projeto de baixo custo para casas pré-fabricadas desenhado pelo arquiteto Lelé vai para a gaveta por burocracia da Caixa Econômica
No dia 23/11, a redação da revista Bamboo participou de mais um evento do arq.futuro, projeto que “tem como objetivo iluminar os diferentes papéis desempenhados pela arquitetura hoje, não apenas como expressão artística, mas também – e sobretudo – como elemento de transformação social.” Desta vez, o palestrante foi João da Gama Filgueiras Lima, mas conhecido como Lelé, cuja obra é reconhecida especialmente pelo conjunto de projetos que desenvolveu junto à Rede Sarah de hospitais. A maior parte de seu trabalho se encontra no eixo Rio-Salvador e se caracteriza especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura. Durante sua trajetória, chegou a propor métodos e processos de pré-fabricação de elementos construtivos inéditos no país, explorando a argamassa armada, em especial, e o aço. Na palestra esta semana, Lelé contou, para uma plateia recheada de estudantes, arquitetos e jornalistas, que havia desenhado um projeto para o Programa Federal Minha Casa, Minha Vida com um custo de apenas R$500,00 o m2, mas que não pode ser implementado, pois a Caixa Econômica Federal não poderia fazer convênio com um Instituto. Lelé é presidente do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat – IBTH, projetista dessa planta de baixo custo e sem fins lucrativos. Segundo ele, a idéia foi criada a pedido da própria presidente Dilma Roussef, porém, após sua concepção, o Instituto descobriu que nada sairia do papel. A proposta era de desenvolver prédios de estrutura mista metálica com argamassa armada que seriam fabricados no próprio local – e pela população, que seria capacitada rapidamente. Segundo o arquiteto, 300 pessoas ergueriam 40 apartamentos em 45 dias. Não há palavras para tanta burocracia e falta de vontade do Estado em implementar ideias realmente transformadoras. Veja a palestra no site do arq.futuro.






















































