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Arquivo de junho, 2006

30/06/2006 - 17:30

Azzurri, sforzando

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Não vi o jogo, mas a Itália mostra a que vem.

Allora, che vengano gli tedeschi.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/06/2006 - 15:29

Buldogues tedescos

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Meus antepassados germânicos devem se orgulhar da vitória sobre os argentinos num jogo que, não fosse a tensão, seria do tipo chatonildo.

Os visigodos foram buscar o empate na raça, e na raça venceram a disputa dos pênaltis.

O noticiário dá conta de que os argentinos teriam partido para a ignorância uma vez definido o vencedor, dando início a um sururu.

Sei lá, vai ver algum alemão os provocou. Alemães são arrogantes pra chuchu, e além disso costumam ser pessoalmente grosseiros. Não é uma cultura, digamos, fina. Longe disso.

Como os argentinos também não são exemplos de polidez, o sururu talvez tenha sido inevitável.

[Não vai dar pra assistir Itália x Ucrânia. Sofrerei virtualmente. E bota sofrimento nisso.]

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/06/2006 - 09:31

A indústria do bem

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Coluna de ontem no Diário do Comércio de SP:

Um amigo inventou uma expressão genial: a “indústria do bem”. Trata-se da atividade a que empresas e ONGs se entregam, de auto-atribuir-se publicamente qualidades excelsas, de modo a projetar a impressão de que são, de fato, detentoras dessas qualidades, que seus atos seriam decididos tendo em vista o bem comum e que tais atos seriam dotados de toda uma série de atributos, todos eles altamente positivos.

Há por aí dezenas de empresas de assessoria e de ONGs que se dedicam a auxiliar empresas nos segredos da auto-referência elogiosa e seus benefícios mercadológicos.

É fácil reconhecer a operação dessa indústria do bem. A primeira e mais óbvia peculiaridade é o emprego de expressões tanto mais altissonantes quanto menos significativas. Por exemplo, há no ar um anúncio do Banco do Brasil em que uma atriz diz assim: “Você reparou que todo mundo está falando de responsabilidade sócio-ambiental”? O anúncio segue por expor a cesta de produtos bancários do Banco do Brasil – toda ela “sócio-ambientalmente responsável”.

O que é que isso significa, exatamente? Nada, é claro. É só cascata.

Está se tornando impossível andar na rua sem deparar com armarinhos “socialmente responsáveis”, cursos de aromaterapia “com preocupação ética” e por aí vai, ao longo de um vocabulário que, variadamente, inclui “inclusão”, “sustentabilidade”, “sinergia”, “holístico”; às vezes aparece um “empoderamento”, e sempre, mas sempre, a palavra “parceria”.

ONGs, em particular, dão-se a liberdades realmente infernais. O mais comum é que o sujeito se apresente a uma audência e comece assim: “Como representante da sociedade civil…”. Ora, bolas, o camaradinha é representante de uma ONG que, na melhor das hipóteses, conta com talvez vinte associados, e que, não raro, é representante de algum interesse nem sempre explicitado.

“Representante da sociedade civil” é o sujeito eleito, por pior que ele seja. Diretor ou presidente de ONG decerto não “representa” sociedade nenhuma.

ONGs são afetadas por um problema adicional, a que poucas pessoas prestam atenção. Como existe na sociedade uma boa-vontade de princípio em relação a elas, e como tais organizações não costumam ser submetidas a alguma espécie de controle (“social” ou de outro tipo), tendem a atrair picaretas. Ou será que se imagina que picaretas escolham o caminho mais difícil?

A quantidade de ONGs existentes no país não é conhecida. A última contagem do IBGE, de dois ou três anos atrás, dava conta de cerca de 500 mil. Nos últimos dois anos, houve uma explosão de criação de Organizações Sociais de Interesse Público (as OSCIPs), pois é mais fácil ao Estado firmar parcerias com estas do que convênios tradicionais com organizações de outro tipo. Como resultado, hoje o número deve andar pela casa das 750 mil.

