Paralisações de trens e acidente no Metrô assustam pela precariedade das instalações
Esta foto, tirada nesta manhã pela Agência Estado, mostra as equipes de resgate após o choque de dois trens de metrô nas proximidades da estação Carrão, na zona leste de São Paulo. É um retrato da precariedade e descuido público com as instalações do transporte sobre trilhos na maior capital do país.
Como é possível que o resgate às vítimas tenha que pular o muro para acessar a linha férrea? Que projeto (?) de transporte é este que impede o acesso da linha por passagens adequadas? A imagem dá a entender que o cuidado com a segurança leva em consideração apenas a necessidade de impedir que pessoas a atravessem, mas esqueceram e considerar outros tipos de ocorrências que exigem rapidez de acesso para a retirada de feridos das composições ou mesmo alguma ação policial.
E tudo isso, após os responsáveis pelo transporte público em São Paulo não responderem com efetividade à série de falhas que têm ocorrido nos trilhos da CPTM nas últimas semanas, levando ao descrédito importantes alternativas de transporte na metrópole.
Ao que parece, as dificuldades de manutenção do funcionamento normal das linhas da CPTM, que têm prejudicado milhões de usuários todos os dias, também têm origem no projeto das instalações, já que algumas paralisações são justificadas por roubos de cabos elétricos das linhas, outro sinal de que não levaram em consideração as possibilidades de vandalismo quando das definições do nível de segurança operacional. E, pior, que o padrão de fiscalização permanente da integridade física das linhas é absolutamente ineficaz.