Mais uma vez a Fundação Cartier apresenta uma exposição bem bacana. Né dans la rue – Grafitti mostra a história do grafite de várias formas.
A primeira parte da mostra fica no subsolo da fundação e é composta por filmes, pinturas, entrevistas em vídeo, instrumentos para grafitar e até roupas.
foto: Olivier Ouadah
Já no térreo, a exposição se divide em duas partes. Na primeira estão algumas obras que foram feitas especialmente para a Cartier, por artistas de várias nacionalidades, em tamanho grande.
As enormes paredes de vidro da fundação também foram customizadas por alguns grafiteiros.
Por lá, também tem um cineminha onde a programação conta com 3 documentários brasileiros sobre arte, pichação e grafite. Assisti ao Pixo, Arte Menos Poluição e Temporal – A Arte de Stephan Doitschinoff.
O primeiro é bem polêmico, mas o que achei legal é que ele não é tendencioso e mostra os dois lados da moeda. Aqui embaixo tem um trechinho do filme.
Quem mora em São Paulo, com certeza ouviu falar do artista Alexandre Orion, que removeu a fuligem em um dos túneis da capital para desenhar crânios.
O último documentário brasileiro conta a história do Stephan Doitschinoff que sonhava em pintar uma cidade inteira. Esse sonho virou realidade em uma cidadezinha do interior da Bahia.
Além de tudo isso, quem quiser pode ir grafitar nas paredes da Fundação Cartier sem problema nenhum. Legal, né?
Há um tempo o iG fez o especial Street e eu tive o prazer de escrever algumas matérias e fazer muitas fotos em Paris para mostrar um pouco mais da arte de rua que rola por aqui.
Como tive contato com alguns grafiteiros e conheci um pouco da história, das dificuldades e das vitórias de cada um, fiquei emocionada ao ver a exposição TAG, no Grand Palais, que reuni 300 quadros de artistas de rua de todo o mundo, inclusive do Brasil.
A exposição foi idéia do arquiteto Alain-Dominique Gallizia que é apaixonado por grafites. Pra quem não sabe TAG é aquela simples assinatura do nome, sobrenome ou apelido que pode ser pintada em qualquer lugar.
O mais legal da TAG é que todos os quadros tem o mesmo formato e também foram desenvolvidos a partir do mesmo tema. Do lado esquerdo fica a assinatura e do lado direito os artistas desenharam uma representação do amor. Assim dá pra comparar os estilos, talentos e culturas de artistas do mundo inteiro.
Esses dois últimos quadros são Nunca, que é brasileiro e começou a pichar nas ruas quando tinha apenas 12 anos e morava em Itaquera. Conversei com o artista e ele disse que nem imaginava que a exposição iria fazer tanto sucesso. Mas está fazendo… e muito!
Como já contei aqui no Bombom, o iG está com um especial sobre arte de rua e eu tenho feito algumas coisinhas aqui de Paris. Hoje foi publicada uma galeria de fotos com alguns grafites e colagens que estão espelhados pela cidade.