
No governo FHC, ás véperas da visita de Bush ao Brasil (aliás elogiadíssimo pelo senador Artur Virgílio, defendendo a entrega do país como fez o México), o embaixador americano enviava um relatório afirmando que a corrução era endêmica no nosso país.
Ou seja, querem que o Lula extirpa a corrupção em 8 anos. Sem ser petista, posso imaginar o cansaço de um presidente levando pancadas o tempo todo desse partido da imprensa golpista, no melhor estilo neo-UDN. Pelo visto, só ficarão satisfeitos quando essa ‘oposição’ entregar o que restou da privataria tucana, leia-se ‘Petrobrás’.
Prezado: Não sei quem “querem” que alguém “extirpe” corrupção em prazo determinado. Quanto à imprensa chamada de “golpista”, sugiro que se dirija a ela.
Enquanto tentamos entender o fenomeno Lula, olhando por diversos prismas, percebemos uma coisa o cara é o cara pode falar o que quizerem mas ele se desgrudou de uma ala do PT e mostrou que este sim é o melhor presidente do Brasil.
Trabalho em uma prefeitura, em um departamento que visualiza bem este fenômeno na esfera de um município, e posso, com conhecimento de causa, lhes dizer que o que acontece a nível federal é “fichinha”, diiante do que acontece nos municípios.
“Fichinha”
O judiciário bem que poderia criar um tribunal específico para julgar e investigar a corrupção, em todas as esferas. Porque não o faz ?
E a corrupção praticada, disfarçadamente, pela imprensa ? Ao se calar, ao trocar o silêncio por empréstimos em bancos oficiais?Em contratos de mídia ?
Prezado: De fato, a maior parte da imprensa brasileira existe porque é financiada pelo Estado. Isso é resultado do subdesenvolvimentio econômico.
A Lei 8.666 das licitações, foi feita pra legalizar o desvio de dinheiro público.
Prezado: Mas que bobagem.
Aqui em meu estado, há tres construtoras que se firmaram como donas dos recursos destinados às obras. São donas do estado.
Eu quero matar. Necessito, urgentemente, assassinar alguém. Tenho vários inimigos declarados. As pessoas que convivem comigo, no meu dia-a-dia, sabem quem são meus desafetos e, portanto, podem atestar que não minto. Resta, agora, premeditar. Maquinar, burilar, estudar todas as possibilidades e saídas estratégicas, Deixar tudo preparado para, no momento propicio, despachar a alma maligna para o além.
Não pensem, entretanto, os senhores da justiça, os altos representantes dessa podre e famigerada justiça, que eu pretendo ir parar no xilindró. Saibam desde agora, xilindró é coisa para rico. Gente de posse. Cadeia foi feita para os Lalaus da vida, gente do tipo de Zuleido Veras, proprietário da Gautama, José Reinaldo Tavares, ex-governador de Estado do Maranhão, Alexandre de Maia Lago, sobrinho do governador do Maranhão, Adeilson Teixeira Bezerra, secretário estadual de infra-estrutura de Alagoas, Luiz Carlos Caetano, prefeito de Camaçari, Roberto Guimarães, presidente do Banco Regional de Brasília, (como era o nome daquele outro juiz com cara de galã de Hollywood que vendia sentenças?) Não lembro mais. Faz pouco tempo que a historia dele veio à tona, é bem verdade, mas, sinceramente, deu um branco. Devo ter pego a doença de Lula. As coisas andam acontecendo, ao meu redor, mas nunca sei de porcaria nenhuma. É uma espécie de amnésia convenientemente proveitosa, premeditada. Aflora quando há certos interesses em jogo. Não importa isso agora. O que faz diferença é quem, efetivamente, eu mandarei para a terra do nunca mais, ou seja, para a vala. Se quero ser processado? Perguntam, na maior cara de pau, se quero ser processado! Sim, faz parte do show. Se não houver um processo regular, vão dizer que é armação. Se houver, o embuste aparecera do mesmo jeito, porém, rotulado e com um nome mais bonito. De qualquer forma, com processo ou sem, uma coisa é certa. Não alimento a idéia maluca de ser preso em fragrante. Tampouco aspiro dividir uma cela imunda com criminosos de periculosidade duvidosa.
