Arquivo de julho, 2009
31/07/2009 - 19:58
1. Procon de S. Paulo multa 20 empresas por não cumprirem as regras de telemarketing, em vigor há mais de seis meses. Total da multa R$ 10.000.000,00. E eu acho ótimo!!!
2. Lula diz que Sarney não é problema dele. E eu, mais a torcida do Corinthians só podemos rir!!!
3. César Cielo ganha ouro e, de lambuja, bate récorde mundial nos 100 metros livre com 46s91. Novamente, só posso achar ótimo!!!
Se Sarney não é problema do Lula, menos ainda é problema meu. Procon vinga os cidadãos pendurados no telefone entulhados por musiquinhas irritantes. Esses dois assuntos serão muito bem comentados por especialistas. O recorde de Cielo igualmente.
Dou ao disciplinado nadador parabéns!!!
Mas também dou o meu palpite. Na verdade, ele e nenhum outro competidor da prova nadaram cem metros. Os caras têm quase 2 metros, mais outro metro de braço acima da cabeça. Sem contar que ao saltar da baliza certamente a ponta de seus dedos já estarão a cerca de 6 metros da borda. Ou seja, nadou 94 metros.
Isso sempre me encafifou na natação. Para percorrerem 100 metros mesmo, ao dar o tiro de largada, os nadadores deveriam estar com as costas junto à borda da piscina, quiçá com as mãos no peito.
Não tem importância alguma. Mas é muito mais agradável tratar desse assunto do que da falta de respeito das empresas e dos políticos com o consumidor e povo brasileiro.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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24/07/2009 - 11:51
“Viajou sem Passaporte”, exemplo de sujeito oculto usado pelo gramático Domingos Paschoal Cegalla, deu nome a um grupo de estudantes da ECA-USP que fazia intervenções artísticas no centro de S. Paulo, no final da década de 70.
“Os urubus são as aves mais feias do céu mas têm um belo vôo alçado e tranqüilo” era o trecho de uma crônica de Paulo Mendes Campos que o mesmo autor usava para explicar conjunção adversativa.
As notícias do mundo no Jornal Nacional são quase sempre de matar, mas a beleza serena da apresentadora Renata Vasconcellos ameniza muito todos os infortúnios. É o exemplo atual que me ocorre para a mesma conjunção adversativa.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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22/07/2009 - 18:20
No começo, não era o verbo. No começo era o Válido.
Você deve se lembrar. Década de 70: era só alguém dizer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo – Que tal um café???, por exemplo – e a possibilidade de um pseudo-intelectual responder: – Muito válida essa idéia!!!- era de mais de 90%.
Há cerca de quinze anos, foram as invasões do De Repente e do A nível de, expressões que não servem absolutamente para coisa alguma. Ou seja, o “pseudo” pode falar ou escrever quantos de repente e quantos a nível de ele quiser. Se cortarem todos eles, não farão a menor falta; pelo contrário, será um alívio para o ouvido.
O válido era um ligeiro horror; o de repente e o a nível de, horrores médios. Mas, presta atenção, como diz um amigo, os chavões de hoje me fazem ter saudades deles!!!
Inventaram uma língua nova!!!
Não se diz mais que uma pessoa é legal, inteligente, bacana. Reduziu-se tudo isso a: PODEROSA. Que POBREZA!!!
Mas ainda pode piorar. Sujeitos com os atributos (será que quem fala poderoso sabe o que é atributo???) acima também podem ser DIFERENCIADOS!!!
Os ditos diferenciados não gostam de uma roupa, de um restaurante. Para dizer que gostam, exclamam:
- Tal coisa é a minha cara!!!
Afe!!!
Também tem o Tudo de Bom que deve ser mais ou menos aquilo que é a minha Cara – cara deles, naturalmente – já que dentro dessa riqueza morfológica, tô fora!!!
Dá até para fazer um diálogo:
- Vamos combinar: com certeza, vai bombar.
