2006 abril | Claudio Weber Abramo - Part 2
iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de abril, 2006

25/04/2006 - 22:54

Os atores principais ficaram na platéia

Compartilhe: Twitter

Artigo deste que escreve no Observatório da Imprensa:

O projeto de lei do Senado que altera a lei nº 9.504, relativa a campanhas
eleitorais, e que foi aprovado na terça-feira (18/4), foi proposto pelo senador
Jorge Bornhausen (PFL-SC) em 9 de agosto de 2005. Ao longo dos oito meses e dez
dias entre um momento e outro, o projeto tramitou no Senado e foi aprovado,
passou à Câmara dos Deputados, onde também foi aprovado e voltou ao Senado.

Nesse período de quase nove meses, 59 jornais diários de todos os estados
publicaram nada menos de 902 matérias sobre o assunto (incluindo-se proposições
e discussões outras, como por exemplo os trabalhos da comissão especial criada
pelo ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Velloso, para propor
alterações nas normas eleitorais). Ver todas essas matérias aqui.

Durante esse tempo, a cobertura da imprensa limitou-se a relatar a tramitação
do projeto e as manifestações de seus promotores, os quais se distribuíram por
todos os partidos.

Vozes críticas em relação tanto à oportunidade daquelas mudanças quanto ao
seu conteúdo praticamente não foram ouvidas.

Ver a continuação aqui.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2006 - 09:20

Desvendado o mistério

Compartilhe: Twitter

A reportagem deste blogue desvendou o mistério das mãos presidenciais trocadas nos macacões da Petrobrás, que manteve os visitantes deste espaço transidos de emoção nos últimos dois dias.

Uma expedição arqueológica ao contêiner de lixo da assessoria de comunicação do Palácio do Planalto produziu a peça retratada na foto.

Parece claro que os assessores em questão ensaiaram a produção de antemão (não muito cuidadosamente, como se percebeu no resultado final).

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2006 - 16:10

Ortopedia petrolífera

Compartilhe: Twitter

Conforme se pode observar na foto logo aí abaixo, o presidente Lula teria limpado as mãos em dois diferentes macacões quando do anúncio da propalada auto-suficiência brasileira em petróleo, na semana passada.

Chama a atenção a posição das marcas das mãos e o fato de haver dois macacões. As possibilidades para ambos fenômenos são múltiplas.

Quanto ao fato de haver dois macacões:

  1. Lula vestia um macacão sob o outro. O mais externo era feito de material semipermeável, de modo que a impressão das mãos passou para o mais interno.
  2. Como fazem os astros do rock, Lula trocou de macacão num intervalo do show – oops, perdão, solenidade.
  3. Ambos macacões foram na verdade fornecidos por uma butique paulistana, e compõem sua nova linha “Village People”, que lançará para coincidir com as eleições. A foto dos macacões foi publicada por engano junto com a matéria do petróleo, pois deveria ter saído na seção de variedades do jornal.

Quanto à posição das impressões das mãos presidenciais:

  1. O presidente encostou as costas das mãos nos macacões enquanto os envergava. Informações colhidas no Palácio do Planalto pela reportagem deste blogue dão conta de que o ortopedista oficial do presidente teve muito trabalho aquele dia.
  2. O presidente cruzou as mãos e as levou ao peito cruzadas. Como isso levaria à impressão dos polegares ficar junto ao pescoço, também nesta hipótese teve papel o ortopedista presidencial.
  3. Depois que o presidente despiu os macacões, foi-lhe solicitado que impressionasse um macacão com suas mãos. Fê-lo primeiro com a mão esquerda cruzada para a direita e depois com a direita cruzada para a esquerda. Era importante fazer isso desse jeito, e não de uma só vez, porque se assim fosse as posições das impressões não seriam aquelas verificadas na foto. Nesta hipótese, resta o problema do segundo macacão. O presidente teria de repetir a operação uma segunda vez. A reportagem deste blogue não conseguiu esclarecer se foi esse o caso.
Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/04/2006 - 21:49

Algo errado

Compartilhe: Twitter

Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem.

Há algo de errado com essa foto. O que é?

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/04/2006 - 09:41

Arquitetura e design no MoMA

Compartilhe: Twitter

Luminária, c. 1900. Daum Frères (design) e Louis Majorelle (manufatura).

Visite a coleção de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna de Nova York e conheça as 553 peças acessíveis em linha. Aproveite para conhecer outras coleções desse museu suntuoso.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais Tags:
23/04/2006 - 09:01

Corrupção, ética e moral

Compartilhe: Twitter

Atendendo a exortações, aí vai um apanhado sobre ética, moral e corrupção.

