Para convencer os homossexuais, especialmentes os homens, a usar preservativo a nova campanha nacional de prevenção a Aids da ADCON - a maior associação de gays, lésbicas, transexuais e bissexuais da Austrália – usa adesivos em forma de banana. Foram criados ainda filme, site e jogo interativo para Facebook e Twitter.
Mais uma campanha que deve gerar controvérsia. Além de mostrar casais fazendo sexo, os parceiros masculinos das mulheres são ditadores responsáveis por grandes massacres. Hitler está no filme e nas peças de mídia impressa que têm versões com Sadam Husseim e Stalin. O texto explica que a Aids é um assassino de massas e divulga o site Aids is a mass murderer. Na página de abertura do site o destaque é um contador de vítimas que informa que a cada 15 segundos uma pessoa morre da doença no mundo. Foi criado ainda um videoclipe com cenário sombrio e cheio de sepulturas, com o rapper Big Danny. A campanha também tem perfil no Twitter. A criação é da agência alemã Das Comitee de Hamburgo para o Dia Mundial de Combate à Aids 2009, “comemorado” anualmente em 1º de dezembro. Na terça-feira (08/09), a associação Deutsche Aids Hilfe (DAH) exigiu a suspensão da campanha por considerá-la ofensiva aos soropositivos.
As peças acima foram criadas pela Euro RSG de Paris para a ONG Solidarité SIDA. Num painel, dezenas de relógio param a cada hora para fazer um alerta muito sério. A cada 12 horas, na África, mais de duas mil pessoas morrem de Aids por falta de acesso a qualquer tratamento médico. Cada minuto conta é o slogan. A Solidarité Sida, que é dirigida por médicos, tem parceria com outras 150 organizações sem fins lucrativos que atuam na prevenção e tratamento de doentes. Entre suas atividades estão a organização de festivais solidários de música, cujos valores arrecadados são destinado a ações próprias e de entidades parceiras. Com informações do Lá Fora. Dica do Thomaz Munster.
O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Política para as Mulheres lançaram na sexta-feira passada (13) a campanha de prevenção à aids do Carnaval 2009. Com o slogan Sexo não tem idade para acabar. Proteção também não, a ação deste ano é voltada para a prevenção da doença em mulheres acima dos 50 anos. Dados parciais de pesquisa de comportamento realizada pelo Ministério da Saúde, em 2008, apontam que 72% das brasileiras nessa faixa etária não usam camisinha com parceiros casuais. A infecção pelo HIV triplicou nos últimos 10 anos nessa população. Entre mulheres acima de 50 anos a taxa de incidência da aids mais que triplicou em dez anos. Em 1996 havia de 3,7 casos por 100 mil habitantes. Mas em 2006, o índice já era 11,6. A pesquisa de comportamento do Ministério da Saúde revela que mais da metade das mulheres nessa faixa etária (55,3%) é sexualmente ativa. O problema é na hora de se prevenir. Enquanto o uso regular de camisinha nas relações casuais no grupo de 15 a 49 anos (homens e mulheres) fica em 47,5%; esse índice é de apenas 34,8%, quando ultrapassado os 50 anos. No recorte por sexo, mostra-se que o público feminino está em situação mais vulnerável. Só 28% dessa população adota a prevenção. Entre os homens, o número sobe para 36,9% – eles foram alvo da campanha de 2008, no Dia Mundial de Prevenção à Aids. O mote da campanha, que terá peças para TV e rádio, além de materiais impressos mobiliário urbano, é o Bloco da Mulher Madura. Formado apenas por mulheres acima dos 50 anos, o grupo valoriza o sexo seguro. Homem sem camisinha a gente não atura, nem para uma aventura, diz uma das personagens do filme. O tema do carnaval deste ano segue o tom da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids 2008, lançada no 1º de dezembro, que teve como foco os homens com mais de 50 anos (confira aqui). Entre eles, o uso de camisinha também é baixo. Na pesquisa realizada em 2008, 63% afirmam não ter o costume de utilizar camisinha nas relações eventuais. O Ministério da Saúde não informou a agência responsável pela criação da peça.
