Arquivo de abril, 2009
29/04/2009 - 13:04
Nas capas de revistas que forram as bancas de jornais, não há uma única mulher bonita. São Todas Lindas. Talvez seja essa a principal razão de Caetano Veloso, há cerca de quarenta anos, ter cantado: “o sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça” …
Gisele, entretanto, tal qual gaivota, ali, na mesma banca, plana vôo infinitos pés acima, depois das nuvens, pertinho dos anjos, pertinho de Deus…
Eles se entendem. Eles se merecem!!!
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http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/43867/ – Alegria, Alegria -Música do Caetano Citada
Fico devendo uma foto, absolutamente dispensável – já que todos temos a imagem dela clara alegrando nossas retinas e corações
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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17/04/2009 - 18:05
Meu post de ontem não fez sucesso algum. Zero comentários.
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/16/proibido-por-lei-1-bote-a-boca-no-trombone-tambem/. Mas falei que ia publicar a seqüência (tinha trema, ainda tem???Acho que não). Não sou de dar cano. Assim sendo, lá vai. Aliás, vamos BOTAR A BOCA NO TROMBONE!!! Exorcisme (é assim mesmo) com tudo. Aproveite. Não paga nada!!!
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Os búfalos lights devem se achar educadíssimos porque o celular deles não toca Pour Elise no Cinema: limita-se a emitir jatos de luz no olho do vizinho. Ora, tenha a paciência!!! E que carência afetiva é essa que não permite ao elemento (como diria o amigo Flávio) ficar duas horas quieto, sem se preocupar se está ou não sendo de alguma forma desejado???
Os lugares públicos foram transformados em permanentes recreios de crianças do maternal (búfalos é mais delicado???).
Aliás, na rede Cinemark de cinema, antes de o filme começar havia o seguinte aviso:
- EVITE FALAR ALTO
Como dizia uma ex-namorada, deixa eu entender: quer dizer que pode conversar a vontade e, se for possível, solicita-se aos búfalos que não gritem??? O que mais as pessoas fazem no cinema é exatamente conversar e fazer barulho com o papel de pipoca. Certamente elas acham que quando os personagens estão em silêncio, a senha tá dada para uma troca de idéias, como se estivessem vendo um DVD em casa!!! Desejar silêncio na sala de cinema virou idiossincrasia; conversar, direito de todo e qualquer búfalo.
No banheiro, na hora de enxugar as mãos, além de não ter a opção de escolher entre a tradicional toalha de papel e o famigerado secador elétrico, o cidadão ainda tem que agüentar lição de moral ecológica. Uma plaquinha na máquina explica:
- Ao usar esse aparelho, você está economizando (ou salvando – não me lembro) árvores!!!
Ora, se for assim, o coerente é proibir sapatos de couro. Suponho que a cada 15 segundos o atrito de solas de sapato com o solo, quer de cimento ou de barro, consome de três a quatro bois em couro. Até você ler o final desta gracinha, pelo menos dois bois já terão sido consumidos, só para esse fim- solas de sapato -. Vamos exigir um pouco de coerência, pelo menos do desinfeliz que decidiu colocar a plaquinha ecológica no enxugador de mãos. Mas sou obrigado a lembrar ao autor das plaquinha que tênis também consome borracha. Olhem que cena grotesca: aquelas árvores imensas atrozmente sendo golpeadas por perversos seringueiros que lhes sugam o látex!!!
Almoçar, jantar sossegado tendo direito a conversar com um amigo ou mesmo ao silêncio também virou idiossincrasia. A televisão tá ligada o tempo todo em praticamente todos os restaurantes. Como digo sempre, vejo o Jornal Nacional e janto todas as noites, mas faço uma coisa de cada vez. Impingir ao cliente que jante assistindo aos detalhes do crime do dia, definitivamente, deveria ser proibido por lei!! Falo sério: lei mesmo!!! Televisão ligada em bares e restaurantes deveria ser permitida em uma única ocasião: Jogo de futebol do Brasil em Copa do Mundo. Aliás, sugiro aos críticos de restaurantes que façam uma campanha para que sejam retiradas toda e qualquer televisão de Restaurantes, mesmo as que exibem vídeo- clips. Televisão durante o jantar, todo e qualquer búfalo tem o direito de ter, mas somente em sua casa ou na casa de colegas búfalos. Não posso exigir restaurante com teto lilás, mas… Ponto final nesse assunto!!!
E o som ambiente que, como eu digo, só faz infernizar o ambiente!!!?? Onde quer que se entre, a música tá no último furo. Já passei em frente a lojas chiquíssimas do shopping Iguatemi em que as balconistas estavam se divertindo com programas popularescos, certamente produzidos – como diz o próprio nome – para atender às camadas populares (dando uma pseudo e pretensiosa sofisticação ao artigo e, concomitantemente, não sendo politicamente incorreto).
Politicamente correto, sob todos os aspectos, principalmente do ponto de vista da higiene, seria proibir que nas padarias pães, bolos, salgados fossem colocados sem qualquer proteção no balcão entre o funcionário e o público. Ou seja, todos esses produtos ficam recebendo saliva/cuspe – democraticamente – tanto do consumidor quanto do funcionário. É óbvio que todo e qualquer produto desembrulhado pra venda deve ser colocado atrás do funcionário. Essa falta de higiene acontece em praticamente todas as padarias. Há grandes padarias onde, inclusive, panetones, bolos devidamente desembrulhados estão pelo meio do corredor. Mandei email a esse respeito para o órgão competente. O burocrata de plantão me mandou uma resposta que eu não consegui entender. Mandei de volta email dizendo que era jornalista formado e que mesmo assim não consegui entender coisa alguma do que ele escrevera. Providências mesmo, nenhuma!!!
Ainda questões de higiene. Nos supermercados da, provavelmente, maior rede do país, azeitonas, picles, frutas secas estão colocados pelos corredores. O público mesmo é quem se serve. Quem quiser, passa, abre ali, pega uma azeitona. Muitas vezes aquela colher cujo cabo foi manuseado por todo mundo ad infinitum cai dentro do produto. Pedir providências do órgão responsável pela higiene é idiossincrasia??? Eu não compro em hipótese alguma pães expostos à saliva coletiva (até rimou, hein!!), tampouco esses produtos sem embalagens espalhados pelos corredores!!!
Mais uma coisinha só a esse respeito. O sindicado de bares, restaurantes, padarias, etc deveria passar orientação ensinando funcionários e até mesmo proprietários que não se pode por o dedo na língua antes de pegar o guardanapo que vai ser usado para servir o freguês que pediu um salgado/doce.
Aliás, seria interessante também que a Produção e Direção de um dos mais conhecidos artistas da TV Brasileira ensinassem-lhe que não é nem um pouco agradável para milhões de telespectadores assistirem a ele esfregando a língua em três ou quatro dedos (ou será o contrário???) toda vez que vai mudar a página de algum livro ou documento. Se esse artista, que freqüentemente jacta-se de ter sido educado na Europa, é capaz disso, fica difícil/impossível supor que uma única linha deste texto terá qualquer serventia. Permitam Deus, Marcelino de Carvalho e Cláudia Matarazzo que eu esteja sendo pessimista demais.
Há muitas outras coisas ainda a ser comentadas, mas, frasista, termino com uma frase minha:
O problema grave é que o bê-a-bá do óbvio mais ululante é um imenso bicho de setecentas cabeças para a imensa maioria.
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Como foi dito no começo, quem quiser, pode fazer sua listinha das coisas que deveriam ser “PROIBIDAS POR LEI”. Falar que sogra e cunhado já são duas delas não vale!!! Bote Sua Boca no Trombone Também!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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16/04/2009 - 15:30
No meu Post de ontem ARGUMENTO POUCO SUTIL DOS NÃO FUMANTES
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/14/fumante-inveterado-isso-existe-eis-a-solucao/#comment-4447,
praticamente me restringi a transcrever aviso direto que pode ser visto em redutos de não fumantes. Pois bem, coisa tão simples assim suscitou montes de comentários, considerações sobre leis e atitudes ou fatos que incomodam, até mesmo agridem.
