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06/11/2008 - 14:26

Saudades dos erros de português de antigamente

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Em um supermercado pseudo-chic da Rua Pedroso Alvarenga no Itaim Bibi, dois produtos que pego não trazem preço na embalagem.  Passo no leitor de barras e, mais uma vez, nada de o  preço aparecer. 

Aí me lembrei da rigorosa professora Therezinha  de Português  do Ginásio. Dizia ela indignada:

- Problema não é a vizinha tocar a campainha à noite e pedir para usar o telefone.  O que irrita mesmo é ela pedir para dar uma telefonema.

Nos meus tempos de ginásio, era tudo mais simples, até os erros de português. 

Pois bem, voltando à arrogância dos dias de hoje. Supermercados pseudo-chics, naturalmente, têm funcionários pseudo- intelectuais. 

Informo o sub-gerente da ausência de etiquetas e da ineficácia da maquininha.  Nem preciso dizer a cabotina e presunçosa  resposta do nego; dou um prêmio para quem não acertar na mosca.  Lá vai a resposta  do pseudo ao quadrado (intelectual e chic):

- Eu vou estar informando  o setor responsável.

Em uma coisa  os dias de hoje são imbatíveis: na meta-irritação  – você ganha nova irritação ao tentar resolver irritação primária.

Ouvir a vizinha pedir para dar uma Telefonema e se irritar!!!  Ah, meu Deus -  A gente era feliz e não sabia!!!

Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Absurdos, Infernos Tags: ,

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1 comentário para “Saudades dos erros de português de antigamente”

  1. Luiza disse:

    Paulo, gostei especialmente da afirmação de que ganhamos uma nova irritação quando tentamos resolver a irritação primária.Este é um jeito muito bom de dizer que engolimos sapo o tempo todo.Por isso é bom relaxar uma pouco. Beijos.Até amanhã.

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