Arquivo de julho, 2008
31/07/2008 - 17:42
Os mais velhos costumavam repetir que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Com a picaretagem correndo solta, como nos dias de hoje, não picareta, mas audacioso, também já me aposso do slogan de conhecida publicidade: vigilância permanente, não saia de casa sem ela.
Dois casos, infelizmente exceções absolutas, mostram picaretas quebrando a cara porque as vítimas estavam vigilantes e tiveram atitude/firmeza.
Caso 1
Todo mundo percebe quando um casal está saindo pela primeira vez. Não precisa ser nenhum psicólogo. Garçons, maîtres e gerentes de restaurantes, então, nem se fale. Impiedoso, para não dizer inescrupuloso, o restaurante meteu a faca na hora de fazer a conta do embaraçado casal. O sujeito não gostou, mas pagou. Não quis causar mal estar logo na primeira saída.
Caso 2
Filho de um grande amigo ia se casar, o sujeito não queria fazer feio e não teve dúvidas, comprou em famosa loja de presentes, um belo faqueiro de prata, pagou, fez o cartão e mandou entregar.
A loja entregou faqueiro de Inox.
Caso 1 – Continuação
Dois dias depois, o sujeito – SOZINHO – volta ao restaurante, relembra que estivera lá acompanhado. E mais, diz que estava de volta para conferir o que lhe fora cobrado. Na maior cara de pau, o picareta do funcionário diz que foi bom mesmo o cliente ter voltado pois o restaurante constatou um erro na conta e ia telefonar para ele.
Caso 2 – Continuação
Como foi dito, o sujeito que comprou o presente era amigo íntimo do pai do noivo. Assim, não teve a menor dúvida em perguntar com todas as letras se o FAQUEIRO DE PRATA tinha agradado os noivos. Também sem cerimônia, o outro responde que todos gostaram mas textualmente diz que o faqueiro não era de prata, mas de inox.
E lá se foram os dois para a loja resolver o ligeiro mal entendido.
A respeito da falta de escrúpulo do comércio/comerciantes, para relaxar e até para os consumidores se vingarem, repito piadinha que já usei em outro texto.
O presidente da Associação Comercial encomendou para um escultor temperamental uma grande obra que representasse o comércio. O artista aceitou desde que ninguém visse o trabalho antes que estivesse concluído.
No dia da inauguração, toda a cidade reunida, prefeito, governador, rádio, tvs… Quando se retira a imensa lona que cobria a escultura, espanto total.
- Oh!!! – exclamou a platéia.
A escultura era uma imensa fila de homens nus, um atrás do outro, o de trás se encaixando no da frente.
O presidente da Associação Comercial foi tomar satisfação com o artista que explicou.
- O senhor não queria um trabalho que retratasse o comércio??? O comércio é isso, um querendo estrepar o outro!!!
O presidente indignado disse que aquilo era um absurdo e garantiu que ele mesmo era sujeito muito honesto.
O artista explicou.
-Exatamente, o senhor, o senhor é o primeiro da Fila.
++++++++++
Fique vigilante e jamais seja o primeiro da fila.
Não cito os nomes dos dois estabelecimentos por não poder provar o que afirmo, mas quem tiver interesse em saber, basta colocar um comentário no blog, deixar o email que, particularmente, eu respondo.
Completamente fora do meu estilo prolixo, darei apenas os dois nomes, sem tecer o mais mínimo comentário que seja.
**********************
Querendo ler o texto inteiro no qual já havia usado a piada, lá vai o link – espero que funcione.
http://bocanotrombone77.blig.ig.com.br/2007/43/molho-ingles-e-a-faxineira.html
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
08/07/2008 - 14:28
Interessado em adquirir qualquer produto é rei.
Tornou-se cliente, vira escravo.
É o que se pode deduzir pela vergonhosa diferença no atendimento telefônico que é dado a quem quer comprar algo de qualquer empresa que seja ao martírio que é imposto ao desinfeliz cidadão que já é cliente.
Potencial cliente, leia-se completo desconhecido, mal termina de digitar e tecla que o identifica com interessado, é atendido por solícitas moças que são só sorrisos.
Cliente que precisa reclamar do serviço que está sendo prestado, pelo qual ele está pagando ininterruptamente, fica pendurado no telefone metralhado por musiquinhas insuportáveis. Mas a coisa não pára aí. O atrevimento é incomensurável e impinge-se ouvido a dentro da vítima propaganda da maldita empresa que o está torturando.
As Agências Reguladoras, que têm a missão de fiscalizar o serviços que antes eram oferecidos pelo Estado – telefonia, energia, rodovias – e demais órgãos de Defesa do Consumidor – deveriam determinar, entre outras, portaria muito simples. A empresa/concessionária que atende ligações dirigidas ao setor de venda em determinado tempo, têm 15% ou 20% a mais de prazo para atender o cliente identificado que quer reclamar do serviço. E ficam proibidas propaganda e musiquinha “meta-infernizando” a espera. Periodicamente, as agências reguladoras testam os dois atendimentos. A diferença foi maior do que isso, multa. Multa pesada. Novo teste, o problema se repetiu, multa acumulativa (aumentada em x por cento).
Sou obrigado a repetir minha piadinha bordão: o homem chegou à Lua há mais de 35 anos e aqui não se consegue resolver problema tão simples. Problema responsável por martírio e perda infinita e injustificável de tempo dos cidadãos.
Para terminar , piada que ilustra bem a coisa: sujeito morre e é apresentado ao inferno e ao céu. No Inferno, maior farra, todo mundo dançando, bebida correndo solta, mulherada bonita. No céu, aquela monotonia: anjos tocando harpa; velhinhas passeando e tricotando … Convidado a optar pela nova morada, o cara escolhe o inferno, obviamente. Quando ele entra, a coisa não era bem como ele imaginava. Calor insuportável, monte de gente amontoada, barulho louco. Ele reclama que não foi isso o que ele havia visto.
