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Arquivos de 09/2008:

30/09/2008 - 11:35

Irritação do ministro com os americanos

Daqui da planície, lendo e ouvindo declarações oficiais, a gente acaba imaginando que as autoridades andam nas nuvens. O Congresso americano barra o pacote de ajuda ao sistema financeiro dos EUA, a economia mundial entra em pânico e aparecem declarações amenas do tipo “no Brasil, está tudo sob controle”, “não tem problema”, etc. Mas não é bem assim. As autoridades econômicas brasileiras ficaram muito, muito preocupadas com o impasse entre governo e Congresso no Estados Unidos. Uma conversa descontraída com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, serve para mostrar que governantes também têm sangue nas veias. A mesma preocupação que estamos tendo todos aqui no mundo real, têm eles lá. O mesmo espanto com as autoridades econômicas dos EUA, que não conseguem debelar a crise. A mesma ansiedade com o descompasso entre o governo George Bush e sua base parlamentar, sem saber ao certo quanto tempo vai durar a crise. A mesma irritação ao lembrar do receituário neoliberal que nos impuseram e ver que, para eles, essas receitas não prestam.

E aí, ministro, é o caos?

- Momentaneamente, não tem outra definição. A sensação é de caos mesmo. O setor financeiro dos Estados Unidos mergulhou numa profunda crise, que já perdura por um ano e três meses, e as autoridades econômicas de lá parecem estar sem respaldo político para solucionar o problema. É isso que a reprovação, pelo Congresso dos EUA, do pacote de medidas proposto pelo governo aponta: o Executivo não tem nem sequer o apoio dos deputados de seu partido, tal a reprovação popular às medidas propostas. Se não há perspectiva de solução, então é o caos.

Como vai ficar o Brasil nessa história?

- Por enquanto, o que temos a fazer é colocar as barbas de molho. Até o momento, a crise não atingiu o setor real da economia. Há uma situação ruim nas bolsas, mas não se registrou nem um trimestre de PIB negativo, por exemplo. Vão ficar mais escassas as linhas de crédito, vai diminuir a disponibilidade de capital para investimentos, mas o Brasil já está com vários investimentos encaminhados, as obras do PAC em andamento… Nós só vamos sentir mesmo quando (e se) a crise sair do sistema financeiro dos EUA e afetar a economia real. Aí, sim, atinge as exportações brasileiras. Mesmo assim, estamos numa situação melhor. Antes, 25% de nossas exportações eram para os EUA, agora são 15%. Mas a verdade é que 15% ainda é muito. Se tiver recessão nos Estados Unidos, não tem jeito, a economia real no Brasil vai sofrer. Daí porque falo em colocarmos as barbas de molho.

E o que podemos fazer?

- Falando francamente, não há muito o que fazer. O Brasil já tomou as medidas preventivas que o receituário determina. Já aumentamos o nosso superávit primário, estamos preparando o Fundo Soberano… Enfim, do ponto de vista dos parâmetros macroeconômicos, o governo tem feito tudo o que é preciso ser feito. Mas seria ilusão pensar que há alguma medida que o governo brasileiro possa tomar que venha a resolver a crise nos EUA, ou impedir que uma crise global atinja a nossa economia. Pode estar certo de que o que precisar ser feito, nós faremos, mas temos consciência de que o governo dos EUA é quem tem de resolver a crise por lá. O governo, o mercado, os agentes econômicos de lá. Só isso afastará, em definitivo, a hipótese de caos.

Afinal, essa é uma crise do neoliberalismo?

- Pois é, veja só. Quando nós aqui na América Latina estávamos em crise, as receitas que eles nos apresentavam eram as receitas liberais. Agora, com essa confusão, eles mostram que essa história de neoliberalismo valia apenas para as crises alheias. Não para eles. Quando a encrenca se abate sobre o sistema financeiro deles, aparecem com um pacote de US$ 700 bilhões, na contramão das teorias neoliberais. Fora os outros tantos bilhões de dólares que já injetaram no mercado financeiro para tentar estancar a sangria. Curioso, não é? O governo se propõe a emprestar aos bancos, mas não se fala seriamente nos mutuários cuja inadimplência gerou a crise. Injetam dinheiro nos bancos, mas não acabam com a dívida dos mutuários. Chega a ser engraçado, se não fosse triste: o neoliberalismo era só para “los hermanos”.