Há municípios em que a prefeitura firma uma parceria com uma OSCIP para que esta conduza todos os negócios da administração. Dirigida pelo concunhado do papagaio do prefeito, não é difícil imaginar o resultado desse tipo de operação para os cofres públicos.

Dada uma ONG genérica qualquer, qual é a probabilidade maior, no Brasil: que ela seja direita, honesta, que defenda uma causa minimamente justa ou que ao menos faça algum sentido? Ou que seja parte de algum esquema?

Evidentemente, muitíssimas ONGs são sérias e trabalham direito. Mas uma quantidade preocupante tem comportamento no mínimo duvidoso. O Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União têm apontado problemas com ONGs que usam dinheiro público, e têm alertado para a necessidade de se estabeleceram melhores mecanismos para a transferência e o controle desses recursos.

A “indústria do bem” alimenta-se da ingenuidade de um público que se acostumou e foi acostumado (especialmente pela publicidade) a tomar palavras e imagens como relevantes e desconsiderar como irrelevante a materialidade concreta. Não é fenômeno diferente daquele que, na área política, alimenta a demagogia. “Vote em mim porque eu sou bacana, honesto, limpinho e lustroso” ainda é um apelo tanto irresistível quanto inexplicável junto a grandes contingentes de eleitores.

Contra a “indústria do bem”, seja ela praticada por empresas, por políticos ou por ONGs, só o ceticismo pode valer. Mas essa é uma mercadoria que escasseia.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/06/2006 - 14:23

Joguinho besta

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O título é suficiente.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/06/2006 - 18:43

Nem pênalti, meu

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Os suíços são tão ruins, mas tão ruins, que não conseguiram converter nem um dos tiros livres da marca do pênalti após a prorrogação. Nem um unzinho.

Os ucranianos não são muito melhores.

Após a cobrança pífia de Schevchenko, já imaginava uma situação em que as cinco cobranças de cada lado terminariam em oxo.

O que seria justo.

Ucranianos agora pegam a não menos ridícula seleção da Bota.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/06/2006 - 14:18

Garfaram os australianos

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Num jogo em que nenhum dos dois contendores merecia sequer estar em campo, tamanha a indigência futebolística, o juiz beneficiou italianos com um pênalti inexistente, marcado vinte segundos antes do final do segundo tempo.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/06/2006 - 10:49

Ladrão és tu

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Conforme se verifica pelo noticiário, ao menos por parte da oposição a campanha eleitoral deste ano incluirá o lançamento de epítetos contra os candidatos da situação no sentido de que são corruptos.

A situação, por outro lado, em especial através de seu contingente de militantes, continuará a dizer que ladrões são os da oposição.

É difícil dizer, a esta altura, quanto do volume propagandístico de uns e outros será dedicado a essa atividade.

Mas o tom está dado, e sinaliza estagnação no mesmo lugar de sempre, a saber, o nada.

É muito mais fácil distribuir xingamentos do que expor com algum grau de precisão a análise que cada qual faz da corrupção e o quê, precisamente, dispõe-se a fazer no sentido de preveni-la.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/06/2006 - 18:04

Bacalhaus na raça

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Embora semelhantes na indigência de seu futebol, Holanda e Equador diferem na vontade. Enquanto os sul-americanos se entregaram sem resistência, holandeses brigaram até o último segundo. Pena que não fizeram um gol, levando o jogo a uma prorrogação que seria uma carnificina.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/06/2006 - 13:53

Gatinho

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Não tendo conseguido massacrar o pseudotime do Equador, o leão inglês mia como um gatinho.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/06/2006 - 23:01

Epa! 150 mil

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Em algum momento entre anteontem e hoje, este blogue passou dos 150 mil visitantes desde setembro do ano passado, quando começou.

O desempenho não é espetacular, mas talvez não seja de jogar fora.

Agradeço àqueles que visitam pela paciência.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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