Sujeito com algumas idiossincrasias que sou, já havia escrito um longo texto aqui no Boca intitulado PROIBIDO POR LEI. Como textos longos não funcionam bem em blogs, e como vi que os leitores BOTARAM A BOCA NO TROMBONE sobre o tema, vou dividir o texto em partes e publicá-lo nos dias seguintes. Leitores também podem passar suas listas do que deveria ser Proibido Por Lei. Lá vai a minha parte.
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Minha tia Ciloca – carioca -, jogadora inveterada, era categórica:
- Baralho de plástico deveria ser proibido por lei!!!
Se é idiossincrasia dela, não sei. Afinal, faço poucas coisas na vida pior do que jogar cartas. Agora, que inúmeros comportamentos e atitudes deveriam ser proibidas por lei, ah deveriam ser mesmo.!!! É lembrar daquela velha máxima “a liberdade de cada um vai até onde começa o direito do próximo” e perceber que o mundo atual (Brasil, nem se fale!!!) virou barbárie.
A coisa tá de tal modo dissipada que nem lei, propriamente dita, dá jeito. Afinal, como bem disse minha professora francesa, “no Brasil, algumas leis pegam e outras não”. Uma francesa que se mudou para o Brasil, provavelmente por não conseguir sobreviver na sua terra, dizer isso me revoltava, mas sou obrigado a concordar com ela.
(perdão por começar bem por esse tópico já batido e debatido anteriormente). Parece que existe mesmo há muitos e muitos anos uma lei que proíbe fumar em restaurantes. Proíbe e ponto. Eu exigir que os fregueses dos restaurantes que freqüento usem camisas vermelhas seria idiossincrasia minha. Querer comer sem inalar fumaça de cigarro não ser direito de cidadão algum é verdadeira afronta.
E afrontas são o que não faltam.
O celular, então, é o instrumento inseparável dos búfalos (termo de um amigo para definir aqueles que incomodam por onde passam ou, pior, permanecem ). Estava em um restaurante japonês despretensioso na hora do almoço e uma médica começa a gritar no celular:
- Então quer dizer que a Maria tá mesmo com câncer!!!
Ora, esse problema e esse estresse são dela e da Maria (eram, porque talvez, a essa altura do campeonato, a Maria nem exista mais). Ninguém têm o direito de ficar gritando que alguém está com câncer no meio do almoço de dezenas de pessoas. No mundo do celular, gritar coisas íntimas e impróprias virou a norma. Aliás, gritar tudo!!!
Segundo me contou o diretor de um clube da elite paulistana, um associado desse clube estava em um clube também sofisticado na Argentina e pôs-se a bradar no celular. Imediatamente, um funcionário veio comunicar que ali havia cabines para usuários de celulares.
Aliás, alguma medida semelhante precisa ser adotada para que usuários de celulares não afrontem quem está ao lado. A idéia de cabines me parece boa. Em tempo, não tenho celular. Graças a Deus!!!
Aí pode ser idiossincrasia mesmo, mas não é só minha.
Para se despedir de alguém e/ou apenas pedir que ela telefone, basta falar, ou até mesmo falar mais alto:
- Telefona pra mim.
Pode até repetir, mais alto ainda.
-Telefona pra mim!!!
Agora, colocar o dedinho na boca e o dedão no ouvido para significar exatamente Telefone para mim, ah isso devia ser mesmo proibido por Lei. Como disse, não é frescura exclusiva deste escriba. Estava assistindo televisão com uma conhecida minha; no intervalo, durante a propaganda, o ator fez o tal gesto. Minha conhecida:
-Deviam cortar a mão de quem faz isso!!!!!
Amanhã tem Mais. Agora, bote você a Boca no Trombone e sugira o que, na sua opinião, deveria ser proibido por lei. Só não vale dizer algo do gênero: criar um blog para nego cheio de frescura -como eu - se expressar. Pensando um pouco mais, pode sugerir isso também, mas eu vou continuar…
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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15/04/2009 - 18:07
Adriane Galisteu tá aí no noticiário porque teria ganho passagens de avião do namorado-deputado.
Mas a moça tem muita sorte e não é de hoje.
Depois de ter sido namorada do Senna, ela posou nua para revista masculina.
Como vou continuar ???
Nua e raspando a …. (o leitor escolhe a palavra).
Pois bem, a voz do povo é a voz de Deus e o povo dizia:
- Ela é mesmo uma mulher de sorte: ganhou na Sena e na Raspadinha!!!
Danadinha!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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15/04/2009 - 16:11
Alguns comentários a respeito do meu texto de ontem (batalha fumantes x não fumantes – em síntese) falavam do direito do cidadão de fumar onde quer que esteja. Tenho quase certeza absoluta de que a grande maioria dos fumantes pensa/quer isso. Como disse um leitor, certamente não fumante, ” Vivemos no país em que se confunde liberdade com libertinagem. Se não fosse a lei, o fumante fumaria dentro da CTI/UTI do berçario”. Concordando com o leitor, respondi: em relação à fumar do berçário a UTI, os fumantes terão cada vez menos tempo os separando do Berçário à UTI. Desagradável mas verdadeiro.
O texto de ontem tava muito levinho e não cabia ali a argumentação pouco elegante, mas definitiva, do apreciador de cerveja para o fumante.
Muitos já leram essa argumentação, em forma de aviso, em territórios anti-tabagistas (com ou sem hífen???, a dúvida permanece!!!). Para os que não viram, lá vai.
Fumante, o seu prazer é o cigarro e o sub-produto (leia-se lixo) do seu prazer é a fumaça. Meu caro fumante, o meu prazer é tomar cerveja. A urina é o sub-produto do meu prazer. Você não gostaria que eu urinasse na sua perna, gostaria??? Então não fume ao meu lado.
Pelo jeito, se a lei pegar, não haverá lado para o fumante correr/fumar…
Mas será que pega??? Quem quiser opinar, que opinte. A lei pega ou não pega??? Bote a boca no trombone!!! É grátis!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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14/04/2009 - 18:17
Embora seja difícil falar da Lei Anti-fumo (certamente não tem mais hífen -virou um inferno escrever!!!) do Serra sem polemizar, lá vai.
Com alguma freqüência – “não tão freqüente ” para sorte dos meus amigos - também gosto de fazer umas metáforas à moda do Presidente Lula (espero que as minhas sejam menos óbvias e primárias – gosto do Presidente, mas das metáforas…) . Digo que não posso chegar em um bar/restaurante e reclamar porque o teto não é da cor que mais aprecio. Entretanto, é mais do que justo que tenha direito a comer e/ou tomar cerveja, chopp,vinho, água, guaraná, caipirinha, uísque livre de fumaça de cigarros, cachimbos e charutos.
Parece que esse direito meu e de inúmeros outros cidadãos paulistas (imensa maioria, aliás) vai virar lei (entrar em vigência). Não comemoro porque, como diria minha professora de francês, aqui umas leis pegam e outras não. Sem contar as exceções que ainda poderão ser criadas. Coisas do tipo: é proibido fumar, mas se o piso do estabelecimento for de madeira, aí tá liberado. Conheço os políticos, a ânsia de querer fazer média. Não comemoro por antecipação.
Até onde eu sei, imagino que não existam fumantes compulsivos que não possam permanecer sem fumar.
Suponho que muitos atravessem o Atlântico de avião sem acender um cigarro sequer nas 10/12 horas de vôo (não me lembro a duração da viagem).
Suponho também que nenhum profissional entre numa sala para vender o seu peixe e tenha a audácia de ignorar o pedido do cliente para não se fumar naquele lugar.
Resumindo, fumante que fala que não pode ficar sem fumar mente. Porque quando o bicho pega (expressão de que não gosto) eles sabem se mancar muito bem.
De qualquer forma, resta uma alternativa para o fumante compulsivo – que, como se viu, não existe.
Há cerca de vinte anos, havia diversas turmas que saíam à noite. Um desses grupos era composto pelos clubers, os que iam aos clubes noturnos para dançar a noite inteira. Com muito senso de humor, a Folha de S. Paulo descobriu um monte de gente que, não agüentando as pragas urbanas noturnas (lugares repletos, caros, atendimento abaixo da crítica, trombadões achacando para “cuidar” dos carros etc, etc) , se recusava sair à noite. Eles equipavam suas casas com o que havia de melhor em termos de som, bebidas, cozinha e lá ficavam a salvo da barbárie externa urbana. Os que saíam para dançar eram os clubers. A Folha batizou quem ficava em casa de HOUSERS .