O outro apresenta alternativas, digo, eventos:
- A gente dá uma passada, vê o que tá rolando. Aí a gente liga (faz o gesto pondo o dedão no ouvido e o dedo mínimo na boca) pra Galera. Se der caixa postal, a gente pede pra retornar a ligação.
- Caiu a minha ficha!!! Quem sabe, a gente já alavanca outra balada para amanhã.
Que saudades do Válido. Vou me dar direito, não a um chavão, mas um verso: Eu era feliz e não sabia!!!
Terminando com lamento modernoso:
NINGUÉM MERECE!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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17/07/2009 - 19:43
O escritor-senador José Sarney, que não é bobo nem nada, em sua coluna de hoje na Folha de São Paulo, sequer menciona as palavras política, senado, parentes.
Ele conta que “passei pelo lápis, pelo tinteiro, pela caneta-tinteiro, pela esferográfica, pela máquina de escrever manual e elétrica e desembarquei no Computador”. Fascinado, lá pelas tantas, cita o Google Earth . Diz ele: “para mim, um milagre, com sua capacidade de mostrar na tela a casa de todo mundo no mundo, inclusive a minha.”
Perguntas:
A que casa será que ele se refere???
Opção 1 – À da praia do Calhau, em S. Luis do Maranhão???
Opção 2 – Sua casa de Brasília, “avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília, comprada do ex-banqueiro Joseph Safra em 1997″???
Opção 3 – Ou ele se refere ao casebre no Amapá em que ele declarou residir para poder se candidatar ao senado por esse estado???
Se a resposta for a opção 3, realmente o “tal do Google Earth” é um fenômeno. Porque de tão pequena, tão insignificante, principalmente para um presidente-literato, pode-se dizer que ela nem mesmo existe!!!
Já as outras duas casas, tal qual a Muralha da China, talvez sejam vistas até mesmo da Lua.
Mas presidente José Sarney , por favor não responda agora. Agora curta o seu tão merecido recesso parlamentar!!!
Aliás, gostaria que me explicassem por que se chama recesso Parlamentar???
Eu vou no popular. Para mim, são férias mesmo!!! Congresso/congresssistas têm mais férias que crianças na escola. Mas falar férias pega mal. É Recesso!!!
Sarney termina seu artigo citando Machado de Assis: “e, aos vencedores, as batatas”.
Talvez tenha se esquecido de dizer: para a opinião pública, as pizzas!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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15/07/2009 - 15:21
Ouvi na CBN e leio na Internet que a Prefeitura de S. Paulo lançou ontem um Portal com nomes, cargos e salários de 162 mil servidores ““com exceção dos que trabalham na GCM (Guarda Civil Metropolitana – por questão de segurança – e outros dados das finanças municipais. Visando dar maior transparência, a medida gerou protestos dos trabalhadores.”
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, dois sindicatos de servidores decidiram entrar na Justiça contra a divulgação do salário por entenderem que a isso viola a privacidade e prejudica a segurança dos funcionários.
De acordo com o que ouvi na rádio, outro motivo de revolta seria a publicação do horário a ser cumprido e o local em que cada funcionário dá expediente.
Sem entrar no mérito de que o funcionalismo ganha muito ou ganha pouco, menos ainda sem a mais tênue intenção de desmerecer quem quer que seja, o fato me lembrou duas historinhas:
A primeira, um clássico, é do funcionário que chega de manhã, pendura o paletó na cadeira e se manda da repartição. Quando alguém pergunta por ele, os colegas informam:
- Deve estar por aí. Olha o paletó dele.
A segunda história.
Havia um leão solto na repartição. O leão comeu a secretária e ninguém desconfiou de nada. O leão comeu o diretor e ninguém imaginou coisa alguma. O leão comeu o superintendente e nada de levantar qualquer suspeita.
Quando o leão comeu o homem do cafezinho, descobriram que havia um leão solto na repartição!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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14/07/2009 - 16:49
Um litro de óleo de cozinha despejado na pia contamina 20.000 litros de água de rios, represas e lagoas. Sem contar problemas de entupimento de canos.
