iG

Publicidade

Publicidade

19/03/2008 - 10:59

Artigo: competência da Anvisa para regulamentar publicidade

Compartilhe: Twitter

Em artigo publicado no site jurídico Migalhas o promotor de justiça Vidal Serrano Junior e a advogada Isabella Vieira Machado Henriques, cobram uma posição mais firme da Anvisa para coibir a publicidade de produtos não saudáveis voltado para o público infantil. De acordo com os autores, a regulação da publicidade “é imprescindível para que sejam assegurados os direitos de todos os consumidores, considerados, por lei, a parte vulnerável nas relações de consumo. Principalmente quando se fala na publicidade que afeta o emocional do público infanto-juvenil, que mais do que vulnerável é naturalmente hipossuficiente.” Leia mais na seção artigos.

Notas relacionadas:

  1. Novas regras para publicidade de bebida alcoólica
  2. MP usa publicidade responsável para punir
  3. Publicidade de guloseimas para crianças na berlinda
Autor: redacaocip - Categoria(s): Miscelânea Tags: , , ,
27/02/2008 - 14:45

Filmes expõem crianças à propaganda de cigarro

Compartilhe: Twitter

O colunista americano Eric Alterman, do Media Matters for America, escreveu um duro artigo denunciando a glamurização do cigarro no cinema americano. O filme em questão é a comédia romântica Definitly, Maybe. “Eu levei duas crianças de nove anos a um filme pornográfico sem saber. Pensei que ia assistir algo sobre a relação pai e filhas, com uma pitada de comédia romântica (…). Em lugar disso, eu vi um filme que glorificava e romantizava o cigarro como nenhum outro que eu já tenha visto no cinema atual. Foi absolutamente nojento. Mais que isso: igualou o ato de fumar a tomar ocasionalmente uma taça de vinho ou ter um relacionamento com alguém. E passou a idéia de que qualquer um pode parar de fumar quando quiser. Foram duas horas de um comercial de câncer. Foi moralmente indefensável pois o filme está sendo indicado para crianças e adolescentes.”

Notas relacionadas:

  1. Harvard quer o cigarro fora do cinema
  2. Você é a favor de ambientes 100% livres do cigarro?
  3. Falso cigarro alerta contra fumo em locais fechados
Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Miscelânea Tags: , ,
07/02/2008 - 15:04

Ética e propaganda

Compartilhe: Twitter

Por Gilberto Dupas

Na ordem econômica atual, que tem garantido vitalidade à lógica da acumulação capitalista, a função da propaganda é criar continuamente novos objetos de desejo. Sendo assim, faz sentido cobrar ética da propaganda?

Vamos examinar exemplos concretos. O mais recente confronto entre privacidade e propaganda envolve alguns provedores de internet, agora incluindo serviço telefônico gratuito, que exigem o direito de invadir em tempo real todo o conteúdo da comunicação com anúncios de produtos e serviços que têm a ver com o assunto da interlocução. Ou seja, joga-se no lixo o sigilo da comunicação em troca de propaganda.

Eis a justificativa de uma das empresas líderes do ramo: “Nós percebemos que, enquanto falam ao telefone, as pessoas fazem alguma coisa a mais. Decidimos usar isso”. E arremata: “Trocar mais personalização com menos privacidade é um conceito aceito no mundo atual”. Quanto à violação do sigilo, diz: “Não estamos fazendo nada mais que aquilo que grandes provedores fazem com e-mails”.

Um executivo de uma das maiores agências de propaganda do mundo diz: “Reconheço que estamos ficando mais intrusivos a cada avanço tecnológico. Mas adoraria poder pôr minhas mãos nos dados de conversas”.

O sistema está pronto para ser implantado em telefones celulares. Outro exemplo é a recente propaganda de lançamento de veículo relacionando acessórios sofisticados que o acompanham. O último da lista: “Loira siliconada no banco de passageiro”. E a provocação: “Não quer mais nada não, né?”.

Outra montadora, em amplas páginas coloridas de revistas e jornais de grande circulação, mostra uma mansão protegida por bela vegetação. Nas páginas duplas seguintes, ela foi destruída por uma tesoura de jardineiro e o buraco exibe o novo modelo de um utilitário de luxo com a legenda: “Você vai fazer tudo para exibir o seu!”. Valores? Loira siliconada e destruição da natureza.
Mais outro. Grande banco exibe enorme anúncio em que aparece uma linda menininha de dois anos. Ela acaba de rabiscar uma nobre parede de madeira com desenhos infantis e a logomarca da empresa. Mensagem: “Você sabe do que vai precisar amanhã? Fique tranqüilo. Nosso banco já está pensando nisso hoje”. Valores? Um clientezinho seduzido.