Talvez passe até a ser chique o surgimento de “NEW HOUSERS”, agora protestando contra o direito do cidadão de respirar.
Tá muito levinho esse texto e não vou terminar com a argumentação pouco elegante, mas perfeita (todo mundo conhece) do apreciador de cerveja para o fumante.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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08/04/2009 - 16:48
Quem gosta de ouvir poesia e/ou recitar poemas próprios e for ficar por aqui na Semana Santa pode ter encontrado programa legal para amanhã. Trata-se do ZAP – Zona Autônoma da Palavra. A programação começa a partir das 19 hs no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, na R. Dr. Augusto de Miranda, 786 – Pompéia, Zona Oeste de Sampa. A entrada é grátis; a capacidade do local é para 100 pessoas. A exibição do filme “Urgência nas ruas”, de Luaa Gabanini é a primeira atração.
Nunca fui, mas vou lá conferir amanhã. Quem mais se habilita???
Abaixo, seguem mais detalhes e até as regras para os interessados participar declamando seus poemas.
“Primeira noite de “spoken word” e “Slam” de São Paulo traz encontros de poesia em segunda edição.
O “Slams” são encontros de poesia. Criado por Marc Smith em Chicago, nos anos 80, ele suscitou uma admiração da mídia que lhe permitiu propagar-se pelo mundo inteiro. O Slam trouxe uma renovação para a poesia oral e valorizou a arte da performance poética.
O Slam costuma acontecer em locais públicos como bares, cafés, salas de espetáculos, centros culturais e cinemas ou lugares inabituais como agências de correio, livrarias, escolas, hospitais, prisões ou mercados ao ar livre.
Além dos poetas, a platéia também pode participar. A única condição é se inscrever com o apresentador e obedecer as regras dessa performance. O Slam dá a voz a todos, com uma liberdade total de estilo, de gênero e de assunto abordado.
REGRAS:
1) Um poema por vez, devendo ser de autoria do poeta (podem ser lidos)
2) Sem acessórios, sem figurino, sem acompanhamento musical.
3)Os poemas devem ter no máximo 3 minutos, mais dez segundos de bônus. Após esse tempo são descontados pontos.
4) Um júri formado por cinco pessoas, sorteadas ou escolhidas pelo apresentador (host/mc) entre o público, atribui uma nota após cada poema numa escala de 0.0 a 10.0, podendo haver notas quebradas (por ex:7,8 ou 9,6….)
5) A nota mais alta e a mais baixa são retiradas. Um assistente faz as “médias” e marca em um quadro onde todos possam ver.
6) O júri não pode se deixar influenciar nem pelo apresentador, nem pelo público, nem pelos poetas.
As regras podem variar de um torneio a outro mas devem sempre se apoiar sobre esses princípios de base para garantir a coesão do Slam.
Todos os poetas participam da primeira rodada. As melhores notas participam da segunda rodada e assim por diante até a terceira e última rodada.
A premiação varia indo de prêmios simbólicos desde U$10 , a grandes quantias nos grandes campeonatos. No “Slam!Zona Autônoma da Palavra” a premiação será feita com livros.
Em muitas cidades americanas, um torneio anual é organizado para selecionar os participantes para o Slam Nacional.
Na França, o movimento acontece desde 1998. As cenas nasceram em Paris e se multiplicaram por todo país.
Na união de poesia e espetáculo interativo, o Slam é o território/espaço da expressão ideal para todos os poetas e todas as formas de poesia.
Ele toca todos os públicos, muito além dos círculos literários tradicionais.
Uma zona autônoma onde o que mais importa não é a performance individual, mas a “fresta no tempo” onde a poesia oral, a performance e a diversidade são celebradas.
PROGRAMAÇÃO DA NOITE
19:00Exibição de Filmes –
“Urgência nas ruas”, de Luaa Gabanini
20h- Microfone Aberto -Para quem quiser falar sua poesia, sem necessariamente participar do Slam.
21h- Slam!
A ” batalha” de poesia em si. (Serão 3 rodadas, os participantes trazem seus poemas)
Serviço:
Evento: “ZAP! ZONA AUTÔNOMA DA PALAVRA- um SLAM brasileiro!
Data: 9 de abril.
