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20/05/2013 - 10:50

Folha de S. Paulo: Em meio a polêmicas, publicidade faz pausa para pedir desculpa nos EUA

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Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo em 19/05/2013.

Em meio a polêmicas, publicidade faz pausa para pedir desculpa nos EUA

DO “NEW YORK TIMES”

Alguns dos maiores nomes do mercado publicitário se viram forçados recentemente a pedir desculpas aos consumidores, que montaram protestos públicos contra comerciais considerados ofensivos.

“É como o Oeste selvagem”, disse Paul Malmstrom, um dos sócios fundadores do escritório da agência de publicidade Mother, em Nova York. Pelo menos cinco grupos, envolvendo setores tão diferentes quanto carros, artigos esportivos e bebidas, viram recentemente suas marcas envolvidas em polêmica (veja exemplos de comerciais polêmicos no fim do texto).

Especialistas em publicidade oferecem uma longa lista de motivos para a crescente frequência dos incidentes.

SER DIFERENTE

Mas a razão primária para que continuem a acontecer, dizem, é a crescente ansiedade das agência para criar publicidade que atraia a atenção e escape ao lugar-comum.

“É a pressão pela criação de publicidade ‘viral’, a necessidade de obter mais público on-line, que leva as pessoas a correr riscos”, disse Tor Myhren, presidente e diretor de criação da Grey NY.

Ele acrescentou que outro fator para isso é o foco em consumidores mais jovens.

“Nas reuniões, todo mundo quer tentar descobrir como falar com a geração milênio”, afirma.

David Schwab, vice-presidente sênior da Octagon First Call, parte do grupo Octagon de marketing esportivo e de entretenimento, disse que a marca usava astros para “criar conscientização e criar diferenciação”.

CELEBRIDADES-BOMBA

“Mas uma celebridade que pode fazer diferença sempre envolve um risco elevado”, disse Schwab, o que significa que “há mais pressão sobre as marcas para que sejam cuidadosas.”

Schwab disse que anunciantes precisam parar para considerar cuidadosamente antes de fechar contratos com celebridades, “descobrindo qual é a história dessas pessoas, o que suas letras dizem, como interagem com os fãs –pode ser que uma simples busca no Google baste”.

Bob Garfield, crítico veterano de publicidade e autor de “Can’t Buy Me Like”, disse que a situação é agravada pela cultura de internet que tanto agrada à geração milênio, descrita por ele como “área sem fronteira”.

Em sua avaliação, “reina um senso de permissividade” na cultura web.

Portanto, acrescentou, não deveria causar surpresa que “incríveis erros de julgamento” aconteçam regularmente, da parte de grandes marcas e agências de publicidade.
parar para pensar

Nancy Hill, presidente da Associação Americana de Agências de Publicidade, disse que “a corrida para divulgar alguma coisa no Twitter e conquistar aprovação nas redes sociais” sobrepujou o impulso de “parar para pensar e garantir que o anúncio esteja executado da exata maneira pela qual você gostaria de vê-lo recebido”.

Myhren diz que sua agência submete todos os anúncios que cria a uma revisão legal por parte de seus advogados. Ele acredita que os clientes que veiculam seus anúncios façam o mesmo. Ou que, pelo menos, deveriam fazê-lo.

Ainda assim, “veremos mais” controvérsias publicitárias, ele previu, até que “surja um incidente realmente horrível, algo que acontecerá a um dos maiores anunciantes e fará com que todo o mercado reconsidere seus mecanismos de controle”.


5 exemplos de comerciais polêmicos

1. FALSAS MULHERES AMORDAÇADAS
Executivos da JWT India foram demitidos por criar anúncios falsos para o Ford Figo, com mulheres amarradas e amordaçadas no porta-malas de um carro dirigido pelo ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi

2. ANTIMEMÓRIA
A Pepsi rompeu o contrato de sua marca Mountain Dew com o rapper Lil Wayne, por causa de uma letra considerava ofensiva a um adolescente negro assassinado no Mississipi em 1959

3. DROGAS E SEXO
A Reebok rompeu seu contrato com o rapper Rick Ross por música que falava em drogar uma mulher e fazer sexo com ela sem que ela soubesse

4. SUICÍDIO ECOLÓGICO
A Hyundai do Reino Unido retirou no mês passado um comercial que mostrava um homem que falhava na tentativa de suicídio por gás porque seu carro tinha emissões zero

5. CHING CHING
A General Motors retirou um comercial do Chevrolet Trax que se passava nos anos 30 e trazia um remix de uma canção da época com referências a chineses como “ching ching, chop suey”

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Autor: redacaocip - Categoria(s): Artigos, Jornalismo Público Tags: , , ,
17/05/2013 - 16:04

Não é longe? Deixe o carro!

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E se as pernas tivessem vontade própria e se rebelassem, levando as pessoas a caminhar? A ideia foi usada pela agência escocesa Story para o filme da campanha integrada Not far? Leave the car do governo da Escócia. O objetivo é convencer a população a caminhar e andar de bicicleta em vez de usar carro para se exercitar mais e diminuir a poluição.

O ministro do Meio Ambiente da Escócia, Paul Wheelhouse, anunciou investimentos de £58 milhões para construir ciclovias e espaços para caminhadas. Segundo ele, a maior parte das emissões de CO²: uma em cada três trajetos feitos de carro no país são de curta distância.

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Autor: redacaocip - Categoria(s): Governos e Instituições Públicas, Meio Ambiente, Saúde Tags: , , , , , , , , ,
13/05/2013 - 09:45

Bolacha de chopp magnética contra motoristas alcoolizados

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Boa ideia, daquelas que podem ser copiadas em qualquer cidade e com a vantagem de ter baixo custo. Numa ação realizada nos bares de Belo Horizonte para o Portal Sou BH, a RC Comunicação colou imãs na parte debaixo da base de tulipas de chopp e bolachas. O consumidor só conseguia recolocar a tulipa se estivesse no lado a mensagem “se beber chame um taxi”.

Pesquisa do Ministério da Saúde, sobre o impacto do uso do álcool e sua relação com o trânsito, revela que 21% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao consumo de álcool. De acordo com o MS, uma em cada cinco vítimas de acidente de trânsito atendidas nos prontos-socorros do País estava sob efeito de bebida alcoólica, o que tem forte impacto nos atendimentos de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa – cujos dados são referentes a 2011 e fazem parte do Vigilância de violências e acidentes (Viva), estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS -, aponta ainda que as pessoas alcoolizadas estão mais sujeitas a hospitalização e a morte em decorrência do acidente. Foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal, que ficou com a maior proporção do País em relação à vítimas de violência que haviam consumido álcool, com 58,3%. Leia mais aqui.

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02/05/2013 - 16:00

Até que a morte os separe

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Para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro) a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lançou uma campanha de sensibilização sobre violência contra as mulheres afinada com as estatísticas: o maior percentual de agressores é o companheiro. A criação é da agência Lintas. A campanha entre as 15 melhores do concurso internacional Create 4 the UN – “SAY NO to Violence Against Women”, promovido pela ONU.

A APAV atendeu, entre 2000 e 2011, 76.582 vítimas. Em 68.770 ocorrências eram homens os autores do crime. Entre vítima e agressor, a maioria (39.352 casos) tinham uma relação conjugal.

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30/04/2013 - 17:51

Loja vazia arrecada 3,2 toneladas de roupas

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A ação criada pela Loducca para a Campanha do Agasalho no shopping Villa Lobos (São Paulo) chamou a atenção e conseguiu arrecadar 3,2 toneladas de roupas usadas entre os dias 9 e 21 de abril. Uma loja vazia com paredes de vidro e prateleiras vazias no meio do shopping convidava as pessoas a participar. A agência tornou a ideia Creative Commons, com a planta e linguagem visual disponíveis para sem copiadas porque quisesse fazer uma ação igual.

A campanha do Agasalho é uma iniciativa do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo em parceria com a empresa BRMalls. Com informações do Brainstorm9.

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