Podem estar certos, outrossim, se tal coisa vier a acontecer, e eu me ver trancafiado numa delegacia qualquer, alegarei, ate o fim, de pés juntos, legitima defesa. Essa historia de legítima defesa não falha. Declararei mais: matei o elemento porque ele vinha assediando, há tempos, a Kikita, minha cadelinha de estimação. Com essa conversa pra boi dormir, espero responder ao processo em liberdade. Em paralelo, vamos pensar na galera sentada em cima do muro, que desconhece as leis e não faz a menor idéia do que acontece a quem tira a vida de um ser humano. Pretendo, em breves palavras, explicar a mágica de como escapar das iras do artigo 121 do Código Penal. Tudo vai depender, claro, da grana, da baba, do cacau. Trocado em miúdos. Preciso rechear bem os bolsos. Deixá-los cheio. Ser generoso. Ter liberalidade. Se não houver essa liberalidade, se o dinheiro for pouco, vão querer me imputar também o crime da tentativa de suborno ou qualquer coisa parecida com corrupção passiva. Em sendo assim, após consumar o delito, saber efetivamente a quem oferecer propina. Mais importante, me inteirar do quantum, para calar a boca da policia, ai subentendendo a equipe de investigadores e o delegado. Em nenhum momento quero ter em meus calcanhares uma viatura da delegacia de crimes contra a vida, ainda que chegue em frente ao portão lá de casa disfarçada de ambulância do SUS. Esse SUSTO poderia causar sérios problemas em meu organismo, mais precisamente na próstata. De repente, me veria obrigado a arrancar o pinto e jogar para os cachorros. Cá entre nós, prefiro ser despeitado, que as pessoas me alcunharem de DESPINTADO. Na minha idade, não cairia bem.
Os senhores devem estar se questionando. Esse cara e louco? Parente de algum figurão do escalão do governo? Amigo do lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, Delubio Soares, ou Dudu Mendonça? Esperem, esperem! Não fará parte do esquema do mensalão junto com José Genoino, Marcos Valério e Roberto Jefferson? Talvez, no passado, esse individuo prestou algum favor ao senhor Silvio Pereira, ou ao Jose Janene e, agora, aproveita toda essa balburdia para mostrar as garras? Numa ultima tentativa de adivinhação, concluirão. Vai ver é o verdadeiro dono da JR Radiodifusão ou, o panaca que comia, por detrás da moita, a dona Verônica Calheiros enquanto o presidente do senado rolava fogosamente na cama da jornalista Mônica Veloso, com quem acabou arranjando uma filha e uma pensão de R$ 12 mil a ser paga mensalmente.
Asseguro, meus nobres amigos, nem uma coisa, nem outra. Exijo apenas, como cidadão comum, que se cumpra todas as etapas do jogo. Que as autoridades dispensem a minha pessoa o mesmo tratamento vip dado ao promotor que matou Diego Mendes Montanes. Quero todas as regalias e saídas estratégicas, toda a trama usada em meu favor. A justiça não vai ficar em falta comigo, como não ficou com ele. O sistema falido, idem. Tem que mostrar que, se estava falido para ele, terá que continuar falido para mim. Rogo, pois, desde agora, nada de fazerem da minha imagem algo parecido com a de um bode expiatório. Sugiro que para esse papel peguem o Waldir Pires, o Juniti Saito ou o José Carlos Pereira, respectivamente ministro da Defesa, comandante da Aeronáutica e presidente da Infraero. Não quero, por fim, que haja dois pesos e duas medidas, mesmo que os bois do Renan resolvam, de repente, sair das fazendas dele e vir parar no meu quintal. Certo? Errado!
Não podemos esquecer, meus caríssimos, que este brasilsão é um saco de gatos de uma raça desgraçada conhecida no reino animal como Anac. Uma caixa-preta repleta de pilantras disfarçados de Cindacta. Um bando de desocupados e a espera da prorrogação da CPMF para continuar a mamar nas tetas dessa cobrança vergonhosa saída dos bolsos do Zé povinho. Adoraria, meus caros companheiros, assistir, de camarote, essa cambulhada de ladrões travestidos de parlamentares – carinhosamente apelidados de representantes do povo brasileiro – partindo para os quintos do inferno, numa dessas aterrissagens estranhas e inexplicáveis (como o Airbus da TAM na pista nova e recentemente entregue do aeroporto de Congonhas, em São Paulo). Eu mostraria o focinho só para repetir o gesto obsceno do assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia e do auxiliar dele, Bruno Gaspar. E acrescentaria, a minha paranóia, as palavras de John Mc Clane, “yippee-ki-yay, motherfucker!”
Realmente esse sujeito é pirado da cachola. O melhor que temos a fazer é deixar o infeliz de lado e pensar em algo mais sólido, como por exemplo, uma maneira sadia de engordar as contas das cadernetas de poupança em nome dos nossos laranjas, amoitados por detrás dos bastidores.