O diabo explica:
- Meu amigo, antes você era turista. Agora, você é residente.
É exatamente essa a lógica que norteia empresas e fornecedoras de serviços aqui no Brasil.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
04/07/2008 - 15:42
Um em cada três postos de S. Paulo vende gasolina adulterada, segundo notícia da rádio CBN nesta semana. Na Internet, matéria denuncia que em determinado posto de Diadema, 96% da gasolina que o motorista colocava no seu carro era, na verdade, puro álcool. Essa notícia ainda dava conta de que no mesmo posto um caminhão que abastecia seus reservatórios estava carregado de solventes.
Muito antes desses acontecimentos, sempre me chamou a atenção um fato: certamente existem centenas de Postos das mais variadas bandeiras: Esso, Shell, Petrobrás, entre outras. Mas a Shell, Esso e Petrobrás, orgulhosamente, anunciam em APENAS ALGUNS POSTOS que ali são vendidas as verdadeiras e certificadas gasolinas da Shell, Esso e Petrobrás. Os nomes são lindos: gasolina com DNA; De olho no Combustível…
Como dizia uma ex-namorada, “deixa eu entender”: embora um grande número de postos tragam as Placas da Shell, Esso e Petrobrás, essas gigantes e conceituadas empresas se responsabilizam pelo combustível vendido em apenas uma pequena parcela desses postos??? Ou seja, elas permitem que comerciantes inescrupulosos usem suas marcas para enganar os cidadão???
Está certo isso???
Esso, Shell e Petrobrás deveriam, isso sim, verificar se todos os postos que trazem suas bandeiras vendem combustível que anunciam. Aqueles que vendessem produtos adulterados ou de procedência duvidosa deveriam ser imediatamente “descredenciados” e receber prazo curtíssimo para retirar toda e qualquer sinalização/placa enganosa.
Além disso, órgãos de Defesa do Consumidor, Ministério Público, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e todos os outros órgãos que cuidem do assunto deviam tomar providências para que medidas semelhantes às que sugeri fossem estudadas e, em curtíssimo prazo, colocadas em prática.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
03/07/2008 - 17:13
Ao comer ontem a melhor pizza do mundo, naturalmente no Camelo da Pamplona, fiz constatação da qual todos devemos nos orgulhar.
Pessimistas contumazes e até estrangeiros atrevidos babacas, que moram aqui certamente por não conseguirem sobreviver em seus países ou até para explorar nossas riquezas, adoram declamar a catilinária : no Brasil, umas leis pegam e outras não. Para a infelicidade desse grupo, ao contrário do que acontecia há três, quatro semanas, havia chopps e demais bebidas alcoólicas em pouquíssimas mesas. E mais, mesmo em mesas ocupadas por apenas duas pessoas, uma delas, provavelmente a que iria voltar guiando, tomava refrigerantes e sucos.
Ao que parece, não fiz qualquer outra pesquisa ou mesmo checagem intuitiva, a população está obedecendo à lei; afinal: dura lex sed lex (a lei é dura, mas é a lei). Ponto para todos nós.
A primeira batalha, contar com o apoio da população, parece, está vencida.
Agora, seria fundamental que fossem estabelecidos critérios mais justos. Proibir de dirigir uma pessoa que tenha consumido dois bombos recheados de licor, ou o equivalente, é absurdo inominável.
Dois ou três chopps acompanhando uma pizza, suponho, na minha visão suspeita e interessada de leigo, não são capazes de impedir que pessoa adulta saudável conduza com segurança o carro de volta para casa.
Legisladores deveriam estabelecer critérios mais justos para submeter todos aqueles suspeitos apanhados na direção. Fazer que o sujeito leia um trecho de um jornal ou escreva algumas palavras ditadas pela autoridade poderia ser uma alternativa inteligente e justa. Até mesmo, o velho teste de pedir para o suspeito fazer um quatro com as pernas. Fez o quatro, sem cair de quatro, prossegue. Não fez o quatro/ estatelou-se no chão, xadrez!!!
Falando sério, incriminar quem guia depois de ter comido dois bombons de licor isso sim é de matar!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
02/07/2008 - 16:06
Os simpáticos Antônio Fagundes e Marieta Severo fazem anúncios de remédios. Fagundes, de Benê Gripe; Marieta Severo, não me lembro.
O ex-jogador Sócrates, que não se caracteriza pela simpatia, pelo contrário, a esse respeito é muito mais coerente.
Fumante inveterado, fato que sempre causou polêmica no meio esportivo, quando perguntaram ao jogador se seria capaz de fazer propaganda de cigarros, Sócrates foi taxativo:
- Nem de cigarros, nem de bebidas e, muito menos ainda, de remédios!!!
Pensando bem, talvez seja mais grave ídolos fazendo propagandas de remédios do que de bebidas e cigarros.
Ao ver um famoso associado ao fumo, todo mundo sabe dos malefícios do cigarro e na hora se dá conta de que o cara só tá fazendo aquilo pela grana.
Ídolos anunciando remédios tem efeito muito mais deletério, já que o grande público, inconscientemente, toma aquilo como aval que seu querido artista, muitas vezes até o personagem que ele interpreta na novela/seriado, está dando ao produto.
E é sempre bom lembrar o óbvio: remédio, por mais inocente que seja, só quem deve indicar é médico!!! Interpretar o galã na novela das oito ou zelosa dona de casa não é suficiente para palpitar a respeito do que é bom para a saúde de quem quer que seja!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
Voltar ao topo