Arquivo de maio, 2008
30/05/2008 - 17:04
As populações vão se concentrando nos grandes centros, tornando os espaços cada vez menores. Se mais gente precisa conviver em menos área, é fundamental que todos tenham noções de limites. É a velha história da qual certamente os jovens nunca ouviram falar e a grande maioria dos não tão jovens já deve ter esquecido: a liberdade de cada um vai até onde começa o direito do próximo. Para alguns de nós, nenhuma novidade.
Mas o que vem acontecendo é justamente o contrário. Os sem educação, Búfalos como eu chamo, têm a mais cristalina certeza de que a liberdade deles é ilimitada, o outro que fique resignado de ter seu direito violentamente invadido.
Nesse exato momento, a loja de som para automóveis embaixo do meu escritório está com o Som no último volume: música sertanojo mas com aquele contrabaixo que faz tremer os vidros dos prédios em volta.
Se alguém for reclamar, é capaz de ouvir do dono da Loja que ele está trabalhando. Ora, ele que teste quantos equipamentos de som quiser, na altura que seus tímpanos agüentarem, mas com fones de ouvidos, naturalmente. Ele não pode incomodar toda a vizinhança.
Hoje mesmo presenciei cena fabulosa. Um pedestre, com uma criança no colo que chorava muito, estava na calçada em frente ao estacionamento da padaria. Nisso vem uma desses Peruas Jeeps, com vidros nigérrrimos, como de praxe, e, em velocidade, enfia o carro em cima do pedestre. O pedestre deu um pulo. Caso não tivesse feito isso, ele e o filho seriam atropelados violentamente na calçada. O pedestre fez um gesto levantando a mão. A mulher perua que saia da perua ainda reclamou alto:
- Fica aí parado no meio da calçada e o que é que tá reclamando!!!
O sujeito, certamente não querendo expor o filho de colo a situação constrangedora, foi-se embora em silêncio. Fosse o pedestre um cara esquentado e o búfalo do volante, sujeito que não admite ser contrariado, a coisa terminaria em violência brava.
Está mais do que na hora de o governo ficar atento para o quanto esse vandalismo, essa barbárie, já se tornaram corriqueiros e começar a promover campanhas através de todos os meios a esse respeito. Eventualmente até criar leis/ normas/portarias para coisas tão óbvias.
É lógico que daqui para frente só vai piorar. O Desarmamento foi derrotado no plebiscito. Situações desse tipo temperadas com armas de fogo…
Em tempo, meu caro amigo Zé Vaidergorn, leitor assíduo do Boca, disse que sou muito injusto quando chamo esses vândalos de búfalos, que são dóceis. Concordo inteiramente com ele!!! Sou mesmo imensamente injusto com os búfalos animais – os animais de quatro patas, bem entendido!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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28/05/2008 - 17:56
As imagens repugnantes estampadas nos maços de cigarros, por determinação do Ministério da Saúde, alertando a respeito dos malefícios do fumo, deverão ser ainda mais dramáticas a partir dos próximos nove meses, segundo notícia nos jornais de hoje. Haverá pés gangrenados; montagem mostrando fetos em cinzeiros; face de mulher com cicatrizes horríveis, entre outros. Eu acho até pouco. O fumante deve ter mesmo sempre sua consciência fustigada.
O efeito dessa medida seria praticamente inócuo caso a publicidade do cigarro não fosse obrigada a, igualmente, alertar o consumidor com avisos semelhantes.
É aí que mora o problema e a solução é drástica, mas única.
Fabricantes de cigarros, além de anunciarem em out-doors, revistas, enfim todos os meios de comunicação de massa, também fazem propaganda dentro de padarias, bares e restaurantes. Ao lado daquelas mulheres deliciosas, lanchas, planadores, etc, que a imensa maioria dos fumantes e também dos não fumantes jamais terá acesso, há sempre a contra-partida: fotos de homens em cadeira de rodas com pernas amputadas, um pescoço dilacerado, entre outras.
Todo o cidadão, não fumante e até mesmo fumante, deveria ter o direito de não ser agredido por essas imagens horrorosas que sempre desencadeiam pensamentos desagradabilíssimos.
A solução pode ser drástica, mas é uma só: Proibição Imediata de toda a publicidade de cigarro, onde quer que seja!!! Não tem meio termo.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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28/05/2008 - 13:55
Usar prostíbulos para lavar dinheiro da corrupção me faz lembrar história divertida.
O Mugui era a boate na Augusta pobre, no começo dos anos 70, onde, como dizia Juca Chaves, os meninos maus das famílias boas iam encontrar as meninas boas das famílias más (meninas é eufemismo meu , já que se tratava mesmo de profissionais; profissionais bem jovens, em início de carreira, mas profissionais). Pois bem, no Mugui, Moria, meu grande amigo até hoje, sujeito boa pinta e de boa prosa, travava animado papo com uma delas. A moça boa, também tinha boa conversa e, ao que tudo indicava, não era de família tão má quanto preconizava Juca Chaves.
Meu amigo, então, quis saber como ela explicava pro pai a grana que ganhava e que lhe permitia levar o vidão que levava. Tal qual os políticos que recentemente usaram coisa menos ilegal para justificar coisa muito ilegal, corrupção braba em bom português, a moça foi taxativa:
- Eu digo pra ele que sou contrabandista.
Como se vê, o artifício das prostitutas de outrora são semelhantes aos usados pelos filhos delas de hoje!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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26/05/2008 - 17:40
Nunca fui grande fã de vídeo nem de DVD.
Não tenho qualquer coisa contra a Blockbuster, propriamente dita, a não ser o fato de a primeira loja de S. Paulo ter se instalado onde funcionava o Blends, formidável reduto para se conhecer mulheres legais que quase sempre estavam a fim do que os homens também queriam. No Blends não havia beldades como Gisele Bundchen, mas, como eu digo, também não sou Leonardo De Caprio…
Voltando aos DVDs. Mesmo tendo que ficar pulando de cadeira em cadeira no cinema para fugir dos búfalos que não param de conversar ,de soltar jatos de lanternas de celular nos olhos dos vizinhos e muito menos de comer pipoca, fazendo barulho com o papel, ainda não me acostumei a ver filmes em dvds.
No fim de semana, fui arrastado para uma Blockbuster. Conforme informa o site: “A BLOCKBUSTER é atualmente a maior rede mundial em locação de filmes. Iniciou suas atividades em 1985 inaugurando a sua primeira loja na cidade de Dallas …”
Apesar de tanta grandeza e tanta experiência, o que pude observar na Filial do Brooklin no sábado (23/5) era a falta de consideração e de respeito pela clientela. As sinopses dos filmes que existem nas Contra-capas das embalagens estavam quase todas dobradas, o que tornava impossível a leitura. Nas prateleiras, ao invés de estarem expostos os diversos títulos um ao lado do outro, como o espaço era pouco para a quantidade, caixas diferentes eram colocadas umas na frente das outras. Desse modo, era impossível ter visão minimamente razoável do que estava sendo oferecido.
Usuário mais assíduo de DVD me disse que muitos DVDs vêm com traillers, e outros não informam na Capa a duração do filme principal. Isso acontece com produtos de diversas locadoras.
É assim que funciona. O cidadão perde um bar fabuloso; em seu lugar instala-se prestigiosa rede multinacional que oferece serviço capenga!!!
Será que nos EUA também é esse o padrão da Blockbuster??? Lembrando sempre que franquia pressupõe atendimento uniforme em qualquer loja franqueada da rede!!!
Tentei mandar esse texto para a Blockbuster se pronunciar, mas em nenhum site consegui postar. De qualquer maneira, se a Empresa quiser mostrar o seu lado, é só fazer um comentário no Blog que darei o devido destaque e me manifestarei a respeito da explicação.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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24/05/2008 - 22:49
Parada Gay, poucos anos atrás. Desde a primeira, fui a algumas edições. Som legal, muita alegria e, além de tudo, não custa nada prestigiar. Lembro-me quando queriam bater o récorde mundial de público. Além do som, havia a meta a ser cumprida. Fui até mais para fazer número e ajudar no récorde, que acabou mesmo sendo batido.
Pois bem, em uma das vezes, de dentro do carro, perto da Rua Cubatão, onde, segundo meus cáulculos, deveria estar a marcha naquele momento, pergunto para um grupo de gays que vinha caminhando se o pessoal ainda permanecia pelas redondezas. Eles me informam que a marcha já devia ter chegado ao ponto final, na República, onde seriam encerrados os festejos.
Pensando em voz alta, lastimo. Um deles consola:
- Não desiste não. Corre lá, quem sabe cê ainda não arranja um namoradinho!!!
Divertindo-me muito, nos dias seguintes, contei para todo mundo o episódio.
Embora pouco esteja ligando para o que pensem ou não pensem de mim, por via das dúvidas, na parada de amanhã, vou junto com a minha namorada.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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21/05/2008 - 16:43
A lei que proíbe o fumo onde ele já é proibido (agora com multa, tá certo) e que deixa de fora restaurantes, bares e outros lugares fechados, onde o cidadão passa mais tempo, me obriga a repetir velha gracinha: o homem já chegou à Lua e aqui em S. Paulo, principal estado do Brasil, não se consegue fazer/implantar uma lei que efetivamente proteja o não fumante.
Fazer humor/ironia com tanta palhaçada pipocando na área é até covardia!!! Ou será que os legisladores daqui fizeram uma leitura extremamente burra e parcial de antiga música do Caetano: Proibido proibir???
Outro título de música retrata a patética lei: O que dá pra rir, dá pra chorar (Billy Blanco).
Pensando bem, de nada iria adiantar fazer uma lei mais rígida/abrangente, pois como se costuma dizer, “no Brasil algumas leis pegam e outras não”.
Uma lei contrária a fortes interesses estaria fadada mesmo a não pegar.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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16/05/2008 - 16:42
A revista da Folha de hoje traz matéria de capa sobre o dry Martini, com direito à receita de um barman. Quem gosta de dry Martini sempre diz que o seu dry Martini é o melhor que existe. Não fujo à regra.
Fiz longo texto há quase um ano aqui no Boca no Trombone sobre o Dry Martini preparado pelo ator Juca de Oliveira na Peça Às Favas com os Escrúpulos. Dizia eu que aquilo não seria um dry Martini e sim um Inunda Martini, tal a quantidade de água que se forma quando preparado daquela maneira.
Quem quiser ler a longa matéria, o link é http://bocanotrombone77.blig.ig.com.br/2007_43.html#post_18984065
A receita de hoje da Revista da Folha também não é perfeita. Gostaria de deixar o site da Revista da Folha, mas não encontrei. Tampouco encontrei qualquer telefone da Redação
Na receita da Folha, faltam detalhes para que o drink saia seco, isto é, sem água, trincando de gelado e até levemente azul.
Abaixo a minha receita, como sempre, com inúmeros detalhes e, em seguida, o saboroso comentário da jornalista-gastrônoma Célia Svevo.
Concluindo, frase minha sobre essa maravilha
DRY MARTINI -
Utensílios para preparar o Dry Martini
- Copo misturador
- Bailarina (a elegante e longa colher de metal)
- Passador (espécie de coador para tirar a água do misturador e para servir a bebida)
-Taça própria para dry Martini, evidentemente
- Pegador de gelo (dispensável, sempre presumindo-se que a mão esteja lavada e sem mto cheiro de sabonete)
Bebidas e ingredientes em geral – Para uma pessoa
- Gim Tranquerei
- Vermute Noilly Prat
- Gelo (cerca de uns doze cubos de gelo
- uma lasquinha de casca de limão
Explicações Necessárias
Aquele medidor de dose de uísque de bares pessoas físicas só devem ter como curiosidade. O medidor é apenas para quem vai cobrar pelo que está oferecendo. Bebidas se servem a olho. No preparo de coquetéis, fala-se em partes. No começo, talvez haja algum desperdício; a partir do terceiro, a precisão começa a aparecer.
Dry Martini bebe-se muito gelado e, paradoxalmente, sempre sem gelo. Para tanto, lá vai o começo da receita, colocar uma ou duas pedras de gelo na taça e girar para que a taça fique gelada.
Colocar umas oito pedras de gelo no Copo misturador (copão alto) e mexer com a bailarina para que o copo fique gelado.
Preparo do Dry Martini
Jogar fora a água que se formou no copo misturador. Coloca-se o passador e deseja-se essa água no balde de gelo.
Jogar fora o gelo – e água que se formou – na taça.
Despejar o gim sobre os cubos de gelo. Colocar o Vermute Noilly Prat – a olho – 1/7 da quantidade que usou de gim – . Misturar suavemente com a bailarina para gelar bem. Colocar o passador e despejar o dry Martini na Taça.
Torcer a casquinha de limão e por na taça.
Beber e usufruir muito!!!
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PERFEITO COMENTÁRIO DA CÉLIA SVEVO
“Reza a lenda que a Rainha Mãe (legendária e mais simpática figura da monarquia britânica, mãe de Elizabeth II) procedia da seguinte forma: gelava o copo com gelo e descartava. Na seqüência pingava algumas gotas de vermute e as descartava igualmente, sacudindo a taça vigorosamente em movimento de centrifugação. Para garantir, é claro, que TODO o excesso sumisse de sua vista. Só então juntava o gim. Então sorvia.
Devia ter suas razões. E viveu alegremente, semi-ébria, até os 101 anos.”
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MAIS PERTINENTES COMENTÁRIOS, RECEITAS E FRASE
O médico Flávio Generoso, amante dos coquetéis, disse que um conhecido tinha descoberto a quantidade exata que se coloca de vermute no Dry Martini. Explicava o amigo do Generoso:
- Pega-se uma garrafa de sifão, Noilly Prats, o melhor Martini que existe. Tem que ser sifão e tem que ser Noilly Prat. Coloca-se na garrafa de sifão um pouco de Martini. Vira-se para trás e espirra vermute na parede. É exatamente essa a quantidade de Martini que leva um bom dry Martini.
Danuza Leão é igualmente radical e precisa. Diz ela que a quantidade certa de Martini no coquetel é a seguinte:
- Pega-se o copo misturador com gelo e gim, aproxima-se da boca e sussurra-se: Martini. É o suficiente!!!
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Definitivamente, uma bebida fabulosa. Tenho duas frases. Coloco só uma:
- O mundo não é uma grande taça de Dry Martini. Infelizmente.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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16/05/2008 - 12:13
Ronaldo Pereira da Silva Jr e Anderson Patric Joaquim, profissionais do mercado financeiro, têm por hobby fotografar calçadas de S. Paulo. Diz Ronaldo: “Descobri que é possível revelar a alma de uma cidade através das suas calçadas.” Ao longo desse trabalho, eles vão elaborando sofisticadas conclusões.
Luis Domingues, arquiteto conhecido meu, a respeito do estado em que se encontram as calçadas, há cerca de cinco anos, equacionou a coisa de maneira muito simples. Dizia ele: “Com alguns milhares de Reais, o Poder Público pode recuperar calçadas de um bairro inteiro. A conta de Hospital/ortopedistas que o INSS vai pagar para internar uma única pessoa que tenha se acidentado em uma calçada esburacada é muito maior.”
Vejo que a Prefeitura tem se empenhado bastante em refazer as calçadas de Pinheiros. Até por uma questão de economia e bom senso, esse trabalho deve ser estendido para toda a cidade. Entretanto, além de determinar as obras, é fundamental ter fiscais sérios vigilantes. No mesmo bairro de Pinheiros, no cruzamento da Pedroso de Morais e Teodoro Sampaio, calçadas recém-recuperadas já apresentam irregularidades/pequenos degraus nas tampas de bueiros e de cabos subterrâneos. Esses desníveis podem derrubar cidadãos, que vão fazer o INSS gastar uma fortuna… Assim não adianta nada…
Em tempo, um dos fotógrafos documentaristas citados na abertura deste texto, durante o trabalho de campo, tropeçou em um buraco na calçada e se estatelou no chão.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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14/05/2008 - 13:56
No vestiário do clube, conhecido, tenista de fim de semana, me diz que tem jogo de campeonato a seguir. Pergunto o nome do adversário. Ele me aponta para o sujeito ao nosso lado.
Lembrei-me de episódio do tênis de verdade.
A bonita e sensual Gabriela Sabatini confessou que sempre chegava uniformizada aos jogos, preocupada com o eventual assédio de outras jogadoras.
- Tomar banho após as partidas??? Isso nunca nem me passou pela cabeça!!! – dizia ela.
NA MPB
Segundo a lenda, famosa e bela cantora contemporânea da nossa música popular estava se apresentando para platéia razoavelmente pequena. Um idiota grita:
- Sapatona!!!
Tranqüilamente, a cantora pára a música, se dirige ao infeliz e desafia:
- Deixa sua mulher passar três dias comigo; garanto que nunca mais ela volta pra você.
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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09/05/2008 - 16:42
O cidadão comum, ingênuo, entra com conta de luz, água, telefone, etc na Nossa Caixa, Nosso Banco para efetuar o pagamento. Quando, finalmente, chega sua vez, o Caixa informa-o de que a Nossa Caixa, Nosso Banco, apesar de tanto Nosso no Nome, não aceita esse tipo de pagamento. Mesmo que o “candidato” se disponha a pagar em dinheiro vivo.
Aí o cidadão fala com a Gerente que reitera a proibição. Reitera a proibição, mas dá alternativa excessivamente prática. A alternativa tem o bonito nome de Correspondente bancário. O correspondente bancário seria um estabelecimento comercial que, através de convênio com a Nossa Caixa (Nossa???), se digna Receber contas de água, luz, etc. Depois de uns 10 minutos de pesquisa, funcionários graduados da Nossa Caixa da Avenida Pedroso de Morais, em SP, informam que há 2 correspondentes bancários nas Proximidades – ambos a 1,5 km de distância dali. Aliás, presenciei outro cliente/cidadão nessa agência dar verdadeiro show porque se sentiu abusado com o excesso de burocracia de que estava sendo vítima (na manhã de hoje – 9/5/08 – é só confirmar!!! )
Bancos comerciais vizinhos aceitam esse tipo de Pagamento. Em um desses bancos vizinhos, fui informado por simpático funcionário de que norma /portaria do Banco Central, ou seja lá o nome que tenha, obriga bancos comerciais a receber esse tipo de conta.
No Site do Banco Central, não é fácil descobrir isso. Gastei mais de uma hora ligando para escritórios aqui de S. Paulo e até em Brasília, pagando Impulsos de Interurbano, e também não obtive qualquer confirmação.
Ou seja, pagar uma simples conta em Entidade Oficial, bem como obter esclarecimentos em idem Instituição Oficial transformam-se em absurdos inconcebíveis até para Kafka. Aliás, diria que se trata de uma situação metakafka. Para reclamar/ser esclarecido a respeito de um absurdo você encontra novo absurdo/labirinto.
Brasil, Um País de Todos???
De todos absurdos/afrontas!!!
Autor: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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