Jogo sem regras | Claudio Weber Abramo
iG

Publicidade

Publicidade
06/03/2006 - 10:43

Jogo sem regras

Compartilhe: Twitter

Grande parte dos políticos brasileiros parece decidida a dar uma banana para a idéia de que o jogo republicano precisa ser jogado com regras. É o que se verifica com a história da verticalização. Vejamos. Primeiro, o Congresso aprovou emenda constitucional alterando a regra vigente, a saber, que proíbe coligações partidárias nos estados que sejam diferentes de coligações no plano federal (para a eleição presidencial, em essência).

Na semana passada, o TSE decidiu que a mudança de regras não pode valer para as eleições deste ano, uma vez que o Artigo 16 da Constituição estabelece que alterações nas regras eleitorais só se aplicam a eleições que se derem um ano após a sua introdução (a chamada regra da anterioridade).

Agora, liderados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), a turma quer mudar o Artigo 16, acabando com a regra da anterioridade.

Desse jeito não há jogo que agüente.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

9 comentários para “Jogo sem regras”

  1. Shirlei Horta disse:

    Concordo com o Mario – a gente poderia, num desses temas selecionados para discussão quinzenal, falar sobre financiamento de campanha.

  2. mario disse:

    Acredito que doação de campanha em relação a iniciativa privada somente ATRAVÉS DE FUNDO DE ELEIÇÃO. Jamais dará certo Empresa/partido/candidato. Deve ser através de fundos POR PARTIDO. Sendo que o incentivo aos doadores seria um forte desconto no Imposto de Renda. Desta forma perderi a identidade do financiador. Podemos conversar sobre isso….

  3. Soube? disse:

    - Soube?
    - Do quê?
    - Regras já as temos demais.
    - É!
    - O que falta é fazer valer para todos.
    - É!
    - Infelizmente, alguns são mais regrados que outros.

  4. Marco Polo disse:

    Querem verticalizar? Querem fidelidade desde a largada?
    Por que não verticalizam os doadores de campanhas? Por que não exigir fidelidade deles também? Por que permitir que um grande banco doe para um partido e no meio do caminho dê grana para outro que surpreende nas pesquisas? As doações só deveriam ser permitidas até 2 meses antes da eleição e para somente um partido. O doador não pode ser Flamengo no início e mudar de time no meio do campeonato, conforme a tabela.

  5. Caio disse:

    E cadê a turma dos doutores juristas, os talmudistas da constituição (boa essa hein?!), que certamente dirão que não há nada de errado nisso?!

  6. Márcio Martelo disse:

    Aqui ainda se faz o que c quer fazer!!!
    Tenho um amigo, jovem estudante de Geografia da PUC-SP que teve a cara de pau de dizer na cara larga que se um dia puder roubar do povo, ele faz isso já que todo mundo faz tb…ele tem 20 anos…temos pelo menos mais uma geração de safados pela frente

  7. Márcio Vitório disse:

    Ainda há esperança…
    Abs,

  8. Fausto Faria disse:

    Já estamos perdendo os dentes, de velhos, e a malandragem continua a mesma.

  9. Antonio Pedro Ramos disse:

    Uma regra não muito boa pode ser melhor do que várias regras ótimas se alternando, de forma instável.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório







Voltar ao topo