Para conscientizar a população, 50 padarias de S. Paulo lançaram hoje na Capital Campanha de Reciclagem e Recolhimento de Óleo Usado de Cozinha. A iniciativa é do Sindicato de Panificação, Associação da Indústria de Panificação e do Instituto do Desenvolvimento da Panificação e Confeitaria. Antônio Saú Rodrigues, gerente de Marketing dessas entidades, explica que grande parte das 4.000 padarias da Grande S. Paulo já coletam todo o óleo que usam e encaminham para Instituições de Caridade.
Algumas redes de supermercados também recolhem o óleo que os consumidores levam em garrafas plásticas. Mas, segundo Saú, em média, uma dona de casa vai duas vezes por mês ao supermercado e 17 à padaria. Essa iniciativa facilita a vida de quem quer colaborar.
As padarias interessadas em participar da coleta receberão gratuitamente cartazes e também folhetos explicativos da Campanha para distribuir aos seus freqüentadores.
Além disso, foi desenvolvida uma garrafa com uma boca bem larga (e tampa) para que a dona de casa despeje direto o óleo da frigideira. Quando essa garrafa estiver cheia, ela é encaminhada para a padaria que recolhe o óleo e devolve a garrafa. Essa garrafa tem o custo de R$ 1,50 para a padaria. O valor, que cobre apenas o custo do produto, explica Saú, é apenas para evitar que o consumidor descarte a garrafa ao invés de reaproveitá-la. A campanha é permanente.
Foram firmados convênios com duas Instituições – Bioauto e ONG Trevo -, que recolhem o óleo nas padarias e dão destino adequado: fazem sabão ou biodísel. A ONG Trevo é Instituição de Caráter Social e a Bioauto é de caráter comercial.
Essa é a 2. fase da Campanha de Responsabilidade Social das Entidades de Panificação. A primeira fase foi da sacola plástica vai e volta – não descartável.
Panificadoras interessadas em fazer parte da Campanha de Reciclagem e Recolhimento de Óleo Usado de Cozinha.podem se inscrever através do telefone 011 3291-3700 com Antônio ou Cristina. Demais interessados também podem usar o mesmo número.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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13/07/2009 - 19:55
Encontro minha sobrinha e ela diz que minha irmã (não a mãe dela) estava com problemas de saúde, por conta do cigarro, naturalmente. Ligo para dar meu apoio, oferecer ajuda e - SURPRESA: a voz dela estava infinitamente melhor.
Digo que liguei para saber as novidades e ela me explica:
- O médico me disse que não poderia ser operada. Me deu duas opções: parar de fumar ou perder a voz. Parei faz dois dias.
Repetindo, a melhora em dois dias da voz dela foi impressionante. Dei os parabéns!!! Incentivei, sem dramatizar nem encher-lhe de bons, chatos e fáceis conselhos de quem não fuma.
Ressaltei para ela – e ressalto agora para todos os fumantes - que o momento certo de parar é agora. A Lei Antifumo vai tornar a vida do fumante um inferno e o fumante, propriamente dito, um marginal, no sentido de marginalizado, estigmatizado.
Um filme de muitos anos atrás sobre Patrícia Galvão, musa do Movimento Modernista de 22, traz cena que sempre achei de um ridículo/uma imbecilidade sem tamanho. O pai de Patrícia a chama para uma sala, senta-se em uma poltrona e solenemente anuncia:
- Patrícia, já está na hora de você aprender a fumar!!!
Histórias como essa, lembranças de galãs e mulheres sedutoras fumando com longas piteiras já fazem parte do passado, antes mesmo de a lei entrar em vigência.
O presidente Lula – fumante - apesar de sua prodigiosa inteligência e carisma, disse em meados de setembro do ano passado: “Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado.” Mas acender um cigarro em público, diante de cinegrafistas, de fotógrafos ele não acende em hipótese alguma, não é mesmo??? Aliás, faz muito bem. Pelo menos não dá mau exemplo!!!
Tô muito chato com esse texto cheio de boas intenções das quais o inferno está repleto e termino com uma piada bem a propósito – engraçada para os não fumantes, já para os fumantes…
O presidente de uma grande companhia multinacional de cigarros soube de um sujeito do campo de 95 anos de idade que fumava quatro maços de cigarros por dia. Eufórico determina:
- Segunda-feira de manhã bem cedo, quero esse cara aqui, para dar uma entrevista coletiva para todo o mundo e, definitivamente, provar que o cigarro não faz mal algum!!!!
Um assessor informa que a coletiva não poderia ser na segunda de manhã. Aflito, o presidente pergunta por que não??? O assessor explica:
- Como todo velhinho camponês, ele acorda muito cedo, quatro cinco da manhã. Mas da hora que ele acorda até as duas da tarde ele TOSSE!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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10/07/2009 - 17:57
Para comemorar o dia da Pizza, hoje, rápidas considerações, com minhas idiossincrasias de sempre – naturalmente!!!
Ouvi no Rádio hoje de manhã que no Rio se come pizza com Ketchup.
Não dá, não é mesmo???
Comer Pizza no almoço também não dá!!!
Conhecido meu dizia que para atenuar aquela sensação que toma conta de todo mundo no comecinho da noite de domingo, deve-se assistir a um filme leve no cinema e comer uma Pizza depois (no Camelo, aí já é por minha conta – Pizzaria Camelo – a melhor pizza do mundo -. R. Pamplona com Estados Unidos, Jd. Paulista, SP, Capital -Fone 3887 - 6004; 3887-8764 - um dos endereços. Não comi todas as pizzas do mundo, naturalmente, mas não pode haver melhor!!!)
Não adianta ser criativo e querer inventar pizza de tudo quanto é coisa. Pizza são quatro ou cinco: mussarela, calabresa, aliche, alho e óleo, uma ou mais duas das quais não me recordo. O resto é papagaiada!!!!
A respeito dessa criatividade sem limites, frase minha para encerrar o assunto:
Logo mais vão inventar a pizza de feijoada e, em seguida, a de sushi
Boas pizzas hoje e sempre para todos nós, paulistanos, cariocas, brasileiros e italianos!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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08/07/2009 - 19:03
Por Miguel Gutierrez*
Para explicar como ficam familiares e herdeiros das 228 vítimas do vôo 447 do Airbus da Air France que partiu do Rio no dia 31 de maio em direção a Paris e caiu sobre o Oceano Atlântico, Boca no Trombone pediu para Miguel Gutierrez, advogado do escritório Paulo Roberto Murray , artigo a respeito. O assunto é complexo. É interessante.
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O instituto da morte presumida, previsto em vários dispositivos da legislação brasileira, permite que os familiares de vítima de catástrofe ou de pessoa que desapareceu sem deixar vestígio possam garantir judicialmente seus direitos à herança, seguros de vida, pensões entre outros direitos.
A declaração de morte presumida nada mais é do que o procedimento legal utilizado para atestar o falecimento de vítimas de acidentes cujos corpos não foram encontrados após o encerramento das buscas e posterior declaração oficial das autoridades de que não foi possível o seu reconhecimento ou localização. O procedimento exige a intervenção do Ministério Público para solicitar ao juízo a declaração da morte presumida mediante comprovação idônea de que a pessoa estava no local do desastre.
O procedimento deve ser iniciado pelos interessados (em geral o cônjuge ou, em sua falta, o pai, a mãe ou os descendentes) depois de encerradas as buscas e da declaração oficial das autoridades de que não foi possível o reconhecimento ou a localização da vítima do acidente, sendo encerrado com o reconhecimento pelo juiz de que ocorreu a morte presumida da vítima. Como a legislação é bastante clara, raramente os Tribunais Superiores são acionados para julgar esse tipo de caso. Em geral, eles são julgados definitivamente já na primeira instância.
O conceito de morte presumida e seus efeitos jurídicos estão disciplinados no Código Civil, que prevê duas hipóteses distintas: a morte presumida com a decretação de ausência e a morte presumida sem decretação de ausência.
Assim, determina o art. 7º do Código Civil:
“Art. 7º – Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:
I – se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II – se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra”.
O parágrafo único do mesmo artigo dispõe que “a declaração de morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”.
Por outro lado, o art. 88 da Lei de Registros Públicos admite a justificação judicial da morte para assento de óbito de pessoas desaparecidas em naufrágio, inundação, incêndio, terremoto ou qualquer outra catástrofe, quando estiver provada a sua presença no local do desastre e não for possível encontrar o cadáver para exame.
Em tragédias aéreas, como a do avião da Air France que caiu recentemente no Oceano Atlântico, a justiça tem aplicado conjuntamente o art. 7º do Código Civil e o art. 88 da Lei dos Registros Públicos para declarar a morte presumida sem a decretação de ausência. A declaração judicial da morte presumida substitui o atestado de óbito.
Em resumo, o direito brasileiro prevê dois institutos diferentes para casos de desaparecimento em que não é possível a constatação fática da morte pela ausência do corpo: o da ausência e o do desaparecimento jurídico da pessoa humana.
Na primeira hipótese, a ausência ocorre com o desaparecimento da pessoa do seu domicílio, sem que dela haja mais notícia. Nesse caso existe apenas a certeza do desaparecimento, sem que ocorra a imediata presunção da morte, já que o desaparecido por voltar a qualquer momento. Dessa forma, a Justiça autoriza a abertura da sucessão provisória como forma de proteger o patrimônio e os bens do desaparecido.
Já no desaparecimento jurídico da pessoa, a declaração da morte presumida pode ser concedida judicialmente independentemente da declaração de ausência, eis que o art. 7º do Código Civil permite a declaração da morte se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida, como são os casos de naufrágio ou acidente aéreo. Contudo, a declaração da morte só pode ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.
Dessa maneira, como visto, o direito assegura que, com a morte presumida, os herdeiros do falecido possam garantir seus legítimos direitos de herança, pensões, seguro de vida, indenizações e outros, resolvendo uma situação da vida que, caso não fosse prevista na legislação, causaria uma série de problemas de difícil solução.
A solução encontrada pelo direito talvez não seja a mais justa, mas, sem dúvida, assegura uma solução para esses casos de infortúnio, infelizmente presentes na vida das pessoas.
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*Miguel Gutierrez é advogado formado pela São Francisco da Universidade de São Paulo – USP- , turma de 1989. Especialista em Direito Tributário e Empresarial, é autor do livro “Planejamento Tributário: Elisão e Evasão Fiscal”- Editora Quartier Latin. Trabalha no escritório de advocacia Paulo Roberto Murray
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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03/07/2009 - 19:12
1. O presidente Lula tem todo o direito do mundo de fazer as mais que infinitas metáforas dele com futebol.
2. O presidente Lula demonstra seu imenso bom gosto ao torcer para o Corinthians.
3. O presidente do Clube Andres Sanches e o ídolo Ronaldo podem fazer a média que quiserem – e conseguirem - para mostrar afeto e até mesmo bajular o Presidente da República.
Agora, deixar na mão centenas de torcedores que foram ontem até o Aeroporto de Guarulhos saudar o time e continuar no avião para receber cumprimentos do presidente da República, como fez grande parte da Delegação do clube, em Brasília – isso não pode mesmo!!!
Como se diz hoje em dia, o Corinthians deu um perdido na Torcida!!!
Foi, nas palavras de Noel, Um Palpite Infeliz. Para mim, isso tem outro nome: Falta de Educação, mais grave ainda e, principalmente, Falta de consideração.
A idéia do evento (usando palavrinha boba da moda boba), segundo a Folha, do Jogador Ronaldo,foi infeliz e palpites infelizes não faltaram.
A proposta do presidente Lula ao presidente do Clube de se fazer um pacto para que nenhum jogador ou membro da equipe técnica deixe o Parque São Jorge é Brilhante. Brilhante, fabuloso, formidável é um avião que voe na velocidade da Luz, a cura de todas as doenças, o fim da miséria, etc, etc, etc
Mas idéias só são brilhantes se forem viáveis, exeqüíveis. Caso contrário, são apenas palpites Infelizes!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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