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Arquivo de janeiro, 2006

30/01/2006 - 13:11

Sugestões para CPMI dos Correios

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Tenho recebido, tanto por e-mail quanto em comentários a este blogue, inúmeras sugestões quanto a temas que poderiam ser objeto de atenção durante a sessão da sub-relatoria de Normas de Controle da Corrupção da CPMI dos Correios. Estão todas sendo levadas em conta e, na medida do possível, encaixadas no arcabouço geral da apresentação que farei. Adianto que nem tudo poderá ser aproveitado, uma vez que será necessário manter a maior parte do foco nos problemas evidenciados na crise e respectivas medidas compensatórias. De toda forma, se tentará exprimir o máximo possível das sugestões rebebidas.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 16:34

Abril despedaçado

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Recomendo assistir ao filme “Abril despedaçado”, dirigido por Walter Salles. Nada das bobagens, excessos, lacunas e pretensões de “Central do Brasil”. Feito com base num romance do escritor albanês Ismail Kadaré, conta uma tragédia universal. Vale a pena. 

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 16:21

Recordar é viver (3)

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Continuação da nota anterior.

Caso pensado

A ausência da consciência de que existe um dever profissional em justificar
decisões perante a estrutura dissolve a organicidade que está na base de uma
organização hierárquica. Hierarquias não existem para favorecer pessoas, mas
para tornar o trabalho mais eficiente. Se, à diferença disso, a hierarquia serve
para estabelecer primordialmente quem ganha mais e quem ganha menos, seu
objetivo material deixa de existir: impera o arbítrio pessoal. O diretor dá
ordens diretas ao repórter e o editor é desautorizado, perdendo qualquer
possibilidade de ganhar o respeito de seus subordinados. Não é incomum que o
editor tenha medo de orientar o repórter ou o subeditor, porque este pode ser
amigo de alguém situado mais acima. Contratações, promoções e demissões obedecem
não ao propósito extrapessoal de fazer um produto melhor, mas à finalidade
mafiosa de fortalecer posições de grupo. A solidariedade profissional
transforma-se em desvio em relação à norma, um crime tornado mais grave porque
expõe, pelo contraste, a esqualidez circundante. O cinismo, secular moléstia
profissional do meio, se transforma em instrumento explícito de gestão. Pequenos
assassinatos são cometidos diariamente nesse tipo de redação.

Instruir um repórter que fará uma matéria é algo que só acontece no plano
convencional. A instrução é ministrada com consciência de que para nada servirá,
e recebida com enfado. Imagina-se que, de moto próprio, o repórter irá se
preparar, escrever sem agressões excessivas aos fatos, à gramática ou ao bom
senso. Por que isso se imagina é um mistério, pois para preparar-se o repórter
precisaria saber que isso é importante, algo que só acontece no discurso,
raramente na prática. Como, várias vezes na vida, já estive do outro lado da
mesa, fui em muitas ocasiões entrevistado por repórteres (de grandes jornais, de
canais de TV globais, de revistas) que iniciavam o diálogo pela frase “Diga tudo
sobre esse negócio aí”. Como o proverbial cachorro que cai do caminhão de
mudança, esses valentes profissionais sequer sabiam que raio estavam
cobrindo.

Fontes que ignoram o despreparo da imprensa recaem na indignação no dia
seguinte, ante as barbaridades publicadas. Fontes que sabem disso, e que são
capazes de se aparelhar, armam-se. Como têm consciência de que o preparo médio
da reportagem é nenhum, ganham todas as condições de passar o que querem, coisa
que fazem todos os dias. Conforme Mino Carta diz há décadas, repórter brasileiro
nunca faz a segunda pergunta. Não é à toa que o jornalismo diário brasileiro é
quase todo ele declaratório. Os efeitos são notórios no noticiário econômico,
por exemplo, permanentemente vulnerável ao chapa-branquismo (há também
colunistas conscientemente chapa-branca, é claro).

Como conseqüência da falta de racionalidade interpessoal na produção, em
quase todos os jornais (em revistas o problema é bem menor, devido ao tempo de
edição muito mais dilatado) a esmagadora maioria das matérias sai diretamente do
terminal do repórter para a chapa de impressão. Ninguém lê o que será publicado,
e ninguém lê no dia seguinte. Isso chegou a tal ponto que a crítica da edição,
quando exercida, é encarada como ofensa (não me refiro ao trabalho de uma equipe
de controle extra-redação, a qual há quem descarte, preconceituosa e
antiprofissionalmente, como “polícia”). O repórter acredita ser uma espécie de
Hemingway, no que é estimulado pela ausência de controles profissionais
exercidos pela chefia.

