A série Que exploração é essa? traduz para o universo infanto-juvenil um tema espinhoso: os abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes. No ar desde o domingo passado no Canal Futura, o programa usa fantoches para contar histórias próximas da realidade. Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, a série de cinco episódios cria um mundo de bonecos animados que, em uma viagem pelo país, flagram situações de prostituição, abuso de poder e aliciamento de menores. Os protagonistas, um pai caminhoneiro e seu filho adolescente, fazem uma viagem juntos em que cada parada, seja no restaurante, no hotel, na praia ou no cybercafé, revela exemplos de como a exploração pode acontecer. A trama de ficção é intercalada com depoimentos de especialistas e autoridades que falam sobre a real gravidade do problema e da importância de enfrentá-lo coletivamente a partir da sensibilização da sociedade como um todo. A série foi feita em parceria com a ONG Childhood Brasil. Toda a produção do programa foi acompanhada, discutida e avaliada por mais de 30 ong´s e instituições de referência na área – como a WCF Brasil, a Safernet, a Casa de Passagem, de Pernambuco e a Lua Nova, de São Paulo – e por aqueles que foram vítimas de abusos. O programa é exibido aos domingos às 17h20, com reprises às segundas 21h20 e sábados, às 20h20.
O grupo Rede Amazônica lançou o projeto Amazon Sat Ambiental, um canal que promete uma programação dedicada à preservação do meio ambiente. O projeto é uma parceria com órgãos do governo como o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, empresas da região e ONGs como o Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza. Além do conteúdo voltado para a sustentabilidade, a emissora anunciou que vai converter todas as emissões de carbono dos seus serviços, incluindo o transporte das equipes de reportagem e a energia elétrica gasta em seus processos. No site do canal é possível assistir ao vivo a programação e visualizar notícias, campanhas e pesquisas sobre meio ambiente. O Amazon Sat está disponível na TV aberta de 46 municípios da região amazônica e em vários pontos do país na TV por assinatura.
A Loducca é a responsável pela criação da campanha global sobre os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As peças para TV e mídia impressa foram apresentadas na cerimônia na sede da Unesco em Paris. Devem participar do evento as principais redes de TV do mundo como, BBC, CNN, FOX, MTV ESPN entre outras, que exibirão o comercial de 60 minutos protagonizado pelo escritor e conselheiro espeical da Unesco, Paulo Coelho. O filme pede para as pessoas refletirem sobre o que cada um fez nestes 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O Conselho de Audiovisual da França baniu os programas de televisão voltados para crianças menores de três anos , inclusive os veiculados em canais a cabo. De acordo com as autoridades francesas, a medida visa proteger as crianças. As emissoras terão de exibir um aviso de que os programas atrasam o desenvolvimento das crianças menores de três anos está sendo veiculado. Na França e em diversos países, inclusive o Brasil, existem canais dedicados à esta faixa etária como o Baby TV da Fox. Com informações da AP e do blog Criança e Mídia.
Os anúncios acima fazem parte da campanha Stand Up to Cancer e alertam para a doença que alarma os americanos. As estatísticas são impressionantes: diariamente, 1,5 mil americanos morrem de câncer. O ponto alto da campanha, que foi lançada junto com a abertura da temporada do Campeonato Nacional de Baseball, será no dia 5 de setembro em pleno horário nobre (20h). As três maiores emissoras de canal aberto dos Estados Unidos – ABC, CBS e NBC – vão tranmitir simultaneamente, sem intervalos comerciais, um show de perfomances reunindo personalidades do esporte, artistas, celebridades e jornalistas. O objetivo é arrecadar fundos para as pesquisas sobre a cura do câncer. Entre as celebridades que já confirmaram a presença estão Meryl Streep, Tobey MaGuire, Susan Sarandon, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, o atleta Lance Armstrong, Sidney Poitier, entre outros. A iniciativa Stand Up to Cancer é da Entertainment Industry Foundation e da Noreen Fraser Foundation.
Um pouco mais que distração para quem está esperando condução, ou melhor, o trem metropolitano de São Paulo em uma das 15 estações da linha C (que vai de Osasco a Jurubatuba). É o que garante a recém-lançada TvTrem. Na programação, práticas responsáveis e solidárias, cuidados ambientais e exemplos de inclusão social em matérias especiais veiculados por 60 monitores de LCD instalados nas plataformas. O público estimado é de três milhões de passageiros por mês. O serviço foi criado pela produtora Stúdio8 para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). De acordo com a assessoria de imprensa da Estação 8, as reportagens da TvTrem mostram uma São Paulo pouco conhecida da população, além de dar informações sobre as opções culturais, lazer (a baixo custo) e utilidade pública. E a grade de programação foi pensada levando-se em conta o tempo em que o usuário do trem fica na plataforma para que ele veja no mínimo uma matéria inteira (bloco) e os comerciais, gerando interesse real pelo conteúdo e fidelizando o telespectador. A Estação 8 garante que todos conseguem ouvir os programas, mesmo com o barulho externo.
“Todos nós sabemos que o nosso planeta não está bem. Mas nem todos nós sabemos o que podemos fazer para ele melhorar.” A frase de efeito faz parte da estratégia de divulgação da programação especial do canal National Geographic. No próximo domingo (22) o NatGeo faz uma homenagem ao planeta com o Dia da Terra. Serão 24 horas de programação exclusiva sobre ecologia: conselhos, estatísticas e muita informação sobre o cuidado consciente do meio ambiente. O canal está disponível nas TVs a cabo ou por satélite. Veja mais no site oficial.
De acordo com a pesquisadora Ien Ang (leia post abaixo), a televisão se transformou, nas últimas décadas, em uma máquina de entretenimento. E, por não entender isso, as TVs públicas não conseguem atrair o público para as suas causas. Você concorda? A televisão é uma máquina de prazer?
Você tem o direito de selecionar o que seu filho vê na televisão. Com este slogan, está no ar o filme sobre a classificação indicativa para a televisão feito pela Matisse para o Ministério da Justiça. As novas regras para a classificação indicativa, que entram em vigor no dia 13 de maio, determinam que todos os programas de TV deverão exibir informações se contém cenas de sexo ou violência e qual a idade recomendada. São sete categorias diferentes de classificação, que vão de especialmente recomendado para crianças a não recomendados para menores de 18 anos. Confira a íntegra da portaria aqui.
Lula dá sinal verde e projeto de TV do Executivo deve estar pronto até maio
Criação da rede começará a ser detalhada em reunião marcada pelo presidente para a próxima semana
Gerusa Marques, BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoverá na próxima semana uma reunião para começar a detalhar o projeto de criação da Rede Nacional de Televisão Pública, que vai divulgar ações do governo. A intenção, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, é que o projeto seja concluído em dois meses. A partir daí começaria a instalação dos equipamentos transmissores em todo o País, para que a TV do Executivo, como vem sendo chamada, entre em operação no final deste ano.(…)
Segundo a proposta de Costa, seriam gastos R$ 250 milhões, dos quais R$ 100 milhões aplicados no primeiro ano, em compra de equipamentos, e os demais R$ 150 milhões nos três anos seguintes, em expansão da rede.
A tendência do governo é a de aproveitar a estrutura existente da Radiobrás, que tem a TV Nacional, mas alcança apenas 30% dos municípios. Para chegar ao interior do País há duas possibilidades, segundo o ministro: instalar transmissores de baixa potência (30 watts) em todos os municípios ou instalar em cidades-pólo antenas de longo alcance, com cobertura de cerca de 40 municípios.
(…)
A TV do Executivo, segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, seria uma estatal e cumpriria o papel de transmitir programas de interesse social, hoje não abordados pelas TVs comerciais. Ele negou que a idéia seja criar um sistema nacional apenas para divulgar as ações do governo. “As ações do governo falam por si”, afirmou o ministro, lembrando que em vários países “existe TV pública forte, cumprindo o papel que outras redes de TV não têm”.
Costa explicou que a escolha de um ou outro sistema para a expansão da rede vai depender, entre outros fatores, da participação das Câmaras Municipais e das Assembléias Legislativas. Se houver interesse no projeto, seriam instaladas antenas e os municípios poderiam ter espaço na TV do Executivo, com programas regionais. A maioria dos programas seria de conteúdo do governo federal.
De acordo com Costa, o Ministério das Comunicações discutirá detalhes do projeto no Conselho Consultivo das Comunicações, que deverá ser criado nesta semana.
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