Pois é, muita gente passeia pela capital francesa, às vezes já até pisoteou o coitadinho, mas nem se dá conta de onde ele fica exatamente.
O Ponto Zero de Paris está localizado há poucos metros da catedral de Notre-Dame, na place Jean-Paul II, na Île de la Cité.
Ele é representado por uma rosa dos ventos, feita em cobre, que fica no meio de quatro pedras que formam um círculo.
Em cada um desses blocos estão escritas algumas palavras que ajudam os turistas, passantes e curiosos a entender do que se trata.
“POINT”, “ZÉRO”, “DES ROUTES” e “DE FRANCE”, em português: “Ponto zero das estradas da França”.
Ou seja, além deste ser o ponto zero de Paris, ele também serve de referência e determina o quilômetro zero de todas as estradas que saem da cidade para o resto da França.
Bom, da próxima vez que visitarem a capital francesa, já sabem onde tirar uma nova foto.
Esta não é a primeira vez que falo sobre o Centre Pompidou aqui no Bombom, mas agora, o museu está com uma exposição especial apenas com artistas femininas.
A mostra Elles (em português Elas) reúne 500 obras de 200 mulheres. E, na verdade, essas artistas já faziam parte do acervo do Pompidou, o que mudou é que os homens foram para a geladeira.
Apesar de muitas pessoas desconfiarem, esta nova organização do Museu Nacional de Arte Moderna não se trata de um movimento feminista.
Segundo a curadora Camille Morineau, a idéia da exposição Elles é contar a historia da arte dos séculos XX e XXI a partir da produção feminina. Já que outras coleções francesas, como a do Louvre e a do Musée d’Orsay são constituídas quase inteiramente por homens.
Na última semana estive em Giverny para visitar a casa e os jardins do pintor Claude Monet. Este passeio é uma ótima opção para quem vem a Paris, durante a primavera ou verão europeu, pois a cidade está localizada a 50 minutos de trem da capital francesa.
Os jardins são pinturas vivas que representam algumas das obras de Monet.
Além disso, uma opção para quem vai até a Giverny é conhecer o Museu do Impressionismo que conta com diversas obras famosas de Monet.
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Como chegar
A maneira mais fácil é pegar um trem até Vernom na estação de Saint Lazare em Paris. Os bilhetes podem ser comprados pela internet no site da SNFC.
Chegando nesta cidade existem duas opções para chegar em Giverny: de ônibus turístico, que sai de acordo com a chegada dos trens ou de bicicleta, que é a minha forma favorita.
A casa do pintor fica aberta todos os dias, de 1º de abril até 1º de novembro. Para mais informações acesse o site.
Não é todo mundo que sabe, mas durante algumas épocas do ano o Château de Versailles oferece diversas programações e eventos especiais.
No último final de semana eu estive no Les Grandes Eaux Nocturnes, que é um espetáculo de águas, luzes, fogos de artifício e muita música barroca francesa.
O show começa às 21h acompanhando o cair da noite. É nesta hora que todas as fontes do Château se iluminam e começam a funcionar.
A idéia principal deste programa noturno é passear pelos jardins e bosques de Versailles admirando as paisagens que mais parecem obras de arte.
É impossível não se arrepiar e não se emocionar.
Tentei fazer algumas fotos bonitas para mostrar aqui no Bombom, mas as imagens não conseguem registrar o que podemos ver e sentir por lá.
Para mais informações e o calendário completo com todas as programações especiais é só entrar no site do Château de Versailles.
Mais uma vez a Fundação Cartier apresenta uma exposição bem bacana. Né dans la rue – Grafitti mostra a história do grafite de várias formas.
A primeira parte da mostra fica no subsolo da fundação e é composta por filmes, pinturas, entrevistas em vídeo, instrumentos para grafitar e até roupas.
foto: Olivier Ouadah
Já no térreo, a exposição se divide em duas partes. Na primeira estão algumas obras que foram feitas especialmente para a Cartier, por artistas de várias nacionalidades, em tamanho grande.
As enormes paredes de vidro da fundação também foram customizadas por alguns grafiteiros.
Por lá, também tem um cineminha onde a programação conta com 3 documentários brasileiros sobre arte, pichação e grafite. Assisti ao Pixo, Arte Menos Poluição e Temporal – A Arte de Stephan Doitschinoff.
O primeiro é bem polêmico, mas o que achei legal é que ele não é tendencioso e mostra os dois lados da moeda. Aqui embaixo tem um trechinho do filme.
Quem mora em São Paulo, com certeza ouviu falar do artista Alexandre Orion, que removeu a fuligem em um dos túneis da capital para desenhar crânios.
O último documentário brasileiro conta a história do Stephan Doitschinoff que sonhava em pintar uma cidade inteira. Esse sonho virou realidade em uma cidadezinha do interior da Bahia.
Além de tudo isso, quem quiser pode ir grafitar nas paredes da Fundação Cartier sem problema nenhum. Legal, né?
Para comemorar os 20 anos da queda do Muro de Berlim, a Associação de Esculturas do Palais Royal e o Ministério da Cultura e Comunicação organizaram uma exposição que reuni 31 esculturas de artistas de todo mundo.
O bacana é que os artistas tiveram que desenvolver suas obras em pedaços de concreto, do mesmo tamanho, do muro de Berlim.
Fiquei impressionada na vernissage, pois 9 quadros dos 10 expostos já estavam vendidos. Os precinhos variavam entre 11.000 € e 22.000 €. Depois acham que grafite não é arte!
Nunca – Pau Brasil is over!!! Galerie Le Feuvre
Até dia 15 de junho de 2009
164 rue du Faubourg Saint Honoré
75008 Paris – France
+ 33 (0) 1 40 07 11 11
No próximo sábado, dia 16 de maio, quem estiver em Paris pode se preparar para um programa diferente e cultural.
Há 5 anos, o Ministério da Cultura e Comunicação da França criou o evento “La Nuit des Musées” onde milhares de pessoas podem visitar museus à noite e o melhor de tudo isso é que a entrada é gratuita.
Só em Paris são mais de 40 museus participantes, sendo que alguns deles, além das coleções permanentes, também prepararam uma programação especial com shows, concertos, espetáculos de dança, filmes e cursos.
Museu Pitt Rivers, Oxford
Em 2008 mais de 1,5 milhão de pessoas estiveram em museus na França. Este ano o evento também vai acontecer simultaneamente em mais 41 paises. Clique aqui para ver a lista completa.
Para o vídeo dessa semana, visitei a exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes. Posso dizer que deu muito orgulho de ser brasileira!
A mostra está em cartaz na Fundação Cartier pela arte contemporânea e na minha opinião, caiu como uma luva no espaço assinado pelo arquiteto Jean Nouvel.
O prédio da fundação é como se fosse um cubo de vidro rodeado por um lindo jardim. Por isso, quem vê a exposição tem a sensação de que as obras da Beatriz interagem com todo ambiente da Cartier. Isso acontece, principalmente porque a artista desenvolveu dois painéis em vinil colorido que ficam nas paredes de vidro e espalham as cores conforme a intensidade e posição do sol.
Para essa exposição, foram selecionados 15 quadros, em tamanho grande, que fazem um panorama dos últimos dez anos da carreira de Beatriz Milhazes.
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Depois dessa exposição, meu sonho é ter um quadro da artista na minha casa… Por mais que Beatriz tenha falado em uma entrevista à Revista Bravo que acha difícil conviver com um quadro dela, pois eles são pesados.
Fundação Cartier
Beatriz Milhazes
Até 21 de junho de 2009
261, Boulevard Raspail
75014Paris, France
Tel.: 00 33 01 42 18 56 50