Sem dúvida, a predominância de uma ideologia de vida alimentada pela
“livre-iniciativa” estimula cada vez mais a perseguição de objetivos pessoais
acima de qualquer outra consideração. É um fenômeno mais amplo, que afeta todas
as atividades. O enfraquecimento dos condicionantes sociais que limitavam o
escopo da ação individual dissolve os padrões profissionais e substitui a ética
do ofício pelo vale-tudo do caçador de renda. As redações não estão livres
disso. Em tais condições, pode-se considerar como certo um recrudescimento do
mercantilismo pessoal, traduzido na venda de matérias (algo que a profissão
esconde cuidadosamente, mas cuja potencialidade é bem presente) e na montagem de
esquemas de negócios paralelos, alavancados com dinheiro do patrão.

É evidente que jornais feitos dessa maneira são mal planejados, mal pautados,
mal apurados, mal escritos, mal acabados. Informam mal, portanto.

Mas como é que fica o fato de o público aceitar esses jornais? Não seria isso
uma demonstração empírica da falsidade do que se afirmou até aqui? Não é a
aceitação por parte do consumidor a medida da qualidade de qualquer produto,
jornais incluídos?

A resposta é que a avaliação da qualidade pela popularidade se baseia numa
alteração do significado da expressão “qualidade”, alteração essa que, por sua
vez, desconsidera de caso pensado o poder manipulador da propaganda e do
marketing. O assunto tem certa complexidade, que a já alentada extensão do
presente artigo impede seja explorada. Fica para outra vez.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 16:20

Recordar é viver (2)

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Continuação da nota anterior.

Praga de redações

Semelhante modo de funcionamento só podia existir na presença de dinheiro e
de uma orientação geral esclarecida. Este segundo requisito era proporcionado
por Pedro Paulo Poppovic, excepcional dirigente de editora com o qual me
desentendi anos depois, por motivos políticos.

É claro que também havia gente ignorante, incompetente, mau caráter etc. (bem
como namoradas e namorados, embora não cônjuges, se não me engano proibidos),
mas a existência de mecanismos de decisão e controle explícitos e interpessoais
minimizava tanto seu número quanto seus malefícios.

Depois que saí da Abril, passei por uma porção de empregos e atividades, que
incluíram de novo a Abril, a IstoÉ em seus primórdios, a Folha
(duas vezes), a Gazeta Mercantil, a versão eletrônica do Valor
Econômico
e outros menos visíveis.

Ao longo desse período, o que verifiquei crescentemente foi a vulnerabilidade
da imprensa à arbitrariedade no interior das redações. É comum não existirem
regras de conduta profissional, as quais são substituídas pelo comportamento de
seu dirigente máximo. Quando este é uma pessoa razoável, isso se reflete na
imposição de condutas profissionais melhores. Quando não, instaura-se um caos de
desrespeitos pessoais, profissionais e hierárquicos, tudo em meio a ordens
esquisitas, decisões injustificáveis tomadas in pectore e, não raro, agressões à
própria inteligência.

Mesmo quando o dirigente é mais civilizado, o fato de seu ordenamento
precisar ser imposto a uma redação formada por indivíduos acostumados à
arbitrariedade retira muito de sua capacidade de cooptação. Nessas condições, o
ordenamento não é entendido pelas pessoas, mas obedecido irracionalmente. É, por
exemplo, o que acontece com a Folha. (Diga-se, aliás, que esse jornal,
como precursor, no Brasil, da introdução de mecanismos estruturados e
formalizados na redação, procurou inaugurar uma racionalidade prática que a
profissão desconhecia. Por isso, foi sempre muito mal compreendido.)

Há redações, por outro lado, que funcionam com base no princípio do chefe em
sua formulação mais brutal. Dirigentes desse tipo tomam decisões sem
discuti-las, ofendem-se quando questionados e agem como crianças mimadas.
Tipicamente, carregam atrás de si grupos de apaniguados: quando há uma mudança
na direção, sai toda uma turma e entra outra. Mas que profissionalismo é esse,
em que só se consegue trabalhar com amigos, com aqueles que são alvo de
favorecimentos extraprofissionais e que, portanto, aprendem que a blandícia, e
não o mérito ou a capacidade, é o fator relevante para o progresso na
profissão?

