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Arquivo da Categoria Artigos

22/07/2009 - 11:19

Motosserra com saída USB alerta contra desperdício de papel

O anúncio fake criado pela BBH da Ásia mostra uma motoserra que funciona conectada na porta USB de qualquer computador. Basta conectar que ela é capaz de cortar qualquer tipo de madeira. O filme promocional está no site do produto. Ao clicar na opção de pré-venda, o internauta fica sabendo que o teclado é uma poderosa motosserra. Cada vez que se imprime desnecessariamente um documento mais desmatamentos vão acontecer para suprir a demanda por papel. O texto diz ajude a salvar mais árvores reduzindo as impressões e convida para baixar um aplicativo que aciona um barulho de motosserra a cada impressão feita. Com informações do Meio & Mensagem.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog, Empresa privada, Pesquisa Tags: , , , ,
02/06/2009 - 12:11

Programa da ONU recruta voluntários online para Dia Mundial do Meio Ambiente

Empresas privadas como Google, SKY, Magazine Luiza, Malwee e Koerich se juntaram ao PNUMA(Programa da ONU para o Meio Ambiente ou UNEP, a sigla em inglês) numa ação para promover a campanha do Dia Mundial do Meio Ambiente por meio do portal voluntários online. O tema da campanha deste ano é Seu Planeta Precisa de Você – Unidos para Combater Mudanças Climáticas. No site, os interessados podem se candidatar aos cargos de divulgador da campanha Plantemos Para o Planeta (informa sobre a campanha pelo plantio de árvores do UNEP ); divulgador de práticas ecológicas (trabalha com material disponibilizado no site do Dia mundial do meio Ambiente 2009); blogueiro para a campanha do Dia Mundial do Meio Ambiente (divulgam material sobre a campanha em seus blogs pessoais, que podem ou não ter relação com o meio ambiente); divulgador de práticas ecológicas para a região da grande Florianópolis (responsáveis por repassar informações como horários de caminhões de coleta seletiva na região metropolitana, onde fica a sede do Instituto de Voluntários em Ação); assessor de imprensa para a campanha do Dia Mundial do Meio Ambiente 2009 (responsável por fazer textos de divulgação e organizar o material da campanha); divulgador do meio ambiente no Youtube (a pessoa faz um vídeo se apresentando e dizendo que se importa com o meio ambiente e disponibiliza na internet). Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado há 37 anos em 5 de junho, com o objetivo de debater e estimular ações políticas para o setor. O cartaz que ilustra a nota é uma das peças criadas para a campanha deste ano, cujo objetivo principal é pressionar os países a firmar um novo acordo sobre mudança climática, na Convenção sobre Clima, em Copenhague em dezembro de 2009. A intenção é que o novo acordo passe a valer após o término da vigência do Protocolo de Quioto, em 2012. Leia mais aqui.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog, Cidadania, Empresa privada, Governos e Instituições Públicas, Pesquisa Tags: , , ,
11/05/2009 - 09:58

Novas peças da campanha de trânsito já estão sendo veiculadas



Os anúncios acima fazem parte da segunda fase da campanha Por você e pelos outros: respeite as leis do trânsito, do Denatran (Ministério das Cidades) e Ministério da Saúde, lançada em abril. Os novos filmes começaram a ser veiculados na semana passada. Na primeira peça, o alerta é aos caminhoneiros que usam remédios estimulantes para se manter acordados. O desfecho é fatal. O outro filme, Blitz, é mais leve mostra motoristas flagrados pelo bafômetro e levados pela polícia. O cartaz é direto: dirigir alcoolizado, quando não dá morte pode dar cadeia. A criação é da Propeg.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog, Governos e Instituições Públicas, Pesquisa Tags: , , , ,
30/04/2009 - 14:34

Prevenção ao câncer de mama vai parar na novela


Os anúncios acima, criados pela Ogilvy para a Femama (Federação Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) começaram a ser veiculados ontem (29/4) e são voltados para os homens. O texto, dirigido a eles, pede que convençam as mulheres da importância da mamografia. As peças marcam também a data como o Dia Oficial de Combate ao Câncer de Mama, em virtude da entrada em vigor da Lei 11.664/2008, que determina a realização gratuita de exames de mamografia para todas as mulheres acima de 40 anos, pela rede pública de saúde do País. Várias ações de mobilização foram deflagradas em Brasília, São Paulo e Salvador. O câncer de mama atinge 48 mil mulheres por ano no Brasil. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Avon. Hoje, haverá a exibição de um merchandising sobre a doença na novela Caminho das Índias da Rede Globo.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog, Debates, Empresa privada, Pesquisa, Terceiro Setor Tags: , , , , , ,
22/04/2009 - 12:03

Disney lança documentário sobre o planeta no Dia Mundial da Terra

Terra é o novo filme da Disney, que começa a ser exibido hoje (22/04) Dia Mundial da Terra. Com ele, também, é inaugurado o selo Disney Nature que tem o objetivo de resgatar a atuação ambiental da marca, pioneira em documentários sobre vida selvagem com 13 filmes sobre o tema entre 1949 e 1960. Co-filmado com a BBC para série homônima, o filme consumiu cinco anos de produção, 200 locações em 26 países, 1.000 horas de filmagens e 250 dias de fotografia aérea. Tendo o sol como o guia, o documentário mostra o planeta sob a perspectiva de três famílias: baleia, urso e elefante. Em algumas cidades, como Recife, foi promovida uma sessão especial para educadores. No hotsite Disney Nature há material didático e recursos adicionais para download.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog, Empresa privada, Pesquisa Tags: , ,
29/01/2009 - 11:05

Publicidade, crise e novas demandas sociais


Ante a crise, a propaganda precisa ser repensada. Tudo precisará ser mais amigável com o planeta, mais preocupado com as pessoas

*JOÃO ROBERTO VIEIRA DA COSTA

A INDÚSTRIA de alimentos decidiu não mais fazer propaganda de alimentos para crianças abaixo de seis anos de idade e vai investir na publicidade educativa para seus pais. A medida se antecipa a eventuais restrições impostas pelo governo brasileiro a esse tipo de publicidade, em sintonia com ações semelhantes adotadas por governos do mundo todo. Tal decisão ocorre num momento em que muitos se apavoram com as possíveis repercussões da crise econômica global no negócio da propaganda e reforça a ideia correta de que, diante de dificuldades novas, são necessárias novas soluções.

Tradicionalmente, em face de crises de grande envergadura, governos apelam para soluções econômicas ortodoxas. Desta vez, não se limitaram a isso. Seguem alguns exemplos.
- O governo brasileiro anunciou recentemente o Plano Nacional de Combate às Mudanças Climáticas, com impacto desde os grandes empreendimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até o dia-a-dia de quem desperdiça água lavando calçadas.
- Ao mesmo tempo, o governo da Coreia do Sul anunciou o investimento US$ 38,1 bilhões na proteção do meio ambiente e na geração de energia sustentável para ajudar o país a superar as condições de baixo crescimento. O plano foi chamado de “New Deal Verde”.
- O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um projeto de mais de US$ 700 bilhões para recuperar a economia americana e, dentre os diversos focos, o plano prevê alto investimento na geração de energia limpa.

E, como num prenúncio desse movimento na esfera privada, o economista Jeffrey Sachs, em artigo publicado em novembro passado, argumentou com excesso de razão que o que será cobrado da indústria, a de automóveis, por exemplo, serão saídas mais inovadoras -não a inovação que torna um carro ainda mais veloz, mas a que o faz mais econômico, menos emissor de gás carbônico. Seu artigo colocou o dedo na ferida de um dos fundamentos da crise: não é o excesso de consumo puro e simples, mas é o excesso de consumo ruim. É como se o mundo não apenas se fartasse de comer ou de beber, mas ainda o fizesse com comida e bebida de má qualidade.

Há anos a pauta da sociedade civil em todo o planeta vem incorporando temas que antes eram secundários, como as bandeiras ambientais, sociais, igualitárias. Mais recentemente, os governos foram obrigados a institucionalizar conquistas e demandas sintonizadas com essas pautas. E, por último, empresários e grandes corporações vão sendo sensibilizados por essa agenda, seja pelo impacto econômico da exigência dos consumidores, seja pela força das ideias ou da regulação legal.

Exemplos práticos desse processo no mundo empresarial podem ser vistos na internalização da sustentabilidade por algumas corporações, como Vodafone, Panasonic e Natura, que assumiram tanto no conteúdo de sua comunicação quanto na essência dos seus produtos esse conceito. Mas ainda são poucas.
Diante de uma situação tão indeterminada como a que vivemos atualmente, o engajamento nessa agenda pode ser o rumo a um porto seguro. Como vimos pelo descrito acima, a sociedade se movimenta, os governos regulam e, finalmente, o empresariado assume a nova agenda. Mas, infelizmente, em alguns segmentos essa situação nem sequer se completou.

No que diz respeito ao mundo da propaganda e da publicidade, essa mentalidade ainda não se espraiou. Tanto que a indústria de alimento, ao mudar suas estratégias, foi obrigada quase a treinar suas agências para fazerem propaganda responsável. Poucas vezes vemos lideranças do setor publicitário empenhadas em identificar a importância dessa agenda, seja para o interesse geral da sociedade, seja para a consolidação das marcas que representam.

Na maioria das vezes, quando palavras como sustentabilidade, meio ambiente e responsabilidade social são utilizadas, aparecem como recursos retóricos, e não como tentativa real de fazer um esforço de internalização pelas marcas do vigoroso conteúdo daquelas palavras. Nós dizemos que, diante da crise, a velha propaganda realmente precisa ser repensada. Não vai bastar o preço baixo, o produto mais “soft”, o modelo mais colorido. Tudo precisará ser mais amigável com o planeta, mais preocupado com as pessoas, menos poluente.

E a propaganda não só precisará estar preparada para comunicar isso, mas, desde hoje, seus criativos, seus diretores de planejamento, seus sócios e seus atendimentos devem internalizar o esforço de convencer seus clientes, privados ou públicos, de que o futuro é esse.

*JOÃO ROBERTO VIEIRA DA COSTA , administrador público, é sócio-diretor da agência de publicidade NovaS/B. Foi secretário-adjunto da Cultura do Estado de São Paulo (1993/1994), chefe de Comunicação Social do Ministério da Saúde (1997 a 2001) e secretário de Comunicação de Governo da Presidência da República (2001/2002).
Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Blog Tags: , , , , ,
26/08/2008 - 09:44

Fumo passivo mata sete por dia, diz estudo

Dados do Inca apontam que 2.655 pessoas morrem por ano sem terem fumado; número pode estar subestimado, diz pesquisadora. Pesquisa inclui só habitantes de áreas urbanas com mais de 35 anos como fumantes passivos; fumo em ambiente de trabalho fica de fora.

*Por Denise Menchen

Todos os dias, ao menos sete brasileiros que nunca fumaram na vida morrem por doenças decorrentes da exposição à fumaça do tabaco. Por ano, são 2.655 mortos. Os dados constam no estudo “Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil”, realizado por pesquisadores do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e do Iesc/UFRJ (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Os números preocupam a pesquisadora Valeska Figueiredo, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca. “São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos uma legislação mais rígida em relação ao cigarro”, afirma.
Ela defende, porém, que as estimativas são “conservadoras”. É que a pesquisa considera como fumantes passivos apenas os habitantes de áreas urbanas com mais de 35 anos, que nunca fumaram e moram com pelo menos um fumante. Ficaram de fora do cálculo, portanto, aqueles expostos à fumaça no ambiente de trabalho e os moradores de áreas rurais.

O estudo inclui apenas as três principais causas de morte por tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto e angina) e acidentes vasculares cerebrais. Outros problemas, como síndrome da morte súbita da infância e doenças respiratórias crônicas, não foram computados. “O número de óbitos provavelmente está subestimado”, diz Figueiredo.

Segundo a pesquisa, de cada mil mortes por câncer de pulmão no país, sete podem ser atribuídas ao fumo passivo. No caso de doenças isquêmicas do coração, essa proporção sobe para 25 -e chega a 29 nos acidentes vasculares cerebrais.

Dependendo da doença, as mortes de mulheres são de 1,3 a três vezes mais elevadas que as de homens. Das 2.655 vítimas anuais, 1.601 ou 60,3% são de mulheres. A faixa etária que registra maior ocorrência, tanto em homens quanto em mulheres, é de 65 anos ou mais.

