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26/08/2008 - 09:44

Fumo passivo mata sete por dia, diz estudo

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Dados do Inca apontam que 2.655 pessoas morrem por ano sem terem fumado; número pode estar subestimado, diz pesquisadora. Pesquisa inclui só habitantes de áreas urbanas com mais de 35 anos como fumantes passivos; fumo em ambiente de trabalho fica de fora.

*Por Denise Menchen

Todos os dias, ao menos sete brasileiros que nunca fumaram na vida morrem por doenças decorrentes da exposição à fumaça do tabaco. Por ano, são 2.655 mortos. Os dados constam no estudo “Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil”, realizado por pesquisadores do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e do Iesc/UFRJ (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Os números preocupam a pesquisadora Valeska Figueiredo, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca. “São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos uma legislação mais rígida em relação ao cigarro”, afirma.
Ela defende, porém, que as estimativas são “conservadoras”. É que a pesquisa considera como fumantes passivos apenas os habitantes de áreas urbanas com mais de 35 anos, que nunca fumaram e moram com pelo menos um fumante. Ficaram de fora do cálculo, portanto, aqueles expostos à fumaça no ambiente de trabalho e os moradores de áreas rurais.

O estudo inclui apenas as três principais causas de morte por tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto e angina) e acidentes vasculares cerebrais. Outros problemas, como síndrome da morte súbita da infância e doenças respiratórias crônicas, não foram computados. “O número de óbitos provavelmente está subestimado”, diz Figueiredo.

Segundo a pesquisa, de cada mil mortes por câncer de pulmão no país, sete podem ser atribuídas ao fumo passivo. No caso de doenças isquêmicas do coração, essa proporção sobe para 25 -e chega a 29 nos acidentes vasculares cerebrais.

Dependendo da doença, as mortes de mulheres são de 1,3 a três vezes mais elevadas que as de homens. Das 2.655 vítimas anuais, 1.601 ou 60,3% são de mulheres. A faixa etária que registra maior ocorrência, tanto em homens quanto em mulheres, é de 65 anos ou mais.

Segundo o Inca, o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável do mundo, atrás só do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

No Brasil, onde cerca de 16% da população é fumante, o fumo em ambientes públicos ou privados de uso coletivo é regulado pela lei federal 9.294, de 1996. O texto permite a criação de áreas reservadas para esse fim, o que é criticado por associações antitabagistas.

Os fumódromos, porém, podem estar com os dias contados. O Ministério da Saúde propôs emenda que proíbe o fumo em qualquer ambiente fechado ou semi-fechado. O texto já foi aprovado pela Casa Civil e aguarda envio ao Congresso.

“A lei atual está defasada e expõe as pessoas ao risco, especialmente os garçons que trabalham nessas áreas de fumantes. Não existe sistema de ventilação capaz de dissipar a fumaça, assim como não existem níveis seguros de exposição”, diz a chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Tânia Cavalcante.

Frases

“São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos leis mais rígidas em relação ao cigarro”
VALESKA FIGUEIREDO – pesquisadora da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Instituto Nacional de Câncer)

“O número de óbitos [por fumo passivo] provavelmente está subestimado” – IDEM

Saiba mais

Inédito no país, o estudo “Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil” tomou como base o total de mortes para cada uma das três principais doenças relacionadas ao tabagismo entre 2002 e 2004. Os dados são do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), do Ministério da Saúde.
Foi usado também um dado pesquisa do Inca e da Secretaria de Vigilância em Saúde, de 2003, sobre a proporção da população exposta ao fumo passivo.

Por fim, foram usados três estudos internacionais sobre o risco de morte de não-fumantes expostos ao fumo passivo. Com o cruzamento, foi possível obter as estimativas.

*Reportagem publicado pelo Jornal Folha de S. Paulo em 25/08/08.

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Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Governos e Instituições Públicas, Pesquisa Tags: , , , , ,
26/08/2008 - 09:14

Pesquisa diz que fumo passivo mata sete por dia

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Diariamente, sete brasileiros que nunca fumaram na vida morrem por doenças decorrentes da exposição à fumaça do tabaco. Por ano, são 2.655 mortos. Os dados constam no estudo “Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil”, realizado por pesquisadores do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e do Iesc/UFRJ (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo a pesquisa, de cada mil mortes por câncer de pulmão no país, sete podem ser atribuídas ao fumo passivo. No caso de doenças isquêmicas do coração, essa proporção sobe para 25 – e chega a 29 nos acidentes vasculares cerebrais. Leia o estudo aqui.

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Autor: redacaocip - Categoria(s): Governos e Instituições Públicas, Miscelânea, Pesquisa Tags: , , , ,
13/08/2008 - 11:13

Fast foods na mira do Instituto de Defesa do Consumidor

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O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) defende o fim da propaganda e promoções que oferecem brindes para crianças em redes de lanchonetes fast food. De acordo com a entidade, esse tipo de publicidade pressiona os pais a comprar alimentos pobres do ponto de vista nutricional e com componentes que podem prejudicar a saúde como sódio, açúcares e gorduras saturadas. O Idec investigou as características de cinco redes – McDonalds, Bobs, Burger King, Habibs e Giraffas – que vendem kits de lanches infantis, acompanhados de brindes. O estudo apontou uma grande concentração de sódio e gorduras saturadas. O resultado do consumo freqüente destes alimentos pode acarretar o desenvolvimento precoce de doenças como obesidade, hipertensão e arterosclerose. A notícia foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo do dia 08 de agosto mas o tema está em discussão desde o ano passado com a tramitação do Projeto de Lei 1637/07, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que institui regras para a publicidade de alimentos com elevados teores de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio, além de bebidas com baixos valores nutricionais. A publicidade dessses alimentos, se o PL for aprovado, ficará totalmente proibida a transmissão durante programação infantil.

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