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29/09/2008 - 17:21

Aécio Neves e Dilma Roussef. É possível?

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, acaba de dar uma pequena entrevista aos repórteres de seu Estado, na solenidade de abertura da Expominas, em que fala sobre um possível aliança nacional entre o PSDB e o PT:

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), deu entrevista ao jornal “O Tempo”, dizendo que as costuras feitas aqui entre o PT e o PSDB seriam possíveis em outras instâncias. Já seria uma conversa para 2010?

Aécio _ Vou responder de outra forma. Fiquei absolutamente impressionado com a repercussão do que ocorre em Belo Horizonte nos estados que visitei. Fui a seis estados nesses últimos três dias e em todos eles essa construção de Belo Horizonte, apresentada nos palanques, nos programas dos quais eu participei, é uma coisa nova da política brasileira. Mesmo um importante jornal, de circulação nacional, define com clareza que existem duas eleições com reflexos no futuro no Brasil, que é São Paulo e Belo Horizonte.

Pela primeira vez nós introduzimos a eleição de Belo Horizonte na agenda do país. É algo que pode ser construído lá adiante? É o tempo que vai dizer. Mas é algo que nós fizemos com clareza e com convicção de que nós estamos sinalizando para o futuro. Pode ser que isso ocorra em 2010, pode ser que não ocorra, pode ser que ocorra lá adiante, mas nós estamos dando uma demonstração clara de que nós, do PSDB e PT, não precisamos ser inimigos indefinidamente pela única razão de disputarmos o poder.

Acho que nós criamos aqui um canal de diálogo que pode sim, mesmo que não numa aliança eleitoral, influenciar o pós eleição de 2010, porque acho que o Brasil precisa de uma agenda comum, onde as questões principais sejam tratadas, sobretudo as reformas, não como questões políticas desse ou daquele governo que vence as eleições e o outro que perdeu venha combater. Mas sejam tratadas como questões do país, agenda do Brasil. Eu estarei no ano pós-eleição continuando essas conversas. Tenho conversado com setores do PT de outros estados e a responsabilidade que o PSDB tem pelo fato do PSDB ter governado por oito anos o Brasil e o PT estar governando por oito anos o Brasil, isso eleva o nosso patamar de responsabilidade, porque nós sabemos onde estão os gargalos do crescimento, nós sabemos que sem a reforma política, nós vamos cada vez mercantilizar mais as alianças políticas. Então, acho que nós devemos ter desprendimento, sobretudo, desses partidos, obviamente com outros aliados, para termos um compromisso, quem sabe pode ser sacramentado durante a campanha eleitoral, com essa agenda mínima que seja agenda do Brasil e não do governo, seja do PSDB ou do PT ou de qualquer outro partido.

Acho que Belo Horizonte está encaminhando isso. Nós plantamos algo aqui e, acredito, porque já percebi isso com clareza, principalmente nessa viagem, já começa a fazer escola Brasil afora.

Com que setores do PT o senhor está negociando e que outros partidos poderiam entrar nesse projeto?

Aécio _Não vou nominar, porque poderia excluir. Aqui fica muito claro, é só ver o perfil dessa aliança. Acho que essa aliança, repito, é o embrião de algo que pode acontecer no Brasil. Inclusive, esses partidos que dão - obviamente pode haver exceções, até inclusão de outros - mas esse conjunto de partidos que apóia o Márcio Lacerda pode ser o embrião de um novo projeto, que incluiria ele e o próprio PMDB e os democratas que aqui disputam com candidaturas próprias. Eu acho que tem algo aqui em Minas que já tem a atenção grande do Brasil e que pode sim influenciar costuras futuras.

E qual seria a chapa?

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29/09/2008 - 11:43

Por que não gosto de pesquisas

Veja o caso das eleições do Rio:

Pesquisa IBOPE divulgada no sábado: Eduardo Paes tem 29% e Marcelo Crivella, 24% das intenções de voto no Rio. Considerada a margem de erro, Paes e Crivella estão tecnicamente empatados.
Gabeira subiu de 6% para 10%; Jandira Feghali segue com 9%.

Pesquisa do DataFolha, divulgada também no sábado (27) pelo jornal “Folha de S.Paulo”: Eduardo Paes tem 29% contra 18% de intenções de voto em Marcelo Crivella, que estaria tecnicamente empatado com Fernando Gabeira — 15%, um crescimento de quatro pontos percentuais. Jandira Feghali (PC do B) manteve-se com os 13% da pesquisa anterior.

Em quem acreditar?

- Nos 24% de Crivella segundo o Ibope, ou nos 18% apontados pelo DataFolha?
- Que Paes e Crivella estão tecnicamente empatados, como diz o Ibope, ou que , na verdade, Crivella está tecnicamente empatado é com o terceiro colocado, Fernando Ganeira, como diz o DataFolha?
- Que Gabeira tem 10% das intenções de voto, como diz o Ibope, ou que tem 15%, como diz o DataFolha?
- E Jandira Feghalli? Continua com os mesmos 9% há duas semanas no Ibope, ou com os 13% de intenções de voto que o DataFolha também aponta por duas semanas consecutivas?

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28/09/2008 - 13:23

Não gosto de pesquisas

Resolvi extrair alguns trechos do “ExBlog do Cesar Maia”. Os comentários do prefeito do Rio em sua news letter eletrônica de hoje até que são interessantes, apesar de ele estar envolvido até o pescoço na campanha de sua candidata, Solange Amaral (DEM), que não emplacou. Vamos lá:
AINDA SOBRE AS PESQUISAS DE ONTEM NO RIO!

1. Ibope ainda não abriu seus dados. Mas, francamente, imaginar que seja possível Paes subir, Crivella subir e Gabeira subir, é no mínimo ter que rever a coerência interna da pesquisa.

2. Desde sempre -antes e durante as eleições- Gabeira lidera entre os de nível superior, de renda acima de 10SM e na zona sul do Rio. Os Institutos chegarem a isso agora, não deixa bem a metodologia de suas amostragens.

3. Segundo Data-Folha, entre os que têm renda até 2 SM estão indecisos 55% e entre os que têm até ensino fundamental estão indecisos 51%.

4. Ainda Data-folha: 36% dizem que não viram programas eleitorais na TV e 32% não viram os comerciais.

7. Data-Folha: 55% não sabem o numero do candidato que marcaram na induzida.

CONHEÇA AS EXPLICAÇÕES DO DATA-FOLHA E DO IBOPE PARA AS DISCREPÂNCIAS DE SEUS NÚMEROS!

Inacreditável dizer que com dois dias de diferença possa ocorrer tanta mudança (Crivella 24% para Crivella 18%), (Gabeira 10% para Gabeira 15%). Se for assim, e na espontânea são 46% de indecisos, brancos e nulos, então é melhor mostrar só a pesquisa espontânea para não vir o vexame dos números no dia da eleição.

RJ-TV-2

Veja agora como o Ibope e o Datafolha explicaram as divergências nos resultados das pesquisas. “É preciso analisar as datas de campo e levar em consideração também margens de erro. O campo do Datafolha foi feito dois dias depois, os movimentos são muitos rápidos nesse momento e nosso retrato é de quinta e sexta- feira. A estratégia do Datafolha já há 25 anos é entrevistar as pessoas na rua, em todos os bairros da cidade, próximos dos locais onde eles moram e circulam”, explicou Mauro Paulino, diretor do Datafolha. “O Ibope usa uma metodologia de entrevistar as pessoas no lugar de moradia delas, mas pode, em questão do Rio, das características da eleição do Rio de Janeiro e o perfil dos candidatos, estar havendo alguma diferença na metodologia que interfira nestes resultados. A eleição do Rio de Janeiro está uma eleição bastante difícil no sentido que ainda tem muitos eleitores indecisos, demorou as movimentações dos candidatos”, disse Márcia Cavalari, diretora do Ibope.

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28/09/2008 - 11:51

Debates ao vivo: mais internet e menos TV

Estou exausto, mas extremamente contente com o resultado do debate entre os candidatos a prefeito do Rio - o único de um meio de comunicação com a presença de todos os dez principais postulantes -
que promovemos no JB. Fizemos uma transmissão ao vivo pelo site do JB, cuja edição você pode ver abaixo

Mas o curioso disso é discutir a questão da internet. A TV Globo não fez debate no primeiro turno (não sei se conseguirá fazer), porque um dos candidatos, Paulo Ramos (PDT), entrou com ação exigindo que fosse convidado. Pelo artigo 23 do Código Eleitoral, todos os partidos com representação no Congresso têm direito de comparecer em veículos sob concessão pública. É o caso das TVs.