O filme da campanha Staying Alive da MTV dos Emirados Árabes ganhou uma versão mais comportada que a da MTV do Brasil (veja nota abaixo). Em lugar de falar diretamente de sexo, mostrou várias pessoas compartilhando um mesmo chiclete que vai de boca em boca, sem o menor cuidado. No final, a mensagem: a cada 12 segundos um pessoa descobre o sabor da Aids. Use sempre preservativo. A criação é da Lowe Mena, de Dubai.
O protagonista do filme acima se arrisca numa noite de sexo sem preservativo. E começa a ver figuras mostruosas em todos os lugares, como num pesadelo. Uma metáfora para as dúvidas que geram temor – Aids, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), gravidez não planejada. O texto diz: com o sexo sem proteção, novos temores nascem. Mate os temores. Use preservativo. A campanha foi criada pela Shalmor Avnon Amichay / Y&R Interactive de Tel Aviv para a Israel Aids Task Force, uma instituição sem fins lucrativos que dá suporte a portadores do vírus HIV e divulga informações sobre prevenção e tratamento da doença. Com informações do AdFreak.
Provocativa e polêmica, a campanha contra a Aids da MTV Brasil traz imagens inspiradas em postais pornográficos, comuns entre o final dos anos XIX e início dos anos XX. Naquela época esta era uma dos poucas publicações eróticas disponíveis. O slogan, que cobre as genitais nas peças, diz: exceto pela Aids, nada mudou. A criação é da agência Loducca. O alvo é o público jovem que assiste programas como Ponto P, sobre sexo e comportamento.
Qualquer um pode ser infectados pelo vírus HIV e por isso todos devem se prevenir. A bela campanha criada pela agência marroquina Shem’s enfoca o preconceito e a dor que isso pode acarretar. Na peça de mídia impressa, nomes de pessoas formam o símbolo contra a Aids. E no filme, que pede doações para o combate à doença, os personagens falam sobre o preconceito aos portadores. O anunciante é da Associção de Luta Contra a Aids do Marrocos e tem o apoio institucional do Rei Mohamed VI. Estima-se que no país existam pelo menos 20 mil pessoas portadoras do vírus da Aids que não sabem que estão infectadas. O número oficial de infectados é 2,7 mil pessoas.
A agência Intermarkets Dubai criou esta peça para o Dia Mundial de Luta contra Aids. Às vezes o melhor é ser negativo, diz a mensagem, que aborda com bom humor um tema que é um tabu no país mulçumano, os Emirados Árabes. A campanha, que é institucional da agência consegue alertar de uma forma criativa para a doença. No final, o texto complementa: Cinco pessoas morrem de Aids por minuto. Pare a Aids.
As duas primeiras imagens são de mobilizações do Dia Mundial de Luta Contra a Aids feitas no Brasil. Em Brasília, um homem dentro de uma bolha de plástico em plena Praça dos Três Poderes lembrou que a luta também é contra o preconceito. Em SP, o obelisco ganhou o laço vermelho que marca o alerta contra a doença. Na Indonésia, manifestantes se vestiram de seringas e máquinas de preservativos para cobrar ações de saúde mais efetivas contra a Aids. Estima-se que a população de indonésios infectados com HIV aumentou de 120.000 casos em 2002 para 270.000 em 2008, números muito mais elevados do que os divulgados pelo Ministério da Saúde, que registrou 18.000 casos. Em Paris, ativistas lembraram que entre os infectados não há vítimas ou culpados e que as ações de prevenção e tratamento devem ter continuidade em todo o mundo. Um dos dados mais tristes do dia foi divulgado pelo grupo Médicos Sem Fronteiras: nove em cada dez crianças infectadas na África não têm acesso a medicamentos ou tratamento.
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