O ponto de vista mais comum sobre a corrupção corresponde ao que se poderia chamar de perspectiva moral. A perspectiva moral situa no indivíduo a causa da corrupção. O sujeito comete um ato de desonestidade porque é desonesto. Um ambiente é propenso à desonestidade porque as pessoas seriam propensas à desonestidade. Se não existissem pessoas desonestas, ou se seu número fosse muito pequeno, a corrupção seria muito menor do que é.

Conforme esse ponto de vista, o homem molda o ambiente social.

A perspectiva moral acarreta algumas conseqüências. São elas:

  1. Como o problema da corrupção é situado no íntimo das pessoas, o remédio seria formá-las e transformá-las, particularmente pelo proselitismo. Disso decorrem as sistemáticas sugestões no sentido de direcionar o sistema educativo para a “ética” e as propostas de “cruzadas”, “vigílias” etc., apresentadas como o meio mais eficaz de atingir o íntimo das pessoas.
  2. Como o íntimo de alguém é inatingível por outras pessoas, restando apenas o discurso sobre si próprio, a perspectiva moral induz a auto-referência e a demagogia: “Votem em mim porque sou honesto”, “Temos compromisso provado (?) com a ética” etc.
  3. Naturalmente, as raízes da perspectiva moral estão plantadas nas religiões, em nosso caso no catolicismo. Disso decorre não apenas a ênfase no proselitismo (são os códigos morais que justificam socialmente as religiões, e portanto elas dependem da reafirmaçãosistemática desses códigos) como, também, a preocupação tipicamente cristã, e particularmente católica, com a punição.

O que há de errado com tudo isso? Na aparência, nada. É claro que atos de desonestidade são cometidos por pessoas desonestas. É evidente que é melhor votar num indivíduo honesto do que num meliante. É óbvio que atos de corrupção precisam ser punidos. O problema com tudo isso é que é trivial.

Particularmente quanto ao proselitismo como forma de reduzir a corrupção, há um problema: isso se demonstrou inócuo. O resultado de cinco mil anos de dez mandamentos, e de pelo menos dois mil anos de “não roubarás”, resultaram em absolutamente nada. Se a história das religiões serve para alguma coisa, é para mostrar que os códigos morais que as justificam têm baixíssima probabilidade de suplantar os estímulos do meio.

Quanto à punição, no caso da corrupção o problema não está na proposição “corruptos precisam ser mandados para a cadeia”, a qual é obviamente verdadeira, mas na circunstância empírica de que corrupção não é fácil de provar. Recolher provas de que houve corrupção, a saber, que houve passagem de dinheiro ou outras vantagens de uma a outra pessoa em troca de um favorecimento, é complicado e, principalmente, caro. Por isso, não apenas aqui, mas em qualquer país do mundo, é raríssimo que pessoas sejam de fato condenadas por atos de corrupção, não importando quanto se esteja convencido de que os acusados são uns assaltantes. Basear o combate à corrupção na punição é perder a batalha de antemão, pois em geral não se conseguirá reunir provas e os corruptos não serão punidos.

Mais importante, punir alguém de nada adianta se as circunstâncias em que cometeu os atos ilícitos não mudarem. Ao encontrar as mesmas condições, o substituto provavelmente cometerá os mesmos atos.

Em oposição à perspectiva moral há o ponto de vista que, por falta de melhor nome, se pode chamar de “sistêmico”. Não é o homem que molda o ambiente, mas o ambiente que molda o homem. São as condições materiais que regulam as interações entre as pessoas que determinam a maior ou menor propensão de elas se meterem em tramóias desonestas.

Conforme essa perspectiva, interessa pouquíssimo se um indivíduo é honesto ou desonesto. O que importa é que, se o sujeito for desonesto, as condições em que ele age deixem-lhe pouca margem para que aja desonestamente.

Essas condições estão no arcabouço normativo (leis etc.) e nas rotinas administrativas, principalmente nestas. São vulnerabilidades nos processos decisórios no âmbito do Estado – incluindo-se a não-aplicação de leis – que provocam a corrupção. São portanto essas vulnerabilidades que precisam ser identificadas e corrigidas, caso se queira combater a corrupção.

O discurso sobre a ética não produz nem um átomo de progresso nessa direção.

Motivo pelo qual não vale a pena perder tempo com isso, se o objetivo é combater corrupção.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2006 - 09:07

Menor preço em licitações públicas

Compartilhe: Twitter

O visitante Roberto Sampaio argumenta: Pensemos, por exemplo, na aquisição de canetas esferográficas por menor preço. Canetas são canetas e não há margem para muitas outras especificações (e mesmo que houvesse, qualquer tentativa de fazê-las seria contestada como restritiva). Na licitação por menor preço, invariavelmente a Administração se verá obrigada a adquirir as mais baratas, as quais, a despeito disso, são paradoxalmente as mais custosas. Como se sabe, canetas esferográficas baratas quase sempre deixam de funcionar com a tinta ainda a meia carga, ao contrário das mais caras, que costumam chegar até o fim. Nesse tipo de situação é que a legislação, a título de querer proteger o interesse geral, muitas vezes acaba por prejudicá-lo, e apenas, talvez, por não ser redigida com inteligência bastante para aliar, por um lado, o absoluto controle da ação dos agentes públicos e, por outro, as reais e efetivas necessidades da Administração.