Pois bem. Diante desse quadro lastimável, como acreditar num Brasil onde o Chefe Supremo é um baderneiro, um embusteiro, preguiçoso, dissimilado, farsante e gozador? Lembra, em muito o Pica-Pau. Como levar a serio, um país, onde seu Representante Maior se contradiz em suas falas, não sabe de nada e, ainda por cima, além de cachaceiro, manda todo mundo tomar caju? Como confiar numa nação que mistura, a um só tempo, corrupção desenfreada, incompetência generalizada e vive atrelado a uma atavia incapacidade de lidar com situações de extrema gravidade?
Como programar um futuro para meus filhos, onde o chão que piso não têm aquelas ranhuras conhecidas como grooving para aderirem a meus passos e evitar que leve um tombo? Como me atrever nesse torrão amado, onde a sua face está oculta, mascarada e o povo brasileiro caminha num enorme lodaçal de anarquismo e corrupção? Por mais que queira acreditar em dias melhores, acabo sempre por me deparar com os mafiosos do poder, impostores cheios de discursos teóricos, seus planos falhos e posturas entediadas de estupidez…
Por tudo isso, eu quero matar. Matar e ficar impune. Livre. Quero continuar a vida normal, sem castigo, sem reprimendas, como se nada tivesse acontecido. Não penso em deixar de freqüentar a academia ou a promover os churrasquinhos à beira da piscina para os amigos mais íntimos. Se o promotorzinho de justiça pode, por que não eu? Qual a diferença entre nós? No que esse cidadão é mais capacitado que nossa formação acadêmica? Na mesma linha, onde esta a dessemelhança entre eu, ele, e o assassino de Leonardo, filho de dona Norma Drumond? Por que o traficante Elizeu Felício de Souza, o Zeu, um dos responsáveis pela morte do jornalista Tim Lopes, morto em 2002, esta foragido desde 19 de julho, se foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado? Ora, meus doutores da justiça. Se eles estão numa boa, porque terei que ser a palmatória do mundo? Aceitarei, de bom grado a cadeia a que tiver direito, pelo meu crime, quando todos esses assassinos forem capturados e passarem a ver o sol nascer quadrado. Quando as autoridades competentes mostrarem realmente a sua idoneidade, o bom senso, o fim do protecionismo, a sua capacidade e poder. Acreditarei em situações mais prósperas, quando esses brilhantes que ai estão, em nome da Lei, passarem a dar contas, no preto e no branco, com transparência, a essa sociedade sofrida e pisoteada, a essa massa de infelizes cansada de tantas barbáries e atrocidades. Prendam-me, pois, quando todos os aqui citados estiverem engaiolados. Ate que isso ocorra, vou matar sim, vou matar e quero a benignidade das regalias do Sr. Thales, os privilégios do Sr. Elizeu, do Sr. Omar e de tantas outras figuraças que estão por ai. Como eles, tenho urgência em continuar a comer as tantas e quantas mulheres listadas na minha agenda. Quero passear solto, ir aos shoppings, desfrutar da vida e gozar da justiça. O que? Não posso? Uma vergonha? Onde esta a vergonha? Reputo vergonha, ou falta dela, bater uma punheta para a Grazielli Massafera. Nessa historia toda, meus prezados doutores da Lei, tenho pena dos pais do rapaz morto. Sinto pena de dona Norma, como sinto pena da esposa, da mãe e do pai de Tim Lopes. Como os nobres acham que deve estar à cabeça de cada uma dessas pessoas?
