03/07/2009 - 19:12
1. O presidente Lula tem todo o direito do mundo de fazer as mais que infinitas metáforas dele com futebol.
2. O presidente Lula demonstra seu imenso bom gosto ao torcer para o Corinthians.
3. O presidente do Clube Andres Sanches e o ídolo Ronaldo podem fazer a média que quiserem - e conseguirem - para mostrar afeto e até mesmo bajular o Presidente da República.
Agora, deixar na mão centenas de torcedores que foram ontem até o Aeroporto de Guarulhos saudar o time e continuar no avião para receber cumprimentos do presidente da República, como fez grande parte da Delegação do clube, em Brasília – isso não pode mesmo!!!
Como se diz hoje em dia, o Corinthians deu um perdido na Torcida!!!
Foi, nas palavras de Noel, Um Palpite Infeliz. Para mim, isso tem outro nome: Falta de Educação, mais grave ainda e, principalmente, Falta de consideração.
A idéia do evento (usando palavrinha boba da moda boba), segundo a Folha, do Jogador Ronaldo,foi infeliz e palpites infelizes não faltaram.
A proposta do presidente Lula ao presidente do Clube de se fazer um pacto para que nenhum jogador ou membro da equipe técnica deixe o Parque São Jorge é Brilhante. Brilhante, fabuloso, formidável é um avião que voe na velocidade da Luz, a cura de todas as doenças, o fim da miséria, etc, etc, etc
Mas idéias só são brilhantes se forem viáveis, exeqüíveis. Caso contrário, são apenas palpites Infelizes!!!
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29/06/2009 - 15:03
A partir dessa quarta-feira, o talão de Zona Azul sobe nos Revendedores Oficiais de R$ 18,00 para R$ 28,00 e as folhas avulsas serão vendidas a R$ 3,00.
É um ótimo momento para a Prefeitura tomar medida simpática para todos aqueles que usam a Zona azul.
Aliás, trata-se de providência extremamente justa que irá, inclusive, propiciar um clima de cordialidade entre os paulistanos. Basta a Prefeitura determinar que não será necessário se colocar a placa do veículo no Cartão da Zona azul. Assim sendo, se eu estacionei por quinze minutos na Zona Azul e não vou mais estacionar o carro na próxima hora, ao deixar a vaga que ocupava, eu posso ser cordial e oferecer o meu cartão para o proprietário do carro que está estacionando e que, muito provavelmente, também não usará mais do que quinze ou vinte minutos do tempo a que o mesmo cartão ainda dá direito.
Uma mesma folha pode servir para três – até quatro – motoristas. Como diz Danuza Leão, com todo o charme que lhe é próprio, tem melhor do que isso???
Quando o dinheiro é curto ( e isso é crônico no Brasil), simples medidas administrativas - de custos baixíssimos – podem se constituir em algo fundamental e fazer grande sucesso. O prefeito Mário Covas isentou velhinhos (idosos - termo mais politicamente correto) de pagar condução. O custo para a cidade foi ínfimo; a providência , justíssima e, principalmente, simpática!!!
Idéia tão simpática quanto a medida do prefeito Mário Covas não sou capaz de ter, Entretanto, essa do cartão de zona Azul “reaproveitável” não é de se jogar fora, hein!!! Por falar em jogar fora, ainda há o aspecto ecológico da coisa: economia de papel, celulose, produtos químicos de impressão, diminuição de lixo.
Vou fazer uma confissão. Essa idéia não é minha. Logo que surgiu a Zona Azul, o usuário não precisava colocar a placa do carro e os cartões eram reaproveitados. Nessa época, era comum se presenciar cenas de camaradagem entre os motoristas que estavam saindo e os que estavam chegando nas área de Zona Azul.
Minha ou não, duvido que qualquer paulistano seja contra!!!
Mãos à obra; ou melhor, bem mais rápido e simples, mãos à caneta, Prefeito e Vereadores!!!!
Talvez – prefeito e vereadores - políticos estejam precisando melhorar a imagem que a população tem de vocês. Talvez!!!
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26/06/2009 - 12:53
Roney Giah, brilhante músico do Clube Caiubi que estudou música na Califórnia, conta seus dois encontros com Michael Jackson no seu blog. Quem quiser pode ler abaixo ou no blog do Roney. É legal. Vale a Pena!!! http://www.roneygiah.com.br/blog/busca.asp?from=link&idcont=72
Ele riu.
Pausou seu andar, me olhou e disse:
- Ok, give me your card. (okay…me dá seu cartão)
Seu nome era Michael Jackson.
Eu era um estudante de música em Los Angeles e aquela era minha primeira semana na América.
A história que antecede essa cena e sua continuação é mais ou menos simples, com exceção da mágica que a envolve.
Eram meus primeiros dias no M.I. (Musicians Institute), uma faculdade de música em Los Angeles que estudei de 1993 à meados de 1994. Acabara de achar um lugar para morar de aluguel, numa garagem de uma casa em Highland Park há 15 minutos do centro de Hollywood. Uma casa calma, onde morei os 16 meses que passei por lá, cujo gentil dono, se tornou uma grande amizade que carrego até hoje.
Na primeira semana de escola, tive a oportunidade de fazer algumas aulas com a Jennifer Batten, na época guitarrista de Michael Jackson, que alucinava o mundo da guitarra com seus solos virtuosos e sua energia espantosa.
No meu primeiro sábado Estado Unidense, após meu debut na faculdade, fui convidado por Jorge Briozzo, o gentil dono da casa, para conhecer a praia de Santa Monica, uma vez que eu ainda não tinha um carro.
Muito bacana.
Um sol quente, porém moderado, diferente do forno habitual do litoral brasileiro, uma areia fina e distante da água fria que quebrava na praia, falafel no papel para enganar a fome e boas conversas. Ao fim de nossa sessão praiana, umas 16hs, estávamos indo ao estacionamento pegar o carro para voltar para casa, quando ao som de uma buzina, Jorge me pegou pelo braço e disse baixo, tentando não mover os lábios:
- Esse na Cherokee verde acenando e buzinando pra gente é um amigo meu, o Adrian. Se ele nos convidar para almoçar, responda “não”. Da última vez, ele me levou num restaurante muito caro aqui em Malibu, fiquei quatro meses pagando a conta.
Ri da história e assim fomos ao encontro da camionete do Adrian.
De janela aberta, sorridente, muito simpático, ele nos cumprimentou animado, perguntou qual era meu nome e após breves apresentações, sem cerimônia, disparou:
- Vamos almoçar?
Jorge disse não imediatamente.
Adrian insistiu.
Jorge comentou que o estacionamento ia ficar caro, que estava tarde e que tínhamos acabado de comer um falafel.
Adrian respondeu:
E daí ?
Brasileiro e desbocado, interrompi aquela conversa chata, confessando:
- Sabe o que é Adrian…estamos duros. Então tem que ser um lugar bem barato ou você nos ajuda a pagar a conta (nesse caso, paciente leitor, ele era nitidamente resolvido financeiramente).
Adrian parou de sorrir, olhou pra baixo rapidamente - como quem faz contas de cabeça - e respondeu:
- Claro, entrem logo antes que eu mude de idéia. E riu de suas próprias palavras.
Fomos ao primeiro restaurante; fechado (eram 16hs).
Adrian disse: conheço um bem bacana que está aberto.
Um minuto depois, ainda no bairro de Santa Monica (onde Michael morava) e sentado no banco de trás do carro, o que vi foi matematicamente improvável:
Pelo reflexo do vidro espelhado da janela de um Café Francês do outro lado da rua, vi uma porta de uma camionete limusine GMC branca abrindo e Michael Jackson saindo. Não sei se me fiz claro, mas só para constar: Se estivesse 1 ou talvez 2 segundos atrasado ou quem sabe adiantado, ou mesmo sentado no banco da frente, não teria ângulo suficiente para ver o reflexo da tal janela e conseqüentemente ver o Michael abrindo a porta. Tudo parecia curioso demais.
Era, porém, claro para mim o que tinha que fazer.
Falei com toda falta de intimidade que tinha com o dono do transporte:
Adrian… pare o carro. O Michael Jackson está entrando num café do outro lado da rua.
- Quem?
- Michael Jackson.
- Como você sabe?
- Eu vi.
- E se for um sósia?
- Numa camionete limusine GMC de meio milhão de dólares?
- Adrian - bom de contas - emudeceu, mas não parou o carro.
Falei num tom mais ansioso:
- Adrian, pare o carro, por favor.
- Mesmo se for ele, o que você vai fazer?
- Trocamos olhares pelo retrovisor e ele entendeu que eu estava em um estado pouco negociável.
Paramos o carro, já longe e corri para o café. Antes de entrar, olhei dentro da limusine; três seguranças jogavam cartas despreocupados. No café – vazio - um casal de velhinhos comia um sundae.
Perguntei ao único garçom da casa, que secava copos:
- Onde está o Michael?
- Que Michael?
Decifrei a charada imediatamente: acredite ou não, Michael Jackson parou para ir ao banheiro e ninguém o viu entrando no lugar.
Procurei o banheiro e nada…o café era grande.
Até que vejo do outro lado do balcão uma porta se abrindo e Michael saindo.
Adrian, que já tinha alcançado o café e estava por lá, o cumprimentava com alegria.
Com passos apressados cheguei a Michael:
Óculos espelhados Ray-Ban, ombreira dourada, calça preta e camisa preta (sem as famosas fardas douradas, num estilo mais “casual”) ele me cumprimentou.
Com as mãos no bolso e muito relaxado, ficou parado, como que esperando uma conversa (pois na minha mente, ele teria me cumprimentado e saído às pressas).
Chocado com o súbito interesse, disse:
- Sabe, estou tendo aula de guitarra com a Jenniffer…
- Really?
E assim, do nada…ali estava eu…conversando de música com o Michael Jackson com meus pés cheios de areia. Falamos de guitarra, do que ele gostava no estilo da Jenniffer , da sua banda, até que ele me perguntou da onde eu era e comentei que era do Brazil.
- Really??! E num tom mais animado, falou:
- Cara, eu adoro o Brazil…
Perguntei por que ele não tinha tocado ainda no Brazil (era 1993). Ele me perguntou se eu achava que as pessoas iriam ao show. (rsrsrs)
- Cê ta brincando? Bobear, você tem mais fãs lá do que aqui.
Ele riu. Começou a se mover em direção a porta de saída lentamente.
Pensei:
- Puxa, já era…e perguntei:
- Você precisa ir, né?
- Não… queria tomar um sorvete…quer um?
(ceeeerto…)
- Claro. (puta merda…como é surreal escrever sobre isso)
Mas na rua, do lado de fora, outra realidade se aproximava:
Adolescentes que estavam por perto esperavam sua saída, talvez por acharem que não podiam entrar no café…não sei.
Ali, notei que acabara meu momento de privacidade com ele.
Falei sem pensar:
- Michael, queria tocar com você. Uma canção lhe acompanhando na guitarra, me daria inspiração para uma vida inteira.
- Ele parou de andar e se virou. Com um leve sorriso, ele me passou a expressão mais confiante que recebi em 20 anos de carreira encontrando todos os artistas que a vida me possibilitou conhecer. Balançando a cabeça afirmativamente, seu olhar e seu rosto diziam: “That’s it boy. That’s the attitude”.
Respondeu prontamente:
- Ok, give me your card. (okay…me dá seu cartão)
- Não tenho cartão ainda. Cheguei do Brazil faz uma semana.
- Michael olhou um vaso decorativo em cima da mesa, levantou-o e pegou um papel que estava embaixo dele. - Olha…Escreve seu número aqui.
- Escrevi meu telefone (o do Jorge Briozzo, na verdade) apoiado em suas ombreiras.
Ele saiu. As adolescentes atacaram.
Distanciei-me e sentei, chocado.
Vi ele pegar o sorvete, mas a pequena multidão crescia e ele correu pra sua limusine com o sorvete na mão.
Antes de entrar, ele parou e olhou dentro do café, como que me procurando.
Pensei:
- Não é possível…
Mas era. Ele veio até a porta, me viu sentado. Tirou o papel com meu telefone do bolso e o sacudiu no ar, como quem diz:
- Do caralho sua coragem brother…
Passei um mês grudado no telefone. Comprei fitas novas pra secretária. Mas ele não ligou…rs
O único comentário do Jorge nesse dia foi: “Não acredito ! O Michael Jackson tem meu número ?! rs
Sua presença era calma e foi sem dúvida o mais humilde pop-star que conheci, que conversei.
Tratou-me como igual, apesar de sua grandeza evidente.
Dois meses depois, e passado a alvoroço, saí da faculdade para almoçar.
Andava por Los Angeles pelos Back Alleys (aqueles becos que aparecem em filme). O pessoal da escola dizia que era muito perigoso andar pelos becos, mas pra brasileiro aquilo era uma piada…sério - tinha até umas tabelas de basquete penduradas pros “bandidos” brincarem.
De repente, sozinho no beco, vejo uma camionete limusine GMC branca vindo em minha direção a dois por hora, apertada no estreito beco - que não pode entrar carros, aliás…
Penso:
- Cê ta zoando ?
Não. O destino não estava brincando.
Era o carro de Michael com quatro policiais acompanhando-o a sua volta, vindo na minha direção.
Tive que parar, não dava nem para ficar ao lado da janela, pois era muito apertado pra camionete passar.
A Limo parou. A porta abriu. Michael saiu.
Só tinha eu no beco. Aproximei-me e uma policial fez sinal com a mão de “chega pra lá”.
Michael percebeu a tensão e me olhou. Parou de andar e sorriu, como que se soubesse que me conhecia, mas não lembrava da onde. Hesitou, veio em minha direção, mas a policial pôs a mão em suas costas e ele parou.
Pôs o dedo indicador no lugar do relógio (mesmo não usando nenhum relógio), como quem diz:
- Pô…to atrasado…senão parava pra conversar.
Eu sorri. Ele deu tchau. Corri pra rua. Na Hollywood Boulevard tinha uma cerimônia no Wax Museum de sua primeira estátua de cera.
Aqui no Brasil, cinco anos atrás, tomando um vinho com Paulo Ricardo do R.P.M., Carlini e o pessoal da casa noturna que eu me apresentava, o Marcenaria, Carlini me disse que o Michael deu um pedal Wha Wha pra ele quando eles se conheceram no festival que teve Rita Lee , Jackson 5 e muitos outros.
O Rei da gentileza.
O Rei da dança.
O Rei da música.
O Rei da voz.
The king of pop.
Não haverá outro tão cedo.
Um beijo pra você, meu irmão, que nos ajudou a sonhar mesmo sem saber.
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25/06/2009 - 20:07
Talento todo jogador brasileiro tem de sobra (fazer generalizações a favor é uma delícia). Manter a concentração durante o jogo em si são outros 500 (500 mil euros no caso dos nossos meninos de ouro). Tá vendo, generalizações negativas são antipáticas, mas, infelizmente, quase sempre verdadeiras a esse respeito.
Daniel Alves, aos 42 minutos do 2. tempo, apenas seis minutos após entrar em campo, ao bater aquela falta, felizmente, contrariou essa teoria. Digo felizmente muito menos pelo gol salvador que marcou do que por um detalhe. A compenetração que demonstrou durante todo aquele lapso de tempo entre a “permissão” do líder, também exemplo de seriedade e empenho, Kaká , para bater a falta até colocar a bola no ângulo foi impressionante. Ele pegou a bola com a mão, olhou firme para ela. Sério, sempre muito sério, colocou no gramado e partiu para o chute fulminante.
A falta dessa atitude de compenetração em jogadores brasileiros em momentos decisivos sempre me chamou atenção. Eles caminham displicentemente para chutar um pênalti. Pênalti é algo tão raro, tão importante que Nélson Rodrigues dizia que o Presidente do clube é quem devia cobrar. Os geniais jogadores da Copa de 82 tiveram essa seriedade ao cobrar aqueles pênaltis???
Sempre observei isso, naquele tempo o Lula não tinha soltado o verbo nas suas metáforas e eu já usava uma metáfora tão ao gosto do presidente. Eu dizia:
- É curioso, o tenista Bjorn Borg ( ganhou, entre outros, cinco ou seis vezes o Torneio de Wimbledon) dá aproximadamente 150/200 saques por jogo. A cada saque, sua concentração é total. O jogador brasileiro cobra um ou dois pênaltis por mês, um pênalti na vida e outro na morte em Copas do Mundo. Pois é, apesar de tudo, ele vai para a bola com a mesma tranqüilidade que se vai para cama na hora de dormir.
Que a atitude de Daniel Alves sirva de exemplo não só para jogadores de futebol patrícios como para muitos profissionais – de todos os níveis – que muitas vezes em momentos decisivos tem a displicência dos irresponsáveis na hora do pênalti.
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19/06/2009 - 19:12
A aprovação pelo Senado do recibo anual de contas pagas é mais do que bem-vinda e mais do que tardia. Agora, o texto só precisa ser sancionado pelo presidente Lula. De acordo com matéria publicada hoje na Folha de S. Paulo, ” O envio do recibo terá de ser feito até maio do ano seguinte. Diversas empresas terão que enviar comprovantes - prestadoras de serviços de água, luz, telefone, escolas e empresas de cartões de crédito -. Somente os consumidores que estiverem em dia com seus pagamentos poderão receber a declaração de quitação anual.”
É um grande progresso se comparado ao que ocorre hoje. Segundo nota do Jornal O Estado de São Paulo de 21/3/04, recibos precisam ser guardados por: Condomínios, 5 anos; Iptu 10 anos; Luz, gás e telefone 1 ano; água 2 anos,; Imposto de Renda – inúmeros documentos (pasmem!!!) 10 anos; Apólice de seguro, 1 ano após o final da Vigência.
De qualquer maneira, a coisa poderia ser muito mais fácil ainda para o cidadão. Caso o consumidor tivesse algum débito, todas as contas daquele serviço trariam aviso de débito. Caso as contas estivessem todas quitadas, haveria aviso na conta a vencer: NÃO CONSTAM DÉBITOS ANTERIORES. Paga essa conta, ficaria mais do que provada a ausência de débito.
Com meia dúzia e meia de documentos, todos poderíamos provar que não devemos nada a ninguém. Imaginem que beleza todas as pastas dos nossos arquivos magrinhas, magrinhas. Que despoluição visual!!! Que espaço (físico mesmo) para circular boas energias ao invés de poeira e mofo!!!
Para comemorar, poderiam ser organizadas festas com imensas fogueiras de papel em cada bairro, cada rua. Ou, mais ecologicamente correto, as centenas de milhares de toneladas papel recolhidos poderiam ser recicladas em favor de inúmeras instituições de caridade.
Legisladores desse nosso Brasil, empenhem-se para que cheguemos a isso rapidamente. Não me falem que é difícil porque vou ser obrigado a sapecar o Bordão do Boca: o homem já chegou à Lua há quase 40 anos e aqui não se consegue coisa tão simples e tão útil!!!
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19/06/2009 - 11:42
O presidente do senado (com minúscula, naturalmente) José Sarney, também membro da Academia Brasileira de Letras, mostra que conhece bem mesmo o idioma português ao afirmar:“Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto”.
Muito coerente, muito lógico. Se é ato secreto, não é mesmo para se saber. Muito mais inteligente do que o português da piada que trazia, orgulhoso, no peito um distintivo: “agente secreto”
Mais um bordão do Boca, descaradamente (e não secretamente) plagiado/roubado do compositor Billy Blanco: dá pra rir, mas é mesmo de chorar.
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17/06/2009 - 15:07
Inteligência, ironia e arrojo eram características marcantes do político, jornalista, escritor – da Academia Paulista de Letras - , advogado Israel Dias Novaes, recém-falecido. Estive com ele algumas vezes em 1981/82, quando trabalhei no Escritório de Campanha do Governador Franco Montoro. Candidato a Deputado na época, ele sempre dava uma passadinha por lá. Sua vivacidade, ironia e arrojo, de fato, encantavam todo mundo que o conhecia. Ironia e, principalmente, arrojo que já haviam lhe custado caro, mas que ele jamais abandonara.
Em 1944, durante a Ditadura Vargas, Integralistas, também conhecidos com Galinhas Verdes, estavam promovendo festa no Teatro Municipal de São Paulo, em comemoração de data importante para o Partido.
Nessa época, todas as noites, intelectuais e advogados recém-saídos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco batiam ponto no Bar Ruthl (certamente, escrevi errado), no Centro, onde tinham mesa cativa. À essa mesa sentavam-se, entre outros, Paulo Zingg, Febus Gikovate, Mario Pedrosa (sempre que estava em S. Paulo), Cláudio Abramo e Antonio Costa Correa. Foi nesse bar, – quando estava havendo a comemoração no Municipal - que Israel, casualmente, encontrou-se com Celso Galvão, Renato Amaral Sampaio Coelho e Hiram Mayr Cerqueira (meu pai). Os quatro decidiram ir para a o Municipal com o objetivo de estragar a festa dos Integralistas. Das galerias, puseram-se a gritar:
- Morte ao Integralismo!!! Morte aos Galinhas Verdes!!!
Acabaram em cana.
Na delegacia, o delegado os recebeu em sua sala e havia clima de cordialidade.
Israel diz para o delegado que precisava avisar o jornal Correio Paulistano, do qual era Secretário de Redação, que não poderia participar do fechamento naquela noite.
O delegado concorda desde que ele não contasse onde estava.
Quando o colega de jornal, do outro lado da linha, pergunta onde ele estava que não poderia ir trabalhar, Israel responde:
- Eu não posso dizer onde eu estou porque o delegado aqui ao lado não quer que eu diga.
Resultado óbvio: eles, que estavam detidos na sala do Delegado, foram todos para o Xadrez.
Ficaram algumas horas presos, até que Antônio Mendonça, líder político da UDN , foi á Delegacia para libertá-los.
Pelo pouco contato que tive com ele e pelas Histórias que me contam, Israel era assim mesmo.
Com sua chegada, todos no Céu vão precisar ficar mais espertos!!!
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16/06/2009 - 17:38
Todo comércio e até mesmo a estrutura dos serviços públicos constantemente são obrigados a ampliar o atendimento que prestam aos consumidores e munícipes que só fazem aumentar.
Curioso é o que acontece em relação aos bancos. Agências bancárias construídas há quinze, vinte anos, quando a população e a clientela eram muito menores, contavam com determinado número de Caixas. Pois bem, hoje na grande maioria das agências de praticamente todos os diferentes bancos o que se observa é que muitos caixas permanecem fechados. A população se estende em filas intermináveis diante dos dois, três, quatro caixas que o gerente resolve abrir.
Havia a lei, parece que foi alterada (não consegui achar nada a respeito no Google) que limitava o tempo de espera nos bancos. Repetindo, ouvi dizer que a lei foi alterada. Se não foi alterada, não tem problema não, porque ela não pegou!!! O cidadão que se estrepe!!!
Mas banqueiros também podem alegar que fazem isso em benefício da população. O sujeito gasta todo o intervalo do almoço nas filas; não almoça, não engorda e ainda faz economia.
Só mesmo ironizando, né??? Como diria Billy Blanco, o que dá pra rir, dá pra chorar!!!
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12/06/2009 - 18:02
Ano passado, às vésperas da parada Gay publiquei aqui uma história divertida que me aconteceu . Como rir é coisa saudável, publico novamente. Em tempo, vou depois de amanhã com minha namorada. A seguir, a história:
*******************************************
Parada Gay, poucos anos atrás. Desde a primeira, fui a algumas edições. Som legal, muita alegria e, além de tudo, não custa nada prestigiar. Lembro-me quando queriam bater o récorde mundial de público. Além do som, havia a meta a ser cumprida. Fui até mais para fazer número e ajudar no récorde, que acabou mesmo sendo batido.
Pois bem, em uma das vezes, de dentro do carro, perto da Rua Cubatão, onde, segundo meus cálculos, deveria estar a marcha naquele momento, pergunto para um grupo de gays que vinha caminhando se o pessoal ainda permanecia pelas redondezas. Eles me informam que a marcha já devia ter chegado ao ponto final, na República, onde seriam encerrados os festejos.
Pensando em voz alta, lastimo. Um deles consola:
- Não desiste não. Corre lá, quem sabe cê ainda não arranja um namoradinho!!!
Divertindo-me muito, nos dias seguintes, contei para todo mundo o episódio.
Embora pouco esteja ligando para o que pensem ou não pensem de mim, por via das dúvidas, na parada de domingo, vou, como já disse na abertura, junto com a minha namorada.
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09/06/2009 - 19:58
Ano Passado, às vésperas do dia dos Namorados, publiquei aqui - no Boca – Cardápio, receitas e sugestão de bebidas para comemorar a data. Repito o texto de abertura, mas mudo o cardápio.
Dessa vez será:
melão com presunto cru – essa entrada, grande coringa, permanece;
Camarão com creme de leite e arroz com damasco embebido no vinho branco;
sorvete de iogurte e aveia ou
mini-doces comprados em confeitarias ou até mesmo em qualquer boa padaria,
Lá vai o texto de abertura:
**************************************
Desfrutar de jantar sossegado em romântico restaurante no dia dos namorados é tão improvável quanto você jogar uma moeda para o alto e ela cair em pé.
Alguns restaurantes tentam equacionar o caos e programam dois turnos: o primeiro começando por volta das oito e meia e o segundo, dez e meia. Aí então é que vira filme de terror. Só lá pelas nove e meia, nove e quarenta, é que começa a chegar o pessoal do primeiro turno.
O que era para ser sossego transforma-se em puro estresse. Garçons e maîtres, tentando apagar incêndios inevitáveis, dão desculpas absurdas ; os pontuais do segundo turno se irritam ao constatar que vão fazer papel de palhaços, já que a mesa que reservaram está ocupada por casal que ainda nem terminou o couvert, e por aí vai. Nesse contexto, as possibilidades de aborrecimentos são praticamente infinitas; o que deveria ser prazer, vira verdadeiro martírio.
Mas relaxe!!! Existe maneira civilizada para comemorar noite tão romântica: preparar em casa mesmo um jantar bem caprichado e prático para seu/sua namorado(a).
Dado estatístico: mais de um terço dos domicílios atuais urbanos são ocupados por uma só pessoa.
Assim, há uma considerável chance de cada casal de namorados dispor de cenário perfeito, quer na casa dele, quer na casa dela. Vantagem adicional importante: escapar também da fila no motel depois.
A felicidade existe mas requer planejamento simples. Basta sacrificar menos de uma hora desses dois dias que antecedem a data para as compras, pouquíssimos minutos da véspera e vinte minutos na própria noite do dia 12 . Pronto - o melhor dia dos Namorados está garantido.
Lembre-se: criatividade é também altamente afrodisíaca.
Boca no Trombone, que adora largar o trombone e meter a boca na botija, preparou cardápio perfeito, com sugestão de vinhos para fazer harmonização adequada durante todo o jantar, lista de compras, bem como as receitas simples e práticas.
Praticamente todas as compras, excetuando-se o camarão, podem ser feitas no supermercado Santa Luzia, o que facilita a vida de todo mundo.
Sta Luzia - Al. Lorena 1471- das 8 às 20,45 hs de 2.Feira a sábado.
Atenção – Dia 11, quinta-feira, estará fechado. Fone 3897-5000 e 389750-33 bebidas. Marcelo, Roberval, Bruno, Cassiano Gabriel cuidam dos vinhos no Santa Luzia.
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A seguir, o cardápio, com sugestão de vinhos para cada prato (assim já vai dando água na boca); depois, as receitas e, finalmente, a lista de compras,
Não se esqueça do vasinho de flor baixo para colocar no centro da mesa.
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Daqui pra frente é o cardápio desse ano de 2009.
Entrada:
Melão com presunto cru
Bebida - JEREZ Tio Pepe
Garrafa R$ 90,00
Prato Principal:
Camarão com Creme
Acompanhamento
Arroz branco cozido (comprar pronto) com damasco embebido em vinho branco.
Bebida – Vinho Chardonais (Potente) Tarapacá Primeira Gran Reserva – R$ 57,00 (o chardonais da Tarapacá é sempre premiado). Ver Relação custo benefício muito boa.
Servir gelado.
Sobremesa
Sorvete de Iogurte e aveia
Vinho de sobremesa. Late Harvest Tarapacá – Corte de Sauvigno blanc com Gewurztraminer. Garrafa 500 ml . Preço R$ 29,40.
2. Opção, mais prática.
“Poupourri” de mini-doces, comprados em qualquer boa padaria.
Vinho do Porto Fonseca Pin 27 – Vai bem com doces a base de ovos e chocolate. Foi dois anos campeão em revista de Gastronomia servir temperatura ambiente. Preço R$ 61,00
A Harmonização dos pratos com respectivos vinhos foi sugerida pelo competentíssimo e Simpático Marcelo, responsável pelo setor de bebidas do Sta Luzia.
********************
Observação - Naturalmente, haverá sobra de bebidas. De qualquer forma, bebida nunca se perde. Devolver o Jerez para a geladeira. O vinho branco ainda poderá ser usado no dia seguinte, guardado na geladeira (mas não vai sobrar) e o Porto também poderá ser usado ainda ao longo de vários dias. O ideal é que nunca sobre vinho.
MELÃO COM PRESUNTO CRU
Ingredientes
2 fatias médias de melão Maduro -
80 grs aproximadamente de presunto cru cortado em fatias finas..
Pré-preparo (uma hora antes do jantar)
Tire o presunto da geladeira.
Com uma faca bem afiada, corte as duas fatias do Melão no sentido longitudinal. Tire o melão da casca (fundamental questão de higiene)
Coloque cada fatia de melão em um prato de sobremesa. Faça pequenos cortes perpendiculares nas fatias previamente cortadas, separando-as em pedaços menores. Mantenha em pé esses pedaços cortados. Separe, sempre de pé e juntos, uma metade da outra desses pedaços. Em frente a cada metade, coloque duas fatias de presunto cru.
* Obs1: Pratos frios significam pratos servidos na temperatura ambiente e nunca tirados da geladeira e imediatamente consumidos
*Obs2: Acomode o pratinho de sobremesa sobre o prato grande. Para que o pratinho não fique dançando, coloque entre os dois um guardanapo de papel pequeno branco.
Prato Principal
Camarão com creme*
Acompanhamento:
Arroz com damasco embebido no vinho branco.
Ingredientes Camarão
-750 gramas de camarões médios limpos e sem casca e escorridos e “enxugados” em guardanapo de papel ou pano de prato limpo.
- 3,5 xícaras de creme de leite
- 1 colher de sopa cheia de manteiga - temperatura ambiente -
- 1 colher de sopa de salsa, cebolinha fina
- meia colher de sopa de estragão seco
- 2 colheres de chá de páprica picante.
- Pimenta do reino
- Sal
Ingredientes para o Arroz com damasco.
- Quatro xícaras de arroz previamente cozido.
- Três colheres de sopa de damascos picados bem miudinhos embebidos em meio copo de vinho branco seco comum.
Preparo do Camarão – À tarde ou à noitinha, antes do jantar.
Polvilhe o camarão, limpo e seco, com sal e pimenta.
Misture o creme de leite com a manteiga, as ervas(inclusive estragão) e os camarões e leve em uma panela pequena. Coloque essa panela pequena em uma panela grande com água fervendo. Deixe cozinhar por cerca de vinte minutos no fogo brando – banho-maria.
No momento de servir, aqueça bem a panelinha do camarão direto no fogo brando.
Polvilhe com a páprica na hora de servir.
Preparo do Arroz - à tarde ou à noitinha, aquecer mais um pouco na hora de servir
Aquecer o arroz, misturar com os damascos picados em um pouquinho de água e no próprio vinho.
Aquecer bem.
Montagem do Prato
Colocar o arroz em uma forma. Virar a forma em um canto do prato (como se prato redondo tivesse canto) e na frente colocar o camarão com creme.
Fonte Livro* 1001 Receitas – Ana Judith de Carvalho, Hilda Velasco de Carvalho e Marta Bebianno Costa. Editora Nova Fronteira
Sobremesa.
Repetindo, mini-doces das boas padarias,da Santa Luzia, são bem mais práticos.
Sorvete de Iogurte e aveia.*
Ingredientes
- 30 gramas de amêndoas peladas e bem picadas.
- 30 g de aveia em flocos.
-15 gramas de açúcar mascavo
- Raspas de meio limão
- Suco de meio limão
120 grs de iogurte natural desnatado.
Pouco mais de meia chícara de creme de chantili
1 colher de sopa de amêndoas em tiras e tostadas.
Preparo - À tarde ou a noitinha antes do jantar.
Misture as amêndoas picadas e a aveia. Ponha rapidamente no fogo brando para torrar, mexendo sempre. Deixe esfriar.
Misture o açúcar com as raspas e o suco de limão. Junte o iogurte e a e a mistura de amêndoas, mexa e junte o chantili. Misture.
Divida em duas taças e coloque na geladeira até o momento de servir. Decore com as amêndoas em tiras.
* Fonte - Livro Receitas de Alimentos Naturais. Editora Melhoramentos – 1982 – Carole Handslip
Desejo aos leitores e leitoras do Boca romântico e sensual dia dos Namorados
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LISTA DE COMPRAS
Imprima e leve ao supermercado.
Melão
80 grs presunto cru.
-750 gramas de camarões médios limpos e sem casca e escorridos e.
- creme de leite
- manteiga –
- Salsa, ceboninha fina
- Estragão seco
- Páprica picante.
- Pimenta do reino
- Sal
- Meio quilo de arroz pronto. -
70/80 grs de damasco.
Meia garrafa de vinho branco seco para cozinhar.
Bebida JEREZ Tio Pepe - Garrafa R$ 90,00
Bebida –Vinho Chardonais (Potente) Tarapacá Primeira Gran Reserva – R$ 57,00 (o chardonais da Tarapacá é sempre premiado).
Vinho de sobremesa. Late Harvest Tarapacá – Corte de Sauvigno blanc com Gewurztraminer. Garrafa 500 ml . Preço R$ 29,40
amêndoas peladas e bem picadas.
aveia em flocos.
açúcar mascavo
Limão
1 copinho de iogurte natural desnatado
120 gras de iogurte natural desnatado.
200 grs creme de chantili
1 colher de sopa de amêndoas em tiras e tostadas
Ou
Pequena seleção de Mini-doces
Não esquecer da florzinha baixa para a mesa
Boas compras - o esforço é pequeno e a prazer será imenso!!!!!!!!!!
Enviado por: bocanotrombone - Categoria(s): Sem categoria
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