Apesar de toda uma discurseira auto-referenciada, tais dirigentes são
incapazes de trabalhar com a diferença, não por simples falta de
disponibilidade, mas porque isso se situa fora de sua vivência. São, portanto,
cercados de puxa-sacos, uma praga de redações que, se não coibida com o máximo
rigor, infecta todo o ambiente. E são, por seu turno, cultores do poder,
qualquer poder. O antijornalismo, que se reflete diretamente no noticiário.

Continua na nota seguinte.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 16:11

Recordar é viver (1)

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Definitivamente, estou ficando velho, o que se reflete, entre outras coisas, em retornos que faço a antigos escritos. Durante a maior parte da vida, evitei ler o que escrevia, para me desviar da irritação de me deparar com idiotices auto-inflingidas. Hoje, às vezes volto ao passado e me deparo com coisas que não me parecem totalmente bestas. Peço licença de reproduzir uma, escrita no Observatório da Imprensa em setembro de 2000, a pretexto do caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, que matou a ex-namorada a tiros:

Pequenos assassinatos

O “caso Pimenta” estimula algumas observações sobre o que vem acontecendo no meio profissional jornalístico brasileiro. Antes de prosseguir, contudo, um esclarecimento. Pimenta era amigo de meu pai e o conheço desde sempre, razões que seriam suficientes para me impor o silêncio, não fosse a circunstância predominante de que não pretendo comentar o caso em si, ou a cobertura a ele conferida pela imprensa, ou as atitudes de advogados, da polícia ou da Justiça, coisas todas essas que estão sendo objeto da atenção de pessoas muito mais habilitadas do que eu. Apenas observo, quanto à tragédia, que se inscreve no capítulo da insanidade, independentemente do que afirmem laudos psiquiátricos – afinal, a psiquiatria e seus aparentados está, na melhor das hipóteses, a centímetros do curandeirismo.

Pois bem, Alberto Dines observou neste espaço [aqui] que o ocorrido aponta para um determinado aspecto da vida das redações, a saber, a ausência de mecanismos que coíbam pessoas investidas de autoridade de promoverem suas mulheres/maridos, parentes, namorados(as) etc. A observação de Dines é, naturalmente, correta. Acredito, porém, que pode ser ampliada, e colocada contra um pano-de-fundo mais preocupante do que as relações amorosas.

(Considere o eventual leitor que, sem exceção, tudo o que se segue decorre de experiências particulares. Julgo importante explicitar semelhante obviedade porque jornalistas se acostumaram a imaginar que aquilo que escrevem estaria respaldado por alguma faculdade superior de objetividade neutra. Desse mal, ao menos, não sofro. Também esclareço desde logo que não alimento a meu próprio respeito imagens hipertrofiadas quanto à competência profissional como jornalista. Nunca fiz, na imprensa, nada que possa ser considerado memorável, ou mesmo relevante, de forma que não me considero investido de autoridades excelsas. Só falo, repito, a partir de minha experiência.)

O ofício e a empresa

O tempo decorrido desde meu primeiro emprego na imprensa é de aproximadamente trinta anos. Essa experiência foi bastante entrecortada por outras atividades. Tal circunstância me permitiu obter uma perspectiva da imprensa dotada de um certo benefício (é claro que também repleta de desvantagens, mas por ora deixemos isso andar): devido ao fato de não ter vivido uma evolução constante, a cada vez que retornava à imprensa o contraste com a situação anterior se me apresentava com uma agudeza que a vivência continuada, muito compreensivelmente, torna mais difícil.

O que observei ao longo desses anos foi uma involução constante nas práticas do métier. Meu primeiro emprego foi na revista Transporte Moderno, da Abril, então dirigida por Matias Molina. Lá permaneci apenas uma semana, tempo suficiente para evidenciar que, se algo não se interpusesse entre mim e a revista, os transportes brasileiros correriam risco. Mesmo nesse curto espaço de tempo, pude testemunhar o extraordinário talento formador de Molina, mais tarde exercido, durante anos, na Gazeta Mercantil (o que induziu algumas pessoas a imaginar que, simplesmente por terem trabalhado na Gazeta, estariam de alguma forma elevados ao Olimpo do jornalismo). Molina sentava-se com o repórter e lhe mostrava o que estava errado, o que queria, quem procurar, que ângulos descartar como improdutivos, quais filões perseguir. Sobretudo, ele usava a racionalidade.