Segundo o Inca, o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável do mundo, atrás só do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

No Brasil, onde cerca de 16% da população é fumante, o fumo em ambientes públicos ou privados de uso coletivo é regulado pela lei federal 9.294, de 1996. O texto permite a criação de áreas reservadas para esse fim, o que é criticado por associações antitabagistas.

Os fumódromos, porém, podem estar com os dias contados. O Ministério da Saúde propôs emenda que proíbe o fumo em qualquer ambiente fechado ou semi-fechado. O texto já foi aprovado pela Casa Civil e aguarda envio ao Congresso.

“A lei atual está defasada e expõe as pessoas ao risco, especialmente os garçons que trabalham nessas áreas de fumantes. Não existe sistema de ventilação capaz de dissipar a fumaça, assim como não existem níveis seguros de exposição”, diz a chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Tânia Cavalcante.

Frases

“São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos leis mais rígidas em relação ao cigarro”
VALESKA FIGUEIREDO – pesquisadora da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Instituto Nacional de Câncer)

“O número de óbitos [por fumo passivo] provavelmente está subestimado” – IDEM

Saiba mais

Inédito no país, o estudo “Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil” tomou como base o total de mortes para cada uma das três principais doenças relacionadas ao tabagismo entre 2002 e 2004. Os dados são do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), do Ministério da Saúde.
Foi usado também um dado pesquisa do Inca e da Secretaria de Vigilância em Saúde, de 2003, sobre a proporção da população exposta ao fumo passivo.

Por fim, foram usados três estudos internacionais sobre o risco de morte de não-fumantes expostos ao fumo passivo. Com o cruzamento, foi possível obter as estimativas.

*Reportagem publicado pelo Jornal Folha de S. Paulo em 25/08/08.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Governos e Instituições Públicas, Pesquisa Tags: , , , , ,
04/08/2008 - 10:37

Os seis pecados do greenwashing

Por Rogério Ruschel*

Greenwashing é a apresentação inexistente ou inadequada de benefícios ambientais ou socioambientais apresentados por empresas, serviços ou produtos. Recente estudo realizado com 1.758 promessas encontradas nas embalagens de 1.018 produtos disponíveis no mercado dos Estados Unidos revelou os seis pecados do apelo greenwashing. Veja quais são eles:

Pecado dos malefícios “esquecidos”
O principal pecado encontrado na pesquisa, estando em 56% dos produtos pesquisados, caracteriza-se pelo fato do produto destacar apenas um benefício ambiental e “esquecer” os outros. Exemplos: Meu produto é reciclável (mas é extremamente gastador de energia e água para ser produzido); meu produto é feito sem teste em animais (mas sua decomposição natural pode prejudicar a cadeia alimentar natural).

Pecado da falta de provas
Representando 26% das promessas encontradas, é utilizado por produtos que anunciam benefícios ambientais sem comprovação científica ou certificação respeitável. Nesta categoria são encontrados xampus que não são testados em animais, produtos de papel com uso de material reciclado, lâmpadas com maior eficiência energética – todos sem comprovação dos argumentos disponível ao consumidor.

Pecado da promessa vaga
Entre as promessas vagas – encontradas em 11% dos produtos pesquisados – estão produtos “não-tóxicos” (e sabemos que qualquer produto em excesso pode intoxicar uma pessoa); produtos “livre de químicos” (o que é impossível, porque todos os insumos de todos os produtos têm elementos químicos em sua composição); “100% natural” (urânio, arsênico e outros venenos também são “naturais”); “ambientalmente produzido”, “verde”, “conscientemente ecológico”, todas promessas 100% vagas. E estamos falando de embalagens – imagine aqui no Brasil as promessas vagas que vemos diariamente na propaganda…

Pecado da irrelevância
Pecado encontrado em 4% dos produtos pesquisados, caracteriza-se por destacar um benefício que pode ser verdadeiro, mas não é relevante. A mais irrelevante das promessas foi a relacionada ao CFC, banido do mercado norte-americano nos anos 70: inseticidas, lubrificantes, espumas de barba, limpadores de janelas e desinfetantes, por exemplo, todos livres de CFC. A promessa é irrelevante porque, se não fossem livres de CFC, estes produtos não teriam licença para estar à venda no mercado…

Pecado da mentira
Encontrado em 1% dos produtos, é simplesmente uma mentira deslavada.

Pecado dos dois demônios
Encontrado em 1% dos produtos, são benefícios verdadeiros, mas aplicados em produtos cuja categoria inteira tem sua existência questionada, como cigarros orgânicos, inseticidas ou herbicidas orgânicos.

E o greenwashing tupiniquim?
Este tipo de pesquisa de análise de promessas de sustentabilidade socioambiental nas embalagens dos produtos infelizmente ainda não foi feita no Brasil. Na verdade, nem sequer temos condições de avaliar o greenwashing na propaganda comercial ou na cobertura jornalística – territórios ainda sem metodologias para fazê-lo.

Como um exercício de foro íntimo, podemos fazer algumas reflexões:

- Quando será que o CONAR, que retirou a publicidade da Petrobras (Nota do moderador: publicado aqui) do ar porque se dizia uma “empresa sustentável” mas não tomava medidas para cumprir o acordo do PROCONVE, vai adotar legislação sobre o greenwashing em embalagens de produtos?

- Você conhece alguma promessa publicitária “vazia” feita por grande anunciante que fala mais do que faz – digamos assim, um grande clássico do greenwashing publicitário?

- Você considera eticamente correto uma empresa investir “x” em um projeto socioambiental e investir até 3 vezes mais do que este valor para comunicar este fato? Isto pode ser considerado greenwashing?

- Os critérios de conceituação e definição de greenwashing devem ser uma iniciativa do Estado (regulamentação oficial), do mercado (regulamentação da iniciativa privada) ou da sociedade (regulamentação pela preferência de compra)?

*Rogerio Ruschel é diretor da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e editor da revista eletrônica Business do Bem, onde este artigo foi publicado originalmente.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Empresa privada, Terceiro Setor Tags: , ,
16/05/2008 - 14:57

88% dos brasileiros são contra fumo em locais fechados

Maior rejeição ocorre em restaurantes, depois em lanchonetes e casas noturnas

Por Cinthia Rodrigues
Colaboração para a Folha

Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha para a organização não-governamental ACT (Aliança de Controle do Tabagismo) mostra que 88% dos brasileiros são contra o fumo em locais coletivos fechados. No ano passado, a mesma pesquisa foi realizada apenas no Estado de São Paulo e a proporção foi idêntica.

Desta vez, foram ouvidas 1.992 pessoas em 150 municípios. Entre elas, 23% se declararam fumantes. Do total, 6% foram parcialmente contra e 82% totalmente contra.

Para a ONG, quando o local é fechado, mesmo com área separada para fumantes, há prejuízo para os demais clientes e para os funcionários. “É questão de saúde pública e também ocupacional”, diz a vice-diretora da ACT, Mônica Andreis.

A pesquisa mostrou que a maior rejeição ao fumo ocorre em restaurantes (89%), depois em lanchonetes (86%), casas noturnas (72%) e bares (71%). Nesse ponto apareceu a maior diferença entre a pesquisa nacional e a entre paulistas. Em São Paulo, a porcentagem contra o fumo em restaurantes é igual, mas em bares e casas noturnas cai para 59% e 58%.

“Achamos o resultado nacional muito bom porque mostrou que, assim como São Paulo, o país todo tem a percepção de que o fumante passivo é prejudicado”, diz a vice-diretora. “Esperamos com isso tanto o aumento na fiscalização da lei que já existe quanto o aperfeiçoamento dela.”

Os pesquisadores também perguntaram aos entrevistados se eles mudariam a freqüência a locais fechados caso o fumo fosse proibido. Em restaurantes, 63% disseram que não mudariam, 9% iriam menos e 28% mais. Em bares, 64% disseram que manteriam a freqüência, 15% iriam menos e 21% mais.

Clientes satisfeitos

O diretor-jurídico da Abrasel (associação de bares e restaurantes), Percival Maricato, disse discordar do resultado da pesquisa. “Se o cliente estivesse insatisfeito com a fumaça do cigarro, o dono seria o primeiro a mudar isso”, diz ele.
Maricato defende que, em lugares como São Paulo, onde há cerca de 50 mil estabelecimentos do gênero, é possível dar a opção ao cliente.

“Alguns lugares podem proibir, põe uma placa e pronto. Mas tem gente que fuma ou namora fumante, tem amigos e quer uma opção onde seja permitido.”

*Reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo em 15/05/08.

