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Arquivo de fevereiro, 2006

23/02/2006 - 19:30

Ruído besta

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Relojoeiras e relojoeiros:

Como esta é a semana da correção política, este blogue prestará homenagem especial à inclusão de gênero nas aberturas das notas.

Como sabem os freqüentadores habituais deste blogue, aqui não se comenta a pauta política. Às vezes, porém, o besteirol é demasiado. É o caso, agora, com essa questão besta relacionada ao discurso eleitoral do presidente da República, assunto, aliás, do qual já se tratou aqui recentemente. É evidente que o presidente está em campanha. É óbvio que aproveita o palanque natural para se autopromover. Grande novidade. Quem verte lágrimas de crocodilo sobre isso prefere não notar que Geraldo Alckmin, José Serra e Germano Rigotto fazem precisamente o mesmo, só que do outro lado. Usam seus palanques naturais para falar de política econômica, desemprego, desenvolvimento, como se esses temas tivessem relação direta com suas funções executivas.

O presidente Lula declarou que está em campanha 365 dias por ano, provocando com isso os brios dos tucanos. Ora, ao menos o presidente foi franco, o que é bom, e não ruim.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 17:26

Abaixo-assinado

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Atletas e atletos:

Como esta é a semana da correção política, este blogue prestará homenagem especial à inclusão de gênero nas aberturas das notas.

Este blogue lança nacionalmente abaixo-assinado pedindo o fechamento imediato da Universidade de Brasília, a demissão com desonra de todos os seus professores e funcionários e o retorno de seus estudantes ao 3º ano ginasial, por motivo de permissividade generalizada e incompatível com a vida em sociedade.

Acontece que o Decanato de Extensão daquela Universidade está patrocinando o VI Curso de Astrologia para Pesquisadores. Conforme informado em cartazete impresso com dinheiro público, as aulas, que se iniciaram em 15/12/2005 e se estenderão até o próximo dia 7 de março todos os dias das 8h00 às 18h00, é ministrado pelo professor Hiroshi Matsuda, engenheiro metalúrgico e professor da dita-cuja, por Ricardo Lindemann, diretor-presidente do Sindicato dos Astrólogos de Brasília (SINABRA) e docente de Cálculo Astrológico da Escola Emma C. Mascheville; e por Marcelo Cintra, que é administrador, astrólogo e professor de Metodologia da Pesquisa. Todos, naturalmente, pagos com os impostos que nos assolam.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 17:17

Lé com cré

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Agrônomos e agrônomas:

Como esta é a semana da correção política, este blogue prestará homenagem especial à inclusão de gênero nas aberturas das notas.

O jornalista Claudio Abramo, pai deste que escreve, detestava a atitude de se evitar a articulação dos fatos e a conseqüente indução de conclusões. Para ilustrar o absurdo dessa visão esquizofrênica do mundo, costumava contar a seguinte piada:

Um sujeito faz a barba de manhã frente ao espelho do banheiro. Sua mulher entra e diz, sobre a empregada:

- A Maria diz que vai embora.

- Problema seu.

- Ela diz que está grávida.

- Problema dela.

- Ela diz que o pai é você.

- Problema meu.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 11:34

Lista de nomeados

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Como hão de se recordar os visitantes habituais deste blogue, promoveu-se aqui uma campanha de envio de e-mails primeiro ao senador Delcidio Amaral, depois ao presidente do Senado, Renan Calheiros, no sentido de se requisitar à Casa Civil da Presidência da República a lista completa das pessoas indicadas para ocupar os chamados “cargos de confiança” na administração federal.

Em ofício de 9 de fevereiro dirigido à Transparência Brasil, a chefia de gabinete do senador Calheiros dá conta de que, em 6 de dezembro, a Mesa Diretora do Senado aprovou a remessa da requisição à ministra Dilma Rousseff, o que foi feito no dia 12 daquele mês. Agora é cobrar da ministra.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 11:26

A irresponsabilidade de todos

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Tomo a liberdade de indicar a leitura de artiguete sobre blogues e assemelhados recém-publicado no Observatório
da Imprensa (aqui).

