O sujeito sai da garagem de um shopping e tem de pagar mais porque é homem. Não é justo, certo? Então porque as mulheres deveriam ganhar menos que os homens quando exercem a mesma função? Esta é a tônica da campanha Demand Equal Pay criada pela DDB da Nova Zelândia para a YWCA, uma instituição sem fins lucrativos que luta pelos direitos das mulheres. Além do filme bem-humorado, a estratégia inclui uma petição online que será enviada ao Congresso demonstrando a insatisfação dos kiwis (como os neozelandeses popularmente se referem a si mesmos) com esta situação.
No Brasil, como na Nova Zelândia, a discriminação salarial por conta do gênero é ilegal. Mas a situação é bem pior para as brasileiras: lá as mulheres ganham 10% a menos, por aqui a diferença pode alcançar 30% segundo o IBGE (leia mais aqui).
Na Grã-Bretanha, 500 mil acidentes de carro todos os anos são atribuídos à mulheres que se olham no espelho enquanto dirigem. A DDB de Berlin criou uma campanha de interesse público para a Volkswagen usando uma celebridade das aulas de maquiagem pela internet, Nikkie. No filme, ela ensina como fazer uma maquiagem para “brilhar” até que é interrompida por uma freiada brusca.
A campanha, criada para ser viral, foi veiculada em abril deste ano. De acordo com a DDB, em apenas cinco dias o vídeo foi compartilhado, retuitado e visto quase 130 mil vezes. “A DDB Berlim e a Volkswagen começaram uma discussão real no YouTube, com mais de 2.100 comentários relevantes”, diz o texto no site.
A imagem de uma montanha-russa com os trilhos partidos é uma imagem recorrente para descrever o efeito das drogas. Nos anúncios criados pela DDB de Madri para a ONG espanhola Fundación de Ayuda contra la Drogadicción, a montanha russa forma as palavras cocaína, exctasy e álcool. Já o filme foca na mensagem “quanto mais tarde melhor, quanto menos melhor”. O público-alvo são jovens de 15 a 24 anos.
Já os filmes abaixo, da campanha criada pela agência Shackleton, foca principalmente no álcool. A mensagem, numa tradução livre, lembra que o tempo que se gasta bebendo atrapalha as outras coisas da vida. De novo, o foco são jovens até 24 anos. De acordo com a FAD 11% dos jovens espanhóis confessam beber diariamente.
Num mundo cada vez mais cheio de smartphones, um novo problema aparece no trânsito. São os acidentes envolvendo pedestres que se distraem falando no telefone ou ouvindo música. A campanha de impacto criada pela DDB de Sydney para o Pedestrian Council of Australia, mostra um filete de sangue em forma de fone de ouvido de vítimas de acidentes. O texto recomenda: pare, veja, ouça e pense. De acordo com o órgão, pedestres que usam fones de ouvidos têm oito vezes mais chances de se envolverem em acidentes. Entre 2005 e 2009, 436 pedestres morreram em acidentes de trânsito na Austrália.
Um estudo publicado na revista Time em janeiro deste ano constatou que a maioria das vítimas desse tipo de acidente é do sexo masculino (68%) e abaixo dos 30 anos (67%). Mais da metade (55%) dos acidentes envolveu um trem e 89% dos casos ocorreram em áreas urbanas. Segundo dados americanos (National Highway Traffic Safety Administration), entre 4.000 e 5.000 pedestres morrem a cada ano em uma colisão com um veículo, representado 10 a 12% do total de mortes nas estradas dos Estados Unidos. No Brasil, inexistem estatísticas nacionais recentes mas, de acordo com a Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), quem anda a pé corresponde a 30% do número de mortos em acidentes de trânsito no Brasil. E cerca de metade dos pedestres que morreram em acidente de trânsito estava alcoolizada.
Bem bolada a ação criada pela DDB para o portal Terra no México. Num parque da Cidade do México, os donos de cachorros que depositassem as fezes de seus bichinhos numa lixeira especial, transformavam a sujeira por wi-fi grátis no local. Quanto maior a quantidade de sujeira depositada mais tempo era fornecida para a navegação.
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