Fosse comigo, meus doutores da lei, acontecesse com um dos meus filhos, podem estar certos, não esperaria pela justiça. No fundo, a verdade é uma só. Justiça não existe. Justiça, nesse país de salafrários, se traduz por armações, sacanagens, CPIs fajutas, pizzas, pizzas e mais pizzas. Fosse na minha família, esse promotorzinho, como qualquer outro que atentasse contra a vida de um ente meu, querido, estaria sendo, como bem disse Datena, no Fala Brasil, fritado vivo. Eu arriscaria a minha pele de leopardo e iria mais longe. Arrancaria as unhas do filho da mãe com alicate. Os olhos, eu os furaria a soco inglês, sem mencionar um ferro em brasa atochado no meio do rabo. Faria isso com ele, como repetiria a dose com o Zeu, com o Omar, enfim…
Por certo, essas criaturas peçonhentas que andam soltas pelas ruas das nossas cidades, espalhando o medo, a insegurança, o terror, pensariam, não uma, mas mil vezes, antes de se transformarem em super-heróis. Sopesariam os atos no instante exato de meterem os pés pelas mãos e mostrarem, para as namoradinhas, quem é que manda, ou quem é o tal. Refletiriam antes de darem carteiradas, de ligarem para o papai, ou de abusarem do poder de seus cargos. Pensariam, esses canalhas, mil vezes, repito, antes de saírem disparando tiros a torto e a direito. Se fosse eu, o pai do Tiago, o doutor Thales, ou outro que fizesse o que ele fez, a esta altura do campeonato, se pegaria rezando para achar, sem mais perda de tempo, o caminho que o levasse imediatamente a Hades. No mesmo norte, o tal de Elizeu, e o Omar. Eles sem exceção se fechariam em seus quartos, sumiriam embaixo da cama, se trancariam em suas celas, ou no raio que os parta. Procurariam fazer uma introspecção a partir do minuto em que vestiram a armadura da impunidade e tomaram a iniciativa de cometer os crimes hediondos que chocaram e abalaram a opinião publica do país inteiro.
Sou do tempo antigo, meus nobres doutores da lei. Mais precisamente daquele tempo em que um ser humano, ao ser morto, sucumbia nas unhas de um membro da família que imediatamente entrava em cena e se vingava fazendo justiça com as próprias mãos. Lembram da Lei de talião? Nada a ver, por favor, não confundam alhos com bugalhos. Nada relacionado, direta ou indiretamente, com o talião de cheque?
Meu prezado, isso não é mais um desabafo, é um dez abaixo.
SE para o ingresso à vida parlamentar os candidatos às vagas tivessem que escolher o partido pela identidade programática, à qual tivessem que ser incondicionalmente leais e se filiassem não pelas facilidades ou cacifes, o congresso seria outro.
SE ao ingressar na vida parlamentar o candidato tivesse conhecimento de que será julgado como qualquer cidadão, o congresso seria outro.
SE os candidatos fossem os reais representantes diretos dos eleitores que lhes concederam o voto, cônscios de que uma vez lá, seriam cobrados diretamente a todo instante por suas condutas, o congresso seria outro.
Se para ingressar à vida parlamentar, um pré requisito fosse básico, o da vida pregressa limpa, o congresso seria outro.
Enfim, como não temos como consertar tudo, pelo menos nos empenhemos em conseguir que só possam se candidatar os ficha limpa.
Parece que esse movimento precisa conseguir adesões até setembro prá que essa condição já valha em 2010.
É por isso que não vou descansar>>> vou divulgar o movimento ficha limpa mais uma vez.
Propaguem, enviem mensagens para seus contatos, baixem o formulário e entreguem a aqueles que não acessam internet.
o link do formulário:
http://www.lei9840.org.br/iniciativapopular.htm
O Brasil é muito hipócrita, a corrupção não vai acabar nunca, pelo menos no todo da minha vida. Nossas leis são feitas para não serem cumpridas, as leis de trânsito são exemplares, o resultado é que metade da população anda com documentação irregular, não tem dinheiro para licenciar o carro e renovar a carteira de motorista. O cemitério de carros apreendidos pelo Detran de São Paulo daria para acomodar várias famílias sem teto.
Lula não consegue fazer pacto anti-corrupção, ficou provado, mesmo que impune, que sua eleição ocorreu de forma irregular e que seu partido político desviou dinheiro público para pagar as despesas da campanha presidencial. Teríamos que eleger uma pessoa de moral, que tivesse carisma suficiente para fazer um pacto político, o Estado para de achacar e o cidadão respeita a lei, esta pessoa não é a Dilma Roussef, que também perdeu integridade.
No caso da Camargo Correia, por exemplo, uma questão intriga. Por que apenas esta empresa? Todas as empreiteiras dão dinheiro para os partidos políticos, senão a empresa não vai existir, não teremos estradas, nem pontes e nem aeroportos. E a polícia grava conversas telefônicas, e manda para a TV uma versão deturpada pela fragmentação da informação.
Eu acho que ética não faz parte do vocabulário do Lula, neste ponto ele não tem muita noção, por isto que dá fora em suas declarações, é o hipócrita sincero, de tão ignorante. Fazer caixa dois é normal, anormal é desviar dinheiro público. A corrupção policial é grave no Brasil, não pode ser minimizada. A questão das passagens reflete um patrimonialismo que o Lula também tem, ele se sente dono de tudo.