Socorro, quero minha língua de volta | Claudio Weber Abramo
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23/01/2007 - 18:46

Socorro, quero minha língua de volta

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Não é possível suportar essa mania de empresário e publicitário brasileiro de dar a tudo nomes em inglês (muitas vezes não é bem inglês, mas uma algaravia que se parece, mas não é de fato, inglês).

A língua do bardo é muito bonita. Mas não é por isso que a turma a usa. Faz isso para dar a seus produtos ar “sofisticado” para uma classe média imbecilizada.

Não sei de nenhum país civilizado (e conheço muitos) em que essa invasão aconteça com tanta violência quanto o Brasil. Nem a Itália, que é bem chegada nisso.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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7 comentários para “Socorro, quero minha língua de volta”

  1. Irineu Curtulo disse:

    Essa é uma mania global: o poder econômico invadindo, literalmente, a cultura e a vida dos países dominados. Somos reféns desse tal poder econômico. A invasão de gírias da periferia que nosso idioma sofreu nos últimos anos, também é um modismo imposto pelos ianques.

  2. luiz ximenes disse:

    Senhores, eu vi: quando da morte do Clay Regazzoni, alguem traduziu “Christened Carlo Giuliano Regazzoni, but known as Clay…” por “Christened Carlo Giuliano Regazzoni, mas conhecido como Clay…”. Entre outras coisas, confundiu “mas” e “mais”.

  3. Etienne Douat disse:

    Aqui por perto tem uma loja chamada “Moda Fashion”, que, por sinal, está “em off(sic)”, pode? Atirou no que viu e acertou no que não viu.

  4. José Antonio Meira da Rocha disse:

    Olá, Claudio!
    Não acho a língua bonita, é bem tosca e meio bárbara. Mas qual a diferença entre falar a língua de um país europeu e falar a língua de outro país europeu?

  5. Paulo disse:

    OK.

  6. Caio disse:

    Quando tradutores agem da mesma maneira, você diria que são orientados por esses empresários/publicitários ou simplesmente seguem a boiada?

  7. Enio Ramos disse:

    Parabéns pelo “Socorro, quero minha língua de volta”.
    Pena que você seja dos poucos que se preocupa e escreve a respeito.Mas já é um começo…
    Soube que na França (até na França???!!!) tem havido reações contra o excesso de anglicismos.
    E,eu, o que posso fazer? Se, neste instante
    comento um “blog”, mexo
    no “mouse” do meu “PC” (“personal computer”). E, após, o meu “hobby” predileto: fazer um “cooper” e tomar uns “drinks” com alguns “brothers”. É fogo, não é?
    Ainda temos salvação. Ou, como dizemos aqui no RGS: ‘NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!’

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