No próximo 11 de outubro o mundo vai comemorar pela primeira vez o Dia da Garota(Day of the Girl), definido pela Organização das Nações Unidas ano passado. A data marca a preocupação com a situação das meninas, especialmente de populações pobres. Elas sofrem com violações de direitos que vão de violência sexual a proibição de ir a escola e casamentos forçados. O filme que ilustra este post foi criado pela agência Leo Burnett da Grã-Bretanha para a ONG Plan International. A campanha, que está sendo exibida na TV e cinemas britânicos, mostra uma menina mudando o mundo a sua volta. “Para cada ano que uma menina permanece na escola, a sua renda aumenta em até 20%. Isso significa que ela pode sustentar a si, sua família e investir seus ganhos de volta para sua comunidade”, diz o texto.
Dados de 2011 da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) apontam que 53% do total de pessoas em idade escolar que não frequentam a escola são do sexo feminino, o que significa que atualmente seis milhões de meninas não estudam. Outro problema são os camentos precoces. Relatórios internacionais mostram que 58 milhões de meninas se casaram na última década com menos de 18 anos. A UNICEF diz que os casamentos de crianças são uma reação à pobreza extrema e ocorrem principalmente em regiões das Américas, Ásia e Africa onde as famílias pobres vêem as filhas como um fardo e como cidadãos de segunda classe. As meninas são dadas para o “cuidado” de um marido, e muitos deles acabam vivendo em regime de escravidão.
No filme acima, os personagens aparecem de costas nas escadas rolantes, no metrô, em casa e até nos estádios. No final, o locutor diz que é muito fácil virar as costas para os abusos contra as crianças. E pede ajuda para a Act For Kids, uma instituição sem fins lucrativos que faz campanhas de prevenção e trata o abuso infantil. A criação é da agência Publicis Mojo, de Brisbane (Austrália).
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Ousadia francesa. O filme acima é o making off de uma ação de guerrilha realizada no dia 27 de outubro para o serviço 119, disque-denúncias contra abuso infantil da França. Foram espalhados 100 bonecos em forma de bebê nas seções de congelados de diversos mercados de Paris. No rótulo, a imagem de um bebê e o pedido que a população denuncie casos de abusos contra crianças. É também um anúncio de oportunidade: foi feito na semana em que a opinião pública francesa se indignou com a história de uma mulher que confessou ter matado seis filhos recém-nascidos e os mantinha congelado dentro de um saco plástico. Nos últimos anos, foram vários episódios semelhantes. A informação é do Brainstorm#9.
A infância deveria ser um conto de fadas, mas, para muitas crianças, é uma história de terror. Este é o conceito da campanha contra as várias formas de abuso infantil feita pela agência Contrapunto de Barcelona para a organização não governamental Save The Children da Espanha, que é ligada à Unicef. Nas peças de mídia impressa, as histórias para crianças como Branca de Neve e os Sete Anões e Alice no País das Maravilhas se transformaram em Branca de Neve e as Sete Bruxas e Alice no País dos Pesadelos. O objetivo é arregimentar mais voluntários para o trabalho da ong. Veja mais sobre a campanha aqui.
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