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 09:15

Tô falando…

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Background: Assisti (pela TV, naturalmente) tanto o show dos Stones no Rio quanto o do U2 em SP. Como show, o do U2 me pareceu bem mais potente. Observe-se que os quatro Stones tinham como suporte um tecladista, um baixista, três vocalistas, um dos quais também fazia base num violão e quatro sopros. Já o U2 tinha só os quatro caras, e na verdade quem levava a coisa era o guitarrista apelidado The Edge — nunca entendo o por quê disso, mas o cara usou umas quinze guitarras diferentes, sendo pelo menos quatro Fenders (duas Telecaster e duas Stratocaster), dois violões eletrificados (pareciam Ovation, mas não estou seguro) usados para operar sintetizador, duas Rickenbacker do tempo do Cream (só do tempo, Eric Clapton nunca usou Rickenbacker) e umas dez Gibsons, incluindo-se várias Les Paul (uma delas do primeiro modelo, de 1952), uma que parecia uma Trini Lopez standard com cabeça padrão da ES-335 e uma Explorer Electric que deve ser de 1958. É possível que tenha também usado pelo menos uma Gretsch e uma ou duas Epiphones, mas não deu para ver direito. Em quase todas as peças, o uso do delay que tanto caracteriza o som do U2. De toda forma, malgrado a grande disparidade de formações entre os dois grupos, a diferença na massa sonora foi muito marcante em favor do grupo de Bono.

O que mata o U2 é essa tendência bobocona do politicamente correto, estendendo-se numas besteiras de paz e religiões e sei lá mais o quê, que não apenas não me convencem como me provocam instantânea rejeição. Aquela mocinha chamada Katilce (e isso lá é nome?) acariciando os cabelos de Bono Vox foi inagüentável. Mil vezes os Stones e sua rebeldia fake da Simpathy for the Devil. Keith Richards teria passado a moça pelas armas ali mesmo.

Pois bem, no dia seguinte ao show do U2, o editor da Folha Ilustrada, Marcos Augusto Gonçalves, publicou umas maltraçadas cuja íntegra vai abaixo:

Bono personifica a chatice da correção política

Bono parece ser um sujeito legal. Está sempre do lado -como diria Rita Lee- dos frascos e comprimidos. Bono é a encarnação roqueira do politicamente correto. É uma espécie de Sting, o que faz dele, ao menos em parte, um chato. E também um equivocado: mal desembarcou no Brasil e já saiu correndo para emprestar seu prestígio a Lula. Nenhum questionamento, tudo beleza: a corrupção do PT e o faz-de-conta do presidente devem ser uma invenção da direita que não compra discos do U2.

Bono faz parte daqueles formadores de opinião do Primeiro Mundo Maravilha que acreditam em duendes progressistas do Terceiro Mundo. Estão sempre achando que vai brotar algo novo por aqui.

O “núcleo duro” de sua legião de fãs é a geração posterior à minha, hoje na faixa dos 35/40 e poucos. Um dos traços característicos dessa moçada é a correção política, aquela compulsão de chamar negros de “afrodescendentes”, falar em “opção sexual”, viver em permanente estado de solidariedade às minorias étnicas, colocar a culpa do terrorismo islâmico no Ocidente e recomendar filmes feitos nos cafundós do mundo sobre situações arcaicas e “humanas”.

Bem, não deixa de ser um alívio ouvir de um artista dessa geração (Nuno Ramos, em entrevista publicada no sábado) que há muita arte de “cabeça baixa”, tratando de questões imediatas: “Vivemos numa época extremamente controladora, e o pior é que aquilo que nos controla tem ótimos valores”. Realmente, assistimos a um “boom” do que chamo de “arte ongueira”, aquela produção ligada a ONGs, que se refugia no bom-mocismo para fazer sucesso.

Claro que Bono é “do bem”. Irlandeses são gente fina. A África é pobre. O futebol brasileiro é mágico. E já que Bono quer dar uma força para o Terceiro Mundo, pode fazer um show na França contra os subsídios agrícolas. Aí diríamos: ao U2, as batatas!

Leitores indignados escreveram ao jornal reclamando da opinião de Gonçalves. Basicamente, protestavam não propriamente quanto a essa opinião, o que seria perfeitamente adequado, mas quanto ao fato de o jornal permitir que suas páginas tivessem sido usadas para exprimir uma posição que denuncia o bom-mocismo. Para esses campeões da correção, só o correto pode ser expresso.

Tudo bem, mais ou menos, vá lá, sabem como é leitor de jornal.

Não tudo bem, entretanto, no que tange declarações vertidas pelo ator Sergio Mamberti (o qual encontrei ontem num vôo de volta de BSB para SP) a respeito. Mamberti, que no frigir dos ovos é um bom sujeito, vem a ser secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. O próprio nome da Secretaria que encabeça já diz a que vem. Replico abaixo o que registrou a mesma Folha de S. Paulo sobre a reação de Mamberti à nota de Gonçalves:

Num encontro com ciganos, no Palácio do Planalto, anteontem, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC (Ministério da Cultura), o ator Sérgio Mamberti, chamou de “autoritário” o editor da Ilustrada, Marcos Augusto Gonçalves, e classificou de “discriminatório” seu artigo “Bono personifica a chatice da correção política”, publicado na última segunda-feira.

De acordo com relato do site “Repórter Social”, Mamberti pediu “que todos os atingidos se dirijam à Folha para protestar contra a posição do jornal”.

[...] “Essa opinião do Marcos Augusto tem muitos pontos de contato com as posições da Liga Norte [partido da direita italiana] e do Le Pen [Jean-Marie Le Pen, líder da extrema direita francesa, contrário a imigrantes e minorias étnicas].” O secretário se disse “surpreso” com o artigo, segundo ele, “antagônico a certos princípios que nortearam a Folha”. Mamberti relacionou o texto de Gonçalves à reportagem “A direita sai do armário”, publicada na llustrada no dia 15 deste mês. “Eu me pergunto: será que a Folha, de certa maneira, está se alinhando com esse pensamento de nova direita que eles publicaram?”

Para [Gonçalves], “Mamberti não está entendendo nada”. “Como burocrata da cultura, ele ainda é um bom comediante. O poder, pelo visto, emburrece. O artigo não era contra a diversidade cultural. Era apenas uma provocação, um pouco iconoclasta, ao marketing engajado de Bono e aos clichês politicamente corretos que reconfortam alguns e ditam a etiqueta do bom-mocismo contemporâneo”, afirmou. [...]

Só se pode assinar em baixo do que disse Gonçalves. Burrice e falta de senso de humor são características cruciais do politicamente correto.

PS: O “Tô falando” do título tem a ver com as discussões recorrentes aqui sobre liberdade de expressão. A turma dos bem-comportados que dizem “engenheiras e engenheiros, cidadãos e cidadãs” etc etc não suporta ler ou ouvir opiniões discordantes. Partem pro patrulhamento no ato. Ao entrar nessa, Mamberti desvirtua sua posição como agente público.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2006 - 08:53

Pessoas Politicamente Expostas

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Anunciado como intenção no final do ano passado, começa a entrar em operação o monitoramento, pela Controladoria-Geral da União, da evolução e operações financeiras de “Pessoas Politicamente Expostas” (PEPs). Estas são pessoas em tese sujeitas à tentação da propinagem de alto coturno. Trata-se de obrigação imposta pela Convenção Anticorrupção da ONU. A CGU tem jurisdição sobre o Executivo federal, mas o governo convidou os demais poderes a definir suas listas de PEPs — o que de imediato estimulou palavras defensivas do presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (o “defensivas” vai por minha conta; foi essa a impressão que me deu ao vê-lo falar na TV).

É interessante observar que a imprensa escrita deu o assunto quando era ainda intenção (ver aqui as matérias), mas não deu quando, no início desta semana, o programa começou a ser operacionalizado. Já noticiosos de televisão não deram o assunto antes, mas deram agora. A saber, neste caso, diferentemente do que quer o senso comum, a TV (Jornal Nacional) foi mais objetiva do que os jornais. Estes “compraram” em dezembro o que poderia perfeitamente bem ser simples cascata e não deram a coisa quando se demonstrou que não era cascata e começa a acontecer de fato.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/02/2006 - 19:22

Interregno romano

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Como sabem os visitantes habituais deste blogue, costumo reservar os fins de
semana para tratar dos “temas incidentais” mencionados no subtítulo. Mas hoje é
meu dia de rodízio automobilístico, de forma que cheguei ao escritório antes das
sete da matina, o prego bateu e resolvi dar uma volta pela Internet. Dei uma
passada por um blogue que visito regularmente, o Feito num Dia,
mantido pela jornalista ítalo-gaúcha Homera Cristalli.