Após uma semana de infrutíferas tentativas de produzir minha primeira matéria (chatíssima, sobre embalagens), a salvação para mim e para a revista apareceu na forma de uma transferência para outra área da empresa. A Abril Cultural começava a sua operação de fascículos, e, devido à minha formação, fui convocado para trabalhar como redator da Ciência Ilustrada. Naquela época, fascículos não eram feitos como hoje, simples traduções com casca e tudo (mais uma, de tantas outras involuções). Uma tradução inicial servia como base para artigos largamente reescritos, os quais eram submetidos duas vezes a consultores. Uma operação dessas exigia um processo de confecção complexo e muito disciplinado, envolvendo redações grandes. O responsável pela direção era Ary Coelho da Silva, ex-químico cassado, integrante da velha guarda comunista carioca. Cada fascículo ficava sob responsabilidade de um secretário de redação, no caso Alberto Gambirasio (irmão de Alexandre).

A Ary Coelho devo tudo o que aprendi na profissão. Sobretudo, aprendi que as melhores relações profissionais, e portanto os melhores produtos, acontecem como decorrência de mecanismos baseados no convencimento racional. Ary lia tudo, depois chamava as pessoas envolvidas e explicava, uma a uma, todas as emendas que fazia. Quase todos os que trabalhavam com ele eram muito jovens e relativamente inexperientes, o que facilitava as coisas. Se o tradutor se equivocava, se o redator escrevia alguma impropriedade, se o copy-desk deixava passar, se o secretário de redação não percebia, Ary chamava a todos e a todos explicava o que precisaria ser mudado e por quê. Dessa forma, todos aprendiam; não só aprendiam, mas sobretudo sabiam o que e como estavam aprendendo. Nunca mais encontrei alguém que atingisse os padrões de correção profissional que ele praticava. Com ele aprendi que o chefe é não apenas representante da empresa e do ofício perante o funcionário mas, também, representante do funcionário perante o ofício e a empresa. Aprendi que a ascendência hierárquica de nada vale na ausência do respeito conquistado pelo exercício cotidiano da competência. Aprendi que há coisas que não se faz, mesmo se não proibidas, e que há obrigações incontornáveis, ainda que não impostas.

As relações funcionais com a empresa eram, também, revestidas da mesma racionalidade. O importante a observar quanto a isso é que a racionalidade impõe uma grande dose de moralidade – se alguém era promovido ou demitido, todos sabiam por quê. Podia-se discordar das avaliações, mas avaliações havia, unanimemente compreendidas.

Continua na nota seguinte.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 14:36

Ao STF

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Visitantes novos (acho que às vezes aparece alguém novo) e antigos deste blogue estão convidados a aderir à campanha de manifestação junto aos ministros do STF anunciada aí no cabeçalho. Também são convidados a espalhar entre seus contactos. Se os ministros não forem comunicados de que o assunto é grave e não pode vingar, políticos eleitos e seus nomeados serão brindados com um verdadeiro convite à corrupção.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2006 - 10:40

Ranking de instituições acadêmicas

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Antonio Pedro Ramos sugere consulta a um ranking das 500 principais universidades do mundo, publicado aqui. Há quatro universidades brasileiras citadas, todas públicas (as universidades privadas brasileiras não produzem coisa nenhuma — no mais das vezes, são máquinas caça-níqueis de distribuição de diplomas, gozando de isenções e subsídios fiscais). São elas:

  1. Universidade de São Paulo, empatada com outras 48 na 153ª posição.
  2. Universidade Estadual de Campinas, com outras 102 na 302ª posição.
  3. Universidade Federal do Rio de Janeiro, idem.
  4. Universidade Estadual Paulista, na 404ª posição, empatada com outras 99.

O ranking, que corresponde ao ano de 2003, emprega os seguintes critérios:

  1. Ex-alunos que receberam prêmios Nobel e outras altas distinções acadêmicas. As quatro brasileiras receberam zero neste quesito.
  2. Integrantes (professores e pesquisadores) que receberam prêmios Nobel nas áreas de física, química, medicina e economia e medalhas Fields em matemática (a medalha Fields, concedida de quatro em quatro anos, é o Nobel da matemática). Também aqui, zero para as brasileiras.
  3. Quantidade de pesquisadores muito citados em 2003 em periódicos de primeira linha de 21 áreas de investigação entre 1981 e 1999. USP e Unicamp pontuaram 8,7 neste quesito (a “nota” máxima é 100) e as duas outras zero. É bom ter em mente que “áreas de investigação” não incluem pedagogia, “ciências da religião”, “ciências da comunicação” e assemelhados.
  4. Artigos publicados nas revistas Nature e Science. Os escores das brasileiras foram: USP – 11,7; Federal do RJ – 9,1; Unicamp – 6,4; UNESP – 2,3. O escore máximo é 100.
  5. Artigos mencionados no Science Citation Index expandido e no Social Sciences Citation Index. Aqui a situação das brasileiras é melhor: USP -  63,6; Unicamp – 37,9; Federal do RJ - 36,6; UNESP – 34,1.
  6. Desempenho acadêmico em relação ao número de docentes e pesquisadores. USP – 18,7; Unicamp – 11,8; Federal do RJ – 10,2; UNESP – 8,1. Uma produtividade baixíssima, como se percebe.

Assim, as quatro universidades brasileiras emplacam alguma posição entre as 500 porque alguns pesquisadores a elas associados (poucos em comparação com a quantidade total de docentes) são bastante citados, em especial os da USP.

É também notável observar a predominância de São Paulo, e da USP em particular. Após décadas de políticas de pesquisa e desenvolvimento despejando recursos em Universidades Federais pelo Brasil afora, o grosso da produção continua concentrado na USP. Em outras palavras, sem desenvolvimento econômico e melhor distribuição de renda não há progresso possível.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/01/2006 - 10:50

Cité de la Musique

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Violão feito pelo luthier Jean-Nicolas Grobert, aprox. 1830.

Nos limites do imenso parque que abriga a Cité de la Science e d’Industrie, em Paris, está a Cité de la Musique, complexo dedicado à música e que inclui um museu de instrumentos musicais. Lá dentro, para muitos dos instrumentos exibidos a visita inclui exemplos sonoros. Um fone de ouvido, que se obtém de graça à entrada, capta emissões de radiação infravermelha que ficam limitadas a um espaço reduzido em torno das peças para as quais há gravações disponíveis. Basta aproximar-se para ouvir.

Enfim, o sítio de Internet da Cité de la Musique inclui uma visita virtual. Clique na imagem e depois em “visite virtuelle”. O aplicativo (em flash) informa que haveria “vários” exemplos musicais dos instrumentos, mas só encontrei dois. De toda forma, é um percurso interessante, e fica aí para quem quiser se divertir por uma meia hora.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Passeios virtuais Tags:
27/01/2006 - 19:47

Saideira Ralph Nader

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Da mesma forma que uma quantidade de pessoas que desconfio ser minúscula, assinamos em casa um serviço de TV a cabo, o Net. Conforme já reclamei aqui meses atrás, esse troço é um escândalo. Paga-se uma nota preta para assistir a canais que repetem sistematicamente a programação. Basicamente, uso a TV para fritar o cérebro à noite, e me esquecer um pouco de corrupção, mensalão e outros ãos de jaez semelhante. Mas no mais das vezes não funciona, porque não há nada para assistir. É tudo sistematicamente repetido, de seriados a filmes.

Os filmes são no geral produções de baixíssima qualidade, desses que passam no interior do Arkansas, ou coisa parecida. De uns tempos para cá, canais de filmes passaram a exibir filmes pornô do tipo medium-soft.

Programas de natureza (leões, suricatas, guepardos, formigas, lagartos etc.) são também repetidos todo o tempo.

Procurei como estabelecer comunicação com a empresa. Jamais faria isso por telefone, pois minha interação com operadores de telemarketing costuma resultar em alguns meses a menos de vida para minha já reduzida expectativa de longevidade. Assim, procurei o contgacto por e-mail. Impossível. Para isso, os desgraçados pedem até a cor da camisa que se está vestindo. Como não tenho nenhuma confiança na honestidade de propósitos de quem solicita tanta informação, essa via resultou proibitiva.

Help, Ralph Nader. Agora é ler o contrato (decerto nos ferraram direitinho e se permitem todo tipo de despudoramento comercial) e, se for o caso, recorrer ao Procom e pedir ressarcimento da assinatura. Duvido que dê certo, mas não custa tentar. Raio de gente desonesta.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/01/2006 - 16:58

Renan e a lista de nomeações

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[Substitui texto anterior, que continha incorreção factual.] Até a data de hoje, um total de 702 pessoas enviou mensagens eletrônicas ao gabinete do senador Renan Calheiros, presidente do Senado, solicitando urgência no atendimento de requerimento do senador Delcídio Amaral para que se requisitasse à Casa Civil da Presidência da República a lista completa dos indivíduos que ocupam “cargos de confiança” na estrutura do Executivo federal, juntamente com suas respectivas “cotas” partidárias. Obrigado a todos que participaram da campanha. Passaremos agora a pressionar o senador Calheiros por outras vias.

Autor: Claudio Abramo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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