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sábado, 31 de julho de 2010 Organização, Sócios | 19:16

Sócios: ter ou não ter? E como…

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Caro Empreendedor,

Ter sócio num negócio é parte do jogo. Sabemos que não é simples, que quase sempre (!) tem confusão entre eles, mas…quando não se tem dinheiro para lançar a empreitada e/ou não dominamos integralmente o negócio, precisamos de alguém que nos complemente.

Esta cheio de empreendedor que é bom mesmo no desenvolvimento do produto ou serviço (é o inventor, inovador), mas abomina vender! Outra tipologia comum no mundo empresarial é aquela do empreendedor que é um ótimo vendedor, que desenvolve relacionamentos duradouros, encanta os clientes e tal, mas – como quase todo bom profissional de vendas – é avesso à administração do dia a dia.

Estes casos acima e suas variantes são causas importantes para o mau desempenho de empresas (de todos os portes). E por mau desempenho entendam:

  • Crescer muito menos do que poderia – porque vende mal…
  • Lucrar muito menos do que poderia – porque é mal gerida (muitas despesas, crédito caro)…
  • Quebrar – por conta de uma drástica combinação disto tudo…

Se você não quiser gastar dinheiro e se submeter a um “coaching” empresarial, para descobrir os seus pontos fortes e fracos, assim como para pensar em como compensá-los, siga o pequeno roteiro abaixo;

1. Feche os olhos e, com toda a honestidade do mundo, analise os seus pontos forte e fracos.

2. Reflita sobre o seu perfil profissional nas seguinte macro-funções empresariais:

  • Produto/serviço: inovação (é o seu lado “Professor Pardal”)
  • Gestão: finanças e crédito, tributos, recursos humanos, tecnologia, organização empresarial
  • Vendas e relacionamento com clientes

3. Discuta consigo mesmo (se você não tem um bom conselheiro) como poderá compensar os seus pontos “menos fortes”:

  • Estudar (por exemplo, fazer um MBA para suprir carências de gestão) sempre ajuda, mas não irá resolver se você detestar o tema do curso, por exemplo, controle financeiro. Note que nenhum ser desorganizado torna-se organizado só porque estudou técnicas de gestão. E não há curso no mundo que nos transforme num inventor – a gente nasce com este ‘chip’, ou não, e pronto. E por aí segue.
  • Ter um sócio especialista no tema em que você é carente – se você vende até geladeira para esquimó, mas não faz idéia como se fabrica uma geladeira barata e inovadora, associe-se a alguém que saiba, oras!
  • Contratar e/ou promover aquele(a) funcionário(a) que demonstra ter afinidade para esta matéria. Obviamente, invista no profissional, pois provavelmente ele ou ela não estará pronto para a função. E não se esqueça, se esta pessoa entregar aquilo que você espera e ajudar a empresa a crescer, prepare-se para torná-la sua sócia. Comece com um pequeno percentual, que aos poucos poderá subir.
  • Capacitação externa, via SEBRAE e eventos gratuítos do Instituto Endeavor (www.endeavor.org.br) podem ajuda bastante também.

Enfim, meus caros, sócios são muito úteis para suprir nossas carências profissionais – além de, quase sempre, aportarem recursos para o negócio. No entanto, se até casamentos maravilhosos vivem abalos, o mesmo acontece com as sociedades empresariais. Então, visando preservar uma boa convivência entre sócios, seguem algumas regras-chave:

  • Valores – é aqui que tudo começa e onde pode terminar. Valores são aquelas crenças pessoais, que se misturam com o lado profissoinal. E nunca (!!) devemos nos associar com pessoas que tem valores muito diferentes – por mais brilhantes ou ricos que sejam. Por que? Porque um dia a relação se tornará insustentável. Imagine um sócio todo certinho, que respeita leis e paga todos os tributos, é ético com seus concorrentes, tendo que conviver com outro que acha que isto é tudo bobagem e que importante é o lucro (não importando a forma). A lista de possíveis desencontros de valores é longa e cabe a você identificar corretamente estas possíveis diferenças…de caráter.
  • Respeito - o seu sócio não é seu empregado ou patrão, portanto, seja cuidadoso no trato. É simples: trate-o como gostaria de ser tratado e exija o mesmo (se e quando a outra parte passar dos limites). E se você é do tipo que gosta de dizer “eu sou autêntico”, que nada mais é que uma ’senha’ para distribuir palavras duras para quem fizer ou disser aquilo que lhe desagrada…não tenha sócio…ou então encontre alguém tão “autêntico” como você.
  • Complementaridade - não se esqueça que é bem possível que ele ou ela seja diferente de você, até porque o ideal é que vocês sejam complementares. Portanto, se você é do tipo quietão, que fica bolando produtos maravilhosos, não se irrite com o seu sócio fanfarrão, que é o Rei das Vendas. Vocês se complementam, graças a Deus!

Daria para escrever um livro sobre este tema…

Abraços + sucesso!

Fernando

Autor: Fernando Blanco Tags: , , , ,

sábado, 24 de julho de 2010 Organização | 17:11

Parabéns! Você é CEO, CFO, COO, CIO….CTUDO!

