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29/03/2006 - 18:45

Lavanderia de gente

Colaboração de hoje ao blogue do Noblat:

No ano passado, o presidente da República foi à televisão para afirmar que
seu partido só praticou “o que todo mundo faz”. Aquilo foi o tiro de partida
para o desencadeamento de uma estratégia de enfrentamento da crise baseada na
mistificação do que realmente aconteceu.

Dado o fato de basear-se no cinismo mais despudorado, tal estratégia leva
todas as marcas de ter sido engendrada por um advogado criminalista.

Foi no âmbito dessa plano que se inventou a história para boi dormir de que
os dinheiros do mensalão destinavam-se ao pagamento de dívidas eleitorais. Fez
parte também do mesmo esquema o desencadeamento de uma discussão, por todos os
títulos inútil, a respeito do financiamento eleitoral.

Leia a continuação aqui.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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3 comentários para “Lavanderia de gente”

  1. Flávio T. Santos disse:

    É engraçada essa de que o partido praticou aquilo que “todo mundo faz”. Praticou o quê? Crime, somente crime. E o discurso da ética? Menoscabam da nossa credulidade: “Acreditaram?” Pudor algum! O sr. Cláudio Abramo lembra bem como as medidas que reduzam a corrupção têm recebido pouca ou quase nenhuma atenção: as nomeações, p. ex., medida pela qual se inicia o rombo da coisa pública e seu engessamento. O antinepotismo arranha superficialmente parte do problema, aquela ditada pela prepoderância parental, mas não elide a tesoura da coisa pública. A nomeação não se dá somente por área afeita diretamente, mas também de forma cruzada – nomeio os teus para o meu, e tu fazes o mesmo com os meus, como registra o Legislativo, comprovadamente, parente ou não. Dada a sanha patrimonialista como regra, infelizmente, nomear é sinônimo de gatunar, o aperfeiçoamento da gestão da coisa pública passa ao largo, a máquina pública serve-se do contribuinte, sem retorno almejado. Um atraso muito grande aqui!

  2. julio disse:

    Vou fugir um pouco do assunto, se o sr. Claudio permitir, é que fiquei tão intrigado com a foto do Palocci beijando o Lula, como no filme O Poderoso Chefão, que não resisto em perguntar: afinal, quem é o presidente Lula. É o companheiro que não sabe demitir os subordinados, mesmo quando estão envolvidos em negociatas estranhas que comprometem o governo, ou um “falso” que espeta e depois assopra, como afirmam alguns colunistgas, para quem o presidente humilha seus ministros e os descarta quando não mais interessam?

  3. Shirlei Horta disse:

    A sensação é de leite derramado. Qualquer um que já tenha sido obrigado a limpar um fogão sujo de leite queimado sabe que duas atitudes são indispensáveis: paciência e disposição para limpar não uma, mas duas, três, quatro vezes, até deixar o fogão como estava.

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