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Pesquisa Tags: , , , , ,
22/04/2008 - 12:38

Caso Isabella, interesse público ou do público?


Por Lilia Diniz

A cobertura da imprensa sobre a morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em São Paulo, em 29 de março, foi o tema do Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (15/4) pela TV Brasil e pela TV Cultura. Mais de 15 dias após o assassinato o caso ainda não foi solucionado, mas os meios de comunicação esmiuçaram a vida dos principais investigados – o pai da menina, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. O convidado do estúdio do Rio de Janeiro foi o jornalista Guilherme Fiúza. Em São Paulo, participaram o jornalista Marcelo Rezende e o advogado criminalista Carlos Kauffmann.

** Guilherme Fiúza, jornalista, assina um blog no site da revista Época, é autor do livro Meu nome não é Johnny, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e no site NoMínimo.

** Carlos Kauffmann é advogado criminalista, mestre e doutorando em Direito Processual Penal, professor de Direito Processual Penal e autor do livro Prisão temporária.

** Marcelo Rezende, jornalista, é âncora do RedeTV! News, trabalhou em vários veículos do Sistema Globo de Comunicação e da Editora Abril. Na TV Globo, comandou o programa policial Linha Direta.

Na abertura do programa, Alberto Dines comentou os assuntos que estiveram em destaque na semana. No cenário brasileiro, confissão do jogador Adriano de ter marcado um gol com a mão depois de a mídia registrar a irregularidade; na Argentina, a criação de um Observatório de los Medios de Comunicación pela presidente Cristina Kirchner; e, também sobre o país vizinho, a tentativa de punir os criadores do desenho animado Os Simpsons por críticas ao peronismo (ver abaixo os tópicos de “A mídia na semana”).

No editoral apresentado antes do debate ao vivo, Dines comparou a cobertura do caso de Isabella Nardoni a uma telenovela policial. A intensa cobertura dos meios de comunicação estaria transformando o país em um “fórum de Sherlocks Holmes”. O jornalista avalia que e mídia está esquecendo de uma de suas funções, que é provocar a reflexão: “Ninguém quer pensar, prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando” (ver íntegra abaixo).

Os holofotes da mídia

O jornalista Alexandre Garcia, da TV Globo, acredita que a cobertura da imprensa sobre o caso Isabella pode determinar o resultado das investigações. “A própria quantidade de câmeras, microfones, de repórteres, de luzes de certa forma provoca uma excitação que influencia o promotor, os peritos, os policiais, a delegada, as testemunhas e isso pode alterar um pouco os fatos”, disse, em entrevista gravada. Garcia recordou uma regra da rede de TV americana CBS, que aprendeu no início da carreira, que dizia que se o jornalista perceber que a sua presença está alterando os fatos, deve retirar-se.

A cobertura do caso da Escola Base foi relembrada no programa. Em 1994, o casal de proprietários da instituição de ensino, além de um professor e um casal de pais, foram acusados de abuso sexual de crianças. A mídia cobriu exaustivamente o assunto, parte dela prejulgando os investigados, mas o processo foi arquivado por falta de provas. Para o gerente de Jornalismo da TV Brasil em São Paulo, Florestan Fernandes Jr., a imprensa tentou ser mais cuidadosa no caso Isabella Nardoni, mas houve deslizes. Para o jornalista, em um caso que causa comoção há interesse em vender mais jornais e aumentar a audiências das TVs, não só no Brasil como no restante do mundo.

Alexandre Garcia disse ter ficado com um “pé atrás” depois do “fiasco” da cobertura da Escola Base, quando se culpou o casal de proprietários. A presença ostensiva da imprensa acabaria por provocar a tentação dos 15 minutos de fama em pessoas que dão declarações na cobertura. Para o antropólogo Roberto Albergaria, a mídia trata o caso como se estivesse elaborando uma novela ao misturar ficção e realidade. Albergaria também comparou a cobertura ao reality show Big Brother, onde os participantes são vigiados 24 horas por dia. O antropólogo destacou a vontade do espectador médio de ter uma “família feliz”, mas sem observar os defeitos que ocorrem dentro delas – e observou que o caso chamaria mais a atenção dos meios de comunicação e da sociedade porque envolve uma criança branca.