Local: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Endereço: R. Dr. Augusto de Miranda, 786 – Pompéia.
Horário: a partir das 19:00
Preço: GRATUITO
Capacidade da sala: 100 pessoas
Classificação: Livre”
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Mais informações,
link do Metrópolis (que explica bem direitinho como e o que é)
ou com Roberta – Fones 011 9612 16 83/38148016
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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05/04/2009 - 18:08
Depois de já ter escrito/transcrito textos aqui a respeito de problemas recentes meus e de alguns leitores com o Procon (ver posts anteriores e respectivos comentários),
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/03/31/leis-que-parecem-brincadeiras/
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/01/procon-infernizando-o-cidadao-merece-isso/
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/01/meteram-o-pau-mas-e-mesmo-um-inferno/
http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/03/leitora-leva-baile-do-procon-que-tal-um-procon-do-procon/
lembrei-me de experiências minhas com o órgão, ocorridas há mais de 20 anos. Essas lembranças também não são boas.
Caso 1 – Lembrança não boa 1.
Havia deixado meu carro no mecânico na Rua Butantã e voltava a pé para casa. Em uma Farmácia do Largo de Pinheiros, comprei uma loção de barba da Johnson. Poucos metros depois, em uma Farmácia de Rede, a mesma loção, mesmo volume, era vendida por cerca de 40% menos do que eu havia pago. Comprei. Juntei as duas notas fiscais, fiz um texto explicando a imensa diferença de Preços e solicitei que o Procon tomasse providências em relação à Farmácia Exploradora. Lembrei ainda no texto que, ocasionalmente, me encontrava naquela zona de comércio ultra popular e que minha preocupação era com as pessoas humildes que deviam estar sendo exploradas por aquela farmácia com frequência ao comprar remédios.
Caso 2 – Lembrança não boa 2
Logo que foi anunciado o novo show do Roberto Carlos (começo da década de 80), dona Sofia, formidável velhinha, tia da minha namorada, pediu -me que comprasse ingresso para nós. Assim que os ingressos começaram a ser vendidos no escritório de famoso empresário na época, eu já estava lá. Seriam vários shows. Disse a funcionária que não me importava o dia. O que queria era um bom lugar e pedi o mapa (planta do teatro/auditório) para escolher o lugar. Ela me disse que a empresa não trabalhava com Mapa/planta. Falei que queria um lugar central e que precisava ver a planta. Ela garantiu que os ingressos que estava me vendendo eram ótimos, centrais, os melhores. Pois bem, chegando lá, nossos lugares eram no canto mais distante possível do palco. Correspondente à bandeirinha do escanteio de um campo de futebol (o palco seria o gol – o cantor e seus músicos mal eram vistos por nós). O famoso empresário estava no local. Eu e a velhinha, tia da minha namorada, fomos falar com ele. Expliquei que a funcionária dele me garantiu que os lugares eram centrais, o que não era verdade. Argumentei ainda que não havia uma planta para eu saber os lugares que estava comprando. A resposta do empresário chegava a ser hilária:
- Se eu trabalhasse com o Mapa, ninguém ia comprar esses lugares do canto, disse no seu português com carregadíssimo sotaque italiano.
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“Soluções” do Procon para o Caso 1 e para o Caso 2 – Lembranças não Boas 1 e 2
O Procon enviou para a Johnson comunicadi informando que a farmácia citada estava vendendo por preço muito elevado aquele produto.
Caso 2, o Procon enviou para o empresário comunicado solicitando que ele passasse a trabalhar com mapas/plantas das casas de espetáculos.
Multas, ou mesmo advertências, medidadas efitivamente Pro-Consumidor, acho que não foram sequer cogitadas pelo Procon.
Argumentei com funcionário do Procon que me dei ao trabalho de fazer tais denúncias porque me julgava na obrigação de fazê-las, para que outros cidadãos não caíssem nos mesmos golpes. Apenas para isso; uma vez que eu, gato já escaldado, só passaria a comprar em farmácias de redes e não iria mais a shows promovidos por aquele empresário. Complementei ainda que, graças às medidas pífias que foram tomadas, não iria mais procurar o órgão, como de fato não mais procurei.