Embora não seja essa a intenção de Sampaio, esse argumento é exatamente aquele empregado por administradores públicos que advogam a introdução de critérios de julgamento não-objetivos em licitações.

Acontece que a situação está mal colocada. Diferentemente do que é afirmado, é, sim, possível especificar as características do produto “caneta esferográfica” (ou qualquer outro bem ou serviço) que se deseja comprar. Além de peculiaridades físicas (como volume de tinta), há a possibilidade, que é aplicada por muitos administradores, de condicionar a compra a teste de uso. Funciona assim: os interessados fornecem amostras de seus produtos, as quais são submetidas a teste de uso controlado e público (ou são acompanhados de certificação independente). O fornecedor cuja caneta não passa no teste não pode concorrer. Todos os concorrentes têm acesso à aplicação do teste.

Isso se faz com produtos de escritório, alimentos etc. etc. Mas é feito só nos casos em que o administrador público assume integralmente sua responsabilidade. Administradores que fazem de qualquer jeito (que são os que mais reclamam, reivindicando “liberdade de escolha”, a qual sabemos muito bem o que significa) descumprem seu dever e colocam a culpa na lei.

Moral da história: a responsabilidade pela aquisição, incluindo-se tudo o que se fizer ou se deixar de fazer para assegurar a adequabilidade do bem ou serviço adquirido, Ã© do administrador.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/04/2006 - 11:44

Uma só questão

Compartilhe: Twitter

Marcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, fala neste instante à Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Há só um assunto que importa: o
papel do ministro em reunião mantida com o então ministro da Fazenda, Antonio
Palocci Filho, e o advogado criminalista Arnaldo Malheiros Filho, para tratar de
assunto do interesse pessoal do ex-titular da Fazenda.

Feria-se tal assunto em torno do possível envolvimento de Palocci na violação
do sigilo bancário de Francenildo Costa, em episódio exaustivamente noticiado
pela imprensa.

Uma vez que a presença de Bastos na reunião foi tornada pública pelo
noticiário, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça divulgou nota,
reproduzida pela Radiobrás, em que se afirma que a reunião teria sido promovida
para que se discutissem “aspectos genéricos” da violação de sigilos
bancários.

A saber, de acordo com essa versão, uma pessoa sobre a qual pesava a suspeita
de ter promovido a violação de um sigilo bancário reúne-se com um advogado
criminalista e com o ministro da Justiça para uma discussão acadêmica a respeito
de uma situação abstrata.

É evidente que tal versão não será jamais submetida a contraditório, dado
que, para isso, seria necessário que ao menos um dos participantes da reunião
oferecesse relato divergente daquele veiculado pela assessoria da Justiça – o
que não se deve, sensatamente, esperar que venha a ocorrer.

Não é portanto a respeito do quê, precisamente, se discutiu na reunião em
pauta que as perguntas eventualmente dirigidas ao ministro Bastos na audiência
de hoje na Câmara deveriam centrar-se, mas à sua intermediação entre Palocci e
Malheiros e sua presença na ocasião.

Não é possível que desta vez se venha a argumentar, como em caso anterior
envolvendo o mesmo Bastos e o mesmo advogado Malheiros, apenas com a
substituição, no triângulo, de Palocci por Delúbio Soares, que a participação do
titular da Justiça tenha se dado “no cumprimento de sua missão institucional”,
como pôs a ata da reunião da Comissão de Éica Pública que tratou do tema, e
atenção a pedido da Transparência Brasil.

O episódio envolvendo Bastos, Malheiros e Palocci não dizia respeito a
nenhuma questão de Estado, mas ao interesse pessoal de uma pessoa acusada de
crime.

Assim, a pergunta singela que se deve formular é: Não haveria conflito de
interesse entre o papel institucional de Bastos e sua participação em tratativas
entre um advogado criminalista e um possível réu em processo-crime?

Tal pergunta não tem por motivação a identidade deste ou daquele indivíduo,
nem se prende ao desenvolvimento da presente crise política. Ela se origina da
necessidade de se estabelecerem limites sempre mais nítidos entre o interesse
público e o interesse privado, entre as relações institucionais e as relações
particulares.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/04/2006 - 10:55

Reforma de araque

Compartilhe: Twitter

Foi aprovada ontem pelo Senado Federal a tal de “míni-reforma eleitoral” surgida
como rescaldo da crise do mensalão.

Sobre essas mudanças (não se sabe ainda se todas vigorarão para as eleições deste
ano, uma vez que há quem opine que algumas só poderão valer em 2008), é sempre bom
lembrar o seguinte:

  1. Todo o assunto “despesas de campanha” surgiu como cortina de fumaça para
    desviar a atenção da roubalheira que se dá por conta do loteamento do Estado por
    conveniência política. O assunto da crise era o roubo, não o financiamento
    eleitoral. Esse bode foi colocado na sala para confundir a cabeça das pessoas -
    o que conseguiu valentemente, a começar dos veículos de comunicação.

  2. A motivação da “míni-reforma” foi a redução dos custos de eleições, e é
    assim que está sendo apresentada. Não se discutiu se o custo de eleições é
    excessivamente alto no Brasil, e quais as conseqüências, para o
    eleitor
    , de reduzi-lo. 

  3. O eleitor foi o último a ser considerado nessas discussões. A turma que
    legislou esteve preocupada consigo própria.

  4. Campanha eleitoral serve para informar (e contra-informar) o eleitor a
    respeito de candidatos e programas. As medidas aprovadas reduzem a quantidade e
    a qualidade da informação passada ao eleitor. Isso é bom para os sujeitos que já
    estão lá e buscam reeleição, e ruim para candidatos novos, que terão mais
    dificuldades de se fazer conhecidos. Por que isso seria bom para o eleitor?

Por tudo isso, essa “míni-reforma” é uma contrafação que despreza o principal
interessado, o eleitor, prejudica novos candidatos e favorece quem busca a
reeleição.

As alterações incluem os seguintes itens (comentários em itálico).

Programas de rádio e televisão serão restritos Ã  gravação do
candidato e dos filiados ao seu partido em estúdio, sendo vedadas gravações
externas, montagens ou trucagens, computação gráfica, desenhos animados, efeitos
especiais e conversão para vídeo de imagens gravadas em películas
cinematográficas. A saber, será proibido à oposição veicular uma montagem (ou
mesmo um filme) de Lula junto com o sr. João Paulo “Cinqüentinha” Cunha, ou o
sr. Marcos Valério com o sr. Eduardo Azeredo. Mais geralmente, essa medida reduz
a informação prestada ao eleitor. É de fato um mistério como é que isso é
apresentado como benéfico
.

Ficou proibida a divulgação de propaganda eleitoral na imprensa
escrita
, o uso de outdoors, a distribuição de camisetas,
chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer bens ou
materiais
(ou seja, querem interferir com a forma como nos vestimos)
e a realização de showmícios com artistas (fere a liberdade de
expressão
). Contudo, mantém-se a prerrogativa de candidatos fazerem campanha
por telemarketing (que bom! mal posso esperar para receber aquelas
ligações simpáticas que nos chegam em casa à noite e nos fins de
semana
).

Os resultados de pesquisas eleitorais não poderão ser divulgados a
partir do 15º dia anterior à eleição. Isso é apresentado como medida para
reduzir custos de campanhas. Esse argumento é especialmente indigente, dado
que os candidatos continuarão a fazer pesquisas, porque precisam saber como suas
campanhas vão. Essas pesquisas serão dadas a conhecer a jornalistas e outros e
serão publicadas na Internet, em blogues etc. Com isso, os ricos, que acessam a
Internet, saberão dos resultados, mas os pobres, que não acessam, não saberão.
Muito democrático. Além disso, os jornais sabem muito bem como driblar a
proibição, por exemplo publicando receitas em que as quantidades de ingredientes
correspondem a candidatos. Em suma, uma estupidez sem tamanho.

Ficam proibidas de fazer doações a campanhas entidades beneficentes e
religiosas, entidades esportivas, ONGs que recebam recursos públicos e OSCIPS
(um tipo de ONG).

Doações recebidas para campanhas serão divulgadas pela Internet em 6/8
e 6/9. No entanto, não há obrigação de identificar os doadores, o que torna a
medida completamente inócua e destinada a embromar a galera, que ficará com a
impressão de “transparência” mas que, na verdade, terá escamoteada a informação
mais relevante.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/04/2006 - 17:55

Quem se relaciona com quem

Compartilhe: Twitter

Inaugurou-se hoje um novo serviço do projeto Deu no Jornal, da Transparência Brasil. Trata-se de um aplicativo que permite determinar o relacionamento que existe entre pessoas mencionadas nas matérias acumuladas no projeto. A consulta pode ser feita de dois modos: escolhendo até três pessoas e obtendo todos os assuntos em que elas são mencionadas; ou selecionando até três assuntos para obter todas as pessoas citadas. Clique na imagem para obter acesso a essa nova ferramenta.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo