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segunda-feira, 18 de abril de 2011 Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, beleza, civilidade, clarissa arquitetura design, clarissa schneider, natureza, publicações, publicidade, sustentabilidade, urbanismo | 15:25

arquitetura contemporânea para morar no campo, onde o vento é forte e as chuvas intensas: um exemplo escocês

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O Rural Design é um escritório de arquitetura escocês, com base na Ilha Skye, que desenha casas para toda a região montanhosa daquele país. O ponto forte destes arquitetos é o design sustentável e inovador. Com anos de prática, conhecem as questões dos ventos fortes e da escassez de recursos naquela parte do mundo. Suas casas são rústicas e, ao mesmo tempo, contemporâneas, e falam sobre a verdade de morar ali. Lembram um pouco a estética da região do interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde vivem italianos, alemães e poloneses. Se você entrar no site e buscar o conceito do escritório, vai ler um prefácio simpático, que diz que, se você sentir que a abordagem deles é do seu gosto, estão interessados nas possibilidades de qualquer projeto, grande ou pequeno, e estão abertos a um papo, etc. Parecem informais, mas são gente grande nas questões de construção, premiados e cheios de vontade de inovar um lugar recheado de tradição e história. Veja aqui alguns projetos deles e confira.

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Notas relacionadas:

  1. Porto de Amsterdam com espaço para a arte: exemplo a ser seguido
  2. Whitney Museum Downtown: compromisso com uma arquitetura inovadora
  3. o sucesso da arquitetura está na fusão da luz, a vista, a intimidade e a individualidade
Autor: Clarissa Schneider Tags: ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Design, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, beleza, civilidade, clarissa arquitetura design, exposições, iluminação, moda, publicações, sustentabilidade, tendências, tendências clarissa schneider | 12:58

Veja algumas das novidades da feira de Milão

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Este ano não consegui ir a Feira de Milão, mas é por uma boa causa. 3 pessoas da equipe da Bamboo estão lá, de olho nas novidades e já com diversas matérias agendadas para as próximas edições. Enquanto a revista não vem, mando aqui um aperitivo do que gostei, mesmo de longe. A feira acaba dia 19 de abril, terça-feira. Confira aqui algumas novidades da B&B Itália, Cassina, FlexForm e Galeria Rossana Orlandi.

poltrona Husk, by Patricia Urquiola, para a B&B Itália

Beverly, por Antonio Citterio, para B&B, Itália

Coathanger, por irmãos Campana para Klein Karoo

"Veliero"bookcase, desenhado em 1939 por Franco Albini e produzido atualmente pela Cassina

grande Mare sofa, por Antonio Citterio, para Flexform

mesas laterais de Jaime Hayon, na galeria Rossana Orlandi

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Notas relacionadas:

  1. 12ª Bienal de Veneza: Less is more
  2. nova iorque recebe em novembro feira de livros de arte
  3. Fernando e Humberto Campana fazem aparição dupla na Itália
Autor: Clarissa Schneider Tags: , ,

segunda-feira, 4 de abril de 2011 Anúncios, Catálogos, Curadoria, Design, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arte, beleza, exposições, galerias de arte, museus, publicações, publicidade, tendências | 08:39

começa hoje, na Fondation Cartier, a mostra Vaudou sobre a coleção espetacular do curador Jacques Kerchache

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A Fondation Cartier pour L´Art Contemporain irá apresentar, pela primeira vez, um grupo excepcional de objetos Vodun, da coleção de Anne e Jacques Kerchache. A cenogafia vem assinada por Enzo Mari, um dos grandes mestres do design italiano. A exposição é organizada com colaboração de Anne, esposa de Jacques até sua morte, em 2001. Conselheiro artístico e curador de exposições, Jacques Kerchache foi um forte defensor das artes primitivas, promovendo a sua entrada em importantes coleções e museus franceses. Foi sob sua iniciativa que o Pavillion des Sessions foi criado no Louvre, em 2001, bem como o Musée du Quai Branly, em 2006. Esta mostra é uma homenagem da Fondation Cartier a este grande conhecedor e explorador, conhecido por seu olhar exigente e por seu profundo conhecimento de ambas as artes: a primitiva e a contemporânea. Se estiver em Paris, não perca! E traga o catálogo para os pobres mortais aqui do outro lado do oceano, que não poderão ver a mostra neste momento.  “FOR THE PRIMITIVE ARTS AND MOST NOTABLY FOR VODUN, THERE IS JACQUES KERCHACHE AND ONLY HIM.” ANDRÉ MALRAUX

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Notas relacionadas:

  1. exposições simultâneas na MendesWood hoje
  2. Jean Girard na Fondation Cartier
  3. a mais espetacular enciclopédia de fotógrafos do século 20
Autor: Clarissa Schneider Tags: , , , ,

segunda-feira, 28 de março de 2011 Catálogos, Design, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, beleza, publicidade, sustentabilidade, tendências | 10:13

Carolina Armellini e Paulo Biacchi da Fetiche Design: se ainda não conhece, fique de olho nesta dupla

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Jovens, atrevidos e com muita liberdade para criar, Carolina Armellini e Paulo Biacchi abriram, em 2008, a Fetiche Design, em Curitiba. De lá para cá, a dupla começou a aparecer com destaque em muitas publicações nacionais e internacionais e vender nas melhores lojas de design do país. Foram finalistas de diversos concursos como o IF Awards, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, o Salão Design Casa Brasil e o Movelsul. Paulo é formado em design pela UFPR, foi vencedor do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e trabalhou em Milão com o arquiteto Gianni Pareschi.  Ao longo de sete anos criou para a Dellano, Eucatex e Casas Bahia, entre outros. Aqui, algumas imagens das últimas coleções com destaque para a Pai João que estará em breve nas lojas. Vamos apostar!

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Notas relacionadas:

  1. Fernando e Humberto Campana fazem aparição dupla na Itália
  2. 24º prêmio Museu da Casa Brasileira: quem ganhou?
  3. Fique de olho nesta dupla de designers israelenses
Autor: Clarissa Schneider Tags: , , ,

sexta-feira, 11 de março de 2011 Design, Editorial, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, beleza, civilidade, iluminação, natureza, publicações, sustentabilidade, tendências, urbanismo | 08:44

residência Farnsworth: a obra ícone do modernismo continua inspiradora

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Duas placas de betão suportadas por 8 vigas de aço, paredes de vidro sem divisões internas – com exceção à estrutura que segura a área da cozinha,- e um conjunto de degraus que leva ao terraço da entrada. Este é o plano da casa Farnsworth, assinada por Mies van der Rohe (1886-1969), um dos mais importantes arquitetos do século 20 e um dos principais mentores do modernismo. Neste projeto, o arquiteto aplicou uma série de conceitos que defendeu durante toda sua carreira como a famosa frase “less is more“. Mas, a principal característica deste edifício é a transparência que integra os espaços interno e externo e faz a vida dentro de casa se confundir com o espaço fora dela. Guardadas as polêmicas em torno da obra – a proprietária processou o arquiteto, alegando que a residência era inabitável. O fato é que esta é uma das casas mais famosas do mundo (está localizada na cidade de Plano, Illinois, nos EUA) e continua inspirando uma legião de arquitetos espalhados em todos os continentes, como é o caso do escritório alemão Nuyken von Oefele que projetou 2 pavilhões, utilizando materiais diferentes. O primeiro é feito de madeira e o outro tem uma estrutura de vidro, com vista desimpedida em 360º. Aqui você vai ver imagens dos projetos de Mies e dos arquitetos alemães. Compare! A ideia por trás dos dois edifícios é de um espaço modular, que pode ser ampliado e equipado de forma individual, com portas de correr e retráteis, dão a impressão de ser uma extensão do espaço onde estão instalados. Se você fala alemão, sorte sua! Senão, vá até o site e faça como eu: mande um bilhete e peça maiores informações.

residência Farnsworth por Mies van der Rohe

Notas relacionadas:

  1. Porto de Amsterdam com espaço para a arte: exemplo a ser seguido
  2. com o conceito de “casa na árvore”, Frank Gehry desenha sua primeira obra na Austrália
  3. o celeiro moderno do L.E.F.T. une telhado e parede num monolito contínuo
Autor: Clarissa Schneider Tags: ,

quarta-feira, 9 de março de 2011 Design, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, beleza, civilidade, publicações, publicidade, sustentabilidade, tendências, urbanismo | 08:50

o celeiro moderno do L.E.F.T. une telhado e parede num monolito contínuo

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L.E.F.T. é um escritório de arquitetura baseado em Nova York desde 2001. Com foco no design pouco convencional, eles procuram redefinir a relação do objeto, com uma perspectiva estética nova e seguindo a ética dentro do contexto social. O site deste grupo é dificil de entender, duro de acessar, mas o trabalho é lindo. Um email apenas para a PR e imediatamente recebi imagens do projeto que vi e adorei. Com aquela cara de galpão, materiais sustentáveis, geometria linda, enfim! O release de apresentação do Loft Barn é muito prolixo, mas as imagens falam por si. Composto por 5 quartos, a casa é uma versão moderna de um celeiro nos Hamptons, com acabamento que une telhado e paredes em um monolito contínuo. Nome: Loft Barn; Cliente: Keledjian Khajak; Localização: Bridgehampton, Nova York; Arquitetos: L. E. Arquitetos. Eu adorei, espero que você goste.

Notas relacionadas:

  1. a russia no grande cenário do grafite moderno
  2. é um luxo garimpar peças num bom antiquário
  3. desenhado e construído por estudantes depois do furacão Katrina
Autor: Clarissa Schneider Tags: , ,

sexta-feira, 4 de março de 2011 Design, Editorial, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, arte, beleza, civilidade, natureza, publicações, publicidade, sustentabilidade, urbanismo | 08:45

desenhado e construído por estudantes depois do furacão Katrina

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InfoWash/The Design Workshop é um projeto acadêmico desenhado por um grupo de estudantes, como uma resposta direta à devastação causada pelo furacão Katrina, na pequena cidade de DeLisle, Mississipi. O nome do projeto é  39571 Info Wash e sua missão é melhorar o espírito humano, respondendo às crises humanitárias. Na tentativa de atender às necessidades físicas e emocionais da comunidade, treze estudantes de graduação do Programa de Mestrado em Arquitetura e um de graduação do Bacharelado em Belas Artes, trabalharam numa ideia com os residentes locais. O desenho prevê uma lavanderia 24 horas e uma organização que presta assistência de reconstrução para os moradores. A simples tarefa de lavar a roupa é usada como uma “terapia de alívio” ao longo do complicado processo de “reconstrução”. Este foi o trabalho mais ambicioso do Workshop de Design, que trabalha sem fins lucrativos e realiza a concepção, o detalhamento e, finalmente, a construção – que é supervisionada em todos os aspectos até a execução final. Na última primavera os alunos trabalharam com David J. Lewis, o diretor do programa Info Wash 39.751. O grupo viajou para o Mississipi, reuniu-se com o cliente e membros da comunidade e, ao final do semestre, executou um conjunto completo de documentos de construção. Composto por 2 volumes ligados por uma passagem coberta, o lado sul do edifício é protegido por um telhado, enquanto uma parede de policarbonato translúcido fornece luz suficiente para os espaços interiores. O cedro vermelho ocidental foi escolhido como o principal material, por causa de sua resistência aos insetos e às intempéries. A ideia é oferecer aos moradores uma volta à vida normal.

Ficha técnica: Arquitetos: A oficina de design da Parsons The New School of Design. Fotos: Laura Lyon & Ivan Chabra.


Notas relacionadas:

  1. 12ª Bienal de Veneza: Less is more
  2. Casa para idosos em Portugal por Aires Mateus: poesia e meditação
  3. um pouco de Isamu Noguchi para acalmar esta vida insana
Autor: Clarissa Schneider Tags: , ,

quarta-feira, 2 de março de 2011 Catálogos, Editorial, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arte, beleza, fotografia, publicações | 08:52

a mais espetacular enciclopédia de fotógrafos do século 20

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Entre os mais novos lançamentos da Taschen, está Photographers A- Z. Organizado por ordem alfabética, esta enciclopédia biográfica apresenta todos os fotógrafos mais importantes do século 20, desde os primeiros representantes do modernismo clássico até os dias de hoje. Ricamente ilustrado com fac-símiles de livros e revistas, inclui todos os fotógrafos mais importantes dos últimos cem anos, especialmente aqueles que distinguiram em publicações e exposições, ou que fizeram uma contribuição significativa para a cultura da imagem fotográfica. Entre os 400 nomes estão fotógrafos americanos e europeus, latino-americanos, africanos, japoneses e chineses. Você vai encontrar imagens consideradas arte fotográfica e que estão nas coleções dos grandes museus do mundo. Procure por Julius Shulman, Cindy Sherman, David La Chapelle, Diane Arbus, Richard Avedon, Cecil Beaton, Robert Capa, Robert Doisneau, Nan Gold, Man Ray, Robert Mapplethorpe, Helmut Newton, Irving Penn, Pierre et Gilles, Sebastião Salgado, Mario Testino, Andy Warhol, Bruce Weber, Henri Cartier Bresson, Brassai, etc. Veja no site da Taschen e procure nos “novos títulos”. No Brasil, encontre nas boas livrarias.

Notas relacionadas:

  1. um livro corajoso sobre a África, por Sebastião Salgado
  2. um dos melhores trabalhos de botânica de todos os tempos
  3. Hélio Oiticica, e mais 4 latino-americanos, no MOCA de Los Angeles
Autor: Clarissa Schneider Tags: , ,

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Anúncios, Design, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, arte, beleza, civilidade, exposições, iluminação, museus, publicações, publicidade | 09:00

um pouco de Isamu Noguchi para acalmar esta vida insana

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Isamu Noguchi ( 1904 -1988) foi um dos escultores mais importantes e aclamados pela crítica do século 20. Nascido em Los Angeles, Califórnia, de mãe americana e pai japonês, Noguchi viveu no Japão até os 13 anos, quando se mudou para Indiana. Enquanto estudava medicina na Universidade de Columbia, assistiu aulas de escultura à noite, e seu mentor era o escultor Onorio Rudolfo. Por meio de uma vida inteira dedicada à experimentação artística, criou esculturas, jardins, projetos de mobiliários e iluminação, cerâmica, arquitetura e cenografia. Sua obra, ao mesmo tempo sutil e ousada, moderna e tradicional, estabeleceu um novo padrão para a reintegração das artes. Nos últimos anos de vida, manteve estúdios em Nova York e Japão. Noguchi expandiu seus limites de criador em contato com diversas culturas, em suas andanças pelo mundo. No México, descobriu o impacto de grandes obras públicas; nos jardins do Japão conheceu a cerâmica e os desenhos de terra;  na China se aperfeiçoou nas técnicas sutis de pincel de tinta; e na Itália, conheceu as nuances da pureza do mármore. Todas essas impressões ele incorporou ao seu trabalho, ampliando sua gama de materiais, e incluindo o aço inoxidável, o mármore, o ferro fundido, a madeira balsa, o bronze, a folha de alumínio, o basalto, o granito e a água.  Em 1995, Noguchi abriu o Noguchi Garden Museum, conhecido agora como o Museu Noguchi. Em 1986, o artista representou os Estados Unidos na Bienal de Veneza; em 1982 recebeu a medalha Edward Mac Dowell, por sua contribuição às artes; em 1987 foi condecorado com a National Medal of Arts (medalha Nacional de Artes); e em 1988, ganhou a Order of Sacred Treasure (Ordem do Tesouro Sagrado)  do governo japonês. Este artista das pedras e das formas essenciais morreu em Nova York em 1988 e deixou uma legião de admiradores que não se cansam de falar de seu trabalho e visitar o seu museu. Se você for a Nova York, reserve uma tarde para repousar o olhar, acalmar o pensamento e focar no que vale a pena. As fotos que você vê aqui estão no site do artista. São um aperitivo de cenas do museu, e do que você poderá assistir ao vivo e a cores.

Notas relacionadas:

  1. Isabelle Tuchband assina linha de luminárias para Dominici
  2. evento incentiva projetos para famílias carentes
  3. cristian zuzunaga: o catalão que vai botar mais cor na sua vida
Autor: Clarissa Schneider Tags: ,

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Design, Editorial, Projetos, Sem categoria, Uncategorized, arquitetura, civilidade, publicações, publicidade, sustentabilidade, urbanismo | 10:03

Casa para idosos em Portugal por Aires Mateus: poesia e meditação

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Envelhecer faz parte da vida, melhor que seja com dignidade. Este projeto do arquiteto português Aires Mateus parte de uma leitura sobre um tipo específico de comunidade, a dos idosos. O edifício foi desenhado, segundo o arquiteto, “a meio caminho entre um hotel e um hospital, que trata de entender e reinterpretar o binômio social e privado, respondendo por um lado à vida em comunidade e por outro à vida solitária. A mobilidade reduzida dos que viverão no edifício, obriga a tomar cada movimento como uma experiência diversa e emocional”. O edifício possue o desenho amplo de um muro que se apoia naturalmente à topografia do terreno e organiza todo o espaço. Foi construído em Alcácer do Sal, norte de Portugal – um lugarzinho incrível que visitei alguns anos atrás e fiquei encantada – entre os anos de 2008 e 2010. Aqui a beleza não é uma questão vazia, mas o resultado de um pensamento sobre a brevidade da vida e a necessidade de envelhecer num ambiente que nos faça voltar ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: dentro de nós. Residências Assistidas em Álcacer é um projeto que convida à meditação. Deixo vocês com um texto do Fernando Pessoa sobre a velhice: ” Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.


Notas relacionadas:

  1. Sclavo na galeria Jorge Mara, até dia 25, em Buenos Aires
  2. Heloisa Crocco lança livro que é pura poesia
  3. entre sem bater na casa do Marcelo Rosenbaum
Autor: Clarissa Schneider Tags: , , ,

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