Finalmente, uma das líderes globais em produtos de superluxo publica, em páginas inteiras nas principais revistas e jornais do mundo, enorme propaganda com Mikhail Gorbatchov, o controvertido líder que apressou a queda do império soviético, sentado no banco de trás de uma limusine, que tem ao fundo o muro de Berlim. Ao lado de Gorbatchov, uma elegantíssima sacola de viagem da grife. A imagem é feita pela famosa Annie Leibovitz.

Entrevistado, um dos donos da marca, que pediu fotos semelhantes com Catherine Deneuve e outros famosos, explica: “Foi uma escolha natural. Queríamos uma personalidade que viveu uma vida plena e mudou as coisas no mundo”. “Ficamos espantados quando Gorbartchov aceitou fazê-la com tanta satisfação”, arrematou. E concluiu, candidamente: “Todos aspiramos a algo melhor. Alguns podem se oferecer isso já; outros, não podendo obtê-lo agora, vão sonhar com isso e conseguir realizar seu desejo mais cedo ou mais tarde”.
Desnecessário dizer mais qualquer coisa sobre a propaganda como construção de objetos de desejo. Essa mesma grife havia colocado, meses antes, imenso outdoor com foto de sua mala de viagem cobrindo toda uma fachada em Xangai. Um fotógrafo clicou-a enquanto um chinês muito pobre passava carregando nos ombros, qual canga de boi, duas pesadas latas d’água.

Estamos destruindo um esquema de valores que, bem ou mal, punha algum limite entre o interesse público e a ganância privada. Para onde caminhamos? Uma pista é um novo lançamento residencial no distrito financeiro de Manhattan. As paredes do edifício, todas de vidro, permitem que seus moradores se vejam na intimidade e sejam vistos, eventualmente sem restrição, por pessoas da rua; inclusive no banheiro, um cubo de vidro.

A propaganda, na voz do arquiteto: “Estamos criando palcos para as pessoas de certa maneira atuarem”. Para Sherry Turkle, do MIT, quando levantamos os olhos das telas de plasma dos computadores, só encontramos solidão. Trata-se, no caso, de um desejo desesperado de intimidade que a propaganda manipula, confundindo exibicionismo com aproximação. Enfim, ética supõe valores. Quais são os valores da propaganda?

*Gilberto Dupas é coordenador geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e autor de, entre outras obras, “O Mito do Progresso”. Este artigo foi publicado na edição do dia 28/01/2008 pelo jornal Folha de S.Paulo.

Notas relacionadas:

  1. 22 de abril
  2. TV de interesse público ou tv de interesse governamental?
  3. A Reforma Comunicante
Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos Tags: , , , ,
18/07/2007 - 12:34

Artigo analisa polêmica sobre classificação indicativa

Compartilhe: Twitter

Em um novo artigo escrito com exclusividade para o Blog CIP, o Secretário de Comunicação da PUC Minas, Maurício Lara, analisa a polêmica acerca da classificação indicativa para a veiculação de programas de rádio, TV e cinema. O debate entre veículos, governos e entidades ligadas à mídia gerou acusações mútuas que vão de cerceamento à liberdade de expressão a irresponsabilidade na veiculação de programas. Leia mais em artigos.

Notas relacionadas:

  1. Artigo: Assumir um debate sobre TV pública
  2. Artigo: “Toyota e a direção defensiva”
  3. Artigo: “Bombardeio anunciado”
Autor: redacaocip - Categoria(s): Miscelânea Tags: ,
14/06/2007 - 16:04

Artigo: “Notas (mal) gastas com uma (má) nota oficial”

Compartilhe: Twitter

Em seu novo artigo, Maurício Lara avalia que a defesa oficial das autoridades envolvidas com escândalos é importante porque “nem sempre o acusado tem a presunção da inocência; ao contrário, acaba tendo que se submeter ao ônus de demonstrar essa inocência”. Mas pode ter efeito contrário, dependendo da estratégia escolhida para veicular as justificativas junto à opinião pública. Leia mais em artigo.

Notas relacionadas:

  1. Artigo: “A TV pública já existe. Já?”
  2. Artigo: A mulher de César
  3. Artigo: “Bombardeio anunciado”
Autor: redacaocip - Categoria(s): Miscelânea Tags: ,
Voltar ao topo