Um acordo firmado entre 24 grandes empresas do setor de alimentos, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), resultou em um código de conduta que vai disciplinar a publicidade dirigida ao público infanto-juvenil. Entre as empresas que aderiram voluntariamente estão a Coca-Cola, Unilever, Nestlé e Sadia. Elas deixarão de fazer publicidade diretamente para crianças e pré-adolescentes. Com isso, o público-alvo de suas campanhas passarão a ser os pais. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a Abia usou diversos estudos científicos para convencer os associados à entidade e à ABA da importância de criar restrições à publicidade de alimentos e bebidas para as crianças. Países como Estados Unidos, Canadá e parte da União Europeia (UE) já criaram regras para tirar o público infantil do foco das empresas e agências de publicidade. O blog Crianças e Mídia traz a íntegra do código de conduta.
De acordo com notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo, a Justiça Federal negou na sexta-feira passada (3) o pedido de liminar que pretendia proibir a venda de lanches com brinquedos em redes de fast food. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público Federal e tinha como alvo as lanchonetes McDonalds, Bob’s e Burger King, que vendem as promoções McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids. Segundo a Folha, o juiz federal substituto Eurico Zecchin Maiolino, da 15ª Vara Cível Federal de São Paulo, considerou que “a proibição significaria uma ingerência do estado, e desconsideraria a responsabilidade da família na escolha da alimentação de crianças e adolescentes. Para o juiz, a contenção publicitária dirigida ao público infantil deve decorrer da regulação de todo o setor publicitárioe não bastaria, à primeira vista, uma decisão judicial que impedisse determinadas sociedades empresárias de ofertar brindes para estimular o consumo dos produtos que comercializa.” Leia mais aqui.
No dia 12 de junho se “comemora” o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Em todo o mundo, estima-se que 200 milhões de crianças estejam trabalhando. O filme faz parte da campanha da Confederação Internacional de Sindicatos (International Trade Union Confederation) e tem versões em quatro idiomas (francês, inglês, alemão e espanhol). A entidade teme que, com a crise econômica global, o cenário se agrave especialmente nos países em desenvolvimento. De acordo com a entidade, existe uma possibilidade real de que os trabalhadores que estão sendo demitidos sejam substituídos pela mão-de-obra infantil. Por isso, o filme, ao mesmo tempo que mostra a criança sendo explorada de forma degradante, pede que os trabalhadores de todo o mundo se unam contra o problema.
Placas e pichações formam o texto: eu sou toda a referência que elas têm, é comigo que elas aprendem tudo o que sabem, a formação que eu dou hoje reflete em como vão ser amanhã mas eu não sou o melhor exemplo para elas, eu sou o último lugar onde uma criança deveria morar. As imagens foram gravadas em áreas do centro de São Paulo, como rua Augusta, Centrão e Liberdade. A criação é da Giovanni+DraftFCB para a Associação Beneficente Lar do Caminho e pede doações para o trabalho da entidade, que auxilia crianças e adolescentes que estão nas ruas. O filme será veiculado nos canais Globosat, na TV Cultura, Rede TV!, Warner e na Rain Cinema Digital. Com informações do Clube de Criação de São Paulo.
Crianças sozinhas na internet estão sujeitas a todo o tipo de conteúdo prejudicial, como imagens pornográficas ou violentas, e até sujeitas a se comunicarem com pedófilos. É que muitos desses conteúdos estão propositalmente mascarados para evitar que sejam deletados, controlados e seus responsáveis punidos. O alerta é da ONG Action Innocence, com representações na França, Suíça, Bélgica e Mônaco. O filme acima, criado pela McCann Erikson de Bruxelas (Bélgica), mostra que o acompanhamento e supervisão dos pais é imprescidível para os pequenos internautas.
Os filmes de terror inspiram esta campanha, que alerta os pais contra fumar na frente das crianças. O texto dos vídeos dizem que o cigarro é um veneno que contamina a todos que estão próximos cujos malefícios persistem mesmo depois de consumidos e as crianças são mais vulneráveis a sua ação. Para ilustrar, no primeiro filme, corvos estilizados de olhos vermelhos saem do cigarro do pai a cada tragada e “entram” na menininha sentada no banco de trás. No segundo filme, são espectros de olhos flamejantes que saem do cigarro da mãe e sobem as escadas até entrar no berço do bebê no andar de cima. As peças pedem que os pais fumantes acendam o cigarro fora de casa ou do carro. A campanha foi criada pela agência Cactus para a State Tobacco Education & Prevention Partnership (STEPP) do Colorado, uma instituição que reúne o departamento de saúde do estado e a iniciativa privada.