Passam-se mais de duas décadas, sou obrigado a recorrer ao Procon – para bloquear meus telefones dos telemarketins – e vejo que o Consumidor continua levando baile do Procon.
Talvez a sigla Procon (M) signifique: Pró-comerciante!!!
Parodiando o carimbo citado pelo ministro Beltrão – da Desburocratização -, só me resta, tal qual nos tempos do movimento estudantil, uma palavra de ordem ” Por um Procon do Procon – já!!!”
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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03/04/2009 - 18:44
Como já disse, meu post apontando os problemas que tive no PROCON para bloquear meus telefones para telemarketing http://colunistas.ig.com.br/bocanotrombone/2009/04/01/procon-infernizando-o-cidadao-merece-isso/ recebeu uma série de comentários, muitos deles – como se pode ler, me taxando de estabanado e inábil em informática. Pois bem, não sou o único. Outra cidadã – Rachel Pereira Barbosa – teve problemas e ficou irritada. Publico abaixo o protesto dela.
Prezado Paulo Mayr.
Estou inteiramente solidária com seu comentário.O PROCON é realmente muito confuso para esse tipo de serviço e não dispõe de email ou telefone que atenda esse tipo de duvida.Cadastrei-me mas não estou certa de ter obtido sucesso nesse empreendimento.Recebi o email que você recebeu com o nº de senha,mas ela não entrava,bloqueou e o site saiu do ar nesse periodo,ou para manutenção o seja qual for o motivo.Como não havia outro recurso,telefonei para a Assessoria de Imprensa e consegui falar com um rapaz que confirmou que realmente a senha não entrava.Falou para eu me cadastrar de novo,o que não foi possível.Voltei a carga e falei de novo e disse que não havia conseguido,e como ele me disse que o papel deles não era esse deu-me email da ouvidoria,e ainda não escrevi para lá.
Não tive disposição e coragem.Voltei a carga e coloquei “esqueci a senha” e recebi nova senha e com essa consegui ver os nºs bloqueados,mas não sei se isso é a confirmação,já que quando tentei recadastrar tambem tinha visto meus dados.Enfim,não ficou mesmo claro se está tudo bem resolvido.Vou discutir com a ouvidoria o problema,e tentar saber quem nos defende do PROCON.
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Comentário do Boca:
Raquel, seja bem-vinda ao META-INFERNO que o Procon criou para os consumidores que enfrentam problemas e se vêem obrigados a recorrer a esse órgão. Hélio Beltrão, ministro da Desburocratização, relatava que das coisas mais inusitadas que ele havia visto era um carimbo com esse texto: É PROIBIDO CARIMBAR!!! Talvez já tenha chegado a hora de outro surrealismo: criar-se um PROCON DO PROCON!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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03/04/2009 - 16:49
Escrevi o texto abaixo há muitos e muitos anos, já publiquei aqui.
Infelizmente, acho que a cada dia que passa ele se torna mais atual.
É longo, cheio de idiossincrasias, e legal.
Quem não gostar que meta o pau, pra rimar!!!
Em tempo, quem gostar também pode escrever!!!
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Celulares e seus donos disparam em todo lugar a qualquer hora do dia e da noite; cachorros metem o focinho em sua canela nas ruas/parques/lojas/shoppings/padarias; você tem que, literalmente, fugir de carros que invadem calçadas em velocidade para entrar ou sair de garagens, quando não para estacionar nas próprias calçadas. Essas situações, entre inúmeras outras a que somos submetidos diariamente, mostram que Pedro Nava não exagerou quando disse não se lembrar de um único dia de sua vida em que tivesse saído de casa sem ser agredido. Aliás, como costumo dizer que desde sua morte (suicídio), alcançamos imenso progresso: hoje, o caminhão de gás, o alarme, que também dispara e não pára, e o cachorro do vizinho (ah, mais uma vez o cachorro!!!) nos poupam o trabalho de sair de casa e até mesmo de levantar da cama. Você é invadido em seu sono, sua mais profunda intimidade, que deveria ser, até mesmo por lei, preservado.
A tese de mestrado de um conhecido meu, em cuja casa me hospedei, mostrava, entre outras coisas, que há dois tipos de educação – a formal e a informal. Provavelmente ele abordava outros assuntos mais inéditos, dos quais não me lembro, mesmo porque esse dois tipos de educação já foram estudados na pedagogia.
A formal a criança “aprende” na escola – ler, escrever, quatro operações, história, geografia e etc.
A informal adquire-se em casa, no convívio com os pais, irmãos, tios, vizinhos, amigos, pais de amigos…
É a educação informal que dá conta de fazer com que a criança aprenda manusear talheres, tratar com consideração os mais velhos, não interromper quem está falando. Aliás, aqui cabe um lamento: pais de todos os níveis sociais, de todas as culturas, levaram anos ensinando isso. Se imaginarmos que cada pai já falou pelo menos uma vez a respeito do assunto para seu filho e multiplicarmos por bilhões de habitantes, chegaremos a números espantosos. Pois bem, o celular atirou, precipício abaixo, infinitas horas de dedicação de civilizações inteiras. Hoje, duas pessoas estão conversando. O celular de uma delas toca. Sem o mais tênue constrangimento, ela atende, conversa a vontade, e deixa o outro com cara de idiota esperando. Aliás, celular e cachorro constituem capítulos especiais.
Apropriando-se da “tese” do meu conhecido, percebe-se que o grande problema, paradoxalmente, é a precariedade daquilo que ele chamou de educação informal. É aí que se encontra a causa da imensa maioria das pragas que assolam nosso dia a dia. Porque uma relativa educação formal todos possuem: o serralheiro sabe (relativamente) lidar com ferro, sabe fazer contas; a faxineira sabe (relativamente) fazer faxina e entende o eventual bilhete que a patroa deixa e assim por diante.
Parece até ironia, mas esse meu conhecido/anfitrião era o exemplo mais perfeito de que ele e sua tese haviam acertado na mosca.
Estava na casa de um sujeito de refinada educação formal – possuidor de título de mestre. Pois bem, quanto à educação informal, não vou definir. Limito-me a relatar dois fatos sem fazer qualquer comentário:
1) Os vinhos, razoavelmente bons que levei para ele, foram servidos em copos de massa de tomate.
2) O banheiro que tinha espelho não tinha água na pia e vice-versa. De certa forma era prático, pois o simples barbear já me deixava com a consciência tranqüila de que podia dispensar o Cooper diário.
Parece engraçado mas, como diziam os versos de Billy Blanco, cantados por Elis Regina , “o que dá pra rir /dá pra chorar/problema só de hora/ e lugar”. E na maioria das vezes é de chorar mesmo.
Outro dia fui obrigado a mudar de lugar em um restaurante pois era impossível suportar o perfume de duas peruas que se sentaram à mesa ao lado.
Frescura minha??? Um caso a parte??? Pois bem, seguem-se outros. Poderia relatar dezenas em diversas situações. Vou me restringir a dois ou três.
Durante 25 anos, fui vizinho de político de imenso prestígio e muito bem conceituado em nossa República. Naquele tempo, não havia 0,00001% do pavor de seqüestro/assalto que “assaltou” o país nos últimos tempos. Pois bem, sua mulher, bacharel em Direito do Largo São Francisco, duas quadras antes de chegar em casa, metia a mão na possante buzina de seu carro do ano importado e só largava depois que o empregado abria-lhe o portão. Aliás, o empregado, embora tenha trabalhado nessa família por algumas décadas, permanecia analfabeto.
Infelizmente, vou ter que baixar bem o nível.
Um ótimo técnico em computação e o segundo homem mais importante no Brasil de uma das maiores multinacionais do planeta, com quem já tive a desventura de jogar tênis, têm em comum duas coisas: a sólida educação formal que lhes permite dominar ciências altamente complexas em seus ofícios e a renitente recusa em usar lenço, embora ambos tenham renitente renite alérgica. É isso mesmo – os dois assoam o nariz com a mão. Aliás, André Agassi, um dos dois únicos tenistas vivos a terem conquistado os quatro torneios do Grand Slam, além de também não ser adepto do lenço, faz questão de expulsar impurezas do nariz na direção da câmera de televisão (leia-se bilhões de telespectadores) que o está focalizando em primeiríssimo plano.
Saudoso Pedro Nava, acho que começo a entender porque você não agüentou a barra!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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