Mas aí tem um problema: O debate no JB durou quase 4 horas. Raras são as vezes em que uma TV comercial pode sustentar quatro horas de transmissão de um mesmo programa. Então o debate com os dez candidatos tornou-se inviável na Globo, o que não é o caso de um jornal. E também não é o caso na internet. Voce pode deixar um link na página para a transmissão ao vivo de qualquer coisa, durante o tempo que quiser. Sem problemas. O limite não é mais o veículo, mas o cansaço dos candidatos.

Com isso, creio que a internet está roubando mais um pedacinho das funções da TV: a transmissão ao vivo de alguns eventos. Nada assustador. É claro que a TV e os telespectadores logo, logo estarão adaptados. Mas que é uma mudança, é…

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23/09/2008 - 08:26

Após eleições, vem reforma ministerial


BRASÍLIA É UMA BELEZA: os repórteres que cobrem a área política sabem que há temas que sempre voltam ao noticiário, em momentos específicos. E vêm invariavelmente da mesma forma: começam com um comentário aqui e ali, em geral com o interlocutor pedindo sigilo; crescem; tomam corpo; viram um debate forte e às claras, com ares de fato consumado; depois são negados pelo poderoso de plantão; esfriam um pouco, mas acabam acontecendo, sempre bem depois da data marcada, só que numa dimensão bem menor do que se imaginou de início.

Mas vamos lá! É um ritual que se tem de cumprir, porque, em jornalismo, não se briga com os fatos. E o fato é que, terminadas as eleições municipais, os partidos políticos que apoiam o governo vão fazer as contas e ver quem ganhou e quem perdeu na disputa.

Os que ganharam saem na frente para as próximas eleições proporcionais. Ou seja: quem eleger agora mais prefeitos e vereadores, tem mais cabos eleitorais para eleger deputados nas próximas eleições. Será, então, um partido mais importante na sua coalizão, e vai cobrar mais espaço no governo que apóia. Ou seja, mais e melhores ministérios. Daí começa a pressão por uma reforma ministerial.

Foi assim no primeiro e no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso e no primeiro governo Lula. E será assim agora no segundo governo Lula. O curioso é que, nos últimos tempos, essa discussão sempre teve um protagonista: o PMDB. O presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), admite:

-­ É interessante mesmo. Há tempos que o PMDB não tem tido candidaturas significativas a presidente da República, mas o partido tem-se saído muito bem nas eleições municipais e, com isso, tem tido uma boa base para eleger deputados e senadores. Está aí, talvez, a explicação para a nossa força.

E como se sairá o PMDB dessas eleições municipais?

- ­ Acho que elegeremos algo em torno de cinco prefeitos de capitais. Mas, num balanço final, acabaremos fazendo o maior número total de prefeitos no país, assim como o maior número de vereadores. E é isso que nos faz fortes aqui em Brasília.

Pergunto se fortes o suficiente para cobrar uma reforma ministerial. Mas Michel Temer não gosta de falar do assunto.

- ­ Essa coisa de reforma ministerial é com o presidente. Não me cabe ficar falando disso.

Eu insisto:

- ­ Mas o senhor acha que será necessária?

- ­ Bem… Pode ser que haja necessidade de uma acomodação de forças. Isso é absolutamente normal. Mas não creio que seja coisa para este ano. Se ocorrer, o momento propício é lá para fevereiro.

Pois é. Estamos em finais de setembro. O primeiro turno das eleições será no início de outubro, e o segundo turno, no final do mês. Em novembro, começa o burburinho; dezembro e janeiro a coisa amadurece e; em fevereiro, quando a nova turma de deputados e senadores assume, a questão é colocada na mesa às claras. Quatro meses após as eleições… Não é um prazo tão longo assim.

Do lado do presidente Lula, será a oportunidade de redesenhar o governo para a reta final. E para preparar o caminho da campanha de sua candidata à sucessão presidencial, a ministra Dilma Rousseff. Apesar da alta popularidade do presidente, Lula sabe que sua ministra não é uma figura assim tão conhecida, precisará de um forte apoio dos aliados na campanha. E, para isso, nada como acomodá-los a contento no ministério.

Política, afinal, é desse jeito. Quem tem mais poder, quer mais espaço. Por exemplo: o PMDB apoiará Dilma Rousseff sem ficar, digamos, com a vaga de vice na chapa? Michel Temer não gosta de “fulanizar” o assunto. Aceita falar em tese:

- ­ Não é improvável que acabemos formando uma chapa em 2010 com o candidato ou a candidata do presidente. Mas não dá para imaginar o PMDB fora da chapa. Havendo a aliança, ela pressupõe o PMDB como vice.

E como fica Ciro Gomes, do PSB, que já se ofereceu para vice?

- ­ É, realmente teríamos um problema… ­ reflete Temer.

Mas isso fica para depois.

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23/09/2008 - 08:13

SINOPSE DA IMPRENSA

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

NACIONAIS:

- Aposentado poderá ganhar mais em 2009. O governo quer emplacar, no próximo ano, uma política de recuperação salarial para cerca de 7 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O reajuste, superior ao concedido nos últimos anos, ficaria em torno de 7% a 9%; (1)

- Perspectivas favoráveis. O mercado financeiro reviu sua projeção para o crescimento da economia neste ano, para 5,17%. A previsão para o aumento do PIB em 2009 permaneceu em 3,60%. As estimativas para o saldo da balança comercial e o ingresso de investimentos estrangeiros em 2008 também subiram; (1)

- financiamento imobiliário foi recorde em agosto. Eles atingiram R$ 3,494 bilhões em agosto, com crescimento de 94,59% em relação ao mesmo mês de 2007; (2)

- Os fundos que lucraram com a crise. Poucos fundos de investimentos conseguiram enfrentar com galhardia a forte turbulência dos mercados financeiros na semana passada. Levantamento feito pelo Valor com dados do site Fortuna mostra que, surpreendentemente, alguns conseguiram até ganhar dinheiro. Entre os fundos de arbitragem, de uma amostra de 54 carteiras só 14 terminaram bem a semana. Já nos multimercados de gestores independentes, de 66 carteiras 24 não tiveram perdas no período; (1)

- Economia forte faz setor de seguros crescer. A perspectiva do mercado brasileiro de seguros é de crescimento consistente no curto e médio prazos. Este é o principal destaque de um relatório que a Fitch Ratings, agência internacional de classificação de risco, divulga hoje. O crescimento econômico, aliado à recente abertura — em abril deste ano — do mercado de resseguros, garante o desempenho positivo do setor, que já responde por 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e apresenta expansão anual de 14% do consumo per capita de produtos de seguros entre 2003 e junho deste ano; (1)

- Atalho para o Oceano Atlântico. O aparente torpor que toma conta das tardes quentes no cerrado do Tocantins esconde o ritmo acelerado de um processo que deve mudar por completo a região e parte dos estados vizinhos. Na pequena cidade de Colinas, a Vale vai construir seu principal terminal multimodal na Ferrovia Norte-Sul, um projeto de mais de 20 anos que finalmente está sendo concluído; (1)

- Planejamento autoriza 148 vagas para Ministério da Defesa. (2)

POLITICAS:

- Pesquisa CNT/Sensus revela que bateu em 77,7% o percentual de pessoas que dizem aprovar o desempenho do presidente Lula; (1)

- Em NY, Lula faz defesa da liberdade de imprensa; (1)

- Lula pede fim de barreiras comerciais para desenvolvimento da África; (3)

- Lula diz que Brasil está preparado para crise e pede controle da especulação; (3)

- Lula desmente uso do FGTS para financiar o pré-sal. O presidente Lula classificou como “abominável” e “irresponsável” a versão segundo a qual o governo estuda autorizar o uso de FGTS para a compra de ações da Petrobras, com o objetivo de reforçar investimentos para explorar as jazidas do pré-sal. Com a declaração, Lula desautorizou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que havia confirmado a idéia; (1)

- Aprovação recorde eleva cacife eleitoral de Lula; (1)

- Cesar eleva despesas do seu sucessor. O prefeito Cesar Maia aumentou em 12% as despesas com pessoal no orçamento de 2009, limitando a margem para que os candidatos a lhe suceder cumpram promessas de fazer contratações. Os gastos com funcionários chegaram a 55,8% da arrecadação; (1)

- Alckmin ignora Serra e volta a atacar Kassab. A ação do governador José Serra para tentar estancar a crise no PSDB e salvar a aliança com o DEM ainda não surgiu efeito. Na propaganda no rádio e na TV, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab continuam a trocar ataques diretos. A situação agrava a divisão interna do PSDB e já preocupa a cúpula do partido, que decidiu cobrar entendimento a menos de 15 dias da eleição. O presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), pediu mais respeito para que os dois partidos estejam juntos no segundo turno contra a petista Marta Suplicy. “Isso só ajuda o adversário, que é o PT”, disse. (1)

ESPORTES:

- Ataque empacado complica a vida do São Paulo no Brasileiro. Time só faz três gols nos últimos quatro jogos e vê desempenho do setor ofensivo ser superado pelo Palmeiras; (2)

- Duelo entre São Caetano e Corinthians será em Campinas. CBF atende solicitação do clube do ABC e muda local da partida para o Brinco de Ouro da Princesa; (2)

- Palmeiras leva apenas quatro titulares para Lima; (2)

- Grêmio pode ter dois desfalques no Gre-Nal. (2)

INTERNACIONAIS:

- Morales insiste em acordo de paz com governadores da oposição; (3)

- Frota russa parte para manobras com a Venezuela. Moscou manda navios para o “quintal” dos EUA na maior mostra do poder militar na região desde a Guerra Fria; (2)

- Apresentado projeto para que Uribe possa ser reeleito em 2014; (2)

- Casa Branca alerta Irã sobre falta de acesso a programa nuclear; (2)

- Eleições EUA - Obama tem vantagem de 5 pontos sobre McCain. Democrata obtém 49%, contra 44% do republicano; crise financeira muda cenário. (2)

BRASÍLIA/DF:

- Acidentes caem 25% no DF após lei seca; (1)

- Ação para derrubar os bombeiros particulares. Associação reage contra lei de Leonardo Prudente que manda contratar brigadistas. Distrital é dono de empresa no setor; (1)

- Edifícios com painéis publicitários no DF passarão por nova fiscalização; (3)

- Distrito Federal terá estações para aluguel de bicicletas; (3)

- O tempo em Brasília ficará entre 17º a 25º.Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora. (3)

Fontes:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6

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22/09/2008 - 12:07

Formam-se dois fenômenos eleitorais no Rio

A campanha eleitoral no Rio de Janeiro já tem um fenômeno. Falta ficar claro o outro fenômeno. O primeiro chama-se Eduardo Paes, o candidato do PMDB a prefeito do Rio. Todas as pesquisas de todos os institutos, nas últimas semanas, só têm apontado o seu crescimento. Em alguns institutos, ele já bate longe o antigo primeiro colocado, Marcelo Crivella (PRB). O homem é um fenômeno. Até as criancinhas o escolheram como Mister Simpatia…

Com Crivella tem ocorrido o oposto: os institutos apontam uma curva decrescente nas intenções de voto. Só não digo que o homem está com pinta de derrotado porque também não me fio muito em pesquisas. E ontem, numa passeata em Copacabana pelo fim da intolerância religiosa, Crivella até disse uma verdade: há muito preconceito contra ele, pelo fato de ser da Igreja Universal do reino de Deus (tudo bem, não vou chamar de Igreja Universal do Reino de Edir Macedo). Então juntando a consciência de que há preconceito com certa desconfiança que tenho das pesquisas de opinião, não tenho coragem de dizer que Crivella já perdeu.

Mas, do jeito que os institutos têm-no apontado em queda, se Crivella chegar ao segundo turno, será também um fenômeno. Mostrará que a mídia contrária - especialmente as Organizações Globo - e os institutos de pesquisa não têm tanto poder quanto imaginam.

Digamos agora que Crivella perca e a terceira colocada, Jandira Feghalli (PCdoB), vá para o segundo turno. Outro fenômeno! A comunista terá superado suas desavenças da eleição passada com parte da Igreja Católica, e terá conseguido atropelar uma certeza eleitoral de antes da campanha: de que Crivella estaria no segundo turno de qualquer maneira.

E eis que ainda estão os institutos de pesquisa acenando com uma terceira possibilidade de segundo fenômeno eleitoral do Rio: Fernando Gabeira (PV). Algumas pesquisas apontam que ele estaria crescendo a passos largos na preferência do eleitorado. Cá pra nós, não sei - exatamente - se isso é verdade ou é mera torcida dos institutos e da elite. Mas se Gabeira chegar ao segundo turno - e hoje já não parece impossível - terá sido, sim, um grande fenômeno.

Resultado da brincadeira: essa reta final de campanha eleitoral no Rio de Janeiro promete grandes emoções.

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20/09/2008 - 17:35

Militares tiram sábado de folga da campanha eleitoral no Rio

Porta-voz do Comando Militar do Leste, o tenente-coronel André Luiz Novaes declarou que já estava tudo programado com antecedência: As Forças Armadas não foram ontem aos morros do Rio. Disse André Luiz Novaes: “Vamos entrar em uma semana complexa, com ocupações até em São Gonçalo e decidimos aproveitar o dia para fazer o reajuste de dispositivo e um balanço da Operação Guanabara”.

É, pode ser…

Mas tendo a acreditar, aliás, aposto dez contra um que a turma tirou mesmo foi um dia de folga. Por que? Porque hoje é sábado, como diria o poetinha.

E não só porque hoje é sábado. Mas também porque a ausência das tropas não vai fazer a menor falta. Afinal, a tal Operação Guanabara — que se resume a uma parada dos militares durante três dias em alguma favela, e tudo volta ao normal depois — não conseguiu acabar com o controle que o tráfico e a milícia exercem sobre os eleitores dessas áreas, escancarando cartazes e faixas irregulares dos candidatos escolhidos pelos donos dos morros e impedindo a campanha, nesses currais eleitorais, de qualquer outro candidato não-autorizado.

Então, já que é uma operação que não serve pra nada, não tem problema algum eles tirarem o sábado de folga. Que descansem em paz.

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19/09/2008 - 10:37

Tucanos e verdes pressionam Cesar Maia a apoiar Gabeira

O prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), começa a ser pressionado a abandonar a candidata de seu partido à sua sucessão, Solange Amaral, em favor do candidato do PV-PSDB, Fernando Gabeira. Tudo por culpa do próprio Cesar Maia.

É que seu grupo deixou vazar o que seria uma pesquisa interna da GPP segundo a qual Gabeira já teria ultrapassado a candidata do PCdoB, Jandira Feghalli, em terceiro lugar na preferência do eleitorado. Em primeiro lugar, em quase todas as pesquisas, está o candidato do PMDB, Eduardo Paes, seguido por Marcelo Crivella (PRB).

Digo “quase todas” porque agora chegou a hora da guerra das pesquisas e, é claro, a turma de Crivella também encomendou as suas, segundo as quais, é claro, ele está na frente. O pessoal de Jandira, por sua vez, também está vazando uma pesquisa em que afirma já ter ultrapassado Crivella no segundo lugar.

A do Cesar Maia vinha nesse mesmo bolo, como forma de abalar a candidatura de Jandira, que, desde o início, Solange considerava sua grande opositora. Só que, ao vazá-la, o grupo de Maia acabou encorajando os tucanos e os verdes para o seguinte argumento:

Se é assim, e se o prefeito quer mesmo — tanto o quanto faz parecer — derrotar o governo federal e o estadual no pleito do Rio, a hora é agora de “cristianizar”, ou seja, de abandonar sua candidata e partir para o apoio desbragado ao Gabeira. A turma de Gabeira pediu até a ajuda do tucanato nacional para convencer Cesar Maia. Os tucano sabem como o prefeito é uma figura difícil, mas resolveram tentar. Afinal, Cesar Maia está ficando mesmo sem opção.

Segundo o último DataFolha, a candidata do DEM, Solange Amaral, entrou nesta reta final de campanha com apenas 5% na preferência do eleitorado. Ou seja, está mais do que na hora de jogar a toalha. A julgar pelo DataFolha — o único destes institutos que não vende levantamentos para candidatos –, a disputa no Rio está entre o candidato do governador Sérgio Cabral, Eduardo Paes, e os candidatos do presidente Lula, Marcelo Crivella e Jandira Feghalli.

Cesar Maia, que esperava entrar nessa bola dividida, foi posto para córner pelo eleitor.

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