Lançada às vésperas do Carnaval, a campanha contra o abuso coordenada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, usa a imagem de uma criança vestida de Pierrot e uma lágrima no rosto para mobilizar a população a fazer denúncias no Disque 100 ou nos Conselhos Tutelares . Durante os dias de folia, a campanha vai distribuir com essa marca adesivos, bandanas, cartazes e até tatuagens temporárias. No ano de 2008, o Disque 100, criado para receber denúncias de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes, recebeu em média, 89 ligações por dia. No Rio, a campanha será lançada na noite de hoje (17), no ensaio da Escola de Samba Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com informações da Agência Brasil.
Um estudo feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), publicado também pelo jornal O Estado de São Paulo, analisou 30 produtos industrializados destinados a crianças entre bolinhos e salgadinhos. Os exames de laboratório detectaram teores de açúcar, sódio e gorduras acima do ideal e, em alguns deles, maior que o descrito nas embalagens. O Idec informou que os produtos analisados foram adquiridos entre julho e setembro de 2008, em supermercados na cidade de São Paulo. O laboratório que realizou os ensaios foi o Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos da Universidade Federal do Paraná (Ceppa). Os testes feitos foram: quebra de açúcares, análise de gordura total, composição de ácidos graxos (para a determinação da quantidade de cada uma das gorduras) e análise de sódio. O critério empregado para a escolha dos produtos foi seu apelo dirigido ao público infantil, fosse com imagens de personagens de desenhos, como Batman, Shrek ou Ursinho Pooh, ou com o oferecimento de brindes, como brinquedos, adesivos ou tatuagens. Dos 15 fabricantes de 30 produtos analisados, sete responderam ao questionamento do Idec. Em geral, foram respostas apenas formais, sem a apresentação de laudos recentes que comprovassem resultados diferentes dos encontrados na análise laboratorial. Leia a íntegra deste estudo aqui.
Há duas semanas, a Nestlé anunciou novas regras para a publicidades de seus produtos voltados para o público infantil. Esta semana, o Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) suspendeu a veiculação de propagandas da Tim (ringtones para celular), da Mattel (carrinhos Hot Wheels), da proputora do filme O Grilo Feliz e do canal Nickelodeon (download de conteúdo de seus programas para celular). A suspensão ocorreu no dia 27 em caráter liminar e ainda deve ser apreciado pelo Conselho de Ética da entidade em março. De acordo com o Conar, os comerciais não mostrarem de forma suficientemente clara que essas operações via celular geram custos e que, para executá-las, as crianças necessitariam da autorização dos pais. A discussão sobre limites à publicidade para o público infantil é uma tendência mundial. Em vários países, sobretudo a indústria de bebidas e de alimentos, as regras têm se tornado bem mais rígidas. Leia mais aqui.
São apenas 15 segundos de filme mas já foi o suficiente para causar polêmica. De acordo com os criadores da peça, a maior parte das instituições procuradas se recusaram a assinar a peça. As imagens não são explicitas mas mostram o suficiente para chocar. Sob forte trilha clássica, a câmera foca na mão de um homem fazendo movimentos repetitivos. Quando a mão para de se movimentar, a música atinge um nível agudo. Enquanto a locução diz: Abuso sexual contra crianças e adolescentes é crime. Ligue 181 e denuncie, a mão se abre e abaixo dela revela-se uma chupeta, numa alusão a um caso de abuso sexual infantil. Assinam o filme o MPCrim (Associação Nacional do Ministério Público Criminal) e do Ministério Público de São Paulo, que, ao lado de outros estados, apoiou a iniciativa. A vinheta depende, agora, de cessão de espaço em TV aberta para ser veiculado. A agência Promovirtus e produtora VTCine já enviaram o filme para algumas emissoras. O filme também já foi inscrito em Cannes, o que pode gerar ainda mais repercussão a respeito do tema. Um outro anúncio chocante, criado pela EuroRCG para o Centro de Referência Contra o Abuso Infantil, causou polêmica no ano passado ao usar tinta fluorescente que mostrava (no escuro) um adulto e uma criança em cenas de pedofilia (veja aqui). Com informações do Meio&Mensagem.
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