Jornalismo como entretenimento

No debate ao vivo, o jornalista Guilherme Fiúza – que viveu uma situação semelhante quando seu filho pequeno morreu ao cair do colo da mãe, na varanda do apartamento onde moravam – analisou o comportamento da imprensa. Disse que é difícil avaliar a atuação da imprensa em bloco, existem atitudes diferenciadas dentro da instituição. O jornalista disse que é preciso escapar da tentação de santificar o ideal de imprensa. A mídia não seria apenas objetividade e informação, seria preciso aceitar que ela sempre terá um pouco de espetáculo e entretenimento. Fiúza afirmou que a opinião pública às vezes deseja levar a imprensa a uma abordagem que se desloca do foco da tragédia, transformando o assunto em um reality show. Para o jornalista, existe quem queira consumir o espetáculo e induza a mídia a este tipo de comportamento.

As autoridades prejulgam os acusados, na opinião de Marcelo Rezende, ao darem declarações irresponsáveis à imprensa. O jornalista rememorou a cronologia da cobertura do fato e criticou as autoridades que divulgaram percentuais de quanto o caso estaria resolvido. Rezende reprovou a atitude da delegada Maria José Figueiredo, que chamou o pai de Isabella de “assassino” no dia seguinte à morte da menina, quando Alexandre Nardoni registrou o boletim de ocorrência. Para ele, se a delegada tinha provas suficientes para acusá-lo, deveria tê-lo prendido em flagrante. Outro ponto levantado por Rezende foi o fato de que enquanto o inquérito estava sob sigilo, a todo instante autoridades passavam informações à imprensa.

O sigilo serviria, conforme explicou Carlos Kauffmann, para resguardar a própria investigação policial. Se a discussão pública acerca dos fatos pode prejudicar a investigação, então deveria ser assegurado o sigilo. O advogado criminalista avalia que o princípio não foi respeitado de fato, e foi assegurado apenas no âmbito formal. Para ele, aspectos da investigação foram trazidos a público aos poucos, e de forma paralela, por pessoas que nem sempre estavam diretamente envolvidas com as investigações. Laudos não entregues às autoridades foram vazados para a imprensa, deformando a opinião pública. Kauffmann advertiu que as pessoas que passaram informações precipitadas à imprensa tentarão provar que estavam corretas. Para o advogado, em tese, uma investigação que tenta provar que determinado suspeito é culpado está condenada ao insucesso.

Guilherme Fiúza contou que menos de duas horas após a morte do filho ele e a mãe da criança estavam presos no próprio apartamento, levados à condição de suspeitos, com dois policiais armados fechando a saída. Depois de um logo tempo, o acidente foi esclarecido. O embasamento dos “homens da lei” era o depoimento fantasioso de vizinhos que diziam ter escutado discussões entre o casal na noite anterior à manhã do acidente. Traçando um paralelo entre a sua experiência pessoal e a morte de Isabella Nardoni, o jornalista se disse impressionado com o primeiro momento, quando a opinião pública não sabe nada sobre aquela família e acha que pode julgar. Para Fiúza, “um vizinho diligente e um delegado falastrão são uma combinação explosiva”. Marcelo Rezende disse testemunhas são “prostitutas das provas, não valem nada”.

O papel da imprensa nas investigações

A primeira vez em que a mãe de Isabella foi depor chamou a atenção de Fiúza. A jovem quase foi derrubada pelo cerco de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que estavam de plantão em frente à delegacia. “Se você quase derruba no chão uma mãe que acaba de perder uma filha, você tem que voltar para casa se sentindo uma ameba”, criticou o jornalista.

Marcelo Rezende questionou se, em um caso como o de Isabella, um repórter que recebe uma informação de uma autoridade constituída deve se omitir ou publicar. Dines disse que a decisão pertence à cadeia de comando do jornal, que ao repórter cabe trazer a notícia. Carlos Kauffmann considerou que a sociedade precisa estar bem informada e que isso não significa que a imprensa deva repassar as informações como se fossem verdades absolutas. E a imprensa deveria questionar porque a população não tem conhecimento jurídico. Kauffmann ressaltou que a imprensa tem um papel nobre e que precisa estar atenta ao interesse público, e não ao interesse do público.

Lília Diniz publicou o texto acima no Observatório da Imprensa, em 16/04/2008

Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos Tags: ,
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