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Caro Empreendedor,

A presença do anglicismo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anglicismo) na comunicação empresarial vem crescendo rapidamente no Brasil.  Há uns 10 anos, presidente era presidente, diretor era diretor, e por aí seguia. Agora, fala-se muito em:

  • CEO (ou Chief Executive Officer) = Presidente
  • CFO (ou Chief Financial Officer) = Diretor Financeiro
  • COO (Chief Operations Officer) = Diretor de Operações
  • CIO (Chief Information Officer) = Diretor de Tecnologia

E você, meu caro empresário de pequeno porte, é tudo isso numa pessoa só! E isso é uma pedreira para você, para mim ou para o lendário executivo Jack Welsh, da GE! Em geral, altos executivos de grandes corporações, acostumados a terem várias equipes (com gente muito senior) à sua volta, seriam o maior fracasso se tivessem  que fazer tudo que você faz…sozinho (ou quase). Por outro lado, geralmente, o empreendedor faz tudo sozinho e tem dificuldade para delegar tarefas mais complexas – e muito menos decisões – para os outros.

Notaram? São duas propostas de gestão opostas, antagônicas. Cada uma pretende adequar-se aos diferentes perfís de empresa. Em outras palavras: ninguém seria capaz de gerenciar uma empresa como a GE (presente em mais de 100 países e com 304 mil funcionários) sozinho. Da mesma forma, a sua empresa não teria como pagar salários e gratificações por performance (bônus”) para 3 ou 4 diretores e 30 altos gerentes como aqueles que trabalham em grandes corporações.

Então está tudo certo e é assim que deve funcionar o mundo dos negócios? Não, longe disso! A solução está no meio do caminho! Eu não entrarei no mérito do funcionamento (certo ou errado) das grandes empresas, mas darei sugestões sobre como a sua empresa pode melhorar:

  • Empresas grandes tem Estrutura Organizacional (i.e. Organograma, Departamentos), Reuniões Semanais/Mensais/Semestrais para discutir resultados, problemas, projetos, etc. A sua empresa, seja lá de que tamanho for, deve fazer a mesma coisa.

  • Mesmo que você seja responsável por todas as “caixinhas” do Organograma, é importante você enxergar claramente quais são os seus papéis e se organizar.
  • Fixe horários na sua agenda semanal para resolver questões específicas de cada área que você dirige. E se tiver outros profissionais envolvidos nestas áreas, chame-os para a reunião.

Exemplos do que fazer nas suas reuniões internas:

  • Reunião Administração & Finanças: avalie as suas dívidas, os bancos com quem trabalha, capital de giro, fluxo de caixa (pagamentos, recebimentos, investimentos), seguros, questões administrativas gerais, contabilidade, etc.
  • Reunião Comercial: planejar ações comerciais com novos clientes, avaliar projetos em andamento, revisar produção por vendedor/por unidade/por produto, etc.
  • Reunião de Operações: analisar e decidir sobre manutenção, novas obras, aquisição de máquinas e equipamentos, novas unidades, etc. Avaliar novos processos (de produção, estoques, distribuição ou de vendas, se for um comércio).
  • Reunião de RH: traçar metas para os seus funcionários, avaliação de performance, tratar de assuntos gerais de pessoal (discplina, horários de trabalho, turnos, prestadores de serviços como folha de pagamento e bancos, etc.), terceirização e terceirizados, política de treinamento, promoções, etc.
  • Reunião de TI: análise de projetos de novos sistemas e da performance dos atuais, assim como sobre os atuais parceiros de TI da empresa.
  • Reunião Marketing: discutir estratégia de mercado, eventuais propaganda e promoções, ações de mídia (assessoria de imprensa), material de divulgação (folders, etc.). A lista é longa…
  • Reunião do Jurídico: discuta questões societárias, procurações, ações (contra você ou suas contra outros), etc.

Este organograma, estes departamentos e suas reuniões são, claramente, um exagero para uma pequena ou micro empresa, mas o post procura deixar…claro…que você precisa organizar seus horários e prioridades igualzinho às empresas grandes.

Abraços + sucesso!

Fernando

Autor: Fernando Blanco Tags: , , ,

domingo, 18 de julho de 2010 Empreendedorismo | 17:27

“Eu sou pobre, mas sou limpinha”

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Caros Empreendedores,

Neste post inaugural, gostaria de resgatar uma frase engraçada – mas profunda – que era dita pela excelente comediante Claudia Rodrigues, do finado programa Sai de Baixo, da Rede Globo: “Eu sou pobre, mas sou limpinha”, dizia a doméstica Sirene, personagem interpretada por Claudia.

A lógica profunda desta frase é a seguinte: bons hábitos de higiene e até de bom gosto (no se vestir, por exemplo), não deveriam ser exclusivos das classes média e alta.

E o que isto tem a ver com o seu negócio? Tudo!

Empresas de grande porte têm sistemas de controle financeiro,  produção, recursos humanos, vendas, entre outros. Estas empresas também têm suas diversas funções empresariais (compras, produção, vendas, marketing, finanças  etc.) estruturadas em departamentos, com hierarquia definida e profissionais especializados na gestão. Também procuram seguir boas práticas de governança, separando claramente poderes e finanças entre executivos e acionistas.

E a média, pequena e microempresa (as “PME”), será que fazem igual, ou sequer parecido? A regra é…não. Muito poucas implementam tais procedimentos – e não é por acaso que são as mais bem sucedidas. Então, a proposta deste blog é que a empresa PME seja “pequena mas organizada!” - pelo fim da empresa desorganizada!

Calma, não estou sugerindo a aquisição de muitos sistemas, caros e complexos. Muito menos a contratação de um exército de funcionários. A solução é mais simples do que pode parecer. Falaremos sobre isto a partir de hoje.

Vamos juntos!

Autor: Fernando Blanco Tags: