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sábado, 9 de outubro de 2010 Crédito | 21:03

Empreendedor: Onde Tomar Crédito I – Bancos Estatais

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Caros – eu sempre digo que crédito bom é dureza no Brasil, mas se você é transparente (clique aqui) e corre atrás, as chances de obter boas ofertas e de barganhar aumentam muito. Este post trata da segunda parte do processo: a oferta de crédito, onde você deve procurar e o que discutir com o gerente.

  • Banco do Brasil

Maior banco de crédito no Brasil (com destaque para crédito rural e para exportação) e com maior presença no país. Também conta com o estímulo do Governo Federal para emprestar. Lembre o gerente deste fato se ele não demonstrar muita “motivação” em atendê-lo.

Todas as agências tem um responsável para atender pequenas empresas. Provavelmente a sua empresa será atendida no segmento que eles chamam EMPRESARIAL.

Maiores detalhes em http://www.bb.com.br/portalbb/page44,108,3213,8,0,1,2.bb?codigoMenu=113&codigoNoticia=152&codigoRet=128&bread=3 

Na oferta do BB vale destacar o Cartão BNDES e o FGO – Fundo de Garantia de Operações. Explorem estes temas com o gerente, mas não tem moleza: no caso do BNDES você tem que estar com o nome limpo na espera Federal e tudo depende de aprovação de crédito, i.e. capriche nos seus números e relatórios gerenciais (e.g. Plano de Negócio).

E cuidado com a oferta de crédito pré-aprovada, “super conveniente”, que o BB chama de BB Giro Rápido. É rápido, curto e caro.

  • Caixa Econômica Federal

A grande novidade do governo Lula foi expandir agressivamente a atuação da CAIXA como banco comercial, e não mais como um banco de serviços do FGTS e crédito imobiliário. A CAIXA está começando no mercado de crédito empresarial, vem fazendo propaganda com gosto, mas o que escuto de empresários é que é tudo muito moroso…de qualquer forma, lembre o gerente e o chefe dele que eles estão prometendo mundos e fundos na TV.

Este é o link: http://www.caixa.gov.br/pj/pj_comercial/mp/linha_credito/index.asp - o site está cheio de problemas, comprovando o que disse acima. Tem um link que informa os documentos necessários para a aprovação, mas não funcionou também. De qualquer forma, não se limite a entregar “dados cadastrais”. Entregue relatórios que de fato mostrem a solidez da sua empresa, i.e. Balanços, Plano de Negócios, etc.

  • BNDES

Este é o banco que vem garantindo o crescimento do Brasil, mas ainda não encontrou o modelo ideal de atender o médio, pequeno e micro empresário. O banco é gigante, com um processo pesado e a maioria das operações devem ser intermediadas por um banco conveniado (qualquer um destes ou dos bancos comerciais). Nem sempre – ou quase nunca – os bancos comerciais querem ofertar operações do BNDES para empresas pequenas. Motivo: dá muito trabalho para o banco, o spread é baixo, o prazo é longo (e o risco maior)…e a operação é muito pequena para dar o retorno que eles julgam adequado. Mas você precisa insistir – e muito! http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Navegacao_Suplementar/Perfil/Micro_Pequena_e_Media_Empresa_e_Pessoa_Fisica/

  • Pricipais Bancos Estatais Regionais

Destacos as seguintes instituições que demonstraram considerável apetite para negócios no pós-crise:

a. Banco do Nordeste do Brasil – BNB: ideal para quem opera nos Estados do Nordeste. O link é este: http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Negocios_e_Investimentos/MPE/gerados/capitaldegiro.asp - e existe um projeto chamado Nordeste Territorial que pode ser útil para você: http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Desenvolvimento_em_Acao/desenvolvimento_territorial/gerados/apresentacao.asp?idtr=desterritorial

b. Banco Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG: ideal para quem opera em Minas Gerais. O link é este: http://www.bdmg.mg.gov.br/financiamentos/solucoesfinanceiras/microepequenaempresa/Paginas/microepequenaempresa.aspx - sempre teve, historicamente, taxas de juros bem acessíveis.

c. Banco da Amazonia – BASA: ideal para quem opera na Região Norte. O link é: http://www.bancoamazonia.com.br/ - existe uma grande oferta de linhas de crédito e um convênio com o SEBRAE, que, em tese, ajuda a obter as linhas de crédito – vale checar.

d. Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE: banco para quem opera em PR, SC e RS, é focado no financiamento da expansão empresarial e menos para o capital de giro. É uma espécie de mini-BNDES regional. O link: http://www.brde.com.br/index.php/financiamento/mostrar/id/69/secao/85/tipo/conteudo/titulo/index .

e. Nossa Caixa Desenvolvimento: exclusivo para os paulistas, também é voltado para a expansão, modernização de empresas. Pelo que venho acompanhando, tem bastante apetite para apoiar tais projetos, com destaque para o aquecido setor de óleo e gás. O link:   http://www.nossacaixadesenvolvimento.com.br/portal.php/linhas-financiamento

Concluindo, salvo exceções, é nestes bancos que o micro, pequeno e médio empresário encontrará maior motivação política para a concessão de empréstimos. Mas não tem milagre! Se você não se apresentar corretamente e não negociar com firmeza, não conseguirá o que deseja. E não é por que é Estatal que eles farão favores.

Abraços + sucesso,

Fernando

Autor: Fernando Blanco Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 21 de agosto de 2010 Riscos | 23:43

Natal 2010: Oportunidades e Riscos

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Caro Empreendedor,

Estudo recente da prestigiosa consultoria econômica MB Associados indica que o Natal 2010 poderá ser o melhor de todos os tempos, com o consumo das famílias atingindo R$ 98 bilhões, ou R$ 5,2 bilhões a mais do que em 2009.

Isto deverá significar bons negócios em todos os setores, com destaque para quem atua no varejo. E como as vendas do varejo geram produção de bens e isto arrasta encomendas de mais máquinas, equipamentos e serviços, este Natal deverá ser bom para todo mundo.

No entanto, assim como o dia mais ensolarado é sempre seguido da noite escura, oportunidades de negócios, em especial quando a economia está aquecida, são acompanhadas de riscos.

Isto não significa que você deva evitar negócios, mas deve ficar alerta para maus negócios. Alguns pontos de atenção:

  • Risco de crédito geral: quando se vende mais, é normal que se venda mais a prazo também. E isto significa aumento do risco que a sua empresa crédito corre. Quando a economia está aquecida e o otimismo está em alta, tendemos a esquecer que se a economia esfriar a nossa carteira de recebíveis estará cheia e o impacto negativo será bem maior.

O conselho: não se iluda com o otimismo generalizado, não entre no ôba-ôba e não seja mais liberal do que costume com a sua política de crédito.

  • Risco de crédito específico: quase todo negócio tem um pico de vendas no Natal. Neste ano, por conta desta expectativa, este pico tende a ser mais pronunciado. É aqui que surge o perigo: empresários aproveitadores e/ou amadores podem colocar pedidos muito grandes na sua empresa, aumentando sobremaneira o seu risco de crédito.

O conselho: pedidos de compra fora do padrão (muito maiores e solicitando prazos muito longos) são armas convencionais de caloteiros. Não os aceite de clientes que não sejam tradicionais ou que não pareçam sólidos. Na dúvida, faça um teste: embuta 5% no preço para cada 30 dias de prazo solicitado. Se o cliente aceitar, negue a venda.

  • Risco de refinanciamento: crescimento de vendas tende a significar maior necessidade de capital de giro e, por tabela, maior endividamento bancário. Isso é bom se você vender os seus produtos conforme previsto, mas poderá lhe ser fatal se as vendas não acontecerem.

O Conselho: de preferência, procure obter mais prazo dos seus fornecedores. E procure tomar crédito bancário mais longo do que o prazo de conversão de caixa (desova de estoques + prazo de recebimentos). Isto lhe dará algum tempo para fazer promoções pós-Natal.

Empreender é ser otimista por natureza. E só cresce e se desenvolve quem é arrojado – mas não se esqueça de que arrojo e risco andam juntos. Então o recado aqui é o seguinte: introduza uma pitada de atenção aos excessos que este Natal gordo pode induzir.

Abraço + sucesso,

Fernando

Autor: Fernando Blanco Tags: , , , , ,