Lua Nova: muito mais do que uma simples continuação
Sempre tive uma imagem um tanto quanto deturpada de livros que têm continuações. Eu pensava que, para um livro ser bom de verdade, o autor devia conseguir sintetizar uma história legal num só volume. Mas comprei “Lua Nova”, da americana Stephenie Meyer, e mudei fácil de idéia.
“Lua Nova” é a continuação de “Crepúsculo”, livro fenômeno entre jovens de todo o mundo. Só o primeiro da saga já vendeu cerca de 6 milhões de cópias. A série inteira, que inclui também “Eclipse” e “Breaking Dawn” contabiliza mais de 17 milhões de exemplares vendidos. O sucesso no Brasil é indiscutível. A maior comunidade dos livros no Orkut tem quase 40 mil membros.
Diferente de “Crepúsculo”, que é puro romance, o livro “Lua Nova” coloca pitadas de suspense e ação por toda sua trama. Não são mais 300 páginas de como Bella descobriu que o garoto por quem apaixonou era um “sanguessuga” ou de como Edward protege sua amada até a morte.
Logo nos primeiros capítulos da obra, o casal queridinho do público é separado. Quando o irmão de Edward quase ataca Bella durante sua festa de aniversário, o vampiro apaixonado toma uma decisão: não expor mais o amor de sua vida ao perigo. Ele então inventa uma desculpa para nunca mais ver Bella e vai embora.
Bella passa meses triste e magoada, até que decide voltar a ser uma garota normal, que sai com os amigos e se diverte. Mas não é assim tão fácil. Para se aliviar das dores de um coração partido, a garota conta com a ajuda do amigo Jacob, que também se revela um menino “anormal” durante esse segundo livro. É… Jacob é um lobisomem.
A continuação de “Lua Nova” é o livro “Eclipse” e já tem data para ser lançada em português: 15 de janeiro de 2009. Até lá, a gente se contenta em reler “Crepúsculo” e “Lua Nova” e assistir ao filme, que sai no próximo dia 19 de dezembro.