Nem pênalti, meu
Os suíços são tão ruins, mas tão ruins, que não conseguiram converter nem um dos tiros livres da marca do pênalti após a prorrogação. Nem um unzinho.
Os ucranianos não são muito melhores.
Após a cobrança pífia de Schevchenko, já imaginava uma situação em que as cinco cobranças de cada lado terminariam em oxo.
O que seria justo.
Ucranianos agora pegam a não menos ridícula seleção da Bota.

Equipes e jogadores que chegam a meramente disputar uma Copa do Mundo não merecem adjetivações como “tão ruins”, “pífia” e “ridícula”. Ler o futebol a partir de 90, 180 ou mesmo 360 minutos de exibição não é tarefa que se possa esgotar nesses adjetivos. Só para lembrar: Zico, Platini, Sócrates perderam pênaltis numa Copa do Mundo, e estiveram longe de, com isto, representar um futebol mal praticado. Em termos coletivos: tome-se qualquer uma das seleções que estiverem despontando como as bam-bam-bans do momento (Alemanha? Argentina? Brasil?) e se as ponha a jogar contra Suíça, Ucrânia ou Itália um par de vezes. Estejamos certos: não havera nenhum “banho de futebol”. Por isso, talvez, este esporte apaixona a gente.