Bem escrito e espirituoso, o blogue oferece visadas sobre a vida em
Roma, uma das cidades mais belas do mundo, no melhor país do mundo, com a melhor
comida do mundo — apesar do fascismo, que tem no Lazio um preocupante foco
de crescimento. (Há gente que se compraz em ridicularizar a Itália, dizendo que
não funciona, é tudo um caos, que a economia informal é um terror e por aí vai.
Recomenda-se passar um tempo por lá para ver como é que algo que não pode
funcionar conforme a received view funciona, e esplendidamente.)

No ano passado, Homera manteve outro blogue, o Direto de
Roma
, um frila que fez para o UOL por ocasião da morte do papa João
Paulo II. Proporciona uma visita tão refrescante (!) quanto o Feito num Dia.
Como o Colégio Cardinalício elegeu Josephus Ratzinger rapidinho, o blogue durou
pouco e o frila aparentemente dançou. Melhor teria sido se a eleição tivesse
acontecido como num caso medieval que não tenho paciência de esclarecer agora,
quando bispos reunidos em Avignon (era a época do exílio papal nessa cidade
francesa, por causa da invasão de Roma por Odorico — acho que foi Odorico, mas
a preguiça me impede de buscar a referência exata neste exato instante)
demoraram tanto tempo (dois anos, acho) para escolher o novo papa que foram
encerrados num castelo e lhes foi negada alimentação até que comparecessem com
um nome.

Enfim, visitem a Homera, pois faz bem pra cabeça.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/02/2006 - 08:35

Eufemismo duplamente qualificado

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Conforme apontado aqui no dia 9 de fevereiro (ler),
uma das peculiaridades da alegada “lista de Furnas” é a presença, nela, da
expressão “repasses destinados e não contabilizados aos candidatos eleitos”.
Apontou-se que:

  1. A expressão “recursos não contabilizados” surgiu pela boca do sr. Delúbio
    Soares no ano passado. É verdade que antes disso a expressão poderia ser de uso
    corrente entre operadores de subornos, propinas e “graxas”, explicando-se assim
    o aparente anacronismo.

  2. Muito mais estranho do que isso é a ocorrência de menção ao fato de doações
    serem “não contabilizadas” numa lista que, por definição, seria totalmente
    composta de doações “não contabilizadas”.

Observe-se que o eufemismo “dinheiro não contabilizado” para designar
“dinheiro em caixa dois” aplica-se a algo que é, por sua vez, um eufemismo, pois
“caixa dois eleitoral” nada mais é que eufemismo de “suborno eleitoral”.

Assim, na alegada lista de Furnas, o que na prática teria ocorrido é que quem
a compilou teria achado por bem escrever a horas tantas, para se referir a um
subconjunto do total de receptores que teriam recebido subornos eleitorais, que
esse subconjunto teria recebido subornos eleitorais. Como redundância, não
convence.

Nada disso significa que se duvide ter funcionado em Furnas um esquema de
amealhar subornos — durante o governo passado e durante este.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/02/2006 - 07:36

Quem muito quer…

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A julgar pela entrevista que o deputado Osmar Serraglio, relator da CPMI dos Correios, concedeu a Josias de Souza durante o fim de semana, seu relatório final está sendo concebido com excesso de ambições, o que não prenuncia boa coisa. Por exemplo, Serraglio afirmou que citará o presidente Lula no relatório. É óbvio que a bancada da situação na CPMI não deixará isso passar, e não aprovará o relatório caso a menção venha a se concretizar. Embora pareça remoto o risco de se repetir a situação da CPMI do Banestado, a qual deu em nada — não porque muitos parlamentares não o preferissem, mas porque a desmoralização seria talvez excessiva mesmo para os atuais padrões congressuais –, seria saudável manter em mente a máxima segundo a qual quem muito quer nada tem.

A esse respeito, convém talvez recordar que a oportunidade política para incriminar o presidente da República e propor o seu impedimento já passou. Quem decide essas coisas julgou que não havia bases, ou não era interessante, ou o que seja que instrua tais decisões. O fato é que não o fizeram no ano passado, quando havia clima. Hoje, não há